Mostrando postagens com marcador RepsolYPF. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador RepsolYPF. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Petrobras perde espaço na Argentina para a Repsol YPF


A Petrobras está perdendo participação de mercado na Argentina. De acordo com relatório da consultoria econômica IES sobre a produção e vendas de combustíveis no país, nos primeiros cinco meses de 2009 a filial local da estatal brasileira ficou com 12,2% das vendas de diesel, comparado a quase 14,4% no mesmo período do ano passado. A fatia foi abocanhada pela espanhola Repsol YPF, que avançou quase 3,5 pontos percentuais para 58,7%, tomando espaço também das outras grandes empresas do setor.


O diesel é o combustível mais usado na Argentina, com 63,8% do consumo - a maioria dos carros particulares do país roda a diesel, além de caminhões e tratores e praticamente não existe carro a álcool. No mercado de gasolina, a Petrobras ficou com 11,6%, ou 2,1 pontos a menos que no ano passado. O mercado de gasolina se divide entre a comum, que responde por apenas 2% do consumo; a " super " (de melhor qualidade), com 28,6%; e a de aviação com o restante.



De acordo com o levantamento da IES, a produção total dos principais combustíveis baixou 3,6% comparado ao mesmo período de 2008, para 8,216 milhões de metros cúbicos (m3). Só a gasolina super teve um crescimento de 2,9%, enquanto a comum caiu 44% e o diesel, 3,5%.


A forte desaceleração econômica causada pela crise financeira internacional e a queda da atividade agropecuária devido à seca explicam a queda de produção e vendas de combustíveis, diz o economista Alejandro Ovando, sócio da consultoria e responsável pela análise do setor.



Como consequência, todas as empresas tiveram queda nas vendas, tanto de diesel quanto de gasolina, nos primeiros cinco meses de 2009. Mas a Repsol YPF, líder de mercado no país, ganhou espaço das demais por uma " política de preços " , diz Ovando. " Enquanto as outras empresas mantiveram os preços ao consumidor final, a YPF reduziu, ganhando espaço. "



O negócio de petróleo na Argentina está em baixa. Segundo dados do Instituto Argentino de Petróleo (IAP), as reservas comprovadas do país em petróleo e gás caíram 27,8% no período 2003-2007, coincidente com a fase de recuperação da economia pós-crise. Em 2008, caiu mais 2,2%. Ou seja, as reservas caíram 30% em um período no qual a economia argentina cresceu 60%. A produção caiu 6% em 2007 e 3% em 2008.



As vendas consolidadas da Petrobras Energia no primeiro trimestre deste ano caíram 16,8% comparado ao mesmo período de 2008, totalizando 2,666 bilhões de pesos (US$ 720,5 milhões, aproximadamente). Com a queda dos preços do petróleo no ano passado e início deste, a empresa ficou no vermelho. No primeiro trimestre de 2009, a companhia registrou prejuízo de 205 milhões de pesos (US$ 55 milhões) comparado a um lucro de US$ 76 milhões no mesmo período do ano passado (Fonte: O Globo - Globo / Valor Online, 2009-07-15).

sexta-feira, 8 de junho de 2007

RepsolYPF cria a Petrolífera Latino-Americana

A companhia petrolífera Repsol YPF transformará a filial argentina YPF em uma companhia com ativos em oito países latino-americanos, disseram fontes da empresa citadas na edição de hoje do jornal Clarín.A Yacimientos Petroliferos Fiscales (YPF) receberá todos os campos de petróleo e gás, refinarias e outros bens que a Repsol YPF tem em Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Cuba, Equador e Venezuela.De acordo com as fontes, a companhia passará a ser uma petrolífera "latino-americana" assim que a Repsol YPF vender 25% do pacote acionário a um sócio local, passo que requer de "seis a sete semanas"."É uma operação pendente da aprovação do sócio local, primeiro, e que as autoridades e regulamentações de cada país permitam, em segundo lugar", especificaram as fontes."A idéia é montar uma empresa latino-americana líder em termos energéticos e que seja a referência da Repsol na região", acrescentaram.Isto significa que a YPF, privatizada na década de 90, reunirá "todos os ativos que permitam ter grandes possibilidades de crescimento, das estratégicas reservas de gás da Bolívia à potencialidade das áreas mar adentro do Brasil, passando pelos ricos campos da Venezuela"."Será uma companhia grande, com projeção", asseguraram as fontes.O Clarín publicou as declarações depois da reunião de diretores da Repsol YPF ocorrida na quarta-feira, em Buenos Aires, com a presença do presidente da companhia, Antonio Brufau.O jornal de maior tiragem da Argentina também citou declarações de Sonia Ruiz de Garibay, analista da empresa Caja Madrid Bolsa, para quem "tudo o que reduza o risco latino-americano é bom para a Repsol".A companhia petrolífera desmentiu, na quarta-feira, que espera obter entre US$ 10 bilhões e 12 bilhões pelos ativos da venda de 45% das ações da YPF, como tinha indicado o "número dois" da companhia, Miguel Martínez.Por meio de um comunicado, Martínez assegurou que tal avaliação "não corresponde às estimativas preliminares" para realizar a operação, que consiste em vender primeiro 25% da YPF para uma empresa argentina e depois colocar outros 20% das ações em oferta pública na Bolsa de Buenos Aires.O jornal de negócios "Ámbito Financiero" comentou hoje que o desmentido foi "insólito", em vista de que a avaliação em questão "foi exposta a vários banqueiros" na terça-feira, "depois de ser profundamente analisada durante vários meses".De acordo com o jornal, a Repsol YPF tem uma "acelerada intenção" de se desprender de ativos da filial argentina, "quase na mesma velocidade que a dos próprios interessados em comprar".Vários diários argentinos concordaram hoje que o principal candidato a comprar os 25% da YPF é o proprietário do Grupo Petersen, o banqueiro Enrique Ezquenazi, um dos empresários com bons vínculos com o presidente da Argentina, Néstor Kirchner. (Invertia)