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quinta-feira, 7 de abril de 2011

Petrobras no Golfo do México


O Escritório de Administração, Regulamentação e Supervisão de Energia Oceânica dos EUA concedeu, na quinta-feira (17), uma licença para a Petrobras iniciar a produção de petróleo e gás natural em seu projeto nos campos de Cascade e Chinook, no golfo do México.

A direção do órgão ressaltou a colaboração entre a indústria e o governo americano para a produção de recursos de energia no país.

Com a obtenção dessa licença, a Petrobras iniciará em breve a produção no golfo do México, em campos localizados a uma profundidade de 2.500 metros.

Será o primeiro navio-plataforma tipo FPSO (navio que tem instalações de produção e estocagem) a operar na região do golfo, nos EUA. A Petrobras tem experiência com operação de FPSOs em águas profundas e ultraprofundas no Brasil, inclusive nos campos do pré-sal.

A plataforma tem capacidade para produzir 80 mil barris de petróleo e 500 mil metros cúbicos de gás por dia. Entre as principais vantagens do navio-plataforma está a mobilidade. Em caso de condições climáticas adversas, a embarcação pode ser separada do sistema de poços e navegar para áreas seguras. (Fonte: Folha - UOL, 2011-03-19).


quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Petrobras pode voltar a explorar petróleo em Cuba


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva negocia a volta da Petrobras na exploração de petróleo ao longo da costa cubana, disse ao R7 o ex-embaixador do Brasil na ilha, Tilden Santiago. O diplomata, que esteve à frente da embaixada em Cuba durante o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2006), afirmou que esse será um dos temas na agenda da visita de Lula à terra de Fidel Castro nesta quarta-feira (24), ainda que de forma extraoficial:


- Tenho informações do Itamaraty e da Presidência de que o presidente [Lula] pretende retomar vários aspectos. Um deles é a possibilidade de o Brasil voltar a participar das prospecções de petróleo no entorno da ilha de Cuba. Nos dois primeiros anos em que eu estava lá [como embaixador] a Petrobras atuou no país.


Questionada, a assessoria de imprensa do Itamaraty disse que não confirma a informação sobre a Petrobras. Mas também não nega.


Lula já havia acenado para essa possibilidade em visita à ilha no final de 2008. Na agenda oficial da visita dele a Cuba, no entanto, não estão previstos novos acordos sobre petróleo.


Em 2008, a Petrobras adquiriu direitos de exploração de um bloco de águas profundas cubanas no golfo do México. A empresa brasileira fez os estudos sísmicos, mas ainda não se decidiu sobre a exploração. Lula disse nesta semana em seu programa de rádio que a Petrobras poderia fazer uma prova de prospecção neste ano.


O governo Lula colocou a Petrobras para procurar petróleo em águas profundas cubanas, abriu uma linha de crédito comercial para o país, apesar da dificuldade de Havana em pagar seus fornecedores, e estabeleceu um acordo para que a construtora Odebrecht modernize o terminal de contêineres do porto de Mariel (Fonte: R7 Notícias, 2010-02-24).

segunda-feira, 30 de março de 2009

Sonangol atenta a Cuba


A petrolífera angolan, juntamente com outras de origem chinesa e russa, é candidata a exploraçao de blocos de petróleo no Mar do Carbe pertencente a Cuba. O assunto, segundo o Semanário "Novo Jornal", vem sendo falado há muito e o ano passado o presidente da Sonangol este em Havana.


Segundo ainda àquele Semanáro angolano, o assunto foi discutido durante a visita de Raúl Castro, actual Presidente Cubano Angola.


Citando à Reuters, o Novo Jornal revela que o ministro daIndustria cubana, Manuel Marrero afirmou que na capital cubana a existência de empresas chinesas e angolanas a negociar participações em blocos petrolíferos do país. Mas avançados estão investidores russos, que nos próximos dias podem assinar um acordo de exploração de 15 bcos sitados na parte cubana do Golfo do México.


Recorde-se que esta investida russa em Cuba indica reaproximação efectiva entre os dois países. Logo a seguir à queda do Muro de Berlim e consequentemente o desmoronar dos países comunistas, Rússia e Cuba foram-se afastando a nível político, diplomático e económico. Mas Vladimir Putin e agora Medvedev (actual Presidente da Rússia) retornaram a cooperação, sendo a área petrolífera uma das mais apetecíveis.


A propósito, o Manuel Marrero disse também que, apesar do interesse efectivo da parte chinesa e angolana, estas intenções são menos expansionistas do que as do Leste Europeu. Cuba dividiu a sua parte do Golfo do México em 59 blocos, sendo que 21 estão já entregues a sete Companhias petrolíferas.


O país caribenho produz 60 mil barris de petróleo por dia. Até agora, e segundo a Reuters, apenas um poço está a ser explorado com algum sucesso, através dos espanhóis da Rapsol. Estes já avisaram estar dispostos a avançar para a segunda concessão, ao mesmo tempo que a brasieira petrobras também demonstrou interesse nas águas profundas de Cuba (Fonte: Angonoticias, 2009-03-24).


domingo, 26 de agosto de 2007

Petrobras avança no Golfo do México

Petrobras ganha direitos de exploração no Golfo do MéxicoA petrolífera estatal brasileira Petrobras anunciou hoje que ganhou direitos de exploração de petróleo em 34 blocos no Golfo do México, Estados Unidos. Pelos direitos de exploração, adquiridos em leilão realizado pelo Serviço de Gestão de Minerais norte-americano, a petrolífera brasileira vai pagar perto de 29 milhões de dólares (21,3 milhões de euros). A Petrobras apresentou ofertas por um total de 40 blocos. A Devon Energy, parceira da Petrobras Energia nalgumas das licitações, arrecadou direitos de 26 blocos petrolíferos por 20 milhões de dólares (14,7 milhões de euros). Quem mais blocos conseguiu foi a BP, 91 de 108 disputados, mas o maior investimento coube à norueguesa Statoil ASA - 139 milhões por 36 blocos. O Serviço de Gestão de Minerais calcula a capacidade de produção da área em questão nos 242 milhões a 423 milhões de barris de petróleo e de 1,64 biliões a 2,64 biliões de pés cúbicos de gás natural. (Notícias Lusófona)

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

Petrobras produz petróleo no Golfo do México

Brazil's state-run oil company Petroleo Brasileiro SA has started to produce oil and natural gas from its Cottonwood field off U.S. shores in the Gulf of Mexico, the company said Monday. Petrobras connected a first production well with an initial daily output of 4,000 barrels of light oil and 1.1 million cubic meters (39 million cubic feet) of gas, it said in a statement. Petrobras said it will connect a second well this month, boosting gas output to 2 million cubic meters (70 million cubic feet) a day, and overall oil and gas production to 20,000 barrels of oil equivalent, or BOE, a day. With that, the company's overall production in the United States will reach 25,000 BOE a day by the end of February, Petrobras said. Cottonwood is the first overseas deep-water field where Petrobras has started producing as an operator. The company said last year that it expects to produce 100,000 barrels of oil a day in the United States in 2011. (Associated Press)

GRANDES PARCERIAS E NEGÓCIOS

A Petrobras atua em exploração e produção nos Estados Unidos desde 1987, quando adquiriu as participações da Texaco em oito blocos no setor americano do Golfo do México. Mantém ainda, no mercado americano, atividades no segmento de Comercialização de petróleo e derivados. Nessas quase duas décadas, a Petrobras América vem intensificando sua ação através de farm-ins (aquisições de participação) e da aquisição de blocos nos leilões realizados pelo Governo Americano (Lease Sales). Através dessas modalidades de negócios, a Petrobras vem ampliando a sua carteira de ativos, conquistando o reconhecimento da indústria mundial para a alta tecnologia que desenvolveu nas operações em águas profundas e ultraprofundas. Com isso, vem despertando o interesse de algumas das maiores empresas petrolíferas do mundo, e com elas formando parcerias que ampliaram nos últimos anos a sua participação na Exploração e Produção petrolífera em águas americanas.

Em 2004, através de farm-ins, a Companhia adquiriu importantes prospectos exploratórios em águas profundas do setor americano do Golfo do México, e também passou a participar da exploração de blocos para a prospecção de gás em reservatórios profundos, em águas rasas.
Além disso, no segundo semestre, a Petrobras América arrematou 37 blocos na região promissora e inexplorada do quadrante denominado Corpus Christi, em águas de 500 a 2 mil metros de profundidade, na direção do Estado do Texas. Os técnicos da Companhia, aplicando conceitos exploratórios inovadores, já identificaram pelo menos três grandes prospectos nessa região, com potencial para grandes reservas de petróleo. A Empresa é a operadora e detém 100% de participação nesses blocos, e planeja perfurar os primeiros poços exploratórios após estudos geológicos mais detalhados que vêm sendo realizados.
A Unidade de Negócio nos Estados Unidos contribui, assim, para os objetivos do Plano Estratégico 2015 da Petrobras, atuando em áreas de interesse no exterior em vantagem competitiva, com a sua tecnologia avançada e eficiência operacional. A atual carteira de ativos da Petrobras América em águas americanas soma 212 blocos, dos quais em 73 é operadora.
A preocupação com a Segurança, Meio Ambiente e Saúde (SMS) também está presente nas operações, como no Brasil e nas demais Unidades no exterior. Nos Estados Unidos, a Petrobras desenvolve o programa Quest for Excellence, cujos objetivos são: assegurar que todas as operações da Companhia e contratadas sejam conduzidas em conformidade com a política e as 15 diretrizes corporativas de SMS; assegurar a excelência da gestão dos negócios da Companhia; e buscar o atendimento das expectativas de todas as partes interessadas e influenciadas pelas atividades da Unidade (stakeholders).
Descobertas e crescimento

Desde 2002, a Petrobras vem participando de sucessivas descobertas em águas ultraprofundas do setor americano do Golfo do México. Naquele ano, houve a descoberta da acumulação de Cascade. A partir desse resultado bem-sucedido, a Companhia contratou rapidamente outros blocos e realizou, em 2003, outras descobertas de óleo - as acumulações de Chinook e Saint Malo.
Já em abril de 2004, se fez a descoberta de gás natural no campo de Coulomb North, localizado no Bloco MC 613, e que em menos de três meses começou a produzir, valendo-se da infra-estrutura de produção e escoamento adjacentes. Essa descoberta, operada pela Shell em parceria com a Petrobras, representa o atual recorde mundial de produção em águas ultraprofundas (a 2.031 metros). O poço Coulomb-3 (C-3), descoberto com a participação da Companhia, possui cerca de 40 metros de reservatórios de gás natural. Para 2005, estão previstas as perfurações dos prospectos Zion e Bryce, operados pela Petrobras próximos ao campo de Coulomb North.
Também em 2004, foi concluído outro poço de delimitação da jazida de Saint Malo, aumentando os volumes esperados. Mais recentemente foi iniciada a perfuração de dois poços pioneiros - Das Bump e Hadrian - em prospectos com características semelhantes aos anteriores.
As reservas provadas da Petrobras no setor americano do Golfo do México ainda são modestas - 36,03 milhões de barris de óleo equivalente (boe) -, assim como sua produção, que é de 6,7 mil boe/dia. Mas o potencial de crescimento das atividades e de novas descobertas é considerado excelente pela Unidade, em especial quando forem contabilizadas as reservas provadas dos campos petrolíferos já descobertos, com a implementação dos respectivos planos de desenvolvimento da produção.

Objetivos ultraprofundos em águas rasas

A Petrobras fez uma análise positiva das perspectivas do mercado americano para a comercialização de gás natural e definiu a estratégia de se posicionar como produtora desse energético. Assim, ao final de abril de 2004, a Companhia anunciou sua participação no projeto Treasure Bay, que engloba 60 blocos no setor americano do Golfo. A Companhia adquiriu participação nesses blocos da empresa independente norte-americana Newfield. Outros sócios no projeto incluem a BHP Billiton, BP e Exxon.
Essa nova fronteira exploratória, embora de alto risco operacional e exploratório em face das elevadas condições de pressão e temperatura esperadas em horizontes muito profundos, se justifica pelo potencial das áreas de conterem grandes reservas de gás e pela forte demanda por esse produto no mercado americano. Além disso, espera-se que, em caso de sucesso, a produção possa ser iniciada em curto prazo, devido à existência de infra-estrutura de produção e escoamento em águas rasas do Golfo do México. Cerca de 12 prospectos foram identificados nessa nova frente exploratória, o primeiro dos quais, denominado Blackbeard, com reservatórios situados a mais de 10.000m de profundidade. (Petrobras)