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quinta-feira, 30 de julho de 2009

Melhor petróleo do Brasil é extraído das profundezas da Amazônia


Retirada de 2.300 metros de profundidade é feita por 70 poços na selva.Supergasoduto de R$ 4,5 bilhões está em fase de acabamento.

De um campo de exploração no centro do Amazonas é retirado o petroleo de melhor qualidade do Brasil, além de gás natural. Uma atividade como essa em um ambiente tão sensível como a selva amazônica exige muitos cuidados.

Por esse motivo, o Campo de Urucu só é acessível por avião ou barco.

Ainda de longe já é possível ver uma chama onde menos se espera - no centro de uma floresta virgem. Em volta, uma pista de pouso, um polo de controle e 70 poços ligados por pequenas estradas. A boa quantidade de gás e a alta qualidade do petróleo que foram o que levou o Brasil a assumir o risco de iniciar a exploração em um ambiente tão delicado.

O petróleo de Urucu, que sai de uma profundidade de 2.300 metros é um tipo especial, leve, rico em produtos nobres e muito valorizado. É o melhor petróleo produzido no país. A extração não é grande - menos de 2% da produção brasileira - mas dá para abastecer grande parte da Amazônia.

Mais do que petróleo, Urucu produz gás. Dali sai todo o gás de cozinha consumido no Norte do país e em parte do Nordeste. Dos poços também sai um outro tipo de gás, o natural. Para aproveitá-lo, está em fase de acabamento um supergasoduto, que começa em Urucu, passa por Coari e chega a Manaus. O gás vai substituir o óleo que hoje é queimado em termoelétricas, pois polui menos e é mais barato.


"Você pode colocar energia em toda essa região a partir do gás que é transportado de forma mais limpa, porque volatiliza, não suja o ambiente", diz o gerente-executivo de Exploração da Região Norte e Nordeste da Petrobrás, Christóvan Sanches. O gasoduto vai custar R$ 4,5 bilhões, quase o dobro do previsto. A obra enfrentou chuvas, pântanos e inundações. Alguns tubos tiveram de ser transportados por helicópteros. Um levantamento das doenças que poderiam atacar os operários teve resultado assustador. “Quarenta e sete doenças tropicais: malária, leishmaniose e até febre do oeste do Nilo. A gente estaria sujeito porque tem uma ave migratória, que pousa na região, e poderia nos contaminar", explica Mauro de Oliveira Loureiro, gerente-geral da obra do gasoduto. O controle das doenças, no entanto, foi bem-sucedido. "Não tivemos nenhum caso de contaminação de malária durante a obra, mesmo tendo períodos em que quase temos nove mil pessoas trabalhando", diz Loureiro.

Todo o material usado em Urucu é trazido por balsas. A decisão foi isolar a área do resto da civilização. A construção de estradas de acesso poderia trazer posseiros e madeireiros para uma região de floresta virgem e rios limpos. No Rio Urucu, vê-se como a intervenção na natureza provocada pela exploração do gás e do petróleo é pequena e localizada. O porto Urucu surge de uma hora para a outra em meio a um ambiente preservado. Não foi preciso destruir uma larga extensão de floresta.


Rio traiçoeiro

O belo rio de águas escuras é traiçoeiro. A navegação exige perícia dos marinheiros. "Ele não tem espaço para você manobrar direito, é muito estreito, e você tem que ter bastante cuidado", conta o comandante do barco, Manoel da Silva. Quem antes vivia do trabalho duro e mal pago na exploração da floresta, hoje tem emprego com carteira assinada. "Nasci no interior, cortando seringa, fazendo roça", conta Juvenal Rodrigues Feitosa, de 55 anos.

Reportagem aberta para comentários. Deixe o seu no final do texto. O jardineiro Raimundo Ferreira da Silva, que cria mudas para reflorestamento é outro amazonense que se livrou da vida difícil de seringueiro para trabalhar em Urucu: "A gente pegou um dinheiro melhor, um trabalho mais seguro". O pessoal que trabalha no campo faz turnos, 14 dias de trabalho isolado na floresta por 14 dias de descanso com a família em Manaus e em outras cidades do Brasil. "A Amazônia acho que todo mundo tem um sonho em conhecê-la. Tem hora que eu estou trabalhando em Urucu e eu fico pensando, no mapa. A distância de Betim para cá. Nunca imaginei estar aqui", afirma Giovanini Araújo, mineiro de Betim.


Tempo livre


Difíceis são os momentos de descanso, quando a saudade da família bate forte. Sempre tem um jogo de dominó, muita conversa jogada fora e o suor da ginástica. Quem quiser, pode aproveitar a escola montada especialmente para os funcionários. Bilga Cândido da Silva é camareira em Urucu. Ela gostou do sistema que permite que ela fique 14 dias com os filhos nas folgas em Manaus. No campo ela consegue fazer o que sempre quis: estudar. "Você passa o dia trabalhando. À noite já vem para a escola e está ocupando aquele espaço que fica vago, com saudade da família. Está aprendendo e ainda ocupa o tempo", conta (Fonte: G1 - Globo, 2009-07-14).

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Maputo abastecida de gás natural a partir de 2012

A província e a cidade de Maputo e a zona norte de Inhambane vão dispor de gás natural a partir de 2012 nos termos dos contratos de concessão a favor da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) aprovados terça-feira pelo governo de Moçambique.
No caso concreto da cidade de Maputo e distrito de Marracuene, o projecto representa um investimento global de cerca de 80 milhões de dólares, devendo ser realizado em duas fases. A primeira consistirá na construção de um ramal da Matola para a cidade de Maputo, avaliado em 20 milhões de dólares e ainda um anel de distribuição, calculado em sete milhões de dólares e da capital do país o gás será levado para Marracuene, prevendo-se que esta componente custe 2,5 milhões de dólares.
Caso o aumento do consumo de gás assim o exija, entrar-se-á na segunda fase que consistirá na construção de um gasoduto de reforço ligando o posto administrativo de Ressano Garcia, no distrito da Moamba, e a zona do parque industrial da Matola, num investimento fixado em 50 milhões de dólares.
“Moçambique produz gás e as quantidades são apreciáveis. O que se pretende com o decreto é autorizar a ENH a trabalhar no sentido de transportar o gás e fazê-lo chegar às pessoas, fazendo, inclusive, ligações domésticas. Significa que até 2011 o gasoduto estará a chegar a Maputo e em 2012 teremos gás a circular”, referiu o porta-voz do Governo, Luís Covane.
A expansão do uso de gás será também feita na zona norte da província de Inhambane, nomeadamente para Vilanculos, Inhassoro e Govuro. Com a expansão da exploração de gás natural de Pande e Temane o Estado moçambicano passará a receber anualmente nove milhões de gigajoules de imposto sobre a produção.
Em Moçambique o gás disponível é usado pela Matola Gás Company, que o fornece aos consumidores industriais e comerciais na cidade da Matola, outra parte pela Auto-Gás, para o abastecimento de viaturas e outra ainda pela Empresa Nacional de Hidrocarbonetos para consumidores domésticos e comerciais, incluindo a produção de energia eléctrica. (Fonte: Macauhub, 2009-06-24).

segunda-feira, 22 de junho de 2009

China interessada no sector dos petróleos de Timor-Leste


O ministro dos Negócios Estrangeiros de Timor-Leste, Zacarias da Costa, disse segunda-feira em Díli ter discutido durante a sua deslocação à China a possível cooperação chinesa no sector dos hidrocarbonetos.


"O presidente Hu Jintao reconheceu que Timor-Leste é um país rico em petróleo, gás e recursos naturais que interessam à China e Timor-Leste também está interessado numa parceria estratégica como a China”, acentuou, lembrando que os negócios nortearam o seu périplo de uma semana.


O envolvimento chinês "poderá passar pela construção do gasoduto para Timor-Leste, se for possível negociar com a Austrália, e pelo estabelecimento de uma zona de apoio em Suai (sul)”, adiantou à agência noticiosa portuguesa Lusa.


O ministro adiantou estarem ainda em jogo “refinarias e de toda a infra-estrutura necessária ao sector, tanto em terra como no mar”.


O ministro dos Negócios Estrangeiros lembrou que o país “já tem um parceiro estratégico, a Petronas, da Malásia, bem como um bom grupo de apoio na Coreia do Sul, liderado pela Korgaz”.


Em 2002, realçou, a Petrochina enviou uma missão à região, para um levantamento e estudos em terra.


Na altura, foi celebrado um acordo bilateral, estando prevista para breve a deslocação de uma nova missão empresarial chinesa a Timor-Leste, com o objectivo de discutir com o Governo o envolvimento no sector, adiantou o chefe da diplomacia timorense.


Zacarias da Costa valorizou ainda a exportação de mais de uma centena de produtos timorenses para a China, fruto de um acordo bilateral assinado em 2008 (Fonte: Macauhub, 2009-06-16).

segunda-feira, 15 de junho de 2009

China pode construir gasoduto para o Timor, diz chanceler


O chefe da diplomacia timorense, Zacarias da Costa, assegurou nesta segunda-feira que a China poderá ser a construtora do gasoduto para o Timor Leste, mas ressalvou a necessidade de negociar com a Austrália.

Zacarias da Costa, recém-chegado de uma visita pela China, falava à Agência Lusa à margem da primeira sessão de seguimento da reunião de doadores no ministério das Relações Exteriores, em Díli.

“A viagem à China foi um sucesso, nem esperava tanta abertura em todos os domínios,” declarou, valorizando as “garantias incondicionais” recebidas para o apoio ao desenvolvimento do Timor Leste.

Segundo Zacarias da Costa, “o presidente (Hu Jintao) reconheceu publicamente que Timor Leste é um país rico em petróleo, gás e recursos naturais que interessam à China”.

E Timor Leste também “está interessado numa parceria estratégica como a China”, acentuou, lembrando que os negócios nortearam o seu deslocamento de uma semana.

“Foi discutida a possível cooperação chinesa no setor” dos hidrocarbonetos, com “o envolvimento de capitais chineses para o seu desenvolvimento”, indicou.

“Este envolvimento poderá passar pela construção do gasoduto para Timor Leste, se for possível negociar com a Austrália, e pelo estabelecimento de uma zona de apoio em Suai (sul)”, acrescentou.

Estão ainda em jogo “refinarias e de toda a infra-estrutura necessária ao setor, onshore e ofshore”.

Zacarias da Costa acentuou a necessidade de o Timor Leste contar com outros “parceiros estratégicos fortes, quer dizer, com bastante 'cash' (liquidez)”.

O ministro das Relações Exteriores lembrou que o país “já tem um grande parceiro estratégico, a Petronas, da Malásia, bem como um bom grupo de apoio na Coreia do Sul, liderado pela Korgaz”.

Em 2002, realçou, a Petrochina enviou uma missão à região, para um levantamento e estudos onshore. Na época, foi celebrado um acordo bilateral, estando prevista para breve a deslocação de uma nova missão empresarial chinesa ao Timor Leste, com o objetivo de discutir com o governo o envolvimento no setor, adiantou o chefe da diplomacia timorense.

Zacarias da Costa apontou que a cooperação no setor das infra-estruturas também foi tratada e, proximamente, chegará a Díli o ministro do Comércio chinês, com a tutela de grandes obras no estrangeiro.

O setor do turismo também foi abordado porque “a China gostaria de entrar, através de uma maior presença dos seus operadores”, citou. Zacarias da Costa valorizou ainda a exportação de mais de uma centena de produtos timorenses para a China, fruto de um acordo bilateral assinado em 2008 (Fonte: Agência Lusa, 2009-06-15).

sábado, 4 de abril de 2009

Crescem relações económicas e diplomáticas entre Timor Leste e China


As relações económicas e diplomáticas de Timor-Leste com a China estão em crescendo, apesar de recente polémica, e o potencial energético e as infra-estruturas projectadas no país lusófono oferecem oportunidades para as empresas chinesas, de acordo com a Fundação Jamestown.


Em relatório divulgado este mês, os investigadores da fundação norte-americana definem o acesso às reservas de petróleo e gás timorenses como “um dos principais interesses” da China no país lusófono, embora até agora “sem grandes sucessos”, nomeadamente no “on-shore”, que foi prospectado pela PetroChina em 2005. “O maior prémio para a China seria aceder às reservas de gás natural liquefeito (GNL) de Timor-Leste”, nomeadamente do campo “Greater Sunrise” avaliadas em 8,3 triliões de pés cúbicos, além de 300 milhões de barris de petróleo em rama, referem.


Em cima da mesa está a construção de um gasoduto para uma central de processamento em território timorense, projecto que estará a ser seguido muito de perto pelas energéticas públicas chinesas, interessadas na construção e na compra do gás. “A Coreia do Sul e a Tailândia mostraram-se muito interessadas em comprar GNL de Timor-Leste, embora o seu entusiasmo tenha arrefecido devido à crise financeira global e preços energéticos em quebra. Pequim, apostando num aumento do preço dos hidrocarbonetos assim que se desencadeie a inevitável recuperação económica, deverá ter uma perspectiva mais de longo prazo”, refere o relatório. “Desde a independência de Timor-Leste, a China estabeleceu-se como um importante actor nos assuntos diplomáticos e políticos do país. Mas o seu papel tem sido ampliado, sobretudo quando comparado com os da Austrália, Portugal, Indonésia e Estados Unidos”, refere o relatório do “think tank” norte-americano.


A China foi o primeiro país a estabelecer relações diplomáticas com Timor-Leste, em 2002.


A ajuda oficial tem vindo a crescer continuamente, embora esteja ainda aquém da prestada pelos parceiros tradicionais e pelas Nações Unidas.Tem sido empregue sobretudo na construção de edifícios públicos, nomeadamente os que albergam o Ministério dos Negócios Estrangeiros (entregue no início de 2008 com um custo de sete milhões de dólares), mas também o Palácio Presidencial e o Quartel-General das Forças Armadas timorenses (seis milhões de dólares cada), em construção.


Ao nível dos recursos humanos, nos últimos sete anos mais de 400 funcionários públicos e técnicos timorenses receberam formação na China, nas áreas de administração pública, planeamento económico, turismo, saúde, construção e tecnologia.“Duas áreas de apoio chinês que têm sido particularmente úteis são a Saúde Pública e a Agricultura”, através, respectivamente, do envio de médicos e de um plano de plantio de arroz híbrido, sublinha a Fundação Jamestown.


A comunidade chinesa no país está estimada em até 3 mil pessoas.


O “think tank” norte-americano salienta ainda a continuidade da ajuda e a “manifestação de confiança nas perspectivas económicas”, mesmo nos períodos de instabilidade que o país tem vivido, o que tem contribuído para cativar o governo.


As trocas comerciais expandiram-se de 1,7 milhões de dólares em 2005 para 9,4 milhões, tornando a China no quarto maior parceiro comercial timorense.


Perspectiva-se este ano o lançamento de importantes projectos de infra-estruturas, como a construção do aeroporto, novas estradas, barragens e instalações portuárias, e espera-se a participação de construtoras chinesas, embora com “forte concorrência” de congéneres coreanas, indonésias e malaias (Fonte: Macauhub, 2009-03-31).

sábado, 8 de setembro de 2007

Gasoduto deflagra corrida pelo gás da Amazônia

O diretor de Exploração e Produção, Guilherme Estrella, detalhou os US$ 65,1 bilhões de investimentos que cabem a sua diretoria. Deste total, US$ 51,3 bilhões serão usados para desenvolver a produção e US$ 13,8 bilhões vão para exploração de novos blocos. Do total de investimento anual em exploração de novas reservas, quase a metade será feito no exterior. "A Petrobras, como todas as outras, é uma empresa condenada à globalização", disse, ele. O executivo negou que pediu para sair do cargo, mas demonstrou compreensão em deixá-lo caso o governo de fato promova uma dança de cadeiras na diretoria da estatal.Os projetos novos em relação ao plano de investimento do ano passado consumirão mais US$ 9,9 bilhões nos próximos cinco anos. Entre eles, a retomada das atividades da petroleira, com força total, na Amazônia. Diante do recente contrato de abastecer Manaus nos próximos 20 anos, a Petrobras precisará de novas reservas, como revelou Estrella. As jazidas de Urucu, com aproximadamente 1 bilhão de metros cúbicos, não dão conta do abastecimento, o que levou a empresa a prever a perfuração de mais 23 poços no entorno da unidade de produção cravada no meio da selva.Com a conclusão dos gasodutos Urucu-Coari e Coari-Manaus, em 2008, a Petrobras vai entregar gás natural à cidade, atualmente abastecida por GLP. O gás que até agora foi descoberto em Urucu é suficiente, segundo Estrella, para manter o abastecimento até 2012. A necessidade de novas reservas levou a empresa a planejar investimentos, então, em Juruá, São Matheus e Araracanga, províncias petrolíferas da floresta Amazônica."A partir do momento em que temos o gasoduto, precisamos escarafunchar os outros blocos", resumiu o executivo.Estrella disse ainda que a Petrobras vai brigar com a ANP por um bloco da bacia de campos, perto do campo de Marlim Leste. A estatal foi obrigada a devolver em 2004 a área mesmo tendo realizado uma descoberta, em 2003. E, a agora, o bloco tem o preço mínimo tem elevado da Nona Rodada. "No mercado internacional, é comum as empresas ficarem com a área se estiverem no meio do processo de perfuração quando o prazo exploratório termina e se fizerem a descoberta a partir daí. É assim em todo o mundo, mas fomos surpreendidos quando a ANP colocou esse bloco na licitação. É o bloco mais caro", declarou. A Petrobras poderá ir à Justiça se não entrar num acordo com a agência.

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Gasoduto na Amazônia na reta final

A Petrobras inicia esta semana a operação de lançamento e travessia de dutos que irão compor a parte final do gasoduto Urucu-Manaus. O trecho ligará a capital do Amazonas ao município de Iranduba, onde terminam os cerca de 670 quilômetros de dutos que partem de Urucu. Os equipamentos passarão pelo Rio Negro, por meio de uma balsa especial, que fará com que a navegação pelo rio seja alterada nos próximos dias. A previsão é de que esta etapa da implementação do gasoduto seja finalizada em junho.Os dutos que serão transportados esta semana farão parte de dois trechos do gasoduto. O primeiro, de cerca de dez quilômetros, vai ligar a Ilha de Marapatá, no distrito de Cacau Pirêra, à Refinaria Isaac Sabbá (Reman), em Manaus. A outra parte consistirá de seis quilômetros, entre a Olaria Rio Negro e a Usina Termelétrica de Aparecida. Para o transporte dos dutos, será utilizada a Balsa Guindaste Lançamento 1 (BGL-1), embarcação especial com capacidade para transportar até mil toneladas, em 122 metros de comprimento e 30 metros de largura.A balsa se movimenta como uma aranha, e serão necessários pontos de ancoragem e cabos de aço para arrastar a tubulação, que será montada no convés da embarcação e lançada no leito do Rio Negro. Equipes da Capitania dos Portos e da Petrobras serão responsáveis pela sinalização especial do percurso, para manter a segurança da navegabilidade de outras embarcações.Atualmente, apenas um duto leva gás liquefeito de petróleo (GLP) da base de produção, em Urucu, até Coari. Está sendo construído um duto paralelo a ele, com 285 quilômetros de extensão, para escoar esse GLP, enquanto o antigo duto fará o transporte de gás natural.O gasoduto Urucu-Manaus terá aproximadamente 670 quilômetros de extensão, e permitirá com que o gás extraído da província petrolífera de Urucu, situada no município de Coari, seja levado até Manaus. A chegada do gás até a capital amazonense permitirá às termelétricas situadas na região substituir o diesel e o óleo combustível atualmente utilizados pelo gás natural.O reflexo disso será percebido nas contas de luz de outras regiões do País, já que a Conta de Consumo de Combustíveis (CCC), taxa cobrada para subsidiar a geração elétrica do Norte do Brasil, será reduzida com a utilização de gás natural nas termelétricas. A economia anual estimada é de R$ 1,2 bilhão.A previsão é de que o Urucu-Manaus esteja concluído em abril do ano que vem. O custo total da obra deverá chegar a R$ 2,4 bilhões. Na primeira fase de operação, serão transportados 4,7 milhões de metros cúbicos/dia. O gasoduto é composto por três trechos. O primeiro consiste no GLPduto Urucu-Coari. Outro trecho, denominado B-1, liga por gasoduto Coari a Iranduba, enquanto o trecho final vai de Iranduba até Manaus. (Jornal do Comércio)

sexta-feira, 2 de março de 2007

"Vamos explorar todas as possibilidades de trazer um gasoduto para Timor-Leste"

O Primeiro-Ministro Dr. José Ramos-Horta promete explorar todas as possibilidades de Timor-Leste extrair a máxima vantagem do futuro desenvolvimento do campo de gás Greater Sunrise.

O D. José Ramos-Horta determinou a realização em Díli, no próximo mês, de um encontro de peritos internacionais e timorenses para delinear um plano de acção relativamente às opções onshore de Timor-Leste, no desenvolvimento daquele rico campo de gás.

“É necessário tratar agora desta questão, independentemente dos parceiros da joint-venture com a Woodside, porque temos de estar preparados para a eventualidade de a avaliação independente concluir que é técnica e economicamente exequível fazê-lo aqui”, declarou o Dr. Ramos-Horta.

“Mas, ao mesmo tempo, temos de ter consciência da necessidade de ser realistas e pragmáticos sobre o assunto, para não nos deixarmos ficar reféns dos nossos próprios desejos”, afirmou.

O encontro reunirá peritos nas diversas áreas da exploração petrolífera off-shore – dos pipelines, ao ambiente, à construção de instalações para produção de Gás Natural Liquefeito, etc. – bem como funcionários superiores e assessores da Administração Pública timorense.

“Eles irão tratar de delinear um plano, explorando todas as possibilidades de trazer para Timor-Leste o pipeline do Greater Sunrise”, acrescentou o Dr. Ramos-Horta.

O Primeiro-Ministro determinou a organização deste encontro após a troca de notas diplomática, na semana passada, que pôs em vigor os dois tratados que definemm as soluções para o Mar de Timor entre Timor-Leste e a Austrália – o Acordo Internacional para a Unitização do Greater Sunrise e do Trovador e o Tratado Relativo a Certos Acordos Marítimos sobre o Mar de Timor.

O programa do encontro de peritos em Díli bem como a data exacta da sua realização serão divulgados em breve. (Gabinete do Primeiro Ministro do Timor-Leste)

Para informação adicional, por favor contactar:

Joel Maria Pereira
Information / Media Officer
To the Prime Minister of Timor-Leste
Dr Jose Ramos Horta
Email:
riko_joel@yahoo.com or riko.joel@gmail.com
Telephone: +670 7254740

Ivana Belo
Information / Media Officer
To the Prime Minister of Timor-Leste
Dr Jose Ramos Horta
Email:
unugina2004@yahoo.com
Telephone: +670 724 3559.

Antonio Ramos Andre
Media Advisor
To the Prime Minister of Timor-Leste
Dr. Jose Ramos Horta
Email :
antónio.m.andre@gmail.com
Telephone: +670 7319905

domingo, 25 de fevereiro de 2007

Bolívia confirma retomada de investimentos da brasileira Petrobras


A Petrobras vai retomar seus investimentos na Bolívia, paralisados durante o ano passado por causa da nacionalização das reservas de gás e petróleo no país. A afirmação é do ministro de Hidrocarbonetos, Carlos Villegas. Segundo ele, durante a visita do presidente boliviano Evo Morales ao Brasil na semana passada, os executivos da estatal brasileira anunciaram que a Bolívia está em seu plano de investimentos para este ano.Em 2006, a Petrobras congelou seus investimentos na Bolívia depois que Evo Morales decretou a nacionalização de uma filial da empresa e anunciou a reestatização do setor. Villegas acrescentou que a Petrobras prevê investimentos internacionais de cerca de US$ 23 bilhões em 2007 num plano “que incorpora investimentos importantes na Bolívia tanto para pesquisa quanto para exploração e industrialização” do setor. Sem mencionar números, o ministro informou que a companhia brasileira discute com a estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB) um projeto para instalar na Bolívia uma fábrica para produzir biodiesel. Outro projeto em estudo que tem o respaldo da Petrobras é a instalação de um pólo petroquímico na Bolívia, com investimento da empresa brasileira Braskem - maior petroquímica da América Latina, controlada pelo Grupo Odebrecht. Este projeto, cujo volume de investimento é de US$ 1,4 bilhão, será analisado entre as partes nas primeiras semanas de março em La Paz. O encontro é resultado do acordo fechado entre os governos brasileiro e boliviano, a partir do qual aceitou pagar mais por uma parte do gás importado. Os gases nobres, agora pagos à parte, podem ser industrializados. A Braskem está de olho no etano presente neste gás, matéria-prima para a produção de polietileno.O investimento da Braskem seria uma parte do programa de industrialização do gás natural que pretende ser impulsionado pelo governo Evo Morales como segunda parte do projeto de nacionalização do setor de petróleo e gás iniciado em maio do ano passado, disse Villegas.Um funcionário do ministério informou que a Braskem fez uma apresentação preliminar do projeto durante a visita de Evo a Brasília. Neste encontro, teria ficado acertado a participação da YPFB no negócio. “Como foi uma apresentação muito ampla, decidimos que na primeira ou segunda semana de março a Braskem viria à Bolívia e faria uma apresentação para que o governo conheça os aspectos técnicos, econômicos e financeiros”, disse Villegas.O gás natural será o principal produto boliviano de exportação, cuja previsão de ingressos com a venda deve alcançar US$ 2 bilhões em 2007, embora ainda sem valor agregado. A industrialização do gás passou a ser prioritária para Evo.“Vamos ter dados muito mais concretos ao longo do mês de março para avaliar se optamos ou não por esse empreendimento de industrialização”, afirmou o ministro.A YPFB avança paralelamente nas definições dos detalhes dos projetos de industrialização do gás natural que tem em sociedade com as estatais do petróleo da Argentina (Enarsa) e Venezuela (PDVSA). (Agência Estado)

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

Acordo Brasil-Bolivia sobre preço de gás natural

Finalmente um acordo comercial e a garantia de gás para o futuro. A reunião entre representantes da YPFB e da Petrobras ontem começou às 15:00 e só terminou às 22:00hs. Longe do palco iluminado da "nacionalização boliviana", finalmente foram postos argumentos técnicos, economicos e comerciais sobre a mesa. Os respetivos Ministros das áreas de cada país acompanharam, sem interferir.
Resultado: uma solução de consenso, com defesa plenamente comercial, em favor de um futuro projeto de interesse bi-nacional e da manutenção das condições contratuais do gás suprido ao Brasil.
A solução surgiu a partir do projeto da Brasken para a construção de uma fábrica de eteno que se localizará na fronteira entre Brasil e Bolívia visando dar aproveitamento aos chamados LGNs (líquidos de gás natural - as chamadas "parcelas ricas" do gás que, se vendidas separadamente, garantem valoração maior do que a do metano (C1).
Desde o início das negociações, mesmo nos períodos mais histéricos do imbroglio Brasil-Bolívia, a Petrobras jamais deu sinal de permitir abrir o precedente de alterar a cláusula do contrato de suprimento principal (que alimenta o Gasbol em atuais 24MMm3/d). Fazer isso seria capitular em favor de argumentos meramente retóricos e políticos.
Paixões políticas e nacionalismos à parte, restava aos bolivianos um único argumento justo: o gás comercializado com o Brasil é rico em etano, butano, propano e gasolina natural - elementos não refletidos na cláusula relativa ao metano ('gás natural' propriamente dito). Ontem, finalmente, bolivianos e brasileiros, em reunião de caráter eminentemente técnico, aceitaram transformar em termos comerciais uma diferenciação de poder calorífico que vinha sendo "misturada" ao valor pago pelo gás boliviano.
Tendo em vista a intenção e o projeto (já com viabilidade econômica definida) da instalação de um pólo gás-químico na região fronteiriça (Bolívia-Brasil), o fato é que tais produtos nobres, enquanto não aproveitados ali, deverão seguir uma cláusula de preço diferenciada - tudo de acordo com a paridade com preços internacionais dos mesmo produtos.
Enquanto a planta não sai, a Petrobras utilizará estes componentes de maneira proporcionalmente nobre, agregando-lhes o devido valor. A partir da instalação da nova planta (produção de eteno, polipropilenos etc), tal pagamento corresponderá à compra de matéria prima para o pólo, é só restarão os pagamentos relativos ao gás natural (metano).
A solução de consenso atingida ontem garante não apenas que o projeto irá sair, como também assegura mais volumes de gás (metano) para o Brasil. Isso porque, como decorrência tecnicamente necessária para o cumprimento do acordo anunciado hoje, a Bolivia se comprometerá a aumentar os volumes máximos de suprimento via o mesmo Gasbol (que tem capacidade - com investimentos em compressão adicional e um loop na região PR-SC) de transportar até 34 MMm3/d (sem duplicação).
Além disso, diante da demora excessiva em levá-los à notarização em cartório, pairavam suspeitas de que os contratos de E&P revisados em outubro de 2006 pudessem voltar a ser objeto de "renegociação". A Petrobras aproveitou para também colocar a exigência de que finalize este processo de uma vez (com os contratos sendo oficializados até 15 de março). Também foi acertada a possibilidade da utilização de contratos de troca de gás (swap), por parte da Petrobras, para adequar sua disponibilidade de gás para exportação com as exigências do mercado interno Boliviano.
Mas o principal foi assegurar a aceitação definitiva da cláusula atual do contrato vintenal de suprimento de gás. Agora, acabou a discussão. O valor do gás é justo e a fórmula de reajustes trimestrais (que inclusive beneficiou muito a Bolivia no ano passado, dada a alta do petróleo) também.
(Blog Além do Petróleo, Jean Paul Prates, Globo on Line)

Construção do gasoduto Venezuela-Brasil pode começar em 2009

Meeting in Rio de Janeiro, Brazilian President Luis Inacio Lula da Silva and his Venezuelan counterpart, Hugo Chavez, signed an accord that foresees construction beginning in 2009 on the first leg of what is intended to be a continent-spanning pipeline to carry natural gas from Venezuela to the Southern Cone. The declaration represents the first concrete step toward realizing Chavez's proposal for a 12,515-km (7,776-mile) conduit to transport Venezuela's abundant gas to Brazil, Argentina, Uruguay and Paraguay, at an estimated cost of $ 23 bn. Chavez, who champions South American integration, and his host agreed to authorize engineering studies on the proposed first leg of the pipeline. The initial portion would run from the gas fields in Mariscal Sucre, Venezuela, to a processing facility that the respective state-owned oil companies -- Brazil's Petrobras and Venezuela's PdVSA -- plan to build near the Brazilian city of Recife. But Petrobras CEO Jose Sergio Gabrielli said that the pipeline would include spurs to every state capital in Brazil's underdeveloped north and northeast. "The declaration indicates that there's already significant definition about the economic viability of the project, demand and the proven reserves of gas," said PdVSA boss and Venezuelan Energy Minister Rafael Ramirez. Besides the joint presidential declaration on the pipeline, Petrobras and PdVSA signed a letter of intent to develop joint oil and gas projects in the respective nations. The documents were inked after a meeting among Lula, Chavez, Gabrielli and Ramirez on the sidelines of the Mercosur trade summit in Rio de Janeiro. Officials from both governments told that they expected work to begin on the first leg of the pipeline in 2009. Prior to the announcements, Chavez said earlier that his country could provide all the natural gas Brazil needs. "We have already made quite a bit of progress on the issue of the gas and bringing it from the coast of Venezuela to Brazil, and we will reviewthe issue again with the presidents of Petrobras and of PdVSA," he told. "Brazil does not have to worry because all the gas it needs is in Venezuela and we can send it to the north and northeast (of Brazil)," Chavez said. The Brazilian government has been discussing several projects to guarantee the supply of natural gas in the future, since consumption of the fuel has been surging in South America's largest economy and domestic production has not kept pace. Domestic demand for natural gas is expected to reach 121 mm cmpd in 2011, substantially above the current level of 45.5 mm cmpd, according to Petrobras estimates. Brazil currently imports 26 mm cmpd from Bolivia, or a bit more than half of its needs, but this high level of dependence on one supplier has even been questioned by Lula, especially since La Paz began insisting on a price increase. Regarding future supply, up to 30 mm cmpd will be imported from Bolivia and 71 mm cmpd will be produced by Petrobras in Brazil, requiring 20 mm cmpd from other sources to meet demand in the market. Venezuela, the world's No. 5 oil exporter, has the eighth-largest gas reserves in the world and the largest in South America at 150 tcf. Recent studies, in fact, have shown that the country's reserves could be even more extensive. The South American country may have another 196 tcf of gas that, if confirmed, would give it the world's third-largest reserves, trailing only Russia and Iran, according to estimates. Chavez said the energy integration projects being discussed by his country and Brazil, in addition to the pipeline project, included collaboration between Petrobras and PdVSA on oil drilling in Venezuela's Orinoco Belt. (EFE News Services)

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

Empresa moçambicana instala 1º sistema de gasoduto virtual em África

A Companhia de Gás da Matola vai instalar um Sistema de Gasoduto Virtual, o primeiro em África, a fim de abastecer de gás natural os seus clientes na área industrial de Maputo e Matola.O equipamento a ser instalado em Moçambique é fornecido pelo grupo argentino Galileo.O director técnico da Gigajoule, empresa sul-africana que opera e é acccionista do consórico Matola Gas Company, disse ter a empresa chegado a acordo com a Galileo para se proceder à expansão dos sistemas de Gasoduto Virtual na região.Na estação de compressão, o gás natural é canalizado do gasoduto existente, comprimido a 250 bar e enviado para contentores que consistem num conjunto de cilindros para gás interligados.Estes módulos são transportados até ao consumidor onde a pressão do gás é reduzida para 1 bar podendo então ser utilizado.A Companhia de Gás da Matola é um consórcio que integra dois accionistas moçambicanos e a Gigajoule. (Macauhub)