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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Tailândia e Timor-Leste reforçam cooperação no setor do petróleo

O memorando de entendimento foi assinado no Ministério dos Negócios Estrangeiros de Timor-Leste, com a presença do chefe da diplomacia, José Luís Guterres, e do vice-primeiro-ministro, Fernando La Sama de Araújo.
O documento, rubricado pelo ministro do Petróleo e Recursos Naturais de Timor-Leste, Alfredo Pires, e pelo ministro da Energia da Tailândia, Pongsak Ruktapongpsial, visa o reforço da cooperação no desenvolvimento do setor energético timorense, na construção de infraestruturas e formação para a exploração, produção e comércio de petróleo.
"O memorando de entendimento reforça a cooperação entre a Tailândia e Timor-Leste no desenvolvimento do setor energético, o que inclui troca de informação e capacitação de recursos humanos na produção e exploração de petróleo", afirmou o ministro tailandês.
Segundo Pongsak Ruktapongpsial, o memorando pretende também a criação de infraestruturas para o desenvolvimento do negócio das petroquímicas no país.
"O objetivo dos acordos que assinamos hoje é dar mais um passo em frente no desenvolvimento da refinaria em Betano e para cooperarmos entre as nossas empresas nacionais petrolíferas para a venda do produto timorense", afirmou Alfredo Pires.
Além do memorando de entendimento, as empresas petrolíferas dos dois países também assinaram acordos de cooperação no setor da formação e negócios.
Timor-Leste e a Tailândia iniciaram a sua cooperação no setor petrolífero em 2009 com a assinatura de um acordo para a criação do plano timorense para os hidrocarbonetos e estudos relacionados.
A cooperação com as autoridades tailandesas vai beneficiar o projeto Tasi Mane do governo timorense, que tem como principal objetivo desenvolver a costa sul do país através da indústria petrolífera e inclui a construção de três grupos industriais, que serão a espinha dorsal daquele setor empresarial do país.
O Tasi Mane inclui a base de fornecimento do Suai, a refinaria e um grupo de indústria petroquímica em Betano e uma exploração de gás (através do gasoduto que as autoridades timorenses pretendem ver construído a partir do Greater Sunrise) em Viqueque/Beasu.
(Fonte: RTP Notícias, 2013-02-01.)

domingo, 5 de setembro de 2010

SENAI-RJ terá cursos gratuitos do Prominp


Estão abertas, até o dia 12 de setembro, as inscrições para o processo de seleção pública do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp). O programa visa qualificar mão-de-obra para atender às demandas da indústria nacional de petróleo e gás, especialmente as da Petrobras.


No Estado do Rio de Janeiro, as aulas serão ministradas pelo SENAI-RJ. Ao todo, serão oferecidas 5.696 vagas em cursos gratuitos para categorias profissionais de níveis básico, médio e técnico. O processo seletivo é organizado pela Fundação Cesgranrio.


Para os cursos de nível básico, a inscrição custa R$ 24,00. Já para as categorias de nível médio o valor é de R$ 40,00.



Como participar

Para concorrer a uma das vagas oferecidas, o candidato deve ter idade igual ou superior a 18 anos, além de preencher os pré-requisitos do curso desejado. As inscrições podem ser realizadas no site do Prominp ou nos postos de inscrição credenciados, listados no edital.

Podem requerer isenção da taxa de inscrição candidatos que possuírem o Número de Identificação Social (NIS) e declararem não apresentar recursos financeiros para pagamento do valor. Para obter a isenção total da taxa, os candidatos devem atender às condições listadas no edital e encaminhar a solicitação até o dia 24 de agosto, pelo site do Prominp.

Os candidatos aprovados que estiverem desempregados durante o curso irão receber uma bolsa-auxílio mensal no valor de R$ 300 (cursos de nível básico) e R$ 600 (níveis médio).


Vale ressaltar que a participação nos cursos não garante emprego aos alunos. O Prominp tem por objetivo melhorar a qualificação dos profissionais que serão, eventualmente, aproveitados pelas empresas privadas fornecedoras de bens e serviços da cadeia de petróleo e gás natural.


Conheça as vagas

As vagas de nível Básico são para caldeireiro, encanador industrial, isolador, mecânico ajustador, mecânico montador, montador, pintor, soldador de estrutura, soldador de tubulação, caldeireiro offshore, montador de andaime e pintor.


Para o nível Médio, são para assistente de logística, instrumentista reparador, operador de movimentação de carga, plataformista de sondas e profissional de suprimento.


No nível Técnico, os cursos oferecidos são de eletricista de manutenção, projetista de estruturas metálicas, projetista de instrumentação/automação, projetista de tubulação, projetista eletricista, técnico em planejamento offshore, técnico mecânico, técnico de segurança do trabalho, turbomáquina com ênfase em instrumentação e turbomáquina com ênfase em mecânica.

Todas as informações sobre os cursos oferecidos pelo Prominp podem ser obtidas no edital, disponível para consulta - e download - nos sites do Prominp e da Cesgranrio.

(Fonte: O Globo - Globo, 2010-09-01).

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Acesso a reservas de petróleo é maior preocupação das indústrias do setor


As dificuldades cada vez maiores ao acesso às reservas de petróleo, a forte volatilidade nas cotações desse produto, a incerteza com respeito às políticas energéticas dos diferentes países, a necessidade de reduzir gastos e os riscos de mudanças nas políticas fiscais (regulação) são os principais fantasmas que assombram empresas de petróleo de todo o mundo este ano.


Estas preocupações fazem parte de uma lista de dez maiores riscos para este ano, apontados por executivos de companhias petrolíferas e de analistas de Europa e Estados Unidos no "Relatório Global sobre Riscos nos Negócios do Setor de Petróleo e Gás", elaborado pela Ernst&Young com a Oxford Analytica, inédito no Brasil, mostra reportagem publicada neste domingo pelo jornal O GLOBO.


O sócio da Ernst&Young José Carlos Pinto explicou que os maiores riscos apontados no levantamento mostram as preocupações das empresas globais em todos os países onde atuam, e também no Brasil.


O executivo destacou que o estudo mostra uma mudança em comparação aos riscos apontados na pesquisa de 2008, já como reflexo da crise mundial. O acesso às reservas, que em 2008 ocupava o quarto lugar na lista de preocupações, este ano é listado em primeiro lugar (Fonte: O Globo - Globo, 2009-07-11).

domingo, 7 de junho de 2009

A crise financeira internacional e o petróleo de Angola


A crise financeira que o mundo atravessa actualmente tem origens inéditas associadas à construção de um mundo financeiro virtual sem muita base na realidade produtiva. Essa crise tem raízes na incrível expansão que o mercado de capitais experimentou nas últimas décadas, conduzido por novos e diversificados instrumentos financeiros que permitiram o crescimento exuberante da comercialização de papéis com garantias que nem sempre eram muito claras, mesmo para os próprios economistas e agentes económicos.

A multiplicação de instrumentos financeiros, ao mesmo tempo que introduziu novas formas de investimentos, não só consumiram recursos financeiros que de outra forma seriam aplicados no sistema produtivo, como também aumentou o risco intrínseco do sistema sem que isso tivesse sido claramente entendido pela comunidade financeira e governos. O diagrama abaixo sumariza as origens e consequências da crise sobre uma economia análoga à angolana.

A perda de confiança nas instituições financeiras varreu o mundo e trouxe consigo um crescimento da percepção de risco na avaliação de qualquer projecto de investimento. Essa percepção de risco elevado provoca, por sua vez, um comportamento conservador nos mercados, que se traduz por queda de encomendas, adiamento de projectos e redução das actividades produtivas.




As consequências da crise financeira na economia angolana são diversificadas porque essa é uma economia altamente dependente das receitas petrolíferas, que sofrem impacto directo da desaceleração do crescimento mundial.

Um dos remédios contra a crise que os governos de vários países estão a adoptar, além, é claro, dos pacotes de resgate de empresas insolventes, é a injecção maciça de recursos dos Estados em projectos de infra-estruturas que contribuam para a redução dos custos da economia, aumentem encomendas e mantenham o nível de empregos. Esse tratamento pode não ser aplicável em sua plenitude ao caso de Angola devido às limitações de reservas internacionais disponíveis para investimentos.

Na economia angolana, a maior parte dos investimentos nos sectores não petrolíferos é oriunda de projectos de infra-estrutura e sociais do Governo, cujo orçamento deverá sofrer ajuste considerável em função da variação das receitas petrolíferas, mesmo com a utilização das reservas existentes. Uma retracção real da economia em 2009 não será surpresa.
O impacto potencial da queda dos preços internacionais do petróleo e os cortes de produção orientados pela OPEP são os factores mais importantes a serem compreendidos (Por Renato Pimenta de Azevedo, Fonte: Revista Petroleo, 2009-Janeiro/Fevereiro/Março).

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Petromoc torna-se membro da Cruz Vermelha e recebe acções de formação


A Cruz Vermelha de Moçambique (CVM) vai fazer acções de formação na Petromoc, empresa estatal de produtos petrolíferos, que em troca se tornou membro da instituição, com uma quota de dois mil euros anuais.

O acordo entre a CVM e a Petróleos de Moçambique foi hoje assinado em Maputo pela secretária-geral da CVM, Fernanda Teixeira, e pelo presidente do conselho de administração da Petromoc, José Mateus Katupha, tornando a maior empresa de distribuição de produtos petrolíferos em "membro ouro" da organização.

Em breve, disse Fernanda Teixeira, será feita uma acção de formação sobre primeiros socorros, envolvendo todos os trabalhadores da empresa.

"Uma empresa que lida com produtos com muita volatilidade necessita de manter alerta os seus trabalhadores", disse Mateus Katupha, acrescentando que todos os trabalhadores da Petromoc devem ter acesso a acções de formação, dado o tipo de produtos que manuseiam.

A Petromoc tem a maior rede de distribuição de produtos petrolíferos de Moçambique, com cerca de 120 estações de serviço e outros tantos postos locais. Tem armazéns e oleodutos em todos os portos e 19 depósitos no parque de armazenamento, fornecendo combustível à Zâmbia, Zimbabué, Malawi e RD Congo.

A Cruz Vermelha de Moçambique tem cerca de 70.000 membros e mais de 4.400 voluntários activos e emprega 211 pessoas (Fonte: Portal Angop, 2009-04-28).

sábado, 4 de abril de 2009

Brasil terá supercomputador de R$ 20 milhões para explorar petróleo


Em dois meses, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) espera receber a primeira remessa de um sistema computacional de alto desempenho que será utilizado para resolver desafios encontrados pela indústria petrolífera, principalmente no modelo de exploração em águas profundas. A capacidade máxima de 80 teraflops na UFRJ (cada teraflop representa um trilhão de cálculos por segundo) pode colocar esse sistema na lista das 500 máquinas mas potentes.


A supermáquina, que deve estar completa no final de outubro, faz parte da infraestrutura computacional da Rede Galileu de computação científica e visualização. Estão incluídas nessa divisão chamada Grade-BR cinco instituições de ensino: Coordenação dos Programas de Pós-Graduação em Engenharia (Coppe- UFRJ), Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio), Universidade Federal de Alagoas (UFAL), Universidade de São Paulo (USP) e Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). No total, são 160 teraflops.


A maior capacidade de cálculos (80 teraflops) será destinada à UFRJ. Segundo José Luis Drummond Alves, professor associado do Laboratório de Métodos Computacionais em Engenharia (Lamce) do Coppe, os outros centros de pesquisa terão capacidade máxima de 20 teraflops cada. Ainda de acordo com ele, o investimento total na montagem dessa infraestrutura computacional foi de R$ 20 milhões, sendo R$ 12 milhões destinados à UFRJ.


Esse recurso financeiro, voltado ao sistema de computação e também à estrutura física para abrigá-lo, vem da parceria das parcerias estabelecidas entre Petrobras e Rede Galileu. A Agência Nacional de Petróleo entra como órgão que estabelece as regras e fiscaliza cada empresa do setor petrolífero na aplicação dos recursos do Fundo de Participação Especial.


“O modelo exploratório de petróleo em águas profundas apresenta grandes riscos. É necessário considerar as lâminas d’água, altas pressões, tensões e muitos outros desafios que fazem nossos olhos brilharem, pois nosso papel é resolvê-los”, afirmou Alves nesta terça-feira (31). “Para resolvermos essas questões precisamos de uma imensa capacidade de cálculo, que será oferecida por esse novo sistema. Ele atenderá a uma demanda existente há muito tempo”, continuou (Fonte: G1 Globo, 2009-03-31).