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domingo, 31 de maio de 2009

Petrobras estuda fazer mais leilões para reduzir estoques de petróleo


A Petrobras admitiu hoje uma queda na demanda de gás natural e anunciou que fará dois ou três leilões além dos cinco previstos para este ano para reduzir os estoques do combustível.


"Hoje, temos 20 milhões de metros cúbicos de gás e não temos o que fazer com ele", disse a diretora de Gás e Energia da Petrobras, Maria das Graças Foster, na abertura da Gas Summit Latin America 2009, que reúne, a partir de hoje, em São Paulo, empresários e representantes do setor.


A queda da demanda é decorrência da substituição do produto por outros combustíveis no setor automotivo, como o etanol, com preços quase similares aos do gás natural, explicou Foster.


Nos três leilões eletrônicos realizados para entregas de gás nos meses de maio, junho e julho, a Petrobras vendeu 5,1 milhões de metros cúbicos, mas o excedente persiste.


Foster informou que o mercado não térmico, formado pelos setores industrial, de automóveis, residencial e comercial, demandou 31,9 milhões de metros cúbicos de gás por dia no acumulado de maio, inferior aos 38,3 milhões do mesmo mês de 2008.


A previsão para este ano é de uma demanda de 7,7 milhões de metros cúbicos por dia, quase a metade dos 14,5 milhões de metros cúbicos registrados em 2008.


Na Gas Summit Latin America 2009, que termina amanhã, participam representantes da companhia colombiana Promigas, da estatal peruana Perupetro, do Instituto Argentino de Energia (IAE), do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), da Corporação Andina de Fomento (CAF) e da americana Shell.

Além disso, enviaram representantes a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) e da Organização Latino-Americana de Energia (Olade), entre outros organismos (Fonte: G1 - Globo / EFE, 2009-05-26).

sábado, 31 de janeiro de 2009

Angolanização em bom ritmo


O processo de angolanização em curso no sector dos petróleos decorre a bom ritmo, de acordo com o ministro dos Petróleos, Botelho de Vasconcelos, que falava durante a curta visita de trabalho que efectuou no passado fim-de-semana, ao município do Soyo, província do Zaire, para constatar o andamento das obras de construção da fábrica de gás natural liquefeito, a Angola LNG, empreendimento que o governante qualificou de "estrurante nacional, consubstanciados no aproveitmento do gás natural".


O outro benefício que a futura fábrica de gás natural liquefeito pode proporcionar à sociedade, tem a ver com absorção de uma mão-de-obra significativa de angolanos, estimada em cerca de 7.000 postos de trabalho durante a fase de construção. "Até o momento, 2.000 pessoas já trabalham no projecto, 1.500 dos quais, são cidadãos angolanos" afirmou o ministro Botelho de Vasconcelos.


A segunda componente, continuou o governante, "consiste na integração do empresariado nacional na prestação de vários serviços no sector, para tornar o processo da angolanização cada vez mais, uma realidade". No âmbito do projecto Angola LNG, o ministro Botelho Vasconcelos recebeu explicações do director-geral do empreendimento, Paul Oen, e ficou satisfeito com o andamento das obras da construção da fábrica, cujo fim das obras está previsto para o ano de 2012.


O projecto Angola LNG vai processar 5,2 milhões de toneladas de gás natural por ano, 125 milhões de metros cúbicos dos quais se destinam ao consumo interno.


No final da visita, o ministro dos Petróleos explicou o processo de angolanização em curso: "consiste na formação e na integração dos quadros nacionais nas distintas empresas do ramo, entre operadoras e empresas de prestação de serviços, no sentido dos angolanos e expatriados terem as mesmas regalias".


O ministro na sua deslocação ao Soyo estava acompanhado por uma comitiva do seu sector e foi recebido no aeroporto pelo governador em exercício do Zaire, Regerio Eduardo Zabila, que o conduziu a visitar a nova Central Elétrica a gás, a base logística de apoio às empresas petrolíferas, Kwanda e o projecto residencial Cooperativa Cajueiro com 189 casas unifamiliares (Fonte: Angonotícias, 2009-01-28).

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Presidente da Opep espera que corte de produção ajude preços


A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) está fortemente comprometida com seu maior corte de produção da história, que deve ser suficiente para impulsionar os preços da commodity que chegaram a menos de 40 dólares o barril, disse o presidente do grupo à Reuters nesta terça-feira.


Em sua primeira entrevista desde que assumiu o cargo no começo do mês, Botelho de Vasconcelos também disse que a Opep não deve se reunir antes da próxima reunião formal do cartel, em 15 de março, em Viena. "Em março nós iremos nos reunir para avaliar os cortes acordados em dezembro. Mas eu acredito que se todos os cortes forem feitos dentro do prazo programado, haverá um impacto no mercado que levará a uma tendência positiva em termos de preços do petróleo", disse Vasconcelos, que também é o ministro do Petróleo de Angola. "Eu acredito que todos os cortes estão sendo realizados, apesar de nem todos países poderem aderir ao acordo de corte no primeiro dia."


Os ministros do petróleo da Opep concordaram no último mês em remover 2,2 milhões de barris por dia a partir de 1o de janeiro, em uma corrida para equilibrar o fornecimento ante o rápido declínio da demanda por combustível (Fonte: Reuters, 2009-01-20).

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Importação de gás da Bolívia continua importante


O superintendente de Gás e Biocombustíveis da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Gelson Serva, considera que, mesmo com a elevação da produção de gás no Brasil a partir da exploração no pré-sal, a importação de gás da Bolívia continuará sendo importante para o país. Isso porque a produção de gás no caso do pré-sal ocorrerá associada à produção de petróleo, ficando sujeita à variação da exploração do óleo e a problemas técnicos de compressão, tratamento e separação do petróleo. Mas é certo, segundo Serva, que a dependência em relação à produção boliviana vai diminuir, até porque ela deixará de representar metade do consumo nacional, e passará a equivaler a menos de um quarto em 2017, quando a demanda interna (excluindo a região norte) deve chegar a cerca de 140 milhões de metros cúbicos de gás por dia.
- Proporcionalmente, a dependência da Bolívia vai ser reduzida. Mas quando nós tivermos uma ampliação da oferta de gás do pré-sal, que é um gás associado à produção de petróleo, o gás da Bolívia vai ser fundamental para poder fazer o equilíbrio da oferta, pois existe uma variação natural no sistema de produção de petróleo. Então, nos próximos 20 anos, a importância do que é importado vai ser menor, mas será um elemento relevante para a estabilidade de mercado, garantindo os níveis de oferta, que foi o que efetivamente fez o mercado do Sudeste deslanchar - afirmou nesta terça-feira na Rio Oil & Gas.


O sócio diretor da consultoria Gás Energy Marco Tavares, que participou da mesma mesa de debates que Serva, criticou o ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, que na semana passada disse que o país terá 60 usinas nucleares em 50 anos. Segundo ele, essa idéia contraria o planejamento desenvolvido pela EPE para os próximos anos e afasta ainda mais os investimentos para a construção de termelétricas a gás. Tavares criticou a visão de que as termelétricas devem ser acionadas apenas nos momentos de seca, para compensar a queda de geração de energia nas hidrelétricas.


- A concepção de que as termelétricas devem funcionar complementarmente às hidrelétricas não atrai investidores. O volume de gás que eu vamos ter no futuro é tão grande que temos que desenvolver um modelo para o gás. Não é para ele ser complementar à energia elétrica. Isso afasta investimentos e, assim, vamos continuar importando carvão, vamos construir 60 usinas nucleares - disse (Fonte: O Globo Online, 2008-09-16).

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Petrobras: produção de petróleo ficou estável em julho


O volume de produção de óleo pelo Petrobras em julho foi de 1,867 milhão de barris por dia, exatamente igual ao do mês anterior. A produção ainda está 133 mil barris por dia menor do que a meta de 2 milhões de barris diários prevista para ser a média anual da estatal no fim do ano. No acumulado dos sete primeiros meses do ano, a média diária está em 1,839 milhão, 2,6% maior do que a registrada em 2007.


No mês de julho, a Petrobras registrou queda de cerca de 1 milhão de metros cúbicos por dia de gás natural, o que equivale a 2,1% de redução na produção diária em relação ao mês de junho. A estatal produziu em julho uma média de 52,254 milhões de metros cúbicos diários de gás natural no País. No acumulado dos sete primeiros meses do ano a produção diária de gás natural foi de 50,051 milhões, volume 15,5% maior do que na média de 2007.


No total, considerando também a sua produção de gás e óleo no exterior, a Petrobras teve um aumento de 3,2% na média dos sete primeiros meses sobre o volume total em 2007. Na média acumulada, o volume é de 2,375 milhões de barris por dia. Em julho, a produção média total foi de 2,42 milhões de barris por dia, volume estável em relação em relação a junho (Fonte: A Tarde, 2008-08-19).

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Portugal/Venezuela: EDP assina acordos nas energias eólica, geração térmica e gás


A EDP assinou hoje três acordos com a petrolífera venezuelana (PDVSA) nas áreas da energia eólica, geração térmica e gás, numa cerimónia que decorreu na Faixa de Orinoco, cerca de 500 quilómetros a sul de Caracas.

Na Faixa de Orinoco, considerada uma das zonas com capacidade para maior expansão ao nível da produção petrolífera, estiveram presentes o presidente venezuelano, Hugo Chavez, e o primeiro-ministro, José Sócrates.

Na área da energia eólica, a EDP vai dar apoio do ponto de vista técnico e de transferência de energia aos trabalhos que a PDVSA tem nas Caraíbas.

A EDP fará uma avaliação do projecto e, se a análise for positiva, a empresa portuguesa terá um direito de opção ao nível do investimento.

Já com o acordo para a liquefacção e posterior comercialização de gás, a EDP passará a ter um dos três trens da PDVSA (nos outros dois a GALP está presente), entrando na exploração com uma percentagem entre 12 e 15 por cento.

Em relação à geração térmica, a eléctrica nacional tem em vista a construção a prazo de uma central de ciclo combinado em conjunto com a PDVSA e vai apoiar esta empresa venezuelana num projecto para a destilação de um subproduto do petróleo.

Em declarações à agência Lusa, o administrador da EDP Jorge Cruz Morais considerou que os acordos assinados vão ajudar a preencher as capacidades da empresa, sobretudo ao nível do gás (Fonte: RTP/Lusa, 2008-05-14).

terça-feira, 27 de maio de 2008

Portugal: Quadro regulatório do mercado energético dificulta trabalho de empresas estrangeiras


O mercado energético português continua a não ter resolvidas as questões regulamentares necessárias para que seja verdadeiramente aberto, o que não permite a empresas estrangeiras trabalhar com normalidade, afirmou o conselheiro-delegado da Gás Natural. "Portugal é um dos mercados onde queremos operar, onde queremos investir na comercialização de gás e electricidade. Mas temos que ressaltar que, apesar de formalmente o mercado português estar aberto, continuam por resolver temas regulatórios necessários", afirmou Rafael Villaseca. "É difícil operar e é necessária essa abertura", sustentou.

Em declarações em Barcelona, antes da Junta de Accionistas, Villaseca comparou a situação nos dois países ibéricos, referindo que empresas portugueses como a EDP e a Galp "actuam com normalidade" em Espanha enquanto a Gás Natural "não pode actuar em Portugal".

Considerando "certa" a ideia do desenvolvimento do MIBEL e do MIBGás, Villaseca sustentou porém que é necessário "melhorias" que "permitam comercializar", especialmente no mercado gasista. "Portugal está a abrir, como fez Espanha, para permitir que mercados sejam integrados, mas em Portugal até hoje, por não ter feito todas as mudanças necessárias, isso ainda não é possível. Estamos confiantes que num prazo breve isso não será um obstáculo", sublinhou.

Questionado sobre projectos concretos para Portugal, Villaseca notou que em termos gerais a Gás Natural quer ampliar a sua quota de mercado em Itália, França e Portugal - "países alvo" - para cinco por cento, não havendo um "objectivo concreto de quota" para o mercado português.
Notou ainda que além do projecto de Angola em que está envolvida e onde participa a Galp, não se antecipam mais projectos com a empresa portuguesa nem está prevista qualquer participação na EDP ou EDP Renováveis.
Ao mesmo tempo reiterou que a Gás Natural continua interessada no projecto de um ciclo combinado em Portugal mas que, pelos problemas regulatórios, isso "ainda não foi possível".
"O objectivo em Portugal é muito claro: Queremos poder começar a trabalhar", disse (Fonte: Sapo/Lusa, 2008-05-21).

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Sul-africana SASOL inicia em Julho prospecção de gás em águas moçambicanas

A petroquímica sul-africana SASOL vai iniciar em Julho os trabalhos de abertura de dois a três furos em águas profundas para prospecção e pesquisa de novas reservas de gás natural em Moçambique.

De acordo com o director da empresa em Moçambique, Mateus Zimba, citado pelo jornal "Diário de Moçambique", os furos serão feitos nos blocos 16 e 19, localizados nos distritos de Machanga (província de Sofala, centro) e Vilanculo (Inhambane, sul), na costa Este do arquipélago de Bazaruto, com uma área total de 11 mil quilómetros quadrados.

Os trabalhos, a cargo da empresa norueguesa Petroleum Geo-Services (PGS), deverão durar 75 dias e serão antecedidos por um estudo sísmico que será feito já em Maio.

A SASOL tem desde 2004, por 25 anos, a exploração e transporte de gás nas jazidas "on-shore" existentes em Pande e Temane (Inhambane).

Nesse ano foi inaugurado um gasoduto com 860 quilómetros de extensão ligando os poços em Moçambique à região industrial sul-africana de Secunda, um investimento de 1,2 mil milhões de dólares.

A maioria das acções do empreendimento que gere o gasoduto é detida pela petroquímica sul-africana SASOL, tendo o Estado moçambicano, através da Empresa Nacional de Hidrocarboneto (ENH), reservado para si uma posição de 14 por cento (dos 25 por cento disponíveis para accionistas moçambicanos).

Com a realização dos furos, a SASOL entra na exploração de gás nas águas moçambicanas (Fonte: RTP, 2008-04-24).

quarta-feira, 12 de março de 2008

Endesa obtém licença para comercializar gás em Portugal


A Endesa obteve uma licença para comercializar gás em Portugal mostrando o seu interesse pelo mercado nacional que, actualmente, dispõe de 85% do volume total do mercado liberalizado.

A Endesa solicitou a licença de comercialização à Direcção Geral da Energia e Geologia do Ministério da Economia e Inovação de Portugal, tornando-se a primeira empresa espanhola a dispor desta licença, segundo o comunicado da Endesa.

A energética espanhola aproveitou a altura de liberalização do mercado de gás em Portugal que se iniciou no passado mês de Janeiro. "Para a Endesa, Portugal dispõe de um mercado muito importante, e mostra a sua clara aposta para o mercado ibérico" segundo a mesma fonte.


O mercado Português encontra-se liberalizado em 85%, ou seja 4,5 mil milhões de metros cúbicos estão já liberalizados no segmento de grandes consumidores. Em Janeiro de 2010, todos os consumidores portugueses terão acesso a este mercado (Fonte: Jornal de Negócios Online, 2008-03-11).

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Nova campanha exploratória na Amazônia brasileira

Objetivo é encontrar gás para suprir Manaus após 2012. A Petrobras prepara uma campanha de perfuração de 23 poços petrolíferos na Amazônia. O programa faz parte da retomada dos investimentos na região e tem o objetivo de garantir o suprimento de gás natural a Manaus a partir de 2012.Até lá, a capital do Amazonas será abastecida pelo Campo de Urucu, já em operação, que começa a entregar gás ao mercado no ano que vem. Até 2012, a estatal deve perfurar mais 492 poços exploratórios em todo o País.O retorno às reservas da Amazônia será iniciado com o desenvolvimento do pólo de gás de Juruá, na cidade de Carauari, a cerca de 200 quilômetros do Campo de Urucu, conforme informações recentemente publicadas pelo GasNet. Maior reserva terrestre de gás do País, com cerca de 100 bilhões de metros cúbicos, Juruá foi descoberto em 1978, mas deixado de lado após a descoberta de Urucu, mais perto de Manaus e com reservas também de petróleo.O diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Guilherme Estrella, explicou que Urucu só garante o contrato de fornecimento a Manaus até 2012. A estatal, no entanto, se comprometeu a entregar 5,5 milhões de metros cúbicos por dia à capital amazonense até 2028."O gás de Juruá vai complementar o contrato, depois que Urucu se exaurir", disse o executivo. Além de Juruá, o novo pólo conta com os campos de São Mateus e Jaraqui.A Petrobras trabalha ainda com a possibilidade de vender gás a Porto Velho (RO). O projeto está em análise pelo governo. Recentemente, a empresa adquiriu outras concessões exploratórias na Bacia do Solimões, onde é grande o potencial para reservas de gás.Estrella informou que a companhia tem um orçamento de US$ 9,3 bilhões para explorar petróleo no Brasil até 2012. A Bacia do Potiguar receberá o maior número de perfuração de poços (88), seguida pelo Espírito Santo (85) e Santos (80). (O Estado de São Paulo)

sábado, 8 de setembro de 2007

O setor de gás natural preocupa no Brasil

Na última quinta-feira, em encontro com representantes da Federação Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, não escondeu a sua preocupação com o setor de gás, sobretudo no que diz respeito a atual falta de infra-estrutura para atender o crescimento do consumo. Em vários momentos, o executivo demostrou estar incomodado com o expressivo avanço da demanda brasileira pelo combustível, para ele considerado exagerado. "O consumo brasileiro de gás apresenta um crescimento "demasiadamente acelerado", afirmou. "Diferentemente do petróleo, sem infra-estrutura não há possibilidade de expansão do gás", completou. Segundo Gabrielli, somente em infra-estrutura (gasodutos, terminais, entre outros) e equipamentos para o gás natural, a Petrobras terá de investir, entre 2008 e 2012, US$ 6,7 bilhões. Ao incluir toda a cadeia de gás - exploração, produção, distribuição, entre outras áreas -, as aplicações da Petrobras para os próximos quatro anos sobem para US$ 19,2 bilhões (incluindo os US$ 1 bilhão que serão investidos por parceiros da estatal). Esse montante, diz o executivo, garantirá o atendimento da demanda no período, que apresentará um "crescimento extraordinariamente alto de 19,4% ano, passando dos atuais 46 milhões de m³ por dia para 134 milhões de m³/dia em 2012". Segundo Gabrielli, as termelétricas irão absorver o maior volume do gás projetado para o futuro: 48 milhões de m³ diários. Para indústria, serão destinados 42 milhões de m³/dia. Dos 134 milhões de m³/dia previstos para 2012, 72,9 milhões de m³/dia serão oriundos de reservas nacionais, 30 milhões m³/dia da Bolívia e 31,1 milhões m³/dia de plantas de gás natural liquefeito (GNL). No caso da entrega futura de gás para as térmicas, o presidente da Petrobras não escondeu a preocupação com ele chamou de "risco regulatório". "Vamos construir uma grande infra-estrutura para o gás, com gasodutos enormes, nos moldes do Gasene (que interliga o Sudeste ao Nordeste), para (eventualmente) não ser utilizada", diz Gabrielli, referindo-se ao sistema de funcionamento das térmicas, que, teoricamente, só devem entrar em operação em situações emergenciais, para ocupar o lugar da energia gerada por hidrelétricas, que tem custos de operação bem mais baixos. "A demanda (para as térmicas), dependendo da chuva, pode não existir, porém estamos fazendo os investimentos", afirma principal executivo da Petrobras. (Gazeta Mercantil)

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Portugal recebe Gas Natural em 2008

A espanhola Gas Natural (GN), líder no sector do gás em Espanha, está a preparar a entrada directa no mercado português. O Jornal de Negócios apurou que o objectivo da GN é começar a operar em Portugal a partir de 2008 como comercializador de gás natural, mas os planos da empresa passam, no médio prazo, por entrar em projectos de produção de electricidade, nomeadamente através de parcerias com empresas portuguesas como a EDP - Energias de Portugal e Galp Energia. A espanhola Gas Natural (GN), líder no sector do gás em Espanha, está a preparar a entrada directa no mercado português. (Jornal de Negócios)