quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Norueguesa vai perfurar no Brasil para a ExxonMobil

Um navio-sonda da norueguesa Seadrill é o principal candidato a perfurar os poços exploratórios no BM-S-22, bloco localizado em águas ultraprofundas na Bacia de Santos e único operado pela petroleira norte-americana ExxonMobil no Brasil. A sonda - denominada West Polaris - ainda está em construção no estaleiro Samsung Shipyard, na Coréia do Sul, e ficará pronta no segundo trimestre de 2008.
A West Polaris foi contratada pela ExxonMobil por três anos para atender seus projetos no mercado internacional. O Brasil deverá ser um dos primeiros destinos da sonda porque a major norte-americana tem tido dificuldades de encontrar equipamentos de perfuração disponíveis para seus projetos. O BM-S-22 é um bloco da 3a rodada de licitações da ANP, realizada em 2001. E, de acordo com o contrato firmado com a agência brasileira, sua fase exploratória terminará em 2009.
A ExxonMobil é operadora com 40% de participação no bloco, tendo como sócios a Amerada Hess (40%) e Petrobras (20%). A Exxon e a estatal brasileira adquiriram as participações do bloco em 2004. Naquela época, a Amerada detinha 100% do ativo na Bacia de Santos. Originalmente, o BM-S-22 foi adquirido no leilão pelo consórcio Amerada Hess/Ocean Energy.
Quando ficar pronta, a sonda West Polaris terá capacidade de perfurar poços em lâmina d'água de 3 mil m e atingir profundidade de até 10.668 m. O navio sonda começou a ser construído em 2005, com investimentos de US$ 490 milhões da Seadrill.
Segundo a perfuradora norueguesa, a Exxon assegurou três anos de contrato para a West Polaris, sendo que um terço de duração será utilizado por outras operadoras, principalmente a Ophir Energy. O contrato firmado entre a ExxonMobil e a Seadrill é avaliado em US$ 570 milhões, segundo comunicado da prestadora de serviços ao mercado.
Listada na Bolsa de Valores de Oslo, na Noruega, a Seadrill opera em 14 países e tem mais de 5 mil funcionários. Em parceria com sócios, a empresa tem 37 sondas de perfuração, sendo que 15 ainda em construção. A empresa informou que tem conversado com petroleiras brasileiras em várias ocasiões e que vê o mercado brasileiro como "muito promissor". A empresa já operou no passado no Brasil, mas há muitos anos não traz uma sonda para o País.
(Brasil Energia)

Multinacionais com dificuldade para entrar no mercado brasileiro de etanol

Empresas multinacionais do ramo de biocombustíveis com sede no Estados Unidos estão tendo dificuldade de entrar no mercado brasileiro por causa da relutância de famílias proprietárias de vastas plantações em vender suas terras, de acordo com reportagem na edição desta segunda-feira do The Wall Street Journal.
"Um punhado de potenciais investidores" foram ao Brasil, "inclusive gigantes de commodities, de fundos de hedge e empresas do ramo de energia", diz o jornal americano. "Até os fundadores da Google Inc. vieram dar uma olhada."
Mas "estão se chocando com uma realidade concreta: famílias como a do Sr. Junqueira Franco, que controlam os recursos canavieiros há décadas, até séculos. Muitas não querem vender, outras estão pedindo preços estratosféricos por operações cheias de problemas."
"O Sr. Junqueira Franco, um fundador da Companhia Açucareira Vale do Rosário (...) recebeu ofertas de vários interessados. Inclusive uma oferta de US$ 775 milhões por sua empresa da gigante das commodities Bunge Ltda, sediada em Nova York. Mas o Sr. Junqueira Franco, cuja família chegou ao Brasil por volta de 1700 (..) disse que nunca vai vender (as terras que possui em São Paulo)."
Essas dificuldades estão impedindo que algumas grandes empresas estrangeiras "entrem no promissor mercado de etanol do Brasil através de aquisições, forçando-as a desenvolver seus próprios projetos do princípio".
"Com vastas terras, baixos custos de produção e experiência na produção de etanol, o Brasil é visto por muitos como o país com maior capacidade para satisfazer a demanda mundial", diz a reportagem, a partir de Ribeirão Preto, no interior do Estado de São Paulo.
O jornal lembra que "os Estados Unidos e outros países esperam substituir até 15% de sua gasolina doméstica por etanol em uma década".
"Mas a resistência a estrangeiros pode afetar a rapidez com que grandes quantidades de etanol brasileiro barato comecem a chegar à frota automotiva mundial", diz a reportagem.
Entre os problemas apontados na reportagem para a entrada de estrangeiros no mercado brasileiro de biocombustíveis está a forma como os engenhos são administrados.
"A indústria açucareira e de etanol é gerenciada informalmente e é altamente fragmentada", o que "não é ideal para o investidor estrangeiro".
"Com freqüência os engenhos não têm contabilidade confiável e enfrentam disputas fiscais e dívidas", disse a reportagem, atribuindo tal comentário a investidores estrangeiros.
Disputas trabalhistas também seriam um obstáculo, diz o The Wall Street Journal. "A maior parte da cana-de-açúcar ainda é cortada manualmente - um trabalho exaustivo que enriqueceu donos de engenhos por séculos, mas pode expor companhias internacionais a processos judiciais." "Os donos de engenho do Brasil enfrentam alguma pressão política para não vender (suas propriedades)", diz a reportagem.
"Aloizio Mercadante, um poderoso senador de São Paulo, chamou recentemente a ação dos donos de engenho que venderam (as propriedades) de ''incrível e incompreensível''." "Analistas dizem que o Brasil precisa de bilhões de dólares em investimentos para expandir a produção e construir dutos, portos e outras partes da infraestrutura de que precisa para se tornar o fornecedor de etanol do mundo", afirma o artigo.
"Grandes companhias, que possuem um melhor acesso a crédito e capital, também podem ajudar a consolidar, modernizar e expandir a indústria de etanol do Brasil", diz a reportagem do The Wall Street Journal. (Invertia)

Petrobras concentra investimento internacional em EeP

O diretor da Área Internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, detalhou as estratégias da estatal para o exterior entre 2008 e 2012 e confirmou que a área de Exploração e Produção, com aporte de US$ 10,5 bilhões no período, será a principal área de atuação da companhia. O montante, que corresponde a 70% do total a ser investido pela Petrobras nos cinco anos, será direcionado principalmente a projetos na América Latina, no Oeste da África e no Golfo do México.Com este aporte, a estatal pretende atingir sua meta de produzir no exterior 436 mil barris de óleo equivalente por dia (boed) em 2012 e de 698 mil boed em 2015, em volume que considera a produção de óleo, GNL e gás natural.A área de RTCP (Refino, Transporte, Comercialização e Petroquímica), com aporte previsto de US$ 3,7 bilhões (25% do total), também é considerada de fundamental importância para as estratégias da Petrobras no exterior.Quando considerada por região, a divisão de recursos prioriza o mercado norte-americano, que receberá quase a metade dos investimentos previstos para o período: US$ 4,9 bilhões. (Invertia)

Petrobras pode aumentar refino nos EUA

A Petrobras avalia a possibilidade de ter uma segunda refinaria nos Estados Unidos, que seria necessária para dar conta do esperado aumento da produção de petróleo na região, informou nesta segunda-feira o diretor da Área Internacional da estatal, Nestor Cerveró.
O diretor afirmou a jornalistas que além da ampliação da refinaria de Pasadena, no Texas, uma joint-venture da Petrobras com a Astra, a estatal discute outras alternativas para elevar sua capacidade de refino.
"Não é só a questão de ampliação, estamos examinando outro negócio de refino lá", afirmou Cerveró.
A Petrobras pretende processar de 200 mil a 250 mil barris de petróleo por dia nos EUA até 2012, dependendo das negociações para elevar a capacidade de refino no país, disse o executivo.
A refinaria de Pasadena processa cerca de 100 mil barris por dia e há planos para elevar sua capacidade.
Os Estados Unidos serão o principal destino dos investimentos no exterior da Petrobras.
Dos 15 bilhões de dólares de investimentos externos previstos no plano de negócios 2008-2012, 4,9 bilhões, ou 32 por cento, serão aplicados nos EUA.
A Petrobras é operadora em dois campos no Golfo norte-americano, Chinook e Cascade, onde começará a produzir em 2010.
Além dos EUA, Cerveró também comentou a situação no Japão. A Petrobras negocia desde o ano passado a compra de uma refinaria em Okinawa, mas até agora não houve um acordo.
"Estamos negociando há algum tempo com eles e até com outros. Essa questão do tempo causa um certo desgaste. Estamos examinando a possibilidade e vamos manter sigilo". Ele ainda descartou a possibilidade de ter uma refinaria em Roterdã, na Holanda. "Chegamos a examinar mas o processo não avançou". (Agência Estado)

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Petróleo de Xerelete é comercial

A Petrobras declarou nesta segunda-feira a viabilidade comercial do campo de Xerelete, no Sul da Bacia de Campos, que poderá conter um volume estimado de 1,4 bilhão de barris de óleo equivalente - o correspondente a 10% das reservas privadas nacionais, de 14 bilhões de boe.
A área está localizada entre o antigo bloco BC-2, pertencente à rodada zero, quando a estatal ganhou a concessão de algumas áreas, e o BM-C-14 (da 3ª Rodada de licitações da ANP).
Segundo o consultor da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip) Arlindo Charbel, deste montante, cerca de 30% (ou 420 milhões de boe) podem se transformar efetivamente em reservas.
De acordo com a empresa, a descoberta pode abranger uma área total de 26 quilômetros quadrados de óleo pesado, com cerca de 17º API (quanto mais próximo de 50º API, melhor a qualidade do óleo). A empresa tem 50% do bloco, em sociedade com a Total e a Devon. O campo fica a uma distância de 155 quilômetros da costa de Cabo Frio.
Ainda segundo informações da estatal, o poço descobridor de Xerelete foi perfurado em uma lâmina d´água de 2.483 metros, atingindo profundidade de a 3.478 metros. O recorde registrado pela empresa é de produção em lâmina d'água de 1.874 metros.
- Geralmente, a Petrobras só desenvolvia campos com mais de 300 milhões de boe. Esta descoberta está muito acima disso, sendo maior do que a do campo de Bijupirá-Salema, por exemplo, operado pela Shell, que produz 35 mil barris por dia - diz Charbel.
A descoberta também poderá aumentar o interesse dos investidores por determinados blocos a serem oferecidos na 9ª Rodada de Licitações da ANP, a ser realizada em outubro. Entre eles, estão encostados no BM-C-14 os blocos 651, 594 e 595.
- Com certeza aumenta bastante o interesse e, provavelmente, a Petrobras vai tentar, a todo custo, ficar com estes blocos. Eles serão bastante disputados porque a possibilidade de que tenham petróleo é grande, já que estão muito próximos de Xerelete - avalia o consultor Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infra-Estrutura.
A Petrobras informou que está fazendo estudos adicionais para definir melhor o projeto de desenvolvimento da produção deste novo campo. (O Globo)

Petrobras e PDVSA discordam sobre gás na Venezuela

A Petrobras e a PDVSA, estatal petrolífera da Venezuela, não chegaram ainda a um acordo em relação ao desenvolvimento da produção de gás natural no campo de Mariscal Sucre, na área marítima naquele país. O diretor da Área Internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, explicou, nesta segunda-feira, que não se chegou ainda a um acordo em relação a várias questões, como investimentos, nível de produção e venda do gás.
Segundo Cerveró, a Petrobras entende que o ideal seria produzir Gás Natural Liquefeito (GNL) para exportação, enquanto que a PDVSA pretende fornecer o produto para o mercado interno. Apesar de não se referir ao fato, é certo, segundo fontes, que como a Venezuela subsidia os combustíveis no mercado interno, certamente o negócio não está se apresentando rentável para a Petrobras, caso o gás fosse destinado apenas para o país.
O projeto Mariscal Sucre prevê investimentos entre US$ 2,5 bilhões a US$ 3 bilhões e uma produção da ordem de 18 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural. Segundo Cerveró, o projeto inicial previa o início de produção a partir de 2010, que ele acha não será possível. - Até o momento, não chegamos a um entendimento. Temos visões diferentes em relação ao uso do gás, por exemplo - disse Cerveró.
A PDVSA ainda está avaliando os termos de acionistas nas duas empresas que serão criadas em associação coma Petrobras, uma para a construção da refinaria Abreu Lima em Pernambuco e outra para o desenvolvimento da produção de óleo pesado do campo de Carabobo, na Venezuela. Está previsto que, no Brasil, a PDVSA participará da refinaria com 40% e a Petrobras com 60%. Por sua vez, na Venezuela, a Petrobras ficariam com 40% do campo de Carabobo. Deiante da demora na decisão da PDVSA a Petrobras resolveu inciiar sozinha a construção da refinaria de Pernambuco. (O Globo)

Brasil alcança 76% de nacionalização na construção de plataforma marítima

A plataforma P-52, da Petrobras, deixou o estaleiro onde foi construída e seguiu rumo à Bacia de Campos, onde passará por testes antes de ser ancorada e conectada aos poços no campo de Roncador. Primeira plataforma de petróleo a ser construída com conteúdo nacional mínimo, a P-52 custou à Petrobras cerca de 20% a mais do que o estimado no início da obra. As obras consumiram US$ 1,1 bilhão, contra os US$ 906 milhões constantes do contrato assinado em dezembro de 2003. Segundo a Petrobras, o aumento dos custos não está ligado à decisão de construir a unidade no país, mas a ajustes no projeto, variações cambiais e a alta nos preços do aço. Construída pelo estaleiro Brasfels, em Angra, a P-52 ficou com um índice de nacionalização de 76%. A P-52 poderá produzir até 180 mil barris de petróleo e comprimir 9,3 milhões de m³ de gás natural. A previsão é que a plataforma entre em operação em outubro e atinja o pico de produção no segundo semestre de 2008. A construção da plataforma P-52 gerou aproximadamente 2.500 empregos diretos e 10.000 empregos indiretos. Ela ficará ancorada a 125 km do litoral do Rio de Janeiro. A plataforma é do tamanho de 1,2 campo de futebol e tem 125 metros de altura (equivalente a um prédio de cerca de 40 andares). Além dela, a Petrobras pretende iniciar as operações de outras quatro plataformas de petróleo este ano: P-34, no campo de Jubarte; FPSO Cidade de Vitória, em Golfinho; Piranema e uma unidade de teste de produção de óleo extrapesado no campo de Siri, na Bacia de Campos. (Agência Estado)

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Governo de Timor-Leste planeja reestruturação do setor petróleo

O Programa do IV Governo Constitucional do Timor-Leste apresentado ao Parlamento Nacional na semana passada contempla, entre outras ações, uma completa reestruturação do setor petóleo do país, a captação de investimentos para a implantação de uma planta de GNL e a criação de uma companhia nacional petrolífera.

Nova campanha exploratória na Amazônia brasileira

Objetivo é encontrar gás para suprir Manaus após 2012. A Petrobras prepara uma campanha de perfuração de 23 poços petrolíferos na Amazônia. O programa faz parte da retomada dos investimentos na região e tem o objetivo de garantir o suprimento de gás natural a Manaus a partir de 2012.Até lá, a capital do Amazonas será abastecida pelo Campo de Urucu, já em operação, que começa a entregar gás ao mercado no ano que vem. Até 2012, a estatal deve perfurar mais 492 poços exploratórios em todo o País.O retorno às reservas da Amazônia será iniciado com o desenvolvimento do pólo de gás de Juruá, na cidade de Carauari, a cerca de 200 quilômetros do Campo de Urucu, conforme informações recentemente publicadas pelo GasNet. Maior reserva terrestre de gás do País, com cerca de 100 bilhões de metros cúbicos, Juruá foi descoberto em 1978, mas deixado de lado após a descoberta de Urucu, mais perto de Manaus e com reservas também de petróleo.O diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Guilherme Estrella, explicou que Urucu só garante o contrato de fornecimento a Manaus até 2012. A estatal, no entanto, se comprometeu a entregar 5,5 milhões de metros cúbicos por dia à capital amazonense até 2028."O gás de Juruá vai complementar o contrato, depois que Urucu se exaurir", disse o executivo. Além de Juruá, o novo pólo conta com os campos de São Mateus e Jaraqui.A Petrobras trabalha ainda com a possibilidade de vender gás a Porto Velho (RO). O projeto está em análise pelo governo. Recentemente, a empresa adquiriu outras concessões exploratórias na Bacia do Solimões, onde é grande o potencial para reservas de gás.Estrella informou que a companhia tem um orçamento de US$ 9,3 bilhões para explorar petróleo no Brasil até 2012. A Bacia do Potiguar receberá o maior número de perfuração de poços (88), seguida pelo Espírito Santo (85) e Santos (80). (O Estado de São Paulo)

Moçambique discute biocombustíveis no Brasil

Um acordo de cooperação na área dos biocombustíveis será o principal documento a ser assinado entre os governos brasileiro e moçambicano durante a visita do presidente Armando Guebuza ao Brasil, que hoje se inicia, segundo uma fonte do Itamaraty. O acordo abarca a cooperação geral na área de combustíveis renováveis, uma das prioridades actuais da política externa brasileira, e prevê a capacitação de técnicos. O presidente brasileiro, Lula da Silva, tem incentivado os países africanos a produzir biocombustíveis, sob o argumento de que poderão provocar um grande impacto social no continente, para além de diminuir as emissões de gases dos combustíveis fósseis, causadores do efeito estufa. Segundo o presidente, o uso crescente de biocombustíveis significará geração de empregos, distribuição de renda, inclusão social e redução da pobreza nos países mais pobres do mundo. Guebuza participa hoje à noite num jantar oferecido pelo governador paulista José Serra no Museu Afro-Brasil e na quarta-feira visita uma unidade produtora de biocombustíveis no interior de São Paulo. O presidente moçambicano terá também encontros com empresários brasileiros na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo. O acordo sobre biocombustíveis será assinado em Brasília, na quinta-feira, após a reunião dos presidentes dos dois países no Palácio do Planalto. De acordo com fontes diplomáticas, o documento final do encontro deverá aludir também à cooperação entre os dois países na área da Sida e reforçar o apoio do Brasil para a construção de uma fábrica de anti-retrovirais em Moçambique. Um detalhado estudo de viabilidade da fábrica, avaliado em 430 mil dólares, foi entregue em Maio último ao governo moçambicano. O estudo concluiu que é possível instalar a fábrica de anti-retrovirais no país, desde que sejam cumpridas algumas premissas, como formação técnica e de gestão. "O governo moçambicano deve agora dimensionar as suas ambições e decidir se vai construir uma fábrica mais complexa ou mais modesta, ou ainda se vai continuar a importar os medicamentos", disse fonte do Itamaraty. As relações entre os dois países de língua portuguesa foram incrementadas com a entrada da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) em Moçambique, em 2004, o que coincidiu com a prioridade dada a África pela política externa do governo de Lula da Silva. A CVRD, maior produtora de minério de ferro do mundo, venceu um concurso público em 2004, para a exploração de carvão no complexo de Moatize, região do Vale do Zambeze, num investimento de 870 milhões de dólares. O projecto está a ser implantado e a produção começa já em 2010. A visita de Guebuza é a segunda de um Presidente moçambicano desde o início do governo Lula. O seu antecessor, Joaquim Chissano, visitou o Brasil em 2004, em retribuição da viagem de Lula da Silva a Maputo em 2003. Para além do encontro com o Presidente Lula da Silva, Guebuza reunir-se-á em Brasília com os presidentes do Senado Federal, Câmara dos Deputados, Supremo Tribunal Federal e Superior Tribunal de Justiça. No dia 7 de Setembro, o PR de Moçambique é o convidado de honra na cerimónia de celebração da data da independência do Brasil. (Notícias Lusófonas)

Moçambique confiante na existência de petróleo

O governo moçambicano está confiante na existência de reservas de petróleo no país passíveis de ser exploradas comercialmente, mas remete para um futuro próximo um anúncio definitivo sobre o assunto. Sem nunca adiantar a percepção do governo sobre a existência de crude, o ministro da Energia moçambicano, Salvador Namburete, prefere remeter para as empresas que estão na prospecção. "Eu creio que as pessoas mais abalizadas para dizer se há ou não ou não petróleo no nosso país são as próprias empresas que estão na prospecção. Para nós, o sinal mais evidente é o crescente interesse demonstrado por estas empresas em fazer prospecção de petróleo em Moçambique", afirmou o ministro, citado pelo jornal moçambicano Notícias. Para o governante, trata-se de "um sinal" de que as empresas "pensam ou sabem que existe qualquer coisa". "Se as empresas continuam a trabalhar é porque acreditam que sim", observou. Salvador Namburete recordou mesmo, a propósito, uma pergunta feita ao director de uma empresa autorizada a prospectar solo moçambicano em busca de crude. "É difícil dar resposta a essa pergunta, mas se pensasse um pouco não me faria essa pergunta. Eu estou a gastar milhões de dólares à procura de petróleo em Moçambique. Se escolhi procurar petróleo neste país e naquela zona é porque acredito que ali há alguma coisa, se não iria abrir buracos num outro lugar", terá dito o empresário, citado pelo ministro moçambicano. Recentemente, em Agosto, o governo moçambicano anunciou "resultados encorajadores e de confiança" nas pesquisas de petróleo, reforçando a possibilidade de virem a ser assinados mais acordos de prospecção até final deste ano. Recentemente, a Anadarko, uma das principais companhias norte-americanas de petróleo, a ENI, de Itália, a Norsk Hydro e a DNO, ambas da Noruega, a Petronas, da Malásia, e a Artumas, do Canadá, venceram concursos lançados pelo executivo moçambicano para a prospecção petrolífera na bacia do Rovuma, no norte do país. A Galp Energia, através ENI (accionista de referência da empresa, com 33,34 por cento do capital), poderá também entrar na exploração de blocos ganhos pela empresa italiana em Moçambique. Em meados de Abril, o governo moçambicano assinou o contrato de concessão para a pesquisa e produção de petróleo na área "on shore" do Bloco do Rovuma, entregue às empresas Artumas Moçambique Petróleo e Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (estatal). Na corrida está também a petrolífera brasileira Petrobras, que em Outubro do ano passado firmou com a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos um acordo para a exploração de petróleo e gás natural em Moçambique, com a intenção de iniciar a exploração nos primeiros meses deste ano. A empresa brasileira já actua num bloco de exploração em Moçambique, em parceria com a Petronas (Malásia), na produção de hidrocarbonetos na foz do rio Zambeze. A companhia petrolífera malaia deverá, entretanto, começar no primeiro semestre deste ano a segunda fase de pesquisas de petróleo no Delta do Zambeze, estando prevista a realização de um furo "off shore" com um custo de 20 a 25 milhões de dólares (14,6 a 18,3 milhões de euros). Embora nunca formalmente, os pesquisadores no terreno têm indicado a presença de quantidades significativas de gás natural na bacia do Rovuma. O resultado das prospecções petrolíferas nunca foi oficialmente divulgado, falando-se apenas em fortes indícios da presença de crude na bacia do Rovuma (rio que separa Moçambique da Tanzânia, no norte do país) e no delta do Zambeze (centro). Pesquisas efectuadas em 1986 pela petrolífera ESSO e, em 1998, pela empresa Lohnropet, subsidiária da empresa britânica Lohnro, indicaram não existir petróleo na região, mas sim depósitos de gás. Para o presidente do Instituto Nacional de Petróleo (PCA) de Moçambique, Arsénio Mabote, "do ponto de vista geológico, há potencial para ocorrência de petróleo" no país. (Notícias Lusófonas)

Angola apoia refinaria de petróleo em Cabo Verde

O ministro dos Petróleos angolano, Desidério Costa, manifestou em Luanda a disponibilidade de Angola apoiar a construção de uma refinaria de petróleo e gás em Cabo Verde. "Angola vai apoiar em termos de "know how" a construção de uma refinaria de petróleo e gás em Cabo Verde", disse Desidério Costa. A intenção foi anunciada aos jornalistas pelo governante angolano depois do encontro que manteve com o ministro da Economia de Cabo Verde, José Brito, no âmbito da visita que realiza a Angola. Durante o encontro, o governante cabo-verdiano referiu ter tratado com o titular dos petróleos angolano questões como "o reforço da cooperação económica, essencialmente sobre o ramo petrolífero". "Existe uma vontade política de cooperação com Angola e pensamos que se deve entrar já para as acções práticas", afirmou José de Brito. Segundo o governante, embora Cabo Verde não possua uma exploração petrolífera, a refinaria fará com que se reduza os custos de energia, abrindo mais competitividade à economia. No domínio dos petróleos, a cooperação entre Cabo Verde e Angola realiza-se através da Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (SONANGOL) que detém juntamente com a portuguesa PETRGOL, ambas com 32,5 por cento das acções, a Empresa Distribuidora de Combustíveis de Cabo Verde (ENACOL). O presidente do Conselho de Administração da SONANGOL, Manuel Vicente, ao realizar uma visita ao arquipélago, em 2006, anunciou a existência de planos de expansão do Banco Africano de Investimento (BAI) em Cabo Verde, através do Novo Banco do arquipélago, que integrará também investidores locais. Na ocasião, Manuel Vicente manifestou a disponibilidade da SONANGOL em participar na exploração de petróleo e gás naquele país, especialmente nos estudos preliminares, pesquisa e produção. (Notícias Lusófonas)

Guiné-Bissau ainda mantém a esperança

Premier Oil prossegue exploração de petróleo apesar de novo desaire. O consórcio liderado pela petrolífera britânica Premier Oil vai prosseguir os trabalhos de exploração de petróleo na Guiné-Bissau, apesar de os dois primeiros furos se terem revelado "secos". A garantia foi hoje dada à Lusa em Lisboa pelo responsável da Premier Oil para a Guiné-Bissau, Stephen Want, que precisou que os trabalhos no segundo poço, “Eirozes 1”, iniciados em Abril, foram infrutíferos, não tendo sido descoberto petróleo com valor comercial. Want encontra-se em Lisboa com outros responsáveis do consórcio - que integra ainda a Sterling e a Occidental - e da petrolífera estatal guineense, Petroguin, para avaliar os mais recentes dados recolhidos no terreno. "Não como inicialmente, mas ainda acreditamos nas possibilidades [de existência de petróleo] na Guiné-Bissau", referiu o mesmo responsável, à margem da reunião, que no início dos trabalhos contou com a participação do ministro dos Petróleos da Guiné-Bissau, Soares Sambú. Em Abril, a Premier Oil abandonou e selou o primeiro furo efectuado na Guiné-Bissau, “Espinafre 1”, e deslocou a plataforma para o novo local. Depois de ter completado a aquisição de informação sísmica sobre o “offshore” guineense, a petrolífera retomou no final de 2006 os trabalhos de exploração no país, onde é concessionária dos campos Esperança e Sinapa, na sub-bacia Casamança-Bissau. Estes têm uma área total superior a 5.800 quilómetros quadrados, com profundidades entre 10 metros e 2.000 metros. A Premier, que tem as suas principais operações na Indonésia e Vietname, é ainda concessionária dos blocos 7B e 7C. A falta de resultados positivos contraria o optimismo dos responsáveis da Petroguin e do governo guineense, nomeadamente o ministro do Petróleo, que afirmou que "estão a ser negociadas" várias propostas de adjudicação directa submetidas por petrolíferas estrangeiras à Petroguin. "Temos vindo a ser abordados por diversas empresas estrangeiras [interessadas na exploração], num assédio quase diário", disse o ministro guineense. Soares Sambú sublinhou que os dados disponíveis dos diferentes trabalhos de exploração "indicam a existência de petróleo”, mas que “o problema é passar à fase de produção", dado que "até agora" ainda não foram encontradas reservas em quantidade e com a qualidade necessária. "Há indicações fortes de que o país pode dar petróleo. Onde, quando e como é que não se sabe", disse o ministro guineense. (Notícias Lusófonas)

Preços de combustíveis sobem em São Tomé e Príncipe

O governo de São Tomé e Príncipe, país com grande potencial petrolífero, aumentou terça-feira os preços de combustíveis, com a gasolina a subir 25 por cento, o gasóleo 14 pc e o petróleo 23 pc. Segundo a ministra do Plano e Finanças são-tomense, Maria Tébus, igualmente vice-primeira-ministra, o aumento dos preços surgiu na sequência de uma proposta da Empresa Nacional de Combustíveis e Óleos (ENCO), tendo em conta a subida do crude nos mercados internacionais. Na nova tabela de preços, que entrou em vigor nas primeiras horas de terça-feira, um litro de gasolina que custava 16.000 dobras (0,88 euros) passou para 20.000 dobras (1,1 euros). Citando vários analistas em São Tomé, a agência noticiosa Macauhub adianta hoje que o aumento vai provocar uma inevitável subida nos preços de outros produtos e serviços do país, onde perto de 54 por cento da população vive abaixo de limiar da pobreza, com menos de um dólar por dia. Apesar de várias expectativas relativas à exploração de petróleo nas águas marítimas exclusivas do arquipélago, com um leilão de blocos previsto para o início de 2008, a petrolífera angolana Sonangol continua a ser a única fornecedora de combustíveis ao arquipélago, através da ENCO, que detém o monopólio da sua comercialização. Por outro lado, apesar de o Estado são-tomense dispor de 51 por cento do capital, a ENCO decidiu há pouco mais de uma semana suspender o fornecimento de combustíveis a crédito à empresa estatal de água e electricidade EMAE, que acumulou uma dívida de pouco mais de cinco milhões de dólares (3,7 milhões de euros). Além do capital maioritário do Estado, a ENCO conta com 40 por cento das acções da Sonangol, estando os restantes nove por cento nas mãos de investidores privados são-tomenses. (Notícias Lusófonas)

sábado, 8 de setembro de 2007

Petrobras analisa expansão de fontes alternativas de energia

O diretor de Gás e Energia da Petrobras e professor titular do Instituto de Eletrotécnica e Energia da Universidade de São Paulo (USP), Ildo Sauer, analisou, nesta terça-feira (04), durante a Escola de Governo, a evolução das matrizes energéticas mundiais e os desafios para a consolidação do mercado de gás natural no Brasil - que atualmente representa 10% da matriz energética nacional.“A face do planeta está mudando. Passamos da era do carvão e da era monopolista do petróleo, com a formação dos grandes cartéis, para a era do gás natural. Há um progresso a seguir, mas o gás já participa da matriz e está se integrando de maneira harmônica ao processo de utilização de recursos energéticos”, declarou. Ele coordena, desde 2003, a mudança de foco da empresa e ampliação do mercado de gás natural.O setor de Gás e Energia da Petrobrás investirá, até 2011, US$ 17,6 bilhões - sendo US$ 11 bilhões no segmento de exploração e produção, voltado à ampliação da cadeia de gás, e o restante na ampliação da malha de gasodutos do país, visando aumentar em 14% por ano o consumo do gás natural. DESCENTRALIZAÇÃO – De acordo com Sauer, a expansão do consumo do gás natural no Brasil só está sendo possível com a participação da Petrobras, que se preocupou em investir na descentralização da produção de biodiesel, gerando oportunidades para a agricultura familiar. “A Companhia tem investido em unidades de produção de biodiesel a partir de óleos vegetais, em que atuamos cooperativamente em regiões mais deprimidas. Por exemplo, em propriedades onde se produzia apenas carne, leite e grãos, agora, inseriu-se a cana-de-açúcar, gerando um subproduto”, explicou Sauer. Segundo ele, a produção da matéria-prima para a fabricação de biocombustível cresce muito no Brasil. Apenas em 2006, usinas de álcool brasileiras produziram 17,8 bilhões de litros. O país conta com 288 unidades na região Centro-Sul, sendo 221 delas produtoras de açúcar e responsáveis por 91% da produção nacional de etanol, e outras 79 unidades na região Norte e Nordeste.Sauer explicou que muitos investidores estrangeiros estão construindo unidades de produção de biodiesel a partir de óleos vegetais no Brasil. “Aqui, o custo para produzir 20 litros de biocobustível é de US$ 0,20 (vinte centavos de dólar). Nos Estados Unidos, para produzir a mesma quantidade o custo é de US$ 0,40 e na Europa, US$ 0,60”, demonstrou. Já em relação à área de plantio para a produção de 3 mil hectares de cana, por exemplo, nos EUA é necessário ocupar 96% da área agrícola ou 44% do território/ano. “A mesma produção, aqui no Brasil, corresponde a 13% da área agrícola ou 4% do território”, comparou. VÍNCULOS - Com o tema central “Energia e Estado”, Sauer propôs novo debate sobre “Biocombustíveis – a teoria das vantagens comparativas 200 anos depois”; “As velhas energias e os fantasmas da reforma liberal” e “Aquecimento global - ciência e interesses de Estado”. Segundo ele, a divisão dos temas foi feita a partir de discussão proposta pela Revista Carta Capital, sendo que os dois primeiros suplementos já foram publicados na coleção Retratos do Brasil e encartados na publicação.Para Sauer, existem vínculos históricos nas transformações das matrizes energéticas naturais, surgidos há 2 mil anos. Esses vínculos foram reforçados com a primeira revolução industrial, que tinha como matriz energética a madeira, e posteriormente, com a segunda revolução com o carvão até chegar ao capitalismo, com cartéis que monopolizam o petróleo. AQUECIMENTO GLOBAL – Sauer lembrou que as reservas mundiais de gás natural como carvão, petróleo e urânio não são renováveis. “Esta visão é importante, porque utilizamos um trilhão de barris de petróleo retirados do centro da terra e ainda temos dois trilhões. Mas, atualmente, retiramos 90 milhões de barris ao dia - ou seja, em 25 anos, nossas reservas terão sido consumidas totalmente”, contou Sauer. Ele contrapôs com os índices de geração de energia sobre a Terra, onde o sol é responsável por 99,98% da energia que chega ao planeta, enquanto a fotossíntese (energia gerada pelas plantas) contribui com apenas 0,23%.“Ao fazermos uma simulação no globo terrestre vemos que a maior parte da energia gerada por plantas (fotossíntese), concentra-se na América Latina, África e parte da Ásia, ou seja, regiões com maior potencial para geração de biodiesel”, destacou o diretor. Em relação ao aquecimento global Sauer criticou pessoas que, segundo ele, polemizam o aquecimento global sem uma análise efetiva dos gases que contribuem para o aquecimento da atmosfera e muitas vezes para encobrir interesses financeiros. (Agência Estadual de Notícias)

Nova refinaria em Pernambuco até 2010

O presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, garantiu que a Refinaria de Petróleo Abreu e Lima estará concluída no fim de 2010, independentemente da participação da estatal petrolífera venezuelana PDVSA. 'Pretendemos manter a parceria, mas, enquanto avançamos nas negociações, não podemos parar', disse, na cerimônia de início das obras de terraplenagem, ao lado do presidente Luis Inácio Lula da Silva, em Ipojuca, no litoral sul de Pernambuco. 'Em 2010 não vamos produzir plenamente, mas esperamos começar a produção ', disse Gabrielli.Segundo a Petrobrás, a PDVSA não deu retorno à proposta jurídica de como funcionaria a parceria, encaminhada pela empresa brasileira. A pedra fundamental da refinaria foi lançada em 16 de dezembro de 2005, pelos presidentes Hugo Chávez e Lula. Há um mês, em Buenos Aires, Chávez disse sentir vergonha porque as obras ainda não haviam começado. O governo brasileiro diz que tudo está dentro do cronograma.A refinaria terá investimento US$ 4 bilhões e capacidade para processar 200 mil barris de petróleo por dia. Será a primeira do Brasil a processar 100% de petróleo pesado. A produção de diesel será o principal foco e atenderá principalmente à demanda do Nordeste. A área da refinaria é de 630 hectares, no Complexo Industrial e Portuário de Suape. As obras de terraplenagem devem se estender por 18 meses.Para Gabrielli, a refinaria, que considera 'um desafio gigantesco', terá papel fundamental na estruturação da economia e no desenvolvimento do Nordeste. (Jornal do Comércio)

Gasoduto deflagra corrida pelo gás da Amazônia

O diretor de Exploração e Produção, Guilherme Estrella, detalhou os US$ 65,1 bilhões de investimentos que cabem a sua diretoria. Deste total, US$ 51,3 bilhões serão usados para desenvolver a produção e US$ 13,8 bilhões vão para exploração de novos blocos. Do total de investimento anual em exploração de novas reservas, quase a metade será feito no exterior. "A Petrobras, como todas as outras, é uma empresa condenada à globalização", disse, ele. O executivo negou que pediu para sair do cargo, mas demonstrou compreensão em deixá-lo caso o governo de fato promova uma dança de cadeiras na diretoria da estatal.Os projetos novos em relação ao plano de investimento do ano passado consumirão mais US$ 9,9 bilhões nos próximos cinco anos. Entre eles, a retomada das atividades da petroleira, com força total, na Amazônia. Diante do recente contrato de abastecer Manaus nos próximos 20 anos, a Petrobras precisará de novas reservas, como revelou Estrella. As jazidas de Urucu, com aproximadamente 1 bilhão de metros cúbicos, não dão conta do abastecimento, o que levou a empresa a prever a perfuração de mais 23 poços no entorno da unidade de produção cravada no meio da selva.Com a conclusão dos gasodutos Urucu-Coari e Coari-Manaus, em 2008, a Petrobras vai entregar gás natural à cidade, atualmente abastecida por GLP. O gás que até agora foi descoberto em Urucu é suficiente, segundo Estrella, para manter o abastecimento até 2012. A necessidade de novas reservas levou a empresa a planejar investimentos, então, em Juruá, São Matheus e Araracanga, províncias petrolíferas da floresta Amazônica."A partir do momento em que temos o gasoduto, precisamos escarafunchar os outros blocos", resumiu o executivo.Estrella disse ainda que a Petrobras vai brigar com a ANP por um bloco da bacia de campos, perto do campo de Marlim Leste. A estatal foi obrigada a devolver em 2004 a área mesmo tendo realizado uma descoberta, em 2003. E, a agora, o bloco tem o preço mínimo tem elevado da Nona Rodada. "No mercado internacional, é comum as empresas ficarem com a área se estiverem no meio do processo de perfuração quando o prazo exploratório termina e se fizerem a descoberta a partir daí. É assim em todo o mundo, mas fomos surpreendidos quando a ANP colocou esse bloco na licitação. É o bloco mais caro", declarou. A Petrobras poderá ir à Justiça se não entrar num acordo com a agência.

Brasil pode importar mais gás boliviano

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, disse, em evento no Rio, que não está descartada a possibilidade de o Brasil vir a aumentar sua importação de gás natural da Bolívia, no longo prazo. Segundo ele, é praticamente certa a renovação do contrato com aquele país, que vence em 2019.Conforme Tolmasquim, o Brasil deverá importar em torno de 72 milhões de metros cúbicos de gás natural em 2030, sendo que 30 milhões serão provenientes da prorrogação do contrato com a Bolívia, além de outros 30 milhões de GNL. Os 12 milhões restantes ainda estão sem origem definida. "A questão política da Bolívia hoje é um problema conjuntural. Temos que pensar na questão no longo prazo. Eles têm gás. Nós precisamos de gás", disse Tolmasquim.O presidente da EPE, no entanto, ressaltou que apesar do esperado aumento do volume de gás importado, a dependência externa vai diminuir relativamente por conta da expansão da produção nacional. A previsão da EPE é de que, em 2030, a participação do gás importado será de 27%, ante os 52% atuais. Ainda segundo Tolmasquim, nessa mesma época a participação do gás na matriz energética deverá ser de 16%, ante os atuais 9%. (Agência Brasil)

O setor de gás natural preocupa no Brasil

Na última quinta-feira, em encontro com representantes da Federação Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, não escondeu a sua preocupação com o setor de gás, sobretudo no que diz respeito a atual falta de infra-estrutura para atender o crescimento do consumo. Em vários momentos, o executivo demostrou estar incomodado com o expressivo avanço da demanda brasileira pelo combustível, para ele considerado exagerado. "O consumo brasileiro de gás apresenta um crescimento "demasiadamente acelerado", afirmou. "Diferentemente do petróleo, sem infra-estrutura não há possibilidade de expansão do gás", completou. Segundo Gabrielli, somente em infra-estrutura (gasodutos, terminais, entre outros) e equipamentos para o gás natural, a Petrobras terá de investir, entre 2008 e 2012, US$ 6,7 bilhões. Ao incluir toda a cadeia de gás - exploração, produção, distribuição, entre outras áreas -, as aplicações da Petrobras para os próximos quatro anos sobem para US$ 19,2 bilhões (incluindo os US$ 1 bilhão que serão investidos por parceiros da estatal). Esse montante, diz o executivo, garantirá o atendimento da demanda no período, que apresentará um "crescimento extraordinariamente alto de 19,4% ano, passando dos atuais 46 milhões de m³ por dia para 134 milhões de m³/dia em 2012". Segundo Gabrielli, as termelétricas irão absorver o maior volume do gás projetado para o futuro: 48 milhões de m³ diários. Para indústria, serão destinados 42 milhões de m³/dia. Dos 134 milhões de m³/dia previstos para 2012, 72,9 milhões de m³/dia serão oriundos de reservas nacionais, 30 milhões m³/dia da Bolívia e 31,1 milhões m³/dia de plantas de gás natural liquefeito (GNL). No caso da entrega futura de gás para as térmicas, o presidente da Petrobras não escondeu a preocupação com ele chamou de "risco regulatório". "Vamos construir uma grande infra-estrutura para o gás, com gasodutos enormes, nos moldes do Gasene (que interliga o Sudeste ao Nordeste), para (eventualmente) não ser utilizada", diz Gabrielli, referindo-se ao sistema de funcionamento das térmicas, que, teoricamente, só devem entrar em operação em situações emergenciais, para ocupar o lugar da energia gerada por hidrelétricas, que tem custos de operação bem mais baixos. "A demanda (para as térmicas), dependendo da chuva, pode não existir, porém estamos fazendo os investimentos", afirma principal executivo da Petrobras. (Gazeta Mercantil)

Descoberta de óleo leve na Bacia de Santos

A Petrobras informou nesta quarta-feira a descoberta de petróleo leve em poço exploratório no bloco BM-S-9, na Bacia de Santos. Segundo a empresa, teste de formação realizado no poço, situado a 2.140 metros de profundidade, indicou produção de 2.900 barris de óleo e 57 mil metros cúbicos de gás por dia. A Petrobras, que opera em consórcio no bloco com a British Gas (30 por cento de participação) e com a Repsol YPF Brasil (25 por cento), informou que novos testes serão feitos para verificar se os reservatórios têm boas características de produtividade e volumes economicamente viáveis. Segundo comunicado enviado pela estatal brasileira ao mercado, o petróleo encontrado no local tem 27 graus API, considerado óleo médio. A maior parte do petróleo produzido no Brasil é pesado, com classificações inferiores a 22 graus API (nessa escala que mede a densidade do óleo, quanto maior o grau maior o valor do petróleo no mercado). "Novos investimentos serão feitos, os quais contemplarão a perfuração de novos poços e o desenvolvimento de novas tecnologias, que permitirão o avanço exploratório nas águas profundas da Bacia de Santos", informou o comunicado. O poço informado pela Petrobras, que é a operadora no consórcio, com 45 por cento de participação, está distante 273 quilômetros da costa. (Reuters)

Plano de Negócios 2008-2012 da Petrobras

- Investimentos de US$ 112,4 bilhões até 2012 e média anual de US$ 22,5 bilhões
- Produção total de petróleo e gás (Brasil e exterior) 3.494.000 barris/dia em 2012
- Geração própria de caixa, livre de dividendos, de US$ 104,4 bilhões
- Investimentos em exploração aumentam 32%
- Biocombustíveis receberão US$ 1, 5 bilhão

O Conselho de Administração da Petrobras aprovou o Plano Estratégico 2020 e o Plano de Negócios 2008-2012, que mantém as metas agressivas de crescimento da Companhia e reforça os desafios nos mercados de gás natural e biocombustíveis.

O Plano Estratégico 2020, que estabelece a missão, a visão, as estratégias e objetivos corporativos da companhia para o futuro ampliou a visão da Petrobras de uma empresa líder na América Latina para uma das cinco maiores empresas integradas de energia do mundo. O Plano mantém a estratégia de expandir a atuação nos mercados de petróleo, derivados, petroquímico, gás, energia, biocombustíveis e distribuição com rentabilidade, responsabilidade social e ambiental e crescimento integrado.

O Plano destaca também a atuação com excelência operacional, em gestão, recursos humanos e tecnologia de acordo com as seguintes estratégias:
• Exploração e Produção: crescer produção e reservas de petróleo e gás, de forma sustentável, e ser reconhecida pela excelência na atuação em E&P;
• Downstream e distribuição: expandir, no Brasil e exterior, a atuação integrada em refino, comercialização, logística e distribuição com foco na Bacia do Atlântico;
• Petroquímica: ampliar a atuação em petroquímica no Brasil e na América do Sul , de forma integrada com os demais negócios do Sistema Petrobras;
• Gás e Energia: desenvolver e liderar o mercado brasileiro de gás natural e atuar de forma integrada nos mercados de gás e energia elétrica com foco na América do Sul;
• Biocombustíveis: atuar, globalmente, na comercialização e logística de biocombustíveis, liderando a produção nacional de biodiesel e ampliando a participação no negócio de etanol.

O novo Plano apresenta novos desafios de gestão, que incluem:

• Disciplina de Capital: Busca de maior eficiência na implantação de projetos (prazos e custos); Gestão de Estoques; Redução de Custos Operacionais e Administrativos e Gestão de Portfólio;
• Recursos Humanos: ser referência internacional, no segmento de energia, em gestão de pessoas, tendo seus empregados como seu maior valor;
• Responsabilidade Social: ser referência internacional em responsabilidade social na gestão dos negócios, contribuindo para o desenvolvimento sustentável;
• Mudança Climática: atingir patamares de excelência, na indústria de energia, quanto à redução da intensidade de emissões de gases de efeito estufa nos processos e produtos, contribuindo para a sustentabilidade do negócio e para a mitigação da mudança climática global;
• Tecnologia: ser referência mundial em tecnologias que contribuam para o crescimento sustentável da Companhia nas indústrias de petróleo, de gás natural, petroquímica e de biocombustíveis.

O Plano de Negócios 2008-2012 estabelece as metas de produção de petróleo e gás natural no Brasil: serão 3.058.000 barris de óleo equivalente por dia (boed) em 2012 e 3.455.000 boed em 2015. No refino, mantendo o equilíbrio entre o crescimento da produção e a capacidade das refinarias no País, a carga fresca processada no Brasil em 2012 será de 2.061.000 barris por dia (bpd), com 90% de participação do petróleo nacional.

As metas internacionais também refletem o crescimento integrado da Companhia com estimativas de produção de 436.000 boed de óleo e gás em 2012 e processamento de 348.000 bpd nas refinarias no exterior.

A estimativa de produção total da Petrobras (Brasil e exterior) para 2012 foi revisada para 3.494.000 barris diários e a meta para 2015 fixada em 4.153.000 boed.

A integração se estende também à petroquímica, onde a Companhia prevê a ampliação da atuação no Brasil e na América Latina, capturando sinergias com os demais negócios do Sistema Petrobras.

Metas Corporativas

O plano prevê investimentos de US$ 112,4 bilhões, até 2012, representando uma média de US$ 22,5 bilhões por ano, sendo 87% (US$ 97,4 bilhões) no Brasil e 13% (US$ 15,0 bilhões) no exterior. Este montante representa um aumento de 29% em relação ao Plano anterior.

Dos investimentos no Brasil, destaca-se o crescimento nos segmentos de Exploração e Produção (aumento de 32%), Downstream (aumento de 35%) e Petroquímica (aumento de 30%), além da ênfase nos biocombustíveis que receberão US$ 1,5 bilhão.

Na atividade internacional, os investimentos serão aplicados principalmente na área de Exploração e Produção, com foco na América Latina, Oeste da África e Golfo do México.

O crescimento dos investimentos deve-se a: US$ 13,3 bilhões referentes a novos projetos, US$ 10,9 bilhões referentes a aumento de custos devido ao aquecimento do mercado de equipamentos e serviços do setor, US$ 4,2 bilhões em razão da valorização cambial e o restante referente a outros fatores tais como mudança no escopo dos projetos, no modelo de negócio, etc.

Investimentos

Nos investimentos acima estão incluídos US$ 18,2 bilhões a serem aplicados, pelas diferentes áreas, na cadeia brasileira de gás natural, visando desenvolver, liderar e garantir o suprimento confiável de gás natural ao mercado brasileiro. Os parceiros da Petrobras no setor deverão investir US$ 1,0 bilhão adicional no mesmo período.

A revisão do plano incorpora, de forma realista, os aumentos do preço do petróleo no mercado internacional. Este aumento gerou reflexos em toda a cadeia produtiva, principalmente no que concerne aos custos de serviços, manutenção, equipamentos e operações especializadas do setor petrolífero, com impactos nos custos de extração e de refino de todas as empresas do setor. O aquecimento da economia mundial também teve reflexo direto em diversos segmentos industriais que compõem a cadeia de fornecedores de insumos e materiais básicos para a indústria. (GasNet)

sábado, 1 de setembro de 2007

Petrobras investe USD 77 milhões por dia

Eloi Fernandez - 28/8/2007
Ontem, foi apresentado na ONIP pelo Presidente Gabrielli o novo plano estratégico da Petrobras. Estou sempre a espera de ver grandes números, mas confesso que sempre me surpreendo.

A Petrobras irá investir US$112, 4 bilhões no qüinqüênio 2008-2012, sendo 87% deste valor no Brasil. Mais uma vez o carro chefe é o setor de E&P, com um montante de US$65,1 bilhões (US$ 13,9 bi em Exploração e US$51,3 bi em Produção), projetando para 2012 produção de 2,8 milhões bpd.

Todos ficaram impressionados com a quantidade de projetos englobados no plano! São 454 projetos com orçamento acima de 20 milhões de dólares cada, e mais de 1.000 projetos abaixo desse valor.

Além do E&P, a parte de downstream também será alvo de maciços investimentos. Ao todo, serão US$ 29,6 bilhões. A qualidade dos combustíveis também recebeu destaque especial. Seguindo a tendência mundial de diminuir o nível de enxofre na gasolina e no diesel, que hoje no Brasil está em torno de 1.000 ppm e 1.600 ppm, respectivamente, a Petrobras irá investir cerca de US$ 8 bilhões com o objetivo de aumentar a qualidade desses derivados. Vale lembrar que na Europa, a quantidade máxima permitida de enxofre, tanto para diesel quanto gasolina é de 50 ppm e, devido à legislação, em 2012 terá de ser 10 ppm.

Outro ponto que vale destacar é o índice de reposição de reservas (IRR), cuja meta até 2015 é, a cada ano, ser superior a unidade, ou seja, elevando a relação R/P (Reserva/Produção). Por outro lado, a Petrobras prevê um crescimento na produção de óleo na ordem de 6% ao ano, isto é, para se obter um IRR superior a 1, a companhia planeja um grande esforço exploratório para descobertas de novas reservas. Este fato pode ser comprovado pelo montante de US$ 13,9 bilhões previstos para investimento em Exploração. Além disso, o Presidente Gabrielli, na apresentação de ontem, deixou claro que para ele o custo do risco exploratório para adição de novas reservas é menor que o custo de adição de reservas já descobertas, através da compra de ativos já existentes, pratica comum hoje no mundo do petróleo.

A melhor notícia, o presidente deixou para o meio da apresentação. Com um conteúdo nacional mínimo estimado em 65 %, serão gastos no Brasil em torno de US$ 63 bilhões. Porém, como tem sido destacado aqui, ele ressaltou que será necessário que os empresários nacionais fiquem atentos às questões relativas a preço e prazo, ou seja, nesta indústria globalizada, a competitividade joga um dado determinante.

Como não poderia ser diferente, o Estado do Rio de Janeiro mais uma vez detém a concentração de investimentos. Serão investidos em torno de US$ 41 bilhões.
O plano estratégico da Petrobras irá investir, no Brasil, cerca de US$ 19,56 bilhões/ano, montante equivalente ao PIB do Uruguai de 2006. No E&P, serão investidos US$11,33 bilhões/ano, equivalente ao PIB do nosso vizinho Evo Moralez. Finalmente, só para gerar mais um número extraordinário: com esse plano os técnicos da Petrobras terão o desafio de gastar, em investimentos, a bagatela de US$ 77 milhões/dia. Já pensaram nisso??? (O Globo)

Mercado do etanol no Brasil deverá ser regulado pela ANP

Jean-Paul Prates - 30/8/2007

O pavor, compreensível, do empresariado brasileiro em relação a qualquer ameaça de intervencionismo estatal é altamente louvável e demonstra maturidade. Talvez isso explique a reação estriônica das últimas semanas em relação aos sinais dados pelo governo no sentido de querer regular o setor alcooleiro.

Na semana passada, em Brasília, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, discutiu com dirigentes da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) um projeto de lei pelo qual a ANP passará a ser responsável pela regulação e autorização das atividades de produção, estocagem, distribuição, revenda, comercialização, importação e exportação de álcool.

A entidade, que representa os interesses das indústrias privadas de álcool e açúcar, reagiu com veemência em contrário. O documento preliminar por ela emitido, denominado “Sumário Executivo - Projeto de Lei para Regulação do Mercado de Etanol”, procura demonstrar a inviabilidade da idéia: alega que o novo marco regulatório insere a cadeia produtiva da cana na Lei do Petróleo, o que seria ilegal. Segundo a Única, as atividades canavieira e petroleira seriam "incompatíveis". Argumentando que o setor sucroalcooleiro compõe-se de mais de 400 empresas regidas pelo princípio da livre concorrência e não pelo monopólio, a entidade entende que o segmento dispensa regulação econômica intervencionista - pois "o mercado é quem desempenha o papel da auto-regulação". Além disso, a Lei do Petróleo teria sido criada para tratar das atividades definidas como monopólios da União, nas quais o álcool não se enquadra, o que tornaria o projeto até mesmo inconstitucional. No limite, alguns comentários posteriores chegaram a assustar o mercado com rumores de que o Governo estaria procurando viabilizar uma "alcoolbrás" tentando monopolizar as exportações.

Não é bem assim. O governo tem razão em preocupar-se com algum grau de regulamentação neste segmento, pois há muito o álcool deixou de ser uma mera "commodity agrícola", passando a ser um combustível que, por suas características físicas e econômicas, requer sim um tratamento diferenciado. Além disso, sucessivos governos vivem incomodados com as altas freqüentes no preço do álcool nas usinas e nos postos de gasolina a cada início de ano ou pedidos compensatórios quando a produção de açúcar é mais (ou menos) compensatória. Por isso, torna-se um aspecto importante da política energética e setorial do País o controle sobre a cadeia de produção, comercialização e exportação do produto.

A proposta governamental não fala em dar monopólio à Petrobras, e nem em controlar preços. Apenas pretende, acertadamente, dar ao etanol o tratamento legal de um combustível - e não apenas de um produto agrícola - e aumentar a fiscalização da Agência Nacional do Petróleo (ANP) sobre a cadeia produtiva e comercial deste segmento. A idéia é aperfeiçoar a regulamentação do setor para garantir tanto o abastecimento do mercado interno quanto as exportações.

Um dos aspectos discutidos foi a situação de impasse jurídico existente com relação à expansão da malha nacional de dutos para transporte de gás natural. Na visão dos produtores de álcool, essa insegurança simplesmente contaminaria o segmento de transporte dos biocombustíveis, caso sejam equiparados ao gás, petróleo e derivados. Ora, esta é a pior das argumentações: um erro não justifica o outro. O que se tem que fazer é corrigir a situação no gás e estender o livre acesso (regulado e igualitário) a todos os sistemas em rede (dutos) que constituem monopólios naturais.

Muita água vai rolar por debaixo desta ponte, Os dois lados têm argumentos consistentes, e razões fortes para defendê-los. Mas, neste tipo de debate, o pior enfoque é o do maniqueísmo. Há meio-termos consensuais possíveis - em prol do consumidor e do Brasil. (O Globo)

Expandimos nossa cobertura

A partir de hoje, este blog também cobrirá o tema de biocombustíveis. Essa ampliação de escôpo do projeto se deve a importância que os combustíveis renováveis adquiriram nos últimos tempos e da certeza de que eles estão em curso firme para se tornarem parte considerável da matriz energética mundial, além do fato de que alguns países lusófonos possuem uma vocação natural para serem agentes importantes dessa nova indústria de base global.

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Petrobras quer ser uma das 5 maiores

Petrobras quer ser uma das 5 maiores empresas de energia do mundo. A Petrobras anunicou nesta quarta-feira o seu planejamento estratégico 2020, na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que estabele o "desafio", nas palavras do presidente da empresa, Sérgio Gabrielli, de ser uma das cinco maiores empresas integradas de energia do mundo. Para isso, a estatal pretende expandir a atuação no mercado de petróleo, derivados, petroquímico, gás, energia, biocombustíveis e distribuição.Dos US$ 112,4 bilhões previstos para serem investidos entre 2008 e 20012, US$ 97,8 bilhões serão investidos no Brasil. Dos investimentos no País, o setor de abastecimento terá crescimento de 35%, o de produção de 32% e o de petroquímica de 30%, projetou Gabrielli.O setor de biocombustível receberá US$ 1,5 bilhão. A meta para 2012 é exportar 4.750 metros cúbicos de etanol, um crescimento de 45,5% ao ano.As previsão de exportação de etanol da empresa ficarão abaixo do esperado para este ano e para 2008. De acordo com Gabrielli, para um país importar etanol, ele precisa de estrutura de tanques, logística especial, política regulatória de substituição de oxidantes e adaptações na cadeia interna de produção para o etanol. "Isso não se faz da noite para o dia", disse Gabrielli. (Invertia)

Petrobras no The Wall Street Journal

Uma reportagem publicada nesta quinta-feira no jornal financeiro The Wall Street Journal cobre de elogios a Petrobras, afirmando que a estatal brasileira deixou para trás uma antiga imagem de ineficiência. Sob o título "Além de 'Petrossauro': Como uma gigante petroleira dorminhoca se tornou um ator global" (tradução livre), o diário de nova-iorquino diz que a companhia é uma "rara história de sucesso entre estatais de petróleo". "Há uma década, Petrobras era tão retardatária na indústria que mereceu um apelido: Petrossauro. Os trabalhadores eram 25% menos produtivos que a média da indústria, e o Brasil precisava importar quase metade do seu petróleo", escreve o WSJ. "Hoje, a Petrobras tem mais reservas de petróleo que a Chevron Corp, custos menores de prospecção que a Exxon Mobil Corp, e é listada na Bolsa de Valores de Nova York - com um valor de mercado de cerca de US$ 130 bilhões." A extensa reportagem afirma que outras estatais do setor, como a venezuelana PDVSA e a sua equivalente na Indonésia, são "bem menos eficientes em desenvolver suas reservas que a Petrobras". Para o WSJ, várias razões explicam o sucesso da Petrobras: tecnologia de prospecção em águas profundas, conselho diretor independente e atratividade para jovens profissionais de talento. "Desde sua fundação, em 1950, a Petrobras tem sido um imã para brasileiros talentosos, muitos motivados pelo patriotismo de trabalhar para uma companhia que simboliza o nacionalismo brasileiro." "O que mudou nos anos 1990 foi a estrutura corporativa. Para tornar a Petrobras mais competitiva e transparente, o governo estabeleceu um conselho de diretores independente e emitiu ações em Nova York. Aboliu ainda o monopólio da Petrobras de perfurar em território brasileiro." O jornal diz que, ao invés de sofrer com a entrada de empresas estrangeiras em seu mercado, a Petrobras aproveitou a oportunidade para melhorar sua competitividade. "Dirigentes da Petrobras argumentam que a dupla identidade da companhia - em parte a concretização do nacionalismo brasileiro, em parte um ator de Wall Street - é um ativo." (O Globo)

Moçambique e Brasil recebem investimentos da CVRD em gás natural

Dois grupos de mineração estudam ingressar no mercado de exploração de petróleo e gás. O empresário Eike Batista, dono da mineradora MMX, saiu na frente e já criou uma companhia para participar do próximo leilão da Agência Nacional do Petróleo (ANP). A gigante mundial de mineração Vale do Rio Doce, maior consumidora individual de eletricidade do País, também começa a estudar investimentos no setor, mais focada na busca de autonomia no suprimento de gás para suas térmicas.A Vale não comenta oficialmente o assunto, mas há rumores de que seu interesse não é apenas na exploração de campos no exterior, mas também no Brasil. Sozinho, a Vale responde por 4% do consumo nacional de energia. No fim de maio, o presidente da mineradora, Roger Agnelli, causou desconforto no governo ao afirmar que os investimentos da companhia a partir de 2012 estão limitados pela falta de energia no País.Segundo fontes, Agnelli, que também faz parte do conselho de administração da Petrobrás, estaria interessado em áreas com maior possibilidade de descoberta de gás, insumo que seria utilizado para abastecer as termoelétricas da Vale. Em janeiro do ano passado, Vale e Petrobrás assinaram um acordo para estudar a possibilidade de produção de gás natural em Moçambique, onde a mineradora atua em minas de carvão. Na época, Agnelli disse que a produção de gás no país africano seria importante para atrair investimentos em siderurgia.No Brasil, a falta de gás natural tem provocado problemas para um dos projetos apoiados pela companhia, a usina Ceará Steel, parceria com os grupos Dongkuk, da Coréia, e Danieli, da Itália. O negócio corre o risco de não sair do papel por conta do aumento do preço do gás nacional, que, desde o início dos estudos, passou de US$ 1 para a casa dos US$ 5 por milhão de BTU (unidade térmica britânica).Eike Batista, por sua vez, deve estrear já na próxima rodada de licitações da ANP, marcada para novembro. Segundo fontes, o empresário já abriu uma empresa para tocar as operações de petróleo e gás, que terá em seus quadros ex-executivos da Petrobrás, como Francisco Gros, que presidiu a estatal no final do governo Fernando Henrique, e Paulo Mendonça, experiente geólogo que ocupava a gerência executiva de exploração e produção da estatal.Procurado pelo Estado, Batista não se pronunciou sobre o assunto.Observadores próximos apostam, também nesse caso, em um interesse maior por reservas de gás. O empresário tem uma grande área no norte-fluminense, que pretende transformar em pólo industrial, com porto, térmica e siderúrgica. Eventuais descobertas de gás garantiriam controle sobre um insumo necessário para alguns dos empreendimentos.Para o analista Pedro Galdi, do banco ABN Amro, um eventual investimento da Vale no setor de petróleo e gás foge do perfil do grupo. 'Não há sinergia.' Ele lembra, porém, que outra gigante do ramo, a BHP Billiton, tem negócios em petróleo. A companhia, que se apresenta como líder global em recursos naturais, produz cerca de 320 mil barris de petróleo equivalente (somado ao gás) por dia. A BHP Billiton Petroleum tem operações na Argélia e Austrália, entre outros países. (Valor Econômico)

Portugal recebe Gas Natural em 2008

A espanhola Gas Natural (GN), líder no sector do gás em Espanha, está a preparar a entrada directa no mercado português. O Jornal de Negócios apurou que o objectivo da GN é começar a operar em Portugal a partir de 2008 como comercializador de gás natural, mas os planos da empresa passam, no médio prazo, por entrar em projectos de produção de electricidade, nomeadamente através de parcerias com empresas portuguesas como a EDP - Energias de Portugal e Galp Energia. A espanhola Gas Natural (GN), líder no sector do gás em Espanha, está a preparar a entrada directa no mercado português. (Jornal de Negócios)

Petrobras é pré-selecionada para leilão na Colômbia

O governo colombiano pré-selecionou 11 petrolíferas para leilão de exploração de petróleo e gás em treze áreas offshore na costa caribenha, informou hoje a Associação Nacional de Hidrocarbonetos (órgão responsável pelas licenças de petróleo na Colômbia). A empresa está na lista de empresas pré-selecionadas, mas ainda precisa fornecer informações adicionais para ser plenamente aceita para o leilão, que acontecerá em 18 de setembro.O governo colombiano planeja ceder os direitos de exploração na costa caribenha. Caso as companhias façam alguma descoberta comercial na região, deverão transferir participação majoritária para o governo. As empresas que vencerem a disputa terão dez anos para explorar a área e poderão produzir petróleo e gás até que os campos se esvaziem. Três anos depois de conquistarem os direitos, as companhias terão de devolver 50% da área para o governo, um procedimento padrão em leilões deste tipo. (O Globo)

Petrobras apresenta Plano de Negócios

O Plano de Negócios da Petrobras para o período 2008-2012 prevê investimentos de US$ 40,52 bilhões 36% do total de US$ 112,4 bilhões em projetos no estado do Rio de Janeiro. Segundo o presidente da estatal, José Sergio Gabrielli, que apresentou o Plano na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), destacam-se nesses projetos o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) e o Terminal de GNL (gás natural liquefeito), que serão construídos na Baía de Guanabara. "Serão mais de US$ 10 bilhões por ano em investimentos no Rio, com projetos em atividade de exploração e produção, além da distribuição de derivados", acrescentou.Gabrielli lembrou que os investimentos previstos deverão contemplar cerca de 60% de conteúdo nacional. "Portanto, não somente nós estamos investindo US$ 40 bilhões, como cerca de US$ 24 bilhões serão comprados no Brasil não necessariamente no Rio, mas os projetos realizados no estado representam investimentos bastante elevados para a economia do Rio", explicou.Os projetos no estado incluem ainda o desenvolvimento dos campos de Roncador, Marlim, Marlim Sul, Marlim Leste e Papa-Terra, todos na Bacia de Campos, no litoral norte, que já responde por cerca de 80% de toda a producão nacional. (Invertia)

Moçambique vai lançar nova licitação para exploração de petróleo

Moçambique vai lançar uma licitação de US$ 68 milhões para exploração de petróleo antes do final de setembro, informou na segunda-feira a ministra de Recursos Minerais daquele país, Esperança Bias. Ela espera a participação de países como África do Sul, Brasil e Estados Unidos. Esperança Bias também afirmou que o país tem o objetivo de começar a usar seu próprio petróleo a partir de 2014. Os contratos da licitação seriam direcionados para a província ao Sul de Inhambane e a bacia de Rovuma. "A licitação, apenas uma e não duas conforme nossos planos iniciais, será definitivamente lançada em breve, ao custo de US$ 68 milhões para pesquisa e vamos querer resultados até dezembro", disse ela à Reuters em entrevista. "Temos condições geológicas para petróleo e gás, (portanto) precisamos fazer estudos sérios", disse a ministra, ressaltando que espera investimentos até o final do ano. O campo de gás de Pande é um depósito de gás natural com reservas de mais de 3,5 trilhões de pés cúbicos. "Se encontrarmos petróleo hoje, precisamos dar início à produção e só podemos falar de consumo em 2014 e, dependendo da quantidade, também vamos exportar", disse Bias. Ela explicou que uma data específica para a licitação não foi definida. "Mas será antes do final de setembro". O governo de Moçambique liberalizou as regras para investimento estrangeiro no setor de energia em uma tentativa de reconstruir e diversificar sua economia, que é baseada na agricultura e foi devastada por uma guerra civil,após a independência de Portugal, em 1975. A exploração de petróleo foi reduzida durante o conflito, conforme os investidores procuravam outros lugares na África. Várias empresas começaram a explorar petróleo e gás natural em Moçambique desde o fim da guerra, no início da década de 1990. Analistas dizem que Moçambique tem mais potência como produtor de gás e pode ficar na posição de exportar para seus vizinhos, incluindo Malauí e África do Sul. "Estamos tendo muito interesse de empresas multinacionais, mas dado o tamanho do país, que é muito grande, decidiremos sobre a empresa que pode nos dar resultados até dezembro, e ela será da África do Sul, Brasil ou Estados Unidos", disse ela. (Invertia)

Gasoduto da América do Sul terá decisão até o fim do ano

A Petrobras e a estatal venezuelana PDVSA decidirão, até dezembro, se prosseguem os estudos para a construção do Gasoduto do Sul, projeto capitaneado pelo governo Hugo Chávez com o objetivo de levar gás da Venezuela ao sul do continente, num percurso de 8 mil quilômetros. Segundo o presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, é esse o prazo final para a entrega do estudo de viabilidade do empreendimento. 'Há uma série de questões pendentes do ponto de vista técnico', ponderou o executivo. Em entrevista ao Estado publicada domingo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou o interesse do governo brasileiro em estudar o projeto, que parecia estar sendo cozinhado em banho-maria pela estatal brasileira, hoje buscando gás natural de fontes fora do continente. 'Se ficar comprovada toda a reserva de gás da faixa do Orinoco, nós temos um potencial extraordinário para desenvolver a América do Sul', afirmou o presidente.A certificação das reservas venezuelanas, por sinal, foi uma das 'questões pendentes' citadas por Gabrielli em entrevista coletiva ontem. A Venezuela estima ter 4,2 trilhões de metros cúbicos de gás natural - mais de 10 vezes as reservas brasileiras - mas há, no mercado, grande desconfiança com relação aos números divulgados por Chávez. O projeto inicial previa a interligação até Buenos Aires, com capacidade para transportar 150 milhões de metros cúbicos por dia e investimentos superiores a US$ 20 bilhões. Segundo Gabrielli, é preciso definir questões como o traçado, as tarifas e a estrutura acionária do projeto. Durante a feira Rio Oil & Gas, no ano passado, a PDVSA apresentou uma versão reduzida do empreendimento, ligando as reservas venezuelanas ao Maranhão apenas. Dali, o gás seria inserido na malha brasileira de gasodutos.O presidente da Petrobrás reiterou que a empresa vai construir a Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, independentemente da participação da PDVSA. As duas companhias estão estudando uma parceria que envolve a troca de fatia no projeto brasileiro por participação da Petrobrás em reservas da bacia venezuelana do Orinoco. Gabrielli esteve em Caracas na quinta-feira para discutir a questão, mas não quis adiantar novidades: 'Negociações como essa demoram mesmo.' (Folha de São Paulo)

Nova refinaria no Brasil com ou sem a Venezuela

Se as negociações com a PDVSA, estatal petrolífera da Venezuela, não avançarem, a Petrobras ameaça construir sozinha a refinaria de Pernambuco, um investimento de US$ 4,5 bilhões. A informação foi dada, nesta segunda-feira, pelo presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, a uma platéia de empresários, durante apresentação do Plano de Negócios da Petrobras 2020, na Federação das Indústrias do Estado do Rio de janeiro (Firjan).Gabirelli explicou que as negociações estão em andamento entre as duas empresas para a realização, em conjunto, da refinaria de Pernambuco, no Brasil, e do desenvolvimento da produção de petróleo do campo de Carabobo, na Venezuela. Apesar de garantir que as negociações estão em andamento e que a expectativa é de que se chegue a um bom termo, Gabrielli deixou claro que, no caso de uma eventual desistência da Venezuela, a Petrobras não abrirá mão do projeto no Brasil.- Nós achamos importante a associação com eles, mas estamos dispostos a fazer a refinaria sozinhos. A refinaria é muito importante para o mercado nordestino brasileiro. A expansão desempenha um papel importante no mercado de refino e estamos dispostos a fazer com eles. Se não conseguirmos, vamos fazer sozinhos. Não precisamos de dinheiro, nós queremos ter acesso ao óleo venezuelano - destacou GabrielliO presidente da Petrobras explicou que pelo acordo está previsto uma relação simétrica, entre as condições de exploração no campo de Carabobo com as condições da refinaria no Brasil. Pelo acordo, a PDVSA terá uma participação de 40% na refinaria e a Petrobras 60%. No campo de Carabobo, os percentuais seriam ao contrário, com a PDVSA ficando com 60% e a Petrobras, com 40%.A Petrobras estã tão disposta a construir a refinaria, seja com a PDVSA ou não, que no próximo dia 4 de setembro vai iniciar o trabalho de terraplanagem no local. Segundo Gabrielli, o objetivo é que, já em fins de 2010, a refinaria entre em operação. A refinaria prevê refinar 200 mil barris diários de petróleo pesado, dos quais a metade viria da Veneuela e a outra do Brasil. (Gas Brasil)

Petrobras e Petrogal descobrem nova província petrolífera no Brasil

A Petrobras está perto de confirmar a descoberta de uma nova província petrolífera no Brasil, desta vez na porção fluminense da Bacia de Santos. A empresa está finalizando os trabalhos de avaliação no reservatório de Tupi, encontrado no ano passado, com expectativa de grandes volumes de petróleo de boa qualidade. O clima entre os envolvidos no projeto é de otimismo e, segundo relatório distribuído ontem pelo banco Credit Suisse, a área técnica da estatal já encontrou novas acumulações de petróleo na região. Tupi está localizado em um bloco exploratório chamado BM-S-11, arrematado pela Petrobras, BG e Petrogal na segunda rodada de licitações da Agência Nacional do Petróleo (ANP), em 2000. Sua descoberta foi anunciada em 2006 como um "fato histórico", que poderia indicar novas fronteiras exploratórias no Brasil, abaixo de uma camada de sal de 2 mil metros de espessura no subsolo brasileiro. No início do ano, a estatal iniciou a perfuração de um segundo poço, a oito quilômetros do primeiro, com o objetivo de medir a extensão do reservatório. Em conversa com analistas do Credit Suisse, o gerente de estratégia e portfólio de exploração e produção da Petrobrás, Eduardo Molinar, informa que o segundo poço vem apresentando bons resultados. O executivo informou que o poço também encontrou reservatórios de óleo leve, antes mesmo de atingir seu objetivo final. Mas informações adicionais só serão possíveis após um teste de produção no novo poço. Na avaliação do analista Emerson Leite, porém, a Petrobrás demonstra um "otimismo nuca visto antes" com o projeto.Embora evitem falar sobre o assunto, BG e Petrogal compartilham as expectativas da estatal: as duas chegaram a fazer apresentações públicas indicando que o reservatório encontrado no BM-S-11 pode conter entre 1,7 bilhão e 10 bilhões de barris de óleo equivalente (somado ao gás) - dos quais, segundo geólogos, entre 20% e 30% podem ser recuperados. Uma fonte próxima acredita que Tupi pode tornar-se uma das maiores descobertas de petróleo já feitas no Brasil, comparada ao campo de Marlim, na bacia de Campos, descoberto na década de 80 com reservas superiores a 2 bilhões de barris recuperáveis."Nós acreditamos que a Petrobras vai atrasar o lançamento de qualquer material de informação sobre Tupi até após a conclusão da rodada da ANP, por razões estratégicas", comentou Leite em seu relatório. Marcado para novembro, o leilão vai incluir pelo menos cinco blocos colados ao BM-S-11 e um total de 17 na região, onde há outras apostas abaixo da camada de sal.A aposta do grupo em uma nova província exploratória motivou Petrobras e Petrogal a comprar, em janeiro, metade da fatia da Shell no bloco BM-S-8, na mesma região, ampliando suas participações no projeto para 64% e 16%, respectivamente. As duas parceiras dividem com a BG ainda o bloco BM-S-10, a cerca de 50 quilômetros de Tupi. Executivos do setor acreditam que a região protagonize as maiores disputas no leilão deste ano, opinião compartilhada pela direção da ANP. (Agência Estado)

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Petrobras arremata 34 áreas nos EUA

A Petrobras adquiriu ontem direitos de exploração em mais 34 blocos na seção americana do Golfo do México, uma região que voltou a despertar grande interesse da indústria do petróleo nos últimos anos e se tornou uma das prioridades do ambicioso projeto de expansão internacional da empresa brasileira. Num leilão realizado ontem pelo governo americano, a estatal arrematou a maioria das áreas que lhe pareceram atraentes. Ela apresentou ofertas para 40 blocos e só perdeu seis para outras companhias. Com o leilão de ontem, subiu para 336 o número de áreas do golfo em que a Petrobras tem interesse. Desde 2001, quando passou a investir mais agressivamente na região, a Petrobras já gastou US$ 135 milhões para adquirir novos blocos nos leilões organizados pelo governo. Para arrematar as áreas cujos direitos foram adquiridos ontem, a empresa vai desembolsar mais US$ 29 milhões. Haverá outro leilão nos EUA neste ano, em outubro. A Petrobras tem reservas equivalentes a 57 milhões de barris de petróleo e produz atualmente cerca de 20 mil barris de óleo por dia no golfo. É muito pouco perto do que a companhia tem em lugares como a Bolívia, a Argentina e a Nigéria. Mas os investimentos da estatal têm crescido mais aceleradamente nos EUA do que em outros países. Nos próximos cinco anos, a empresa espera aumentar em seis vezes sua produção no golfo, com o desenvolvimento de jazidas de óleo e gás descobertas recentemente e sem contar com a possibilidade de que novos depósitos sejam encontrados. O orçamento da Petrobras tem investimentos de US$ 4,5 bilhões previstos para os EUA até 2011. O Golfo do México voltou a atrair o interesse da indústria do petróleo nos últimos anos por causa de uma combinação de fatores. Avanços nas tecnologias de prospecção e exploração tornaram promissores investimentos em áreas onde ninguém nunca encontrara nada que valesse a pena extrair, e a alta dos preços internacionais do petróleo estimulou as companhias a fazer apostas mais arriscadas. A Petrobras e outras grandes empresas do setor encontraram reservas significativas em áreas do golfo que nunca tinham sido exploradas antes, afastadas da costa dos EUA e em grandes profundidades. Mas os analistas que acompanham a indústria acreditam que ainda será preciso esperar algum tempo para saber se elas vão superar várias dificuldades que as condições geológicas desses blocos apresentam. A britânica BP foi a empresa que mais se destacou no leilão de ontem, arrematando 91 dos 108 blocos que disputou. Quem mais gastou foi a norueguesa Statoil, que se comprometeu a pagar US$ 139 milhões por 36 áreas. A Petrobras adquiriu os direitos de alguns blocos em parceria com a americana Devon Energy. Elas ficaram com a área mais disputada do leilão, um bloco que teve sete ofertas. (Campo Grande News)

Petrobras investe em Moçambique

Descobertas de gás dão fôlego a investimentos em Moçambique.Reservas de gás natural recentemente descobertas em Moçambique justificam o investimento da Petrobras no país e ainda apontam para a existência de petróleo, disse terça-feira em São Paulo ao macauhub o gerente de prospecção da área internacional da estatal brasileira.Para Manoel Murilo Silva, a recente descoberta de dois campos de gás na região é um forte indício de que existe petróleo em Moçambique, embora não seja possível precisar os pontos nem o volume que poderá ser encontrado."Moçambique faz parte de uma área que classificamos de nova fronteira. O facto de haver campos de gás mostra que estamos no caminho certo", disse Silva.Embora o interesse primordial da petrolífera seja a exploração de petróleo, a descoberta de campos de gás natural na região "já justificaria o interesse da empresa em Moçambique", de acordo com o gerente.Em Outubro de 2006, a Petrobras assinou um memorando de entendimento com a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) de Moçambique para a exploração de petróleo e gás natural, além de pesquisa e produção de biocombustíveis em território moçambicano.Para o próximo mês, está prevista a visita do presidente de Moçambique, Armando Emílio Guebuza, ao Brasil, onde deve assinar um acordo na área de energia com o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, ampliando os termos já previstos no primeiro memorando, com exploração do combustível e exportação."A Petrobras tem várias áreas de interesse naquela região, desde extracção e produção até pesquisa e desenvolvimento de um mercado para distribuição externa, principalmente para a África do Sul, já que a procura interna (de Moçambique) é restrita", afirmou o executivo ao macauhub.Murilo Silva disse que o interesse da empresa brasileira por Moçambique foi "natural", principalmente porque é um país "que fala a mesma língua" e tem "sinergia grande" com o Brasil.Os projectos na África fazem parte do plano de investimentos anunciado na semana passada pela petrolífera, que pretende gastar 112 mil milhões de dólares na ampliação da exploração e produção de petróleo e gás, assim como no desenvolvimento do sector "downstream" (refinação, transporte e comercialização) e capacidade petroquímica e de biocombustíveis até 2012. (Macauhub)

Divergencias entre Petrobras e ANP

A Petrobras e a Agência Nacional de Petróleo Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) acirraram a disputa em torno de um dos blocos para prospecção de petróleo e gás entre os listados na nona rodada, marcada para 27 e 28 de novembro. A estatal pediu a retirada do bloco na Bacia de Campos (CM237 antigo BC400) da licitação, mas a ANP manteve e fixou o preço mínimo mais alto da rodada, R$ 286 milhões. A estatal era dona do campo e recebe prazo para exploração. O bloco foi da rodada zero. A Petrobras começou a perfurar em junho de 2003 e notificou a descoberta do óleo em agosto daquele ano, nove dias após o prazo limite fixado para devolução. Na avaliação da ANP, a estatal perdeu os direitos de exploração, por isso, foi incluído na licitação. Mas a petroleira informou que usará todos os recursos para defender seus direitos. Há outro desencontro entre ANP e Petrobras. O diretor da agência reguladora, Haroldo Lima, confirmou que o recurso da estatal contra uma multa de R$ 1,3 bilhão devido a divergências sobre a cobrança de participações especiais já foi encaminhado ao departamento jurídico do órgão regulador. Lima ressaltou que só há discordância jurídica na matéria e que a empresa não questiona o mérito da questão. Lima não fixou prazo para julgamento do recurso, o último na esfera administrativa, que será apreciado pela diretoria da agência depois da análise do departamento jurídico. O diretor-geral negou que a regra de cobrança tenha sido alterada. " Mudou-se apenas a forma de aplicar a regra", disse. Ele, afirmou, ainda que a expectativa do órgão é realizar a oitava rodada no começo de 2008. De acordo com Lima, os recursos impetrados contra a oitava rodada impediram a licitação dos blocos antes da nona rodada, cuja audiência pública aconteceu ontem no Rio de Janeiro. De acordo com o diretor-geral da agência, a rodada de novembro terá ênfase em blocos com potencialidade de ocorrência de petróleo e gás natural, enquanto a oitava tinha foco em ocorrências de gás natural. A oitava rodada foi questionada na Justiça com dois pedidos de liminares contra sua realização, devido a um item que limitava a quantidade de blocos que poderiam ser arrematados por uma única empresa dentro de uma mesma área de produção. Para que a nona rodada não sofresse questionamentos judiciais, a ANP decidiu retirar todo e qualquer artigo que suscitasse disputas jurídicas. "Excluímos todo e qualquer vestígio que no passado levou à contestação", disse Lima, que acrescentou concordar com a cláusula questionada da oitava rodada. "A retirada da cláusula mostra que a ANP quer fazer a nona rodada." O diretor-geral confirmou ainda que, além da oitava rodada, a expectativa para 2008 é a realização da terceira "rodadinha", que inclui campos marginais, que oferecem baixa produtividade de petróleo. Será destinada a pequenas empresas voltadas para exploração e produção. Lima fez questão de defender a realização das rodadas e afirmou que o sucesso da nona garantirá a auto-suficiência para além de 2016. Segundo ele, a não-realização das oitava e nona rodadas poderiam levar a problemas a partir dessa data. (Terra News)

8º Leilão de blocos no Brasil em 2008

O diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Haroldo Lima, afirmou que a expectativa do órgão é realizar a oitava rodada de licitações de áreas de exploração no começo de 2008. De acordo com Lima, os recursos impetrados contra a realização da oitava rodada impediram a licitação dos blocos antes da nona rodada, cuja audiência pública aconteceu ontem no Rio de Janeiro. A nona rodada está marcada para acontecer em 27 e 28 de novembro."A essa altura dos acontecimentos, é mais conveniente a realização prática da rodada no ano que vem", disse Lima. "Se a rodada for liberada pelo STF, queremos fazer logo no início do ano que vem. A rodada já está toda pronta", completou Lima. Originalmente, a ANP pretendia retomar a oitava rodada no próximo mês.De acordo com o diretor-geral da agência, a rodada de novembro terá ênfase em blocos com potencialidade de ocorrência de petróleo e gás natural, enquanto a oitava tinha foco em possíveis ocorrências de gás natural. Ele acredita que a nona rodada será a melhor das realizadas até hoje.A oitava rodada foi questionada na Justiça com dois pedidos de liminares contra sua realização, devido a um item que limitava a quantidade de blocos que poderiam ser arrematados por uma única empresa dentro de uma mesma área de produção. Para que a nona rodada não sofresse questionamentos judiciais, a ANP decidiu retirar todo e qualquer artigo que suscitasse disputas jurídicas, inclusive o que causou o adiamento da oitava rodada."Excluímos todo e qualquer vestígio que no passado levou à contestação", disse Lima, que acrescentou concordar com a cláusula questionada da oitava rodada. "A retirada da cláusula mostra que a ANP quer fazer a nona rodada."O diretor-geral confirmou ainda que, além da oitava rodada, a expectativa para 2008 é a realização da terceira "rodadinha", que inclui campos marginais, que oferecem baixa produtividade de petróleo. Esse tipo de rodada é destinada a pequenas empresas voltadas para exploração e produção.O diretor-geral da ANP fez questão de defender a realização das rodadas e afirmou que o sucesso da nona garantirá a auto-suficiência para além de 2016. Segundo ele, a não-realização das oitava e nona rodadas poderiam levar a problemas a partir dessa data. " Temos de garantir a auto-suficiência. Os planos ficaram prejudicados pela não-realização da oitava rodada e, se a nona rodada não se realizar vitoriosamente, a partir de 2016 será difícil manter a expectativa de manutenção da auto-suficiência", disse ele. (Agências)

Venezuela adverte Brasil

CARACAS - O presidente venezuelano, Hugo Chávez, advertiu, neste domingo, o Brasil de que pode ser "catastrófico" adiar decisões que poderiam afetar as necessidades de gás do país no futuro.
A afirmação foi feita pelo presidente durante seu programa dominical "¡Aló, Presidente!", após enfatizar que as atuais reservas de gás brasileiras mal durariam dez anos.
- O tema do Gasoduto do Sul é para mim uma necessidade, mas foi posto de lado no Brasil. Respeito profundamente esta decisão, mas cada dia perdido hoje pode ser catastrófico para o futuro, e não para o da Venezuela, pois nós não perdemos tempo - afirmou Chávez.
O Gasoduto do Sul é um projeto que ligaria as jazidas de gás da costa leste venezuelana à Argentina, cruzando o Brasil em plena floresta amazônica, com ramais ligando à Bolívia, ao Uruguai e ao Paraguai.
O projeto foi bem acolhido inicialmente, mas pouco a pouco foi perdendo fôlego até ficar praticamente estagnado, segundo o Governo venezuelano.
Chávez passou do caso do gás para o do petróleo e reiterou que a Venezuela tem reservas para suprir as necessidades da América Latina pelos próximos 200 anos.
- Não precisam buscar petróleo na Ásia ou na África. Aqui está o petróleo das futuras gerações. Aqui, na Faixa do Orinoco, há petróleo para 200 anos - disse Chávez.
O presidente dirigiu a oferta principalmente ao Brasil e à Argentina, mas, depois, esclareceu que é uma concepção que inclui todos os povos latino-americanos.
Chávez lembrou que na Faixa do Orinoco há "mais de 300 bilhões de barris" de petróleo aproveitáveis.
- Vamos trabalhar juntos: Brasil, Argentina, Equador, Bolívia, para conseguir a união energética latino-americana", conclamou o presidente venezuelano. (O Globo)

domingo, 26 de agosto de 2007

Petrobras estuda investimentos em Moçambique

Petrobras sonda entrada no mercado da energia e biocombustíveis. A Companhia petrolífera brasileira Petrobras pretende investir nas áreas de petróleo em Moçambique, devendo proximamente iniciar o processo de prospecção e distribuição de biocombustíveis. Essa pretensão foi manifestada recentemente pelo director para a área internacional da Petrobras, Nestor Cervero, e o director executivo, Luís da Silva, num encontro recente em Maputo com o ministro da Energia de Moçambique, Salvador Namburete, apurou a Agência Lusa junto de fonte ligada ao processo. Aqueles responsáveis da Petrobras manifestaram a intenção de operar no país, reafirmando, por outro lado, o desejo de reforçar os laços de cooperação com a empresa Petróleos de Moçambique (PETROMOC) e com outras entidades ligadas aos combustíveis. Em declarações hoje à Lusa, o director do Instituto Nacional de Energia moçambicano, Arsénio Mabote, confirmou o encontro mantido entre a Petrobras e a sua instituição. Por seu lado, uma fonte governamental assinalou à Lusa que, em Moçambique, "o tratamento dados ao investidores é diferente, tendo em conta o tipo de investimento" que cada um apresenta. "O governo moçambicano irá estudar as eventuais propostas formais a serem apresentadas pela Petrobras. Esperamos propostas concretas, mas dependendo da área e do projecto o tratamento é diferente, tendo em conta o tipo de investimento", disse a mesma fonte. A mesma fonte adiantou que durante a visita os directores da Petrobras pediram explicações sobre como entrar para a área de investimentos de petróleo em Moçambique e o governo apresentou o quadro geral. "Estamos abertos [para a Petrobras], assim como estamos para todos os investidores que manifestem interesse em investir no país, mas esperamos propostas concretas", insistiu. Guebuza visita o Brasil no início de Setembro e, segundo a imprensa moçambicana, deverá assinar na altura um acordo na área de Energia com o seu homólogo brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva. (Notícias Lusófonas)

Investidores em Guiné-Bissau reúnem-se em Lisboa

Empresas petrolíferas reúnem-se em Lisboa a 30 de Agosto. Quatro empresas de prospecção do petróleo no offshore da Guiné-Bissau reúnem-se em Lisboa no próximo dia 30 para preparar o orçamento de operações futuras de prospecção, disse hoje o director-geral da Petroguin. Leonardo Cardoso disse que a reunião servirá para juntar à mesma mesa as empresas Petroguin, da Guiné-Bissau, Premier Oil, da Grã-Bretanha, e as norte-americanas Oxidental Petroleum (Oxy) e Esterling, ambas sedeadas em Houston. Em conjunto, as quatro empresas detêm as licenças de prospecção dos blocos petrolíferos Esperança e Sinapa, situados no offshore guineense, estando em curso estudos para a recolha das amostras do petróleo. De acordo com Leonardo Cardoso, as amostras recolhidas até aqui indicam “boas perspectivas”, mas ainda não foi descoberto petróleo com valor comercial na Guiné-Bissau. A reunião de Lisboa, a primeira a ser realizada fora da Guiné-Bissau, destina-se a preparar o orçamento para as operações futuras e analisar os parâmetros técnicos dos trabalhos até aqui realizados no campo da prospecção, conduzida em conjunto pelas quatro empresas, disse o director-geral da Petroguin. No total, as autoridades da Guiné-Bissau já concederam autorização para a prospecção em quatro blocos petrolíferos: Esperança, Sinapa, Caúdo e Golfinho, estes dois últimos atribuídos ao consórcio Larsen Oil & Gaz e GB Oil & Gaz, sedeado no Dubai. Ainda segundo Leonardo Cardoso, estão em curso “negociações avançadas” entre a Petroguin, representante do Estado guineense, e algumas empresas estrangeiras, entre as quais a Sociedade Angolana de Hidrocarbonetos (SHA) para a concessão de mais licenças de exploração do petróleo. Além da SHA, as empresas Sphere Petroleum, da Austrália, e a Super Nova, da Holanda, também manifestaram interesse na compra de licenças de prospecção, indicou ainda Leonardo Cardoso. As empresas Svenska, da Suécia, e a israelita Delek manifestaram a intenção de adquirir parte das acções de licenças atribuídas aos consórcios que já estão no terreno, disse ainda o director-geral da Petroguin. Recentemente, a Guiné-Bissau assinou com a empresa norte-americana TerrAliance um acordo para a realização de estudos técnicos em cinco blocos petrolíferos, devendo os resultados ser conhecidos dentro de seis meses. Outro acordo do género foi estabelecido também entre a Petroguin e uma empresa norueguesa, a Nordic Oil, para a realização de estudos de delimitação de eventuais blocos no on-shore. Até ao momento, e contando com os trabalhos de prospecção realizados na época colonial, já foram feitas 18 perfurações petrolíferas, precisou Leonardo Cardoso, sublinhando o facto de em nenhuma delas ter sido encontrado petróleo com valor comercial “apesar de boas perspectivas”. (Noticias Lusófonas)

Petrobras avança no Golfo do México

Petrobras ganha direitos de exploração no Golfo do MéxicoA petrolífera estatal brasileira Petrobras anunciou hoje que ganhou direitos de exploração de petróleo em 34 blocos no Golfo do México, Estados Unidos. Pelos direitos de exploração, adquiridos em leilão realizado pelo Serviço de Gestão de Minerais norte-americano, a petrolífera brasileira vai pagar perto de 29 milhões de dólares (21,3 milhões de euros). A Petrobras apresentou ofertas por um total de 40 blocos. A Devon Energy, parceira da Petrobras Energia nalgumas das licitações, arrecadou direitos de 26 blocos petrolíferos por 20 milhões de dólares (14,7 milhões de euros). Quem mais blocos conseguiu foi a BP, 91 de 108 disputados, mas o maior investimento coube à norueguesa Statoil ASA - 139 milhões por 36 blocos. O Serviço de Gestão de Minerais calcula a capacidade de produção da área em questão nos 242 milhões a 423 milhões de barris de petróleo e de 1,64 biliões a 2,64 biliões de pés cúbicos de gás natural. (Notícias Lusófona)

Secretário-Geral da OPEP visita Angola

O Secretário Geral da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), o líbio Abdalla Salem El-Hadri, está desde a madrugada de hoje em Luanda para uma visita de quatro dias, a convite do ministro angolano dos petróleos, Desidério Costa. Abdalla El-Hadri chefia uma delegação de técnicos da organização, que durante a estada em Angola vai tratar de questões relacionadas com o "Preço do Cabaz de Referência da OPEP", incluindo o crude angolano, de acordo com o programa de visita que a Angop teve acesso. O "Relatório de Monitorização da produção" e "Requisitos do Relatório da Produção Mensal", "Questionário e Boletim Estatístico Anual de 2006" e "Planos relativos a capacidade de produção da OPEP: Perspectivas a médio prazo" vão ser revistos durante a visita. Ainda de acordo com o programa do ministério angolano dos Petróleos, o secretário geral da OPEP deverá visitar a Sonangol Pesquisa e Produção, a Base de Apoio à Actividade Petrolífera (Sonils) e a Barra do Kwanza. Angola foi admitida na OPEP como 12º membro da Organização, no dia 14 de Dezembro de 2006, numa reunião extraordinária realizada em Abuja (Nigéria). Criada a 17 de Setembro de 1960 no Iraque, a OPEP é composta por países que retêm algumas das maiores reservas de petróleo do Mundo, como é o caso da Arábia Saudita, e tem como objectivo unificar a política petrolífera das nações membros.