quarta-feira, 15 de julho de 2009

Ministro destaca contribuição chinesa no desenvolvimento de Angola

O ministro angolano dos Petróleos e presidente da OPEP, José Maria Botelho de Vasconcelos, disse em Beijing, que a China está a desempenhar um papel preponderante no desenvolvimento económico de Angola, destacando a sua contribuição nos sectores petrolífero, da construção civil e agrícola.

Botelho de Vasconcelos fez estas declarações quando intervinha na Cimeira Mundial do grupo de reflexão "Think Tank", iniciada hoje na cidade capital chinesa.

Falando da relação entre a energia e a economia mundial, o ministro sublinhou que ela (energia) é o motor do crescimento económico, tendo o petróleo como fonte principal com cerca de 37% da mistura energética mundial.

O governante angolano realçou que em 2008 a procura anual de petróleo diminuiu pela primeira vez desde os princípios da década de 80. "Para nós na indústria, isto foi um grande choque, sentido directamente ao longo de toda a cadeia de fornecimento", frisou.

Botelho de Vasconcelos enfatizou que a OPEP tem agido quando necessário para restaurar a ordem e a estabilidade no mercado, no interesse de ambos, produtores e os consumidores. Isto inclui, referiu o presidente da OPEP, a decisão, tomada em Dezembro e 2008, de reduzir o nosso tecto de produção em 4,2 milhões de barris/dia, a partir do nível de produção de Setembro de 2008, para os 11 países membros que são parte do nosso acordo.

Todavia, referiu, temos assistido desde então forças especulativas influentes a impulsionarem novamente a subida dos preços. Nesta conformidade, nada parece ter mudado desde 2008. Mas os preços podem simplesmente baixar de novo quando a especulação excessiva faz o contrário, como vimos no ano passado. "Em consequência de tudo isto, o mercado petrolífero encontra-se actualmente numa situação delicada", frisou.

A Cimeira, organizada pelo Centro Chinês para Intercâmbios Económicos Internacionais (CCIEE), que encerra sábado, tem como propósito discutir em profundidade as tendências da crise financeira e económica internacional e fazer sondagens sobre como revigorar o crescimento da economia mundial. O evento, o primeiro organizado pelo CCIEE desde a sua fundação a 20 de Março de 2009, conta com a participação de políticos, académicos, jornalistas e consultores de vários organismos internacionais, entre os quais o Banco Mundial, o FMI, entre outros (Fonte: Portal Angop, 2009-07-03).

Chevron produz em Angola

A subsidiária da Chevron Cabinda Gulf Oil Company Limited (CABGOC) produziu hoje o primeiro óleo do projeto Mafumeira Norte, em Angola, no continente africano.

Em lâmina d'água de 49 m e a cerca de 24 km da costa angolana, o projeto Mafumeira Norte é a primeira fase do exploração do campo de Mafumeira, localizado na area A do bloco 0, e conta com 14 poços.

O pico de produção deve ser atingido em 2011, com 30 mil b/d de óleo bruto e cerca de 0,85 milhão de m³/dia de gás natural.

A CABGOC é a operadora do bloco, com 39,2%. O consórcio inclui também Sonangol P & P (41%), Total (10%) e ENI (9,8%) (Fonte: Energa Hoje, 2009-07-03).

Petrobras começa a refinar petróleo de Tupi


A Petrobras informou nesta quinta-feira (02/07) que iniciou no dia 30 de junho o refino da primeira carga de petróleo extraída da camada pré-sal do campo de Tupi, localizado na Bacia de Santos.


Segundo comunicado da Petrolífera, o processamento desse petróleo é considerado importante para avaliar o rendimento e a qualidade dos derivados produzidos.


O refino foi realizado na Refinaria de Capuava (Recap), em Mauá, na região metropolitana de São Paulo. De acordo com a estatal, o óleo processado registrou 28,5 graus API (escala que permite classificar a densidade do petróleo), baixa acidez e baixo teor de enxofre.


Esse petróleo é considerado de melhor qualidade comercial do que a média encontrado no Brasil. No entanto, as suas condições de extração são difíceis: profundidade de água de 2.140 metros, mais de 3.000 metros a partir do fundo do mar, abaixo de 2.000 metros de camada de sal e a uma distância de 300 km da costa do Estado de São Paulo.

O Campo petrolífero de Tupi foi oficialmente divulgado pela Petrobras em 8 de novembro de 2007. Suas reservas são estimadas entre 5 e 8 bilhões de barris de petróleo do tipo alta qualidade, ou seja petróleo leve, além de gás natural (Fonte: Portal Exame / Abril, 2009-07-03).

São Tomé e Príncipe aguarda aprovação de lei sobre petróleo


A Assembleia Nacional são-tomense aprova, na sexta-feira, Lei-quadro das Operações Petrolíferas e a Lei de Tributação do Petróleo, destinadas a relançar a licitação dos blocos de petróleo na zona econômica exclusiva do arquipélago.


A sessão parlamentar também vai apreciar e aprovar o projeto de lei sobre o Regulamento de Licitação e Contratação Publica (RLCP), disse à Agência Lusa o assessor de imprensa da Assembleia Nacional.


A proposta de resolução que "manda apresentar uma queixa-crime por difamação ao Ministério Publico" contra o presidente do Tribunal de Contas, Francisco Fortunato Pires, está agendada para "apreciação e aprovação".


Paralelamente a estes projetos, estão ainda agendados para "aprovação final global" mais três textos, que já foram aprovados na generalidade, não sendo mais passíveis de discussão; apenas serão aprovados.



Texto


O projeto de Lei-quadro de Operação Petrolíferas foi introduzido há pouco mais de seis meses na Assembleia Nacional pelo governo do primeiro-ministro Rafael Branco e já foi aprovado na generalidade pela Quarta Comissão do Parlamento são-tomense.


A sua aprovação e posterior promulgação pelo presidente de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, vai possibilitar o governo efetuar negociações diretas, sob determinadas condições, no quadro das atividades petrolíferas, na zona econômica exclusiva do arquipélago.


O diretor da Agência Nacional de Petróleo considerou esta lei como "completamente nova, diferente", mas que "também obriga a realização de concursos públicos", apesar de abrir possibilidades para "em casos especiais haver negociações diretas".


"O governo pode iniciar as negociações diretas com a pessoa proponente, se no prazo de 15 dias contados a partir da data do referido anúncio, nenhuma outra pessoa declarar interesse na área referida", diz o texto que vai para aprovação final global da Assembleia Nacional (Fonte: Agência Lusa, 2009-07-02).

Fatos novos na campanha do petroleo é nosso



Todos precisam saber do fato impressionante que é a repercussão do blog da Petrobras "Fatos e Dados", nascido para nós a defendermos dos desvios políticos da CPI, como transparece antes mesmo dela iniciar. Em menos de um mês, hoje 27/09, já tem mais de 640 mil acessos.Paulo Henrique Amorim denominou certa mídia de PIG (Partido da Imprensa Golpista), agora porém o presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, quando entrevistado pela revista Época, me inspirou para criar o meu carimbo sobre ela, que eu sintetizo no PCM (Partido da Coscuvilhice Mediatica).


Para certa mídia vender seu produto, coscuvilhar é preciso.!!!!. Termo muito usado em Portugal para mexericos, bisbilhotices, etc. Na busca de alguma foto pelo Google, viajei bastante por Portugal(!). Que maravilha enciclopédica o uso desse termo por lá. Adorei.


A cada dia, fatos e dados são esclarecidos. Por conta de um artigo do Correio Brasiliense, "Os Xeiques da Petrobras", de 25/06, quando de forma irresponsável e coscuvilhada, comete o crime de quebrar o sigilo fiscal dos diretores da empresa, o que foi de imediato apropriado pela CPI da oposição. Como já demonstrado, há um colunio entre a oposição e a mídia partidarizada a favor do Estado mínimo.


Devido aquele FATO, a Petrobras postou em 26/6, no seu blog "Fatos e Dados", a matéria "Comparativo de remuneração de diretores das grandes empresas do Brasil e do mundo", donde se depreende o lado de "DADOS" do blog. Abaixo, meu comentário lá postado em 26/6, às 6:25 pm:


"Já temos mais de 600 mil acessos dos quais uns poucos se contrapõem achando que a mídia tem o direito de coscuvilhar, confundindo com direito de informar para vender jornais. Obrigado Gabrieli por ter usado o termo correto. Muito mais forte que mexericos, fofocas, bisbilhotice, intrigas. A mídia está se dando mal quando usa da COSCUVILHICE para vender seu péssimo produto. Veja que têm alguns adeptos que gostam de intrigar. (saiu sem querer a frase, mas verdadeira). Sim, para uma fofoca prosperar, as comadres se reúnem para bisbilhotar a vida alheia. Se trata de um distúrbio psicopatológico.

Apego ao inusitado, (vasculhar para descobrir algo que esteja de acordo com o paradigma de que "uma criança teria mordido um cão", ao sugerir pelo uso do termo "Xeique". Será que a diretoria da Petrobras, deveria trabalhar benemeritamente?). Validação da mediocridade (inveja de não ser funcionário da Petro) e a Cultura do pessimismo (a mídia preventivamente quer evitar o aprofundamento do debate pela volta do monopólio insinuando que a Petro, semi estatal, não pode já estar dando certo pelo salários que paga à diretoria).


"Leiam a crônica leve, humorada de Rubem Alves sobre o papel da mídia em www.rubemalves.com.br/seraquealeituradosjornaisnostornaestupidos.htm

Rubem gosta de gastronomia e a usa para fazer analogias formidáveis como essa citando o filósofo Ludwing Feuerbach, que estava certo ao afirmar que "somos o que comemos", será forçoso concluir que, ao servir refeições de notícias ao povo, os jornais estão realizando uma magia perversa sobre os seus leitores: depois de comer, eles serão iguais àquilo que leram". Imaginemos o porque da "azia" que não é só do Presidente Lula!


Quando a mídia coscuvilha dá azia!!! Até onde deturparam os princípios de livre expressão (deles), do sigilo da fonte (bisbilhotice) e da liberdade de imprensa (só deles) (Fonte: Brasilwiki, 2009-06-27).

Galp, Petrobras e Repsol ganham licença para explorar petróleo no Uruguai


A Galp Energia, em parceria com a Petrobras e a espanhola Repsol, conquistaram uma licença de exploração de petróleo em dois blocos na costa do Uruguai. A empresa portuguesa detêm 20% em cada um dos blocos.


De acordo com a Bloomberg, que cita um comunicado da Repsol, a YPF, unidade argentina da companhia espanhola, juntamente com a Petrobras e a Galp, ganharam o leilão para dois blocos licitados, o 3 e o 4.


A Petrobras é a operadora do Bloco 4, com 40% do capital, tendo a YPF 40% de participação e a Galp 20%. No Bloco 3, a YPF é a operadora, com 40%, sendo que a Petrobras detém outros 40% e a Galp os restantes 20%.


As três companhias vão agora poder procurar petróleo ao largo da costa do Uruguai, próximo da cidade de Punta del Este.


De acordo com a Petrobras, o consórcio liderada pela empresa brasileira apresentou a melhor proposta para os Blocos 3 e 4, localizados na bacia Punta del Este. O Bloco 3 está localizado a 150 quilómetros da costa, uma profundidade entre 100 e 200 metros. Já o Bloco 4 situa-se a 300 quilómetros da costa, a uma profundidade que varia de 200 a 1500 metros.Segundo a mesma fonte, o consórcio liderado pela Petrobras tem agora quatro anos para realizar estudos e decidir se irá efectuar perfurações.


Recorde-se que a Galp Energia, em parceria com a Petrobras, tem tido sucesso na exploração no Brasil, onde efectuou já a descoberta de vários poços de petróleo, sendo o mais conhecido o do Tupi (Fonte: Jornal de Negócios, 2009-07-02).

Fiepe tem novo setor para tratar de investimentos em petróleo e gás


Nesta quinta-feira (2), a Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe) completa 70 anos. Uma das novidades, para marcar esta data é a criação de um setor que vai gerar oportunidades de emprego e renda nas áreas de petróleo, gás e naval e que vai se relacionar, principalmente, com os investimentos em Suape.

As ações do Departamento de Petróleo e Gás incluem a capacitação dos empresários, a formação de mão-de-obra e a captação de novos investimentos. “Já estávamos criando essa divisão há algum tempo e ela entra em funcionamento agora no mês de julho. Ela dá apoio a dois seguimentos estruturadores quem não tem tradição no Estado”, explica o presidente da Fiepe, Jorge Côrte Real. Segundo ele, as informações sobre os cursos serão divulgados pelo Programa de Mobilização Nacional da Indústria de Petróleo e Gás Natural (Prominp). “Queremos fazer do Estado um provedor de serviços navais, de gás e petróleo”, afirma.

Fundada em 3 de janeiro de 1939 pelo industrial Joseph Turton, a entidade integra e coordena o Sistema Fiepe, composto por quatro órgãos vinculados: Sesi, Senai, Instituto Euvaldo Lodi (IEL) e Ciepe. A Federação congrega ainda base sindical formada por 37 sindicatos de diversos segmentos industriais.

“Hoje são cerca de 500 indústrias sindicalizadas, ligadas a Federação das Indústrias, o que significa cerca de 80% do PIB industrial do Estado”, contabiliza Jorge Côrte Real. “A Fiepe tem sido durante esse tempo ativa, dando apoio à industria e à economia de Pernambuco. A maior prova disso é que, face a essas instabilidade econômicas, vivenciamos um aumento da produção no Estado” (Fonte: PE360graus - Globo, 2009-07-02).

segunda-feira, 29 de junho de 2009

PT e centrais sindicais protestam em SP contra CPI da Petrobras


Sob as palavras de ordem de "A Petrobras é nossa" e "CPI é manobra da direita", cerca de 150 pessoas, entre políticos do PT e representantes de centrais sindicais, participaram nesta sexta-feira, 19, de ato público em frente à sede da Petrobras na Avenida Paulista. Manifestantes principalmente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e da União Geral dos Trabalhadores (UGT) se uniram das 10 horas até as 16h em defesa da Petrobras e contra a CPI criada no Senado para investigar irregularidades na estatal e na Agência Nacional do Petróleo (ANP). De acordo com os organizadores, eram esperadas três mil pessoas para o ato.


A manifestação de hoje faz parte de uma série de protestos programados para junho por entidades como a CUT, a UGT, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) e a União Nacional dos Estudantes (UNE). Nomeada de "O Petróleo tem que ser nosso!", a agenda de protestos visa pressionar o governo federal por mudanças em artigos da Lei do Petróleo. Os protestos defendem que a Petrobras volte ao controle total do Estado e a revogação de artigo da lei que marca o fim do monopólio estatal sobre a produção e refino de petróleo.


Na Avenida Paulista, dois carros de som tomaram a calçada em frente à sede da empresa e não causaram transtornos ao trânsito de veículos. Quatro policiais militares e dois fiscais da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) monitoraram o trânsito no local. Cinco grandes balões de ar com os símbolos da CUT e do Sindicato dos Trabalhadores Energéticos do Estado de São Paulo (Sinergia) foram colocados junto ao prédio da Petrobras.



CPI

O principal alvo dos manifestantes foi a CPI do Senado que vai investigar irregularidades na estatal. "A CPI é um instrumento político para prejudicar a Petrobras e criar problemas para a empresa", afirmou Antonio Carlos Spis, integrante da executiva nacional da CUT.


"O que a gente percebe é que essa CPI é mais um ataque ao patrimônio público. No fundo, a oposição está preocupada com as eleições de 2010", criticou o deputado estadual Marcos Martins.


O deputado estadual Adriano Diogo (PT) também criticou a oposição. "É uma estratégia eleitoral para 2010. É papel do TCU (Tribunal de Contas da União) e de outras instituições investigar a empresa. Uma CPI é desnecessária." (Fonte: Estadão / Agência Estado - 2009-06-19).

Maputo abastecida de gás natural a partir de 2012

A província e a cidade de Maputo e a zona norte de Inhambane vão dispor de gás natural a partir de 2012 nos termos dos contratos de concessão a favor da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) aprovados terça-feira pelo governo de Moçambique.
No caso concreto da cidade de Maputo e distrito de Marracuene, o projecto representa um investimento global de cerca de 80 milhões de dólares, devendo ser realizado em duas fases. A primeira consistirá na construção de um ramal da Matola para a cidade de Maputo, avaliado em 20 milhões de dólares e ainda um anel de distribuição, calculado em sete milhões de dólares e da capital do país o gás será levado para Marracuene, prevendo-se que esta componente custe 2,5 milhões de dólares.
Caso o aumento do consumo de gás assim o exija, entrar-se-á na segunda fase que consistirá na construção de um gasoduto de reforço ligando o posto administrativo de Ressano Garcia, no distrito da Moamba, e a zona do parque industrial da Matola, num investimento fixado em 50 milhões de dólares.
“Moçambique produz gás e as quantidades são apreciáveis. O que se pretende com o decreto é autorizar a ENH a trabalhar no sentido de transportar o gás e fazê-lo chegar às pessoas, fazendo, inclusive, ligações domésticas. Significa que até 2011 o gasoduto estará a chegar a Maputo e em 2012 teremos gás a circular”, referiu o porta-voz do Governo, Luís Covane.
A expansão do uso de gás será também feita na zona norte da província de Inhambane, nomeadamente para Vilanculos, Inhassoro e Govuro. Com a expansão da exploração de gás natural de Pande e Temane o Estado moçambicano passará a receber anualmente nove milhões de gigajoules de imposto sobre a produção.
Em Moçambique o gás disponível é usado pela Matola Gás Company, que o fornece aos consumidores industriais e comerciais na cidade da Matola, outra parte pela Auto-Gás, para o abastecimento de viaturas e outra ainda pela Empresa Nacional de Hidrocarbonetos para consumidores domésticos e comerciais, incluindo a produção de energia eléctrica. (Fonte: Macauhub, 2009-06-24).

Petrobras comunica à ANP novos indícios de petróleo no Espírito Santo

Novos indícios de petróleo foram descobertos no Espírito Santo. A Petrobras informou à Agência Nacional do Petróleo (ANP) que foram encontrados indícios no bloco BT-ES-15, na bacia do Estado, em terra.
A descoberta do indício, no entanto, não indica que o óleo descoberto seja em grande quantidade ou explorável comercialmente. (...) Estudos posteriores devem confirmar ou não o aproveitamento da área (Fonte: Gazeta Online - Globo, 2009-06-23).

Chevron começa a produzir petróleo no campo de Frade


A norte-americana Chevron informou nesta terça-feira que iniciou a sua primeira produção de petróleo no Brasil, no campo de Frade, na bacia de Campos (RJ), com expectativa de atingir um pico de produção de 90 mil barris de óleo equivalente por dia em 2011.


O investimento no campo é estimado em 3 bilhões de dólares, sendo 51,7 por cento da Chevron, operadora do campo, e 30 por cento da Petrobras. O restante, ou 18,26 por cento, pertence a acionistas japoneses reunidos na Frade Japão Petróleo Ltda.


Segundo comunicado da Chevron enviado ao mercado nesta terça, o petróleo extraído no Brasil será exportado e o gás natural, vendido no mercado interno brasileiro.


"A evolução positiva do campo de Frade abre uma nova grande fonte de energia para as próximas duas décadas, enquanto cria uma plataforma importante para que a Chevron possa crescer o seu negócio dentro de uma das mais promissoras regiões de petróleo e gás do mundo", disse em uma nota o vice-presidente executivo de upstream e gás, George Kirkland.


Frade não está localizado na região pré-sal e empresa já afirmou interesse em avaliar sua participação na exploração do pré-sal brasileiro, área que pode conter bilhões de barris em reservas mas que depende de um novo marco regulatório para ser ofertada ao mercado.


O campo de Frade, cuja exploração é feita em águas profundas a 370 quilômetros da costa do Rio de Janeiro, tem reservas entre 200 e 300 milhões de barris de óleo equivalente (boe) de óleo pesado, de cerca de 18 graus API (Fonte: Ultimo Segundo - IG, 2009-06-23).

Galp e Petrobras confirmam indícios de petróleo na Bacia de Potiguar


A Galp Energia e a estatal brasileira Petrobras encontraram provas de existência de petróleo num bloco "onshore" da Bacia de Potiguar, anunciou o regulador deste mercado no Brasil.


A descoberta foi feita no poço 4GALP32RN, no bloco “onshore” (em terra firme) POT-T-484, refere a Agência Nacional do Petróleo (ANP) no seu “site”, citada pela Bloomberg.


A Galp, que é a operadora, e a Petrobras, detêm em partes iguais esta concessão e ainda não determinaram se o crude descoberto tem viabilidade de desenvolvimento comercial, diz a mesma fonte.


Em inícios deste mês, a Petrobras também anunciou ter encontrado sinais de petróleo e gás num poço “onshore” da Bacia Espírito Santo, o 4BRSA73OES, que fica no bloco ES-T-383. A Petrobras já tinha notificado o regulador de uma outra descoberta de crude, num outro poço desta bacia, a 27 de Dezembro passado.


Os campos de São Mateus e de Guriri, no mesmo bloco, foram considerados – em Novembro - descobertas com viabilidade comercial, comentou a Bloomberg (Fonte: Jornal de Negócios, 2009-06-22).

BNDES: Pré-sal terá R$ 269 bilhões de investimentos até 2012

Empenhado em fazer jorrar mais do que petróleo dos campos do pré-sal, o governo decidiu que o país terá uma nova política industrial com a exploração dessa riqueza, envolvendo 18 setores da cadeia produtiva de óleo e gás, revela reportagem de Gustavo Paul publicada na edição deste domingo do jornal O Globo. A meta é tornar realidade - e até aumentar - as previsões de investimentos e geração de empregos desenhadas com as descobertas.

Projeções do BNDES apontam que apenas os aportes diretamente nas atividades de exploração e produção chegarão a R$ 269,7 bilhões até 2012, incluindo Petrobras e empresas privadas. Com uma média de R$ 67,4 bilhões ao ano, os recursos deverão gerar, segundo a estatal, um milhão de vagas, diretas e indiretas, em empresas prestadoras de serviços até 2013.

O grupo interministerial que estuda o marco regulatório do pré-sal deverá anunciar, junto com o projeto das novas regras do setor, diretrizes para a contratação de empresas e fornecedores, para aumentar o conteúdo nacional nessa cadeia. O trabalho começou em julho do ano passado e tem como pano de fundo 18 setores industriais ligados diretamente ao setor. Ainda não existem números tabulados sobre os investimentos nessas áreas, mas um estudo encomendado pelo Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural, ligado à Petrobras, traçou as características e os desafios de cada segmento (Fonte: O Globo - Globo, 2009-06-20).

Novo método para remoção de petróleo usa óleo de mamona e castanha de caju


Não foram poucos os casos de derramamento de petróleo que se tornaram ameaça à natureza e ao ecossistema em diversos locais do mundo. Atualmente, com a descoberta da camada pré-sal e sua exploração pela Petrobras, é ainda maior o risco destes acidentes acontecerem em águas brasileiras.


Focados na preservação do meio ambiente, o professor Fernando Gomes de Souza Junior e um grupo de pesquisadores do Instituto de Macromoléculas Professora Eloisa Mano (Ima), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), desenvolveram, com o apoio da FAPERJ, um método simples, barato e eficaz de remoção de petróleo, que tem origem no Líquido da Castanha de Caju (LCC) e no óleo da mamona, matérias-primas renováveis e abundantes no país.


- A contaminação da água com óleo, infelizmente, é um problema comum, pois o petróleo é, geralmente, transportado por longas distâncias em vias marítimas. Com este projeto, pretendemos minimizar o impacto ambiental, utilizando recursos naturais renováveis e mais eficazes para reter derramamentos acidentais - reforça o pesquisador.


O LCC é amplamente exportado e também utilizado no Brasil para diversas finalidades, como antioxidantes para combustíveis e lubrificantes.


- Há alguns anos, no laboratório, começamos a trabalhar com um plástico produzido com o líquido da castanha de caju para mudar as propriedades de um polímero. Então, percebemos que a estrutura química do LCC é muito parecida com a do petróleo e que, por suas características, poderiam se atrair, fato que foi comprovado depois em alguns testes que fizemos - revela Fernando.


A atração do plástico de LCC com o petróleo acontece porque a natureza química do principal componente do líquido da castanha de caju, o cardanol, tende a interagir com os materiais aromáticos e alifáticos que compõem o líquido negro.


Da mesma forma, os pesquisadores descobriram que a glicerina que sobra do biodiesel produzido a partir da mamona também pode atingir o mesmo objetivo.


- Este é outro material que temos em grande quantidade, há toneladas dele sobrando sem uma finalidade. O procedimento com a glicerina é o mesmo que utilizamos com o LCC. Embora a resina produzida com a mamona não seja igual à da castanha de caju, ao introduzirmos grupos aromáticos, criamos com ela um plástico de comportamento similar - explica o pesquisador.


Após constatar a eficácia do material produzido, Fernando e sua equipe precisaram elaborar como ele seria retirado da água junto com o petróleo.


- Depois de a resina ter atraído o petróleo, pensamos em peneirá-la, mas constatamos que, desta forma, perderíamos tempo e eficiência e recairíamos no mesmo método das remoções já existentes. Então, tivemos a idéia de misturar a este plástico nanopartículas magnéticas, as maghemitas, para que a remoção do material com o petróleo fosse feita pela ação de campo magnético - revela o pesquisador.


Uma vez combinada às maghemitas, a resina produzida é triturada até virar um pó para que a sua área de atuação seja ainda maior.


O material é fabricado no Laboratório de Biopolímeros e Sensores do Instituto de Macromoléculas da UFRJ. O líquido da castanha de caju ou a glicerina do biodiesel da mamona são adicionados em um balão onde há um fluxo constante de nitrogênio. Depois são adicionados catalisadores que promovem a polimerização deste material.


Antes que o processo seja concluído, são adicionadas nanopartículas magnéticas à massa dentro do balão, o que resulta em um material polimérico magnetizável. É neste mesmo laboratório onde são realizados os testes de remoção, em escala de bancada, com água do mar, petróleo fornecido pela Petrobras e as resinas magnéticas.


- Até agora trabalhamos em escala de bancada, retirando de 20 a 50 gramas de petróleo da água, com um ímã. O próximo passo será construirmos um tanque para testarmos remoções de porte maior.


Além de a resina para a retirada do petróleo ser feita a partir de matérias-primas renováveis e, por isso, não produzir resíduos poluentes, ela tem custo baixo de produção.


- A quantidade relativa de material utilizado para retirar o petróleo da água é relativamente pequena, pois um grama desta resina consegue retirar, com facilidade, de cinco a oito gramas do óleo da água. É um material muito barato e fácil de fazer, e vem de recursos renováveis muito disponíveis em nosso país, que são o caju e a mamona - afirma o pesquisador.


Geralmente, os métodos utilizados para a remoção do petróleo são por sucção da área contaminada, uso de grandes esponjas para absorverem o óleo da água, a biorremediação, na qual microorganismos ou agentes biológicos são utilizados para quebrar as moléculas maiores, a queima controlada do local contaminado, entre outras.


Há grandes vantagens da remoção de petróleo com a resina em relação a estas técnicas, pois ela retira completamente o petróleo e não contribui para o aumento da contaminação local.


Fernando e sua equipe também trabalham em outros projetos muito interessantes. Eles transformam fibras naturais, tornando-as materiais milhares de vezes mais condutores que as fibras virgens, sem modificar de forma estatisticamente significativa sua resistência mecânica.


- Assim, como as fibras estão ‘envolvidas’ por uma camada semicondutora, podemos usá-la em sensores de pressão e de temperatura - complementa.


Estas fibras poderão ser utilizadas para criar estofamentos inteligentes, com assentos e colchões capazes de identificar o usuário por processo biométrico, ajustando as condições de temperatura do ambiente, inclinação, ou qualquer outra preferência indicada ou programada pelo usuário.


- Na área médica, por exemplo, as fibras seriam de grande ajuda para pacientes imobilizados, pois poderiam proporcionar as condições de temperatura e pressão para maior conforto e para evitar feridas de pele, entre outras funções - finaliza o pesquisador.


Veja vídeo do procedimento de retirada do petróleo da água no link: http://www.youtube.com/watch?v=MBV6-UPpLlQ (Fonte: Agência Brasileira de Notícias-ABN, 2009-06-21).

Produção de petróleo e gás da Petrobras sobe 7,6%


A Petrobras anunciou hoje a produção total de petróleo e gás natural nos campos do Brasil e do exterior cresceu 7,6% em maio, na comparação com maio do ano passado, atingindo a média diária de 2.546.553 barris de óleo equivalente (boed). Em relação a abril, o volume representa um avanço de 1,1%. No Brasil, a produção média de petróleo e gás natural da estatal somou 2.310.012 barris de óleo equivalente por dia (boed) em maio, mostrando um aumento de 6,7% em relação a maio do ano passado (2.165.430 boed), e de 1,1% em relação à produção do mês anterior.

Segundo comunicado da empresa, a produção exclusiva de petróleo dos campos nacionais apresentou acréscimo de 7,3% na comparação com o mesmo mês do ano passado, para 1.989.322 barris/dia. Em relação a abril, o volume foi 0,7% superior. O aumento de 14 mil barris é atribuído à entrada em produção de poços nas plataformas P-50 (Albacora Leste) e P-53 (Marlim Leste), além do aumento da produção dos poços do navio-plataforma FPSO Cidade de Niterói (Marlim Leste), todos na Bacia de Campos.

O volume de petróleo e gás natural proveniente dos nove países onde a Petrobras mantém ativos de produção, em barris de óleo equivalente, chegou a 236.541 boed, 1,2% superior ao volume produzido no mês anterior e 17,2% acima da produção de maio de 2008. A entrada em produção de novos poços produtores nos campos de Agbami e Akpo, ambos na Nigéria, contribuiu para o aumento dos volumes produzidos no exterior.

A produção de gás natural dos campos nacionais foi de 50,986 milhões de metros cúbicos diários, permanecendo nos mesmos níveis do volume produzido em abril e no mesmo mês de 2008. No exterior, a produção de gás natural foi de 17,033 milhões de metros cúbicos diários, mostrando leve acréscimo de 0,8% em relação ao mês anterior, em razão da maior demanda de gás proveniente da Bolívia. Na comparação com o mesmo período do ano passado, houve um aumento de 12%, devido à reversão do impacto negativo, registrado em maio de 2008, de uma paralisação operacional na Argentina. (Fonte: G1 - Globo / Agência Estado, 2009-06-18).

Petrobras estuda antecipar projetos de Guará e Iara


A Petrobras estuda antecipar em um ano o início das operações de duas plataformas do pré-sal, que devem ser instaladas nas descobertas de Guará e Iara. As unidades, que serão usadas em projetos-piloto de produção, estão previstas inicialmente para 2013 e 2014. Segundo o gerente-executivo do pré-sal da companhia, José Formigli, porém, há um esforço interno para iniciar as atividades em 2012 e 2013.


"Sabemos que tem petróleo ali e é natural que trabalhemos para tentar produzi-lo o quanto antes, desde que faça sentido do ponto de vista empresarial e não coloque em risco o reservatório", afirmou Formigli. As duas plataformas terão capacidade para produzir 120 mil barris por dia e, segundo o planejamento da Petrobras, representam o segundo e o terceiro projetos-piloto do pré-sal de Santos - o primeiro será instalado em Tupi, no final de 2010.


Formigli informou que a empresa já está consultando o mercado sobre a possibilidade de antecipar a entrega das plataformas, que já estão em licitação e deverão ser projetadas a ponto de garantir um alto índice de conteúdo nacional. As duas embarcações serão afretadas pela estatal e convertidas em plataformas produtoras de petróleo a partir de navios petroleiros.


A antecipação da produção no pré-sal faz parte de uma estratégia elaborada com o objetivo de garantir fluxo de caixa para ajudar a bancar os grandes investimentos esperados para a fase definitiva de produção nas novas jazidas, que deve ter início a partir de 2013. Segundo o cronograma da empresa, a primeira fase do pré-sal terá, além dos três pilotos, oito plataformas com capacidade para 150 mil barris por dia.


Formigli disse que a empresa ainda não bateu o martelo, mas que tende a instalar os dois pilotos em Guará e Iara. A primeira descoberta está no bloco BM-S-9, ao lado de Carioca, e ainda não tem estimativa de reservas oficiais. Já Iara está no mesmo bloco de Tupi e tem reservas projetadas entre 3 bilhões e 4 bilhões de barris de petróleo e gás.


O desenvolvimento de todo o potencial da área dependerá ainda de uma segunda fase de produção, com início a partir de 2017. A empresa, no entanto, ainda estuda o melhor modelo para essa fase, que vai depender do desenvolvimento de tecnologias específicas para a região - esforço que vai tentar superar obstáculos como a logística grande distância da costa e o escoamento do petróleo e do gás.


Em palestra na feira Brasil Offshore, Formigli disse que o financiamento para o pré-sal não é mais visto como um problema para a companhia, devido à elevação do preço do petróleo para patamares acima de US$ 60 por barril. Ele reforçou que os projetos são viáveis com óleo em torno dos US$ 40 por barril e que uma cotação superior se traduz em maior geração de caixa para financiar futuros investimentos. "A geração de caixa está boa e podemos reaplicar o dinheiro relativamente rápido", comentou o executivo. Além disso, a companhia está cada vez mais confiante em redução de custos no setor. Os investimentos de US$ 98,8 bilhões projetados para o pré-sal foram calculados com base em custos inflacionados pelos altos preços do petróleo no ano passado (Fonte: Abril, 2009-06-18).

Presidente do IBP defende regime de concessão para pré-sal

O presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP), João Carlos De Luca, admitiu que o risco exploratório nos blocos do pré-sal da Bacia Santos é reduzido, mas afirmou que este conceito não foi confirmado em outras regiões do pré-sal do litoral brasileiro.

"Risco zero não existe. O cluster (região) de Santos é uma área diferenciada, que merece um tratamento diferenciado, mas não dá para extrapolar esse mesmo conceito para toda a área do pré-sal", ressaltou De Luca, que participa de audiência pública na Comissão Especial do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. A comissão debate hoje as oportunidades surgidas com a descoberta de gigantescas reservas de petróleo na camada pré-sal.

De Luca, que foi presidente da Repsol no Brasil, voltou a defender a manutenção do regime de concessão de blocos exploratórios no país. De acordo com o executivo, tanto a concessão quanto a partilha de produção garantem resultados muito semelhantes em termos de apropriação de receitas por parte do Estado.

Para o presidente do IBP, o modelo de concessão, em vigor no país desde a abertura do setor de petróleo nos anos 1990, já comprovou ser eficiente para as necessidades do Brasil. "Por isso, entendemos que, se temos um modelo vitorioso, devemos adaptá-lo", destacou, acrescentando que as empresas trabalham no mundo inteiro com as mais diversas regras. "Vai depender das condições de atratividade econômica", disse, referindo-se à atuação das empresas em caso de mudança das regras atuais.

Cauteloso, De Luca afirmou acreditar que a manutenção das atuais regras ainda possam ser adotadas pela comissão encarregada de definir o marco regulatório pela exploração do pré-sal. "Acreditamos que essa hipótese ainda está sobre a mesa", afirmou. (Fonte: O Globo - Globo / Valor Online, 2009-06-18).

Copom reforça projeção de reajuste zero para gasolina e gás de bujão


O Comitê de Política Monetária (Copom) aguarda aumento zero tanto para a gasolina como para o gás de bujão em 2009. A informação consta da ata do encontro realizado nos dias 9 e 10 deste mês e repete a expectativa contida no documento do encontro anterior, do fim de abril.


No texto, o Copom menciona uma valorização importante nos preços do petróleo desde a última reunião realizada e avalia que continuam altas as incertezas com relação às cotações do produto.


Apesar disso, o cenário central adotado pelo comitê ainda é de preços domésticos da gasolina inalterados no restante deste calendário.


Há a ressalva, no entanto, que "a evolução dos preços internacionais do petróleo pode eventualmente se transmitir à economia doméstica tanto por meio de cadeias produtivas, como a petroquímica, ou sobre os custos de transporte para a indústria, quanto pelo efeito potencial sobre as expectativas de inflação".


Na reunião ocorrida no começo deste mês, o Copom decidiu cortar 1 ponto percentual da taxa básica de juro, para 9,25% ao ano. (Fonte: O Globo - Globo / Valor Online, 2009-06-18).

Petrobras testa novas áreas em Campos


A Petrobrás realiza testes em duas importantes fronteiras na Bacia de Campos, maior produtora nacional de petróleo, que foi relegada ao segundo plano após a descoberta do pré-sal. Segundo o gerente executivo da estatal para a região, José Airton de Lacerda Martins, Campos continuará a ter sua importância nos próximos anos com investimentos para manter a autossuficiência nacional enquanto as reservas gigantes de Santos não atingem produção expressiva.


A empresa tem como objetivo chegar à produção de 2 milhões de barris de petróleo por dia em Campos - hoje são 1,75 milhão - e manter esse volume até que o pré-sal esteja desenvolvido. Para isso, estão sendo realizados investimentos em três diferentes frentes: desenvolvimento de novos projetos; aumento da produção em campos já existentes; e exploração de novas fronteiras.


Nesse caso, enquadram-se, principalmente, os projetos Siri e Jabuti, que estão produzindo petróleo em rochas semelhantes às do pré-sal de Santos, que têm o nome técnico de carbonatos. Jabuti, por exemplo, bateu no mês passado o recorde de produção nacional em um só poço, com a marca de 43,5 mil barris por dia. "Os carbonatos têm se mostrado bastante produtivos na Bacia de Campos", disse Martins, em entrevista durante a feira Brasil Offshore.


Jabuti é um reservatório dentro do campo de Marlim Leste, um dos maiores em desenvolvimento atualmente no País. Já Siri fica no campo de Badejo, um dos primeiros desenvolvidos pela estatal na região.


O projeto está produzindo atualmente 10 mil barris por dia, em fase de testes. A área técnica da Petrobras já desenhou o projeto definitivo de produção, com capacidade para produzir 100 mil barris por dia e previsão de início das operações em 2015.


Os dois estão inseridos em uma estratégia da estatal para evitar o declínio de Campos prospectando novas reservas em áreas já produtivas.


Além disso, a empresa desenvolve tecnologias para garantir sobrevida aos campos em declínio. Em palestra realizada anteontem, o gerente executivo do pré-sal da companhia, José Formigli, disse que o aumento da recuperação de petróleo em campos existentes é hoje responsável por mais de 80% do "petróleo novo" encontrado no mundo.


Em Campos, a Petrobras iniciou um programa para ampliar o fator de recuperação das reservas - ou o porcentual de petróleo que pode ser retirado de um reservatório. Até agora, a companhia conseguiu um incremento de quatro pontos porcentuais nesse índice, cujo valor absoluto não é revelado pela companhia. Para os próximos quatro anos, a meta é conseguir mais três pontos porcentuais."Trabalhamos para manter os níveis atuais de produção, apesar do declínio natural dos reservatórios", afirmou o executivo.


O esforço é justificado pelo fato de que o pré-sal de Santos só vai atingir seu primeiro milhão de barris de petróleo por dia em meados da próxima década. Em 2020, a Petrobras estima que as reservas das águas profundas da Bacia de Santos atingirão produção semelhante à da Bacia de Campos atualmente (Fonte: Último Segundo - IG, 2009-06-18).

Galp informa que primeiro navio com petróleo de Tupi chega a porto paulista


O primeiro navio com petróleo de Tupi chegará em breve ao porto de São Sebastião, no Estado de São Paulo. A portuguesa Galp, que tem participação de 10% do bloco BM-S-11, onde foram econtrados os campos de Tupi, Iara e Iacema, informou onte e Lisboa que foram transferidos 315 mil barris de petróeo da plataforma (FPSO) Cidade de São Vicente para o navio Nordic Spirit. A viagem até o porto de São Sebastião demora cerca de 15 horas.


O óleo foi extraído do poço chamado Tupi Sul, que começou a produzir oficialmente, e um teste de longa duração (TLD) no dia 1º de maio. Como a plataforma de produção não tem grande capacidade de armazenamento, assim que ela fica "cheia" tem que ser esvaziada com a transferência do petróleo para o navio chamado de aliviador, que leva o produto até uma unidade em terra para ser refinado.


Segundo a Galp, estão sendo produzidos por meio desse poço cerca de 14 mil barris de petróleo por dia. Na nota divulgada ontem, o presidente da Galp, Manuel Ferreira de Oliveira, ressaltou que o dia 23 de junho representa a incorporação no mercado das primeiras quantidades de óleo cru provenientes do pré-sal da Bacia de Santos, sendo assim outro dia que ficará na história desse grande projeto.


Além do BM-S-21, onde até agora foram encontrados três reservatórios, a portuguesa Galp tem a participação acionária em blocos com descobertas importantes de petróleo e gás no pré-sal: BM-S-8 (Bem-te-Vi), BM-S-24 (Júpiter), BM-S-21 (Caramba). Contabilizando as áreas ultra-profundas em alto mar, a Galp tem participação em 20 projetos no Brasil, todos em parceria com a Petrobras.


Procurada ontem, a estatal brasileira não confirmou as informações dadas pela Galp. O Valor apurou que a produção em Tupi não foi contínua desde o dia1º de maio porque houve paradas de produção para testes em horizontes mais profundos para checar o comportamento do reservatório. Se opoço Tupi Sul estivesse produzindo há 54 dias - de 1º de maio a 23 de junho, data informada pela Galp para início de transferência do petróleo armazenado - a produção acumulada seria de 756 mil barris de petróleo e não os 315 mil informados pela portuguesa. Até o fechamento da edição a Petrobras não informou qual o destino desse óleo e nem se a parte da Galp será exportada. Tupi é operada pela Petrobras (65%) tendo como sócias a BG Group (25%) e a própria Galp (10%) (Fonte: Valor Econômico, 2009-06-26)