quinta-feira, 21 de maio de 2009

Indústria ligada a setor de petróleo precisa investir US$ 5 bilhões


O diretor de Planejamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES), João Carlos Ferraz, afirmou que a indústria nacional de bens e serviços para o setor de petróleo e gás precisará de investimentos de US$ 5 bilhões até 2011 para fazer frente à expansão esperada do setor.


Ferraz afirmou que a demanda aumentará em todos os segmentos da indústria fornecedora, principalmente nas atividades mais ligadas à exploração de petróleo em águas profundas, como tubos e equipamentos de automação.


O diretor afirmou que a crise financeira não teve efeitos sobre este setor no Brasil. "Dado o cenário de baixo crescimento da economia esta é uma ilha na qual deveríamos concentrar muita atenção como sustentáculo do crescimento", afirmou Ferraz, que participou do 21º Fórum Nacional promovido pelo Instituto Nacional Altos Estudos.


Ferraz afirmou que o Brasil representa entre 20% e 25% da demanda mundial prevista para o setor de petróleo nos próximos anos e exemplificou a necessidade de crescimento na capacidade dos estaleiros nacionais para atender às demandas da Petrobras.


Segundo ele, os estaleiros nacionais precisam resolver problemas logísticos que não existem em seus pares sul-coreanos. O diretor ressaltou que a área de todos os estaleiros brasileiros corresponde a 3,5 milhões de metros quadrados, o que equivale, a apenas um estaleiro sul-coreano.


A despeito da diferença de escala, Ferraz destacou que os investimentos que serão feitos pela Petrobras impressionam. Segundo ele, a apresentação dos investimentos da estatal para empresários sul-coreanos provocou alterações nas cotações das ações nos estaleiros asiáticos, tal a grandeza da demanda da companhia brasileira para os próximos anos. "Nunca estivemos tão bem na foto como estamos agora", afirmou (Fonte: O Globo - Globo / Valor Online, 2009-05-20).

Petrobras define crédito de US$ 10 bi com banco chinês


A Petrobras e o Banco de Desenvolvimento da China (BDC) assinaram ontem o contrato de financiamento de US$ 10 bilhões que serão utilizados no programa de investimentos da estatal brasileira. Segundo maior empréstimo individual obtido pela companhia, a operação eleva a captação de recursos nos primeiros cinco meses de 2009 a US$ 30 bilhões, um valor recorde, três vezes maior do que o registrado no ano de 2008. O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, afirmou que os US$ 30 bilhões suprem as necessidades de financiamento da companhia pelos próximos dois anos. Além dos US$ 10 bilhões do BDC, a estatal obteve US$ 12 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), US$ 6,5 bilhões com um sindicato de bancos e US$ 2 bilhões com o Eximbank.


Segundo Gabrielli, a taxa de juros cobrada pelos chineses está abaixo dos cerca de 6,5% a 7% incidentes nas captações da companhia de prazo semelhante ao do empréstimos do BDC, que será pago em dez anos. O menor custo decorre do fato de que o empréstimo tem como garantia a receita da venda de petróleo da estatal brasileira para a chinesa Sinopec, também fechado ontem, com prazo idêntico.


A Petrobras fornecerá 150 mil barris de petróleo por dia neste ano e 200 mil barris/dia a partir de 2010, quantia que será mantida por nove anos. Isso significa que o financiamento não será pago por meio da entrega de petróleo, como se esperava inicialmente, mas está vinculado à venda do produto durante a vigência do contrato.


Com essas quantias, a Petrobras vai mais que triplicar o volume de exportações para a China, hoje em 60 mil barris/dia. As negociações para os dois acordos tiveram início em novembro de 2008. Os detalhes finais foram definidos em reunião que começou na manhã de segunda-feira e só terminaram às 6h30 de ontem, a tempo de os contratos serem assinados na presença dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Hu Jintao.


A cerimônia ocorreu no Grande Palácio do Povo, em Pequim, depois de reunião de trabalho entre os dois presidentes e ministros. No total, foram assinados 13 documentos, entre os quais acordos de cooperação em diversas áreas.


Gabrielli afirmou que o contrato não está condicionado à compra de máquinas e equipamentos da China. Ainda assim, a empresa deverá realizar operações desse tipo. Segundo ele, várias fabricantes chinesas de máquinas e equipamentos manifestaram interesse de instalar plantas no Brasil para suprir a demanda da estatal, que poderia usar parte do financiamento para pagá-las.


Além da Petrobras, o BDC dará linha de crédito de US$ 800 milhões ao BNDES e de US$ 100 milhões ao Itaú BBA. Os dois bancos atuarão como agentes repassadores dos recursos a empresas brasileiras, com prioridade a projetos relacionados de alguma forma à China.


O BDC também fechou acordo com o Banco do Brasil (BB), que permitirá à instituição brasileira repassar recursos do banco chinês a clientes que tenham negócios com o país asiático. Segundo o gerente regional do BB na Ásia, Admilson Monteiro Garcia, as operações devem beneficiar importadores de produtos da China, mas não está descartada a concessão de crédito para a exportação e realização de investimentos (Fonte: Ultimo Segundo - IG/Agencia Estado, 2009-05-20).

Novo marco regulatório do petróleo sai em 2 meses, diz Lobão


O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou nesta quarta-feira, 20, que o novo marco regulatório do setor de petróleo brasileiro estará pronto em dois meses. Esse é o prazo necessário para a comissão constituída finalizar os trabalhos e enviar a proposta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Depois disso, Lobão avalia que o projeto levará mais um mês para chegar ao Congresso.

O ministro não acredita que a CPI da Petrobras atrasará os trabalhos da comissão nem o andamento da proposta no Congresso. "A questão da Petrobras é uma coisa, o petróleo do Brasil é outra", afirmou, em entrevista coletiva na Embaixada brasileira, em Londres. "Não há hipótese de não se aprovar o novo marco neste governo, será neste governo e neste ano."

Ele voltou a defender a criação de uma nova estatal, totalmente pertencente ao Tesouro e sem ações em bolsa, para administrar a área do pré-sal e promover os leilões, modelo semelhante ao da Noruega (Fonte: Estadao, 2009-05-20).

Produção média de petróleo e gás da Petrobras sobe 6% em abril

A Petrobras teve uma produção média em abril de 2,285 milhões de barris equivalentes de petróleo e gás por dia no Brasil, volume 6,0% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado, informou hoje a companhia em comunicado.

A produção, no entanto, foi 1,3% inferior à de março deste ano devido à parada programada para manutenção de três plataformas na Bacia de Campos.
A extração exclusiva de petróleo nos campos nacionais em abril ficou em 1,97 milhão de barris diários, com um crescimento de 7,2% em relação ao mesmo mês de 2008 e uma redução de 0,8% em comparação com março deste ano.
Em abril, a produção de gás natural no Brasil foi de 49,24 milhões de metros cúbicos diários, praticamente o mesmo volume que em abril do ano passado e que em março de 2009.
De acordo com o comunicado da empresa, a produção de petróleo e gás equivalente da Petrobras tanto no Brasil como nos campos nos quais opera no exterior foi de 2,51 milhões de barris diários, com um crescimento de 6% frente a abril de 2008 e uma redução de 1% em relação ao mês imediatamente anterior.
O volume de petróleo e gás procedente dos nove países nos quais a Petrobras opera foi de 233.795 barris equivalentes por dia em abril, com um aumento de 5% frente a março e de 4% em relação ao mesmo mês do ano passado.
A produção de gás no exterior foi de 16,9 milhões de metros cúbicos diários, com aumento de 3% em relação a março - provocado pelo crescimento da demanda do gás proveniente da Bolívia- e uma redução de 2% em comparação com abril.
O país que mais contribuiu à produção de petróleo e gás equivalente da Petrobras em abril foi Argentina, com 109.100 barris diários, seguido pela Bolívia (45.616), Nigéria (28.035), Colômbia (15.010), Peru (14.758), Venezuela (11.045), Estados Unidos (4.626), Equador (3.263) e Angola (2.342) (Fonte: G1-Globo / EFE, 2009-05-20).

Petrobras vai investir US300 mi em exploração na Turquia


A Petrobras prevê um investimento total de 300 milhões de dólares em um projeto no Mar Negro nos próximos dois anos, disse o diretor internacional da companhia, Jorge Zelada, nesta quinta-feira.


A Petrobras concordou este ano em explorar dois poços de petróleo junto com a turca TPAO na costa da Turquia. "Nós estamos planejando investimentos de 300 milhões de dólares em atividades de exploração no Mar Negro em 2009 e 2010. Este é o custo dos dois poços", disse Zelada durante o intervalo de uma conferência em Istanbul.


A Turquia, importadora de energia, tem estado em conversações com grandes petrolíferas como a Chevron Corp e Exxon Mobil Corp para exploração no Mar Negro e em regiões do sudeste, com as quais o país pretende trazer recursos que ajudem a cortar sua dependência de petróleo estrangeiro.


A TPAO estima um rendimento no Mar Negro de até 10 bilhões de barris de petróleo e 1,5 trilhão de metros cúbicos de gás natural. A produção no Mar Negro deve começar entre 2017 e 2018 se a perfuração começar nos próximos três anos, disse a companhia (Fonte: O Globo - Globo/Reuters, 2009-05-21).

Lula diz que investimentos da Petrobras podem baratear gasolina


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira (21) que a Petrobras não deve ter medo de fazer investimentos em novas oportunidades. "Isso ajudará a companhia a ter mais acesso a fontes de petróleo", disse. "Com isso, a gasolina, que já está barata no Brasil, pode ficar ainda mais barata." A Petrobras assina na sexta (22) acordo para exploração de petróleo no Mar Negro. A empresa estima que o Mar Negro possa ser uma nova fronteira para exploração da matéria-prima e prevê que até o fim deste ano a primeira sonda para prospecção já chegará à região.

O governo turco estima que as reservas do Mar Negro sejam de 10 bilhões de barris. "Deus queira que a Petrobras encontre petróleo", afirmou.



Crise

Sobre a crise financeira, Lula apontou que os problemas dos bancos fizeram a máscara cair. "A crise precisa servir de um lembrete de que não podemos no século 21 cometer os mesmos erros do século 20. Foi vendida a ideia de que o mercado por si só resolvia. Mas hoje a máscara caiu", disse.

Ele classificou como mentira a acusação de que a alta dos preços do petróleo e das commodities no ano passado fosse culpa do etanol brasileiro ou do aumento da demanda da China (Fonte: G1 - Globo, 2009-05-21).

quinta-feira, 30 de abril de 2009

ANP pesquisará novas áreas de petróleo no CE


Os novos estudos já contam com R$ 15 milhões. Caso confirmado óleo, novos blocos podem ser leiloados no Ceará.


A Agência Nacional de Petróleo (ANP) irá avançar na procura por novos territórios petrolíferos no Ceará. Duas novas áreas já estão incluídas nos planos de pesquisa do órgão e já contam com R$ 15 milhões reservados para a realização, neste ano, de levantamentos geoquímicos para verificar se existe, ou não, petróleo e gás em quantidades comercializáveis. O valor será utilizado para pesquisar toda a Bacia do Ceará e parte da Bacia do Araripe. Entretanto, a inclusão de toda a região do Cariri, que fica nesta última bacia, também já está garantida.


A confirmação dessas pesquisas foi dada pelo presidente da ANP, Haroldo Lima. Através do Ofício IA nº 047-2009, ele assegura: ´informamos que as Bacias do Ceará e Araripe estão inclusas no Plano Plurianual de Geologia e Geofísica da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e para ambas as bacias existem investimentos previstos para o corrente ano.


A Bacia do Ceará já é explorada em plataformas marítimas no município de Paracuru. Entretanto, ainda não existe um conhecimento completo do potencial da bacia, que se estende por todo o litoral leste do Estado, abrangendo ainda o Piauí. De acordo com a ANP, os estudos serão realizados mais precisamente na porção marítima das extensões das sub-bacias de Piauí, Acaraú e Icaraí. O levantamento abrangerá uma extensão geográfica de 7,4 mil quilômetros quadrados.



Novos blocos em leilão


´(...) serão coletadas amostras de assoalho oceânico visando identificar e caracterizar a presença de geração de óleo e/ou gás na bacia´, explica o ofício. ´No caso de detectar a presença de hidrocarbonetos em parte significativa das amostras coletadas, ocorrerá uma importante elevação da atratividade dessa bacia, ou seja, diante de um resultado positivo desse levantamento, será possível a seleção de áreas para a oferta de concessões de blocos em futuras licitações´.


Já a Bacia do Araripe, localizada na região sul do Estado e englobando o Cariri cearense e os estados de Pernambuco, Piauí e Paraíba, ainda não foi explorada. Matéria publicada pelo Diário do Nordeste na edição do dia 12/3/2009 já informava, entretanto, que um estudo já vem sendo feito no local por pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em parceria com a Petrobras, para identificar a possibilidade de existência de óleo na área.


Desta vez, a ANP afirma que irá coletar 2000 amostras de solo, com as quais fará análises laboratoriais e interpretação de dados geoquímicos. ´Este estudo visa à identificação de possíveis acumulações de hidrocarbonetos em superfície e a delimitação de áreas com maior atratividade exploratória´, informa a ANP. Será estudada uma área de 7.500 quilômetros quadrados e, assim como na do Ceará, caso seja detectada presença significativa de óleo e gás, ocorrerá uma importante elevação da atratividade da bacia.


A Superintendente de Definição de Blocos da ANP, Kátia da Silva Duarte, explica que ainda existe uma baixíssima densidade de dados a respeito da Bacia do Araripe, que possui apenas dois poços perfurados. Segundo ela, mesmo que não possua nenhum sistema petrolífero comprovado, a bacia pode vir a ter interesse exploratório no futuro.


De acordo com o senador Inácio Arruda, que se reuniu com o diretor da ANP no mês passado, os estudos nessas áreas serão licitados e contratados esse ano para que, no ano que vem, a pesquisa tenha início. Até o final de 2010, os resultados deverão estar prontos, afirma o senador.



Cariri


Inácio informa ainda que, nesse plano, está incluída, na Bacia do Araripe, apenas a área que envolve a Chapada do Araripe, não abrangendo toda a extensão da bacia. ´Entretanto, solicitei que a ANP ampliasse a área e o diretor me garantiu que ela será estendida para todo o Cariri cearense. Ainda não tem um valor fechado para as pesquisas nessa área, mas o estudo será contratado no ano que vem´, explica.



EM MARÇO


Petrobras: mais um recorde de produção

Atualmente, a produção privada de petróleo no Brasil gira em torno dos 60 mil barris por dia


Rio. A Petrobras bateu novo recorde de produção de petróleo em março, atingindo a média de 1,992 milhão de barris por dia no Brasil. O volume é 2,7% superior ao registrado em fevereiro, o que representa um crescimento de 52 mil barris por dia, e 10,6% maior que o de março de 2007.


Segundo a empresa, o recorde foi proporcionado pela entrada de novos poços em operação nas plataformas Cidade de Niterói e P-53, no Campo de Marlim Leste, e P-54, em Roncador, ambos na Bacia de Campos. Somando o gás natural, a estatal produziu no Brasil uma média de 2,315 milhões de barris de óleo equivalente por dia. Houve crescimento expressivo na produção interna de gás, que atingiu 51,4 milhões de barris por dia, volume 5,2% superior ao registrado em fevereiro. Segundo a empresa, a maior produção é fruto de flutuações do mercado, o que pode indicar alguma recuperação no consumo do combustível.


Meta atingida

Para a analista Camila Saito, da Tendências Consultoria Integrada, o desempenho da estatal nos três primeiros meses do ano indica que a média de produção estipulada para 2009, de 2,05 milhões de barris de petróleo por dia, será atingida. ´Para este ano, nossa expectativa é de que a produção nacional se situe entre 2,06 milhões e 2,10 milhões de barris por dia´, diz a especialista. ´Além da Petrobras, a Shell e a Chevron deverão contribuir para a evolução da produção nacional no segundo semestre´, completa Camila.


Atualmente, a produção privada de petróleo no Brasil gira em torno dos 60 mil barris por dia, extraídos principalmente dos Campos de Bijupirá-Salema, que tem participação da Shell, e Polvo, operado pela norte-americana Devon.


Há também pequena produção por empresas privadas em campos terrestres, principalmente na região Nordeste.


No exterior

As atividades internacionais da Petrobras não repetiram o bom desempenho no Brasil. A produção de petróleo em outros países caiu 1,25%, na comparação com o mês anterior, para 126,2 mil barris por dia.


A produção de gás diminuiu 2,83%, para 16,378 milhões de metros cúbicos por dia. A estatal não explicou, entretanto, a razão da queda (Fonte: Diario do Nordeste - Globo, 2009-04-25).

Petrobras bate recorde mensal na produção de petróleo e gás


A Petrobras bateu em março último o recorde de produção de petróleo equivalente (petróleo e gás natural), ao atingir a extração média de 2.315.276 barris/dia. O resultado chega a ser 9,5% superior ao volume produzido no mesmo mês do ano passado e 3% maior que a de fevereiro deste ano.


Isoladamente, a produção de petróleo nos campos do país atingiu os 1.991.934 barris/dia, superando em 10,6% a produção média de março de 2008 e em 2,7% a de fevereiro deste ano, também um resultado recorde na história da companhia.


Os dados foram divulgados hoje (24) pela estatal, que atribuiu o resultado ao crescimento da produção na Bacia de Campos, no norte fluminense, com a entrada em produção de novos poços em algumas áreas de produção. Com isso, houve um incremento da extração nas plataformas P-53, e FPSO Cidade de Niterói (ambas em Marlim Leste); e na P-54 (Roncador).


A Petrobras informou ainda que no dia 19 de março conseguiu extrair 2.042.559 barris – a maior produção já obtida em um único dia pela estatal.


Já a produção de gás natural dos campos nacionais atingiu em março 51.407 milhões de metros cúbicos diários, resultado ligeiramente superior aos 48.867 milhões de metros cúbicos diários produzidos em fevereiro de 2009.


Os dados indicam que, somadas as produções dos campos da empresa
no Brasil e no exterior, a produção total de petróleo e gás natural atingiu, em março último, a média diária de 2.537.873 barris de óleo equivalente (BOE) diários.

O resultado foi 8,5% maior que a produção de igual mês de 2008 e 4,3% acima do volume total extraído em fevereiro deste ano.


O volume de petróleo e gás natural proveniente dos nove países onde a Petrobras mantém ativos de produção, em barris de óleo equivalente, chegou a 222.597, 1,9% inferior ao volume produzido no mês anterior e 1% abaixo da produção de março de 2008 (Fonte: Paraiba / Agencia Brasil, 209-04-25).

Kalila Energi da Indonésia vai prospectar gás natural em Moçambique


A Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) de Mocambique assinou um acordo com a PT Kalila Energi da Indonésia para a prospecção de gás no bloco do Búzi, na província de Sofala, afirmou o presidente da empresa.


Nelson Ocuane, presidente executivo da ENH, disse que a Kalila vai prospectar gás natural na área durante oito anos e que vai efectuar dois furos de prospecção e dois outros de avaliação.


O presidente executivo da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos adiantou que a empresa cedeu 75 por cento da sua participação no bloco do Búzi à Kalila Energi, que assumiu igualmente responsabilidades sociais e de formação do pessoal (Fonte: Macauhub, 2009-04-27).

Petromoc torna-se membro da Cruz Vermelha e recebe acções de formação


A Cruz Vermelha de Moçambique (CVM) vai fazer acções de formação na Petromoc, empresa estatal de produtos petrolíferos, que em troca se tornou membro da instituição, com uma quota de dois mil euros anuais.

O acordo entre a CVM e a Petróleos de Moçambique foi hoje assinado em Maputo pela secretária-geral da CVM, Fernanda Teixeira, e pelo presidente do conselho de administração da Petromoc, José Mateus Katupha, tornando a maior empresa de distribuição de produtos petrolíferos em "membro ouro" da organização.

Em breve, disse Fernanda Teixeira, será feita uma acção de formação sobre primeiros socorros, envolvendo todos os trabalhadores da empresa.

"Uma empresa que lida com produtos com muita volatilidade necessita de manter alerta os seus trabalhadores", disse Mateus Katupha, acrescentando que todos os trabalhadores da Petromoc devem ter acesso a acções de formação, dado o tipo de produtos que manuseiam.

A Petromoc tem a maior rede de distribuição de produtos petrolíferos de Moçambique, com cerca de 120 estações de serviço e outros tantos postos locais. Tem armazéns e oleodutos em todos os portos e 19 depósitos no parque de armazenamento, fornecendo combustível à Zâmbia, Zimbabué, Malawi e RD Congo.

A Cruz Vermelha de Moçambique tem cerca de 70.000 membros e mais de 4.400 voluntários activos e emprega 211 pessoas (Fonte: Portal Angop, 2009-04-28).

Petrobras fecha em maio nova fórmula de cálculo para o preço da nafta


A Petrobras fecha na primeira quinzena de maio uma nova fórmula para definir os preços da nafta vendida para a indústria petroquímica. A mudança na base de cálculo era uma demanda das petroquímicas nacionais, que foram afetadas até o ano passado com a explosão dos preços do petróleo e dos derivados até o desaquecimento provocado pela crise internacional.

A fórmula atualmente usada pela estatal considera o preço da nafta na região de Antuérpia, Roterdã e Amsterdã, chamada de nafta ARA, somada a um prêmio. A mudança passará a englobar na conta não apenas os valores da região europeia mas também o preço cobrado em outras áreas, como o mercado asiático.

"Não é uma questão de ajuste de preços, mas a criação de uma fórmula que vislumbre uma variação mais global " , ressaltou o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, acrescentando que, nos últimos meses, devido ao desaquecimento da economia global, o preço da nafta vendido às brasileiras Braskem e Quattor tem caído.

Questionado sobre um possível aumento dos preços do óleo combustível, o executivo negou o reajuste. Ele garantiu que o insumo obedece a uma variação de mercado. Nos últimos meses, os preços do produto têm caído.

"Não tem nenhuma previsão de reajuste do óleo combustível para as próximas semanas. Nos últimos seis meses, o óleo combustível tem ficado sempre mais barato que o gás natural " , frisou Costa, que participou de café da manhã oferecido pela Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip), no Rio de Janeiro.

O diretor ponderou que, caso permaneça inalterado pelos próximos meses, o preço do óleo combustível acabará ficando maior que o do gás natural, com o qual compete como insumo para a indústria, uma vez que o gás tem apresentado trajetória de queda dos preços.

Costa explicou que a redução de preços também acontece com o querosene de aviação (QAV). O combustível, reajustado mensalmente com base em uma fórmula que considera os preços cobrados no Golfo do México, teve o preço reduzido por seis meses seguidos entre novembro e abril. No ano, o valor do produto vendido às companhias aéreas acumula baixa de 29,11% e no último reajuste, em abril, houve queda de 4,69% (Fonte: O Globo - Globo / Valor Online, 2009-04-28).

Diesel S-50 produzido pela Petrobras reduz emissão de poluentes no Rio de Janeiro


Produzido pela Petrobras desde o início do mês e fornecido há quatro meses às frota cativa de ônibus urbanos do município do Rio de Janeiro, o diesel S-50, com reduzido teor de enxofre, já traz benefícios à qualidade do ar respirado pelos cariocas. Através de testes, foi verificada redução de 15% nos níveis de emissão de fumaça dos ônibus, comparativamente a 2008, quando ainda era utilizado o diesel S-500, com maior teor de enxofre. Alguns dos benefícios ambientais do diesel S-50 foram apresentados hoje, em coletiva de imprensa na Refinaria Duque de Caxias (Reduc), na Região Metropolitana do Rio. A Reduc é a primeira refinaria da empresa a produzir o combustível. Os testes foram realizados pela Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do RJ (Fetranspor), através de monitoramento em 47 empresas do município, num total de 8.500 ônibus. Os resultados indicam tendência de redução das emissões de material particulado para o meio ambiente. Os testes da Fetranspor têm caráter preliminar, mas são coerentes com os realizados em laboratório pelo Centro de Pesquisas da Petrobras. Os testes da empresa indicaram redução de 11,3% nas emissões de material particulado ao se substituir o diesel S-500 pelo S-50 em veículos. As emissões de fumaça foram medidas com um opacímetro montado na descarga dos ônibus. Este aparelho mede somente a fração visível dos gases de escapamento. Os veículos de testes operaram sem carga, em aceleração livre. É o mesmo método usado nas inspeções do Departamento Estadual de Trânsito (Detran). O resultado dos testes da Fetranspor está sendo estratificado agora por geração tecnológica, ano e modelo dos veículos. No dia 1º de janeiro de 2009 a Petrobras deu início ao fornecimento do diesel S-50 para as frotas cativas de ônibus urbanos das cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, conforme definido em acordo com o Ministério Público Federal no dia 30 de outubro de 2008. De acordo com o cronograma acertado junto ao Ministério Público, definido sob orientação do Ministério do Meio Ambiente, a partir de maio deste ano o diesel S-50 estará disponível também para toda a frota de veículos metropolitanos em Fortaleza (CE), Recife (PE) e Belém (PA). Em agosto, será a vez de Curitiba (PR) ter o combustível disponibilizado para suas frotas de ônibus. Em janeiro de 2010, o combustível será disponibilizado para as frotas cativas de ônibus urbanos de Porto Alegre (RS), Belo Horizonte (MG) e Salvador (BA) e da Região Metropolitana da Cidade de São Paulo. Em janeiro de 2011, o combustível será fornecido também às frotas cativas de ônibus urbanos das outras três Regiões Metropolitanas do Estado de São Paulo (Baixada Santista, Campinas e São José dos Campos) e da Região Metropolitana do Estado do Rio de Janeiro. O diesel S-50 fornecido pela Petrobras no Rio de Janeiro foi inicialmente importado e transportado pela rede de dutos até a Reduc, de onde era bombeado para as bases das companhias distribuidoras. A partir de abril de 2009 o diesel S-50 passou a ser produzido na própria Reduc. A produção ocorre através de uma unidade de hidrotratamento, que extrai o enxofre a partir de reações químicas envolvendo, principalmente, o hidrogênio. O diesel produzido é em seguida bombeado para as principais bases distribuidoras localizadas na região metropolitana. Foi adaptado um duto para atender exclusivamente ao bombeio de S-50. Estão sendo disponibilizados mensalmente cerca de 14 mil m³ de diesel S-50 para o município do Rio de Janeiro. A frota cativa é composta de ônibus que operam com linhas regulares na cidade, possuem ponto de abastecimento e cuja linha tem início e fim dentro do município. O diesel S-50 tem 50 partes por milhão (ppm) de enxofre, o que corresponde a uma concentração de 0,005% desse componente no diesel. O diesel anterior tinha 500 partes por milhão de enxofre, correspondendo a uma concentração de 0,05% desse componente no diesel. O diesel S-50 está sendo vendido ao mesmo preço do combustível anterior. Coletiva Participaram da coletiva o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, o gerente executivo de Refino da empresa, José Carlos Cosenza, e representantes da Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do RJ (Fetranspor) do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidores de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom) e da Prefeitura de Duque de Caxias. Qualidade do ar A qualidade do ar das cidades é influenciada por vários fatores, cada um deles com impacto maior ou menor. Além da qualidade dos combustíveis, são igualmente importantes o sistema viário, a tecnologia veicular, a inspeção e manutenção dos veículos, o tamanho e perfil de idade da frota, a velocidade média dos veículos, a gestão do tráfego e os programas de incentivo ao transporte coletivo. No Estado do Rio de Janeiro a qualidade do ar é monitorada desde 1967, quando foram instaladas as primeiras estações de monitoramento. Desde então, várias ações foram desenvolvidas e implementadas para promover melhorias na qualidade do ar: eliminação dos incineradores domésticos, substituição do combustível usado nas padarias e em indústrias, controle, inclusive com a desativação, de várias pedreiras situadas na Região Metropolitana, restrição de passagem de veículos pesados nos túneis da cidade, entre outras. A idade média da frota de ônibus que circula no Estado é de 5,5 anos, de acordo com a Fetranspor. Quanto à poluição atmosférica de origem veicular, o Governo Federal instituiu em 1986 o Proconve (Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores), um cronograma de redução gradual das emissões de poluentes para veículos leves e pesados. Desde o estabelecimento do programa, a Petrobras sempre atendeu às legislações relativas à melhoria da qualidade dos combustíveis. Em algumas ocasiões, a empresa se antecipou à legislação, como na retirada do chumbo da gasolina em 1989. Além do enxofre oriundo da queima de combustíveis, gases como óxidos de nitrogênio (NOx) e compostos orgânicos voláteis (COVs), emitidos principalmente em atividades de combustão, também podem se transformar em material particulado. De acordo com monitoramento do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), o índice de material particulado no município do Rio atende os padrões de qualidade do ar estabelecidos pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). Acordo com o Ministério Público No dia 30 de outubro de 2008 a Petrobras firmou acordo com o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (IBAMA), Agência Nacional do petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Fabricantes de Veículos, Fabricantes de Motores, Associação nacional de fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e Secretaria do Meio Ambiente do Governo de São Paulo. No acordo, a Petrobras comprometeu-se a promover gradativamente as atividades do programa Nacional de Racionalização do Uso dos Derivados de Petróleo e do Gás Natural (Conpet) em São Paulo,Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador e Vitória. No acordo também foram ajustadas as condições para a antecipação de uma nova fase do programa de Controle da poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve) para 2012, que está ; sendo regulamentada pelo Conama. A Petrobras contribuirá com a indústria automobilística no atendimento a esses novos limites de emissões (denominados de fase P-7) para os veículos a diesel. Nesta fase, que é equivalente aos limites Europeus Euro 5, esses motores deverão utilizar, a partir de janeiro de 2013, um diesel com 10 ppm de enxofre. Produção e Distribuição. O objetivo da Petrobras é ter plena capacidade produtiva do diesel para atender o mercado brasileiro, sem depender de importação. Para garantir a produção doméstica total do combustível, a empresa está investindo 4 bilhões de dólares até 2012. A empresa deverá investir ainda mais 2 bilhões para o fornecimento, a partir de 2013, do diesel S-10, com 10 partículas por milhão de enxofre (Fonte: Meio filtrante, 2009-04).

Riversdale Mining recebe licença mineira para explorar carvão em Moçambique


A empresa australiana Riversdale Mining anunciou quarta-feira em Sidney ter obtido a licença mineira para o projecto carbonífero de Benga, na região de Moatize, província de Tete, em Moçambique.


O presidente executivo da empresa, Michael O'Keeffe, disse no comunicado que a atribuição da licença mineira representa um passo importante na altura em que a empresa se prepara para dar início ao projecto de Benga.


Uma vez iniciada, a operação terá uma produção anual de 20 milhões de toneladas de carvão metalúrgico e térmico estando o investimento inicial estimado em 800 milhões de dólares.


A Riversdale Mining Ltd detém uma participação de 65 por cento no projecto de Benga, sendo os restantes 35 por cento detidos pela Tata Steel Ltd. da Índia.


A empresa australiana está igualmente envolvida num projecto de construção de uma central térmica em Moçambique, um investimento de 3,1 mil milhões de dólares (Fonte: Macauhub, 2009-04-30).

Grupo chinês pretende aumentar investimento em Angola

O grupo chinês CITIC International Contracting quer expandir os seus investimentos em Angola nas áreas do petróleo, minas e agricultura, afirmou quarta-feira em Luanda o vice-presidente do grupo, Wang Jiangsheng.
No final de uma audiência com o presidente em exercício da Assembleia Nacional, João Lourenço, Wang Jiangsheng disse que o grupo está envolvido, desde Agosto último, no município do Kilamba Kiaxi, em Luanda, no programa de construção de 20 mil apartamentos.
O projecto está avaliado em 3,5 mil milhões de dólares.
Wang Jiangsheng referiu que o grupo CITIC International Contracting é um dos maiores da China e em Angola actuará, também, na área de construção de infra-estruturas, como estradas (Fonte: Macauhub, 2009-04-30).

Governo pode anunciar nova estatal de petróleo para pré-sal


O governo federal pode anunciar neste 1º de maio a criação de uma nova estatal ou autarquia para explorar o petróleo da camada pré-sal, de acordo com informações do jornal O Estado de S.Paulo. O modelo de exploração é discutido por várias autoridades do governo desde o ano passado e a definição já foi adiada diversas vezes.


Segundo a publicação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciaria um modelo nos moldes do utilizado na Noruega, em que uma autarquia federal seria incumbida da tarefa em sociedade com investidores.


Lula participará nesta sexta-feira de uma cerimônia que marca a extração simbólica do primeiro barril de óleo do pré-sal, na Marina da Glória, Rio de Janeiro. De acordo com o jornal Valor Econômico, ainda restam algumas dúvidas sobre o modelo - uma das questões sem definição é de que modo seria feita a capitalização da Petrobras.


A Petrobras descobriu a região pré-sal em 2007, uma faixa de 800 km que se estende do Espírito Santo a Santa Catarina e que pode conter reservas de 100 bilhões de barris de óleo equivalente, segundo analistas. Somente com as reservas já conhecidas de apenas dois campos, o Brasil dobraria as reservas atuais (Fonte: Invertia / Terra, 2009-04-30).

Laboratório da UFRJ dará apoio na exploração do pré-sal


Um novo laboratório de R$ 40 milhões na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) vai reforçar o arsenal científico brasileiro para a conquista do pré-sal. O Laboratório de Ensaios Não Destrutivos, Corrosão e Soldagem (LNDC) dará apoio ao desenvolvimento de equipamentos e materiais capazes de suportar as condições de alta pressão presentes no campo petrolífero de Tupi, a 7 mil metros de profundidade. As instalações devem ser inauguradas hoje pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em visita ao Rio.


O laboratório, no entanto, que faz parte do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe) da universidade, já está parcialmente operacional. O novo prédio, com mais de 8 mil metros quadrados de área construída, abriga dois tanques de teste e experimentação. “São testes que serão fundamentais para a exploração do pré-sal”, disse o professor da Coppe Oscar Rosa Mattos, um dos três responsáveis pelo LNDC. Em altas profundidades, toda a infraestrutura de produção do petróleo será submetida a condições extremas de temperatura e pressão.


Um dos problemas exacerbados pela profundidade é a corrosão. Novos materiais precisarão ser desenvolvidos para a construção de cabos e dutos. A construção do laboratório foi financiada pela Petrobras, Finep (fundo CT-Petro) e Agência Nacional do Petróleo (ANP). O foco das pesquisas será na exploração de petróleo em altas profundidades, mas não só nisso. “É um laboratório público de ensino e pesquisa, que vai tratar de vários problemas”, disse o diretor da Coppe, Luiz Pinguelli Rosa (Fonte: G1-Globo / Agencia Estado, 2009-04-30).

Teste em Tupi é 1º passo para explorar reservas


A Petrobras vai dar amanhã o primeiro passo para o desenvolvimento da maior província petrolífera do Oceano Atlântico, com a inauguração do teste de longa duração na jazida de Tupi. Segundo o gerente executivo de exploração da companhia, Mário Carminatti, não há dúvidas sobre o imenso potencial da região, até agora com reservas estimadas em até 14 bilhões de barris em apenas dois campos. O teste de Tupi servirá apenas para definir o melhor desenho do sistema de produção do campo. "Temos certeza que Tupi tem excelente produtividade. No fundo, o que queremos (com o teste) é buscar mais conhecimento para melhorar a economicidade dos projetos", explicou o executivo.


O teste prevê a produção durante 15 meses em dois poços no campo, por meio de uma plataforma com capacidade de 20 mil barris de petróleo por dia.


Após o teste, que teria a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva - cancelada por causa das condições climáticas - , a Petrobras definirá quantos poços serão necessários para desenvolver definitivamente o projeto, cujas reservas são estimadas entre 5 bilhões e 8 bilhões de barris.


As comemorações serão iniciadas ainda hoje, em entrevista com a presença dos ministros de Minas e Energia, Edison Lobão, e da Casa Civil, Dilma Rousseff. A participação da cúpula do governo reflete o entusiasmo da Petrobras com o chamado polo do pré-sal de Santos, que já tem 11 descobertas de petróleo e gás."Nenhuma parte do Atlântico tem situação similar à que ocorre nessa região. Não significa que não haja pré-sal nas Bacias de Campos ou do Espírito Santo, mas não há nelas o gigantismo de Santos", comparou Carminatti.


O executivo explicou que a região de Tupi reúne uma série de pré-requisitos para a existência de campos gigantes de petróleo, como a existência de rochas geradoras de petróleo e de uma extensa camada de sal que sela os reservatórios, impedindo a migração do óleo para outras camadas do subsolo. Estimativas extraoficiais sobre o potencial da região indicam reservas acima dos 50 bilhões de barris de petróleo.


Carminatti não comenta os números, dizendo que ainda não há dados suficientes para avaliar as reservas em todas as sete concessões do chamado polo do pré-sal. Ele diz apenas que a carteira de concessões da Petrobras tem perspectivas de reservas suficientes para garantir as metas de produção da companhia, que chegam a 3,92 milhões de barris de petróleo por dia no Brasil em 2020. O pré-sal de Santos vai contribuir com 1,8 milhão de barris.


A descoberta de petróleo no pré-sal coroou o que Carminatti chama de "retomada da exploração na Bacia de Santos", que ficou praticamente abandonada nas duas últimas décadas por conta do foco no desenvolvimento da produção em Campos. No início da década, a companhia descobriu reservas acima do sal no norte e no centro da Bacia - Tambaú e Uruguá, com óleo, e Mexilhão, com gás - que reforçaram a aposta na região.


Agora, enquanto desenvolve o polo do pré-sal, a estatal prepara-se para buscar novas fronteiras abaixo do sal ainda em Santos. O primeiro poço será testado no fim do ano, perto de Tambaú-Uruguá. Trata-se de uma descoberta feita abaixo do sal em 2005, que poderá ser conectada à plataforma de Tambaú e Uruguá (Fonte: Ultimo Segundo / Agencia Estado, 2009-04-30).

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Angola vai parar importação de petróleo refinado


Angola vai parar importação de petróleo refinado por dois anos depois da abertura de nova refinaria, noticiou ontem (13) a imprensa local.


Nos últimos dez anos, o governo angolano tem planejado a construção da segunda refinaria em Lobito, cujas obras já foram iniciadas. A Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola afirmou que vai investir oito bilhões de dólares na construção de portos e auto-estrada, a fim de favorecer o transporte de produtos de Lobito.

Angola tem a segunda maior reserva de petróleo na África subsaariana, depois da Nigéria. Devido à baixa produtividade, mais de 60% do petróleo consumido no país é importado (Fonte: China Radio International, 2009-04-14).

Brasil e Rússia aproveitam cortes da Opep e elevam exportação de petróleo


Em busca de preços mais favoráveis para o petróleo, os países da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) cortaram boa parte de sua produção. Todavia, o esforço pode ter sido anulado pelo aumento das exportações de outros países, como Brasil e Rússia.

Dados do Departamento de Energia dos EUA sobre o mês de janeiro mostram que os membros da Opep diminuíram suas vendas à principal economia mundial em cerca de 800 mil barris por dia, redução em cerca de 14% frente ao exportado um ano antes.


Em choque


Ao mesmo tempo, as exportações brasileiras de petróleo aos Estados Unidos mais do que dobraram, atingindo cerca de 400 mil barris diários. De forma semelhante, as exportações da Rússia para o mercado norte-americano aproximaram-se da marca de 160 mil barris diários.
Embora seja uma das principais produtores globais de petróleo, a Rússia não faz parte da Opep, que congrega países como a Venezuela, o Irã e a Arábia Saudita. Todavia, havia a expectativa entre os membros da organização por uma ação coordenada de outros produtores de petróleo para a redução da oferta global da commodity (Fonte: Yahoo Noticias, 2009-04-14).

Ecopetrol e Anadarko explorarão petróleo no Brasil


A empresa estatal colombiana Ecopetrol informou hoje que assinou com a americana Anadarko um acordo para explorar petróleo no litoral do Brasil.


A Ecopetrol afirmou, em comunicado, que sua filial no Brasil terá uma participação de 50% no bloco BMC-29.

"A concessão está localizada costa afora na Bacia de Campos (RJ), com uma profundidade de água entre 30 e 100 metros e com uma área de 179 quilômetros quadrados. Esta concessão foi concedida 100% à Anadarko e se encontra em fase de prospecção", afirma a mensagem.


O acordo assinado com a americana faz parte do processo de internacionalização da Ecopetrol, especialmente no Brasil.


A companhia petrolífera colombiana participa de outros blocos de prospecção e produção de hidrocarbonetos no Brasil, em conjunto com outras empresas, como a Petrobras, a Vale e a Petrogal nas bacias de Campos, de Santos e do Pará-Maranhão.


A Ecopetrol é a maior companhia da Colômbia, concentra mais de 60% da produção de petróleo do país, com 447 mil barris diários em média, e tem atividades de prospecção e produção no Brasil e no Peru (Fonte: G1 / EFE, 2009-04-14).