terça-feira, 25 de março de 2008

Moçambique manifesta preocupação ao FMI sobre preço do petróleo


Governo moçambicano vai apresentar brevemente a sua preocupação ao Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre os efeitos da subida do preço do barril do petróleo no mercado internacional na economia nacional. Esta preocupação foi manifestada pela Primeira-Ministra moçambicana, Luísa Diogo.


Uma missão do FMI vai deslocar-se nos próximos dias a Moçambique para a habitual avaliação da economia do país, oportunidade que servirá para o executivo moçambicano transmitir a sua inquietação face aos sistemáticos aumentos de preços dos combustíveis no mercado mundial. "Vamos transmitir à missão do FMI que o nosso país precisa de encontrar formas e almofadas para enfrentar os choques internacionais. Um dos choques é a subida do preço dos combustíveis. É absolutamente incomportável a subida de preço", disse a governante. Informou que anualmente, Moçambique gasta aproximadamente 600 milhões de dólares para a importação de combustíveis.

Luísa Diogo lembrou que, entre 2005 e 2008, o preço do barril de petróleo subiu 33 dólares, para os actuais 111 dólares. "Nenhum país está em condições de enfrentar de forma sustentável o preço desta natureza", considerou Diogo em declarações aos jornalistas à margem da sessão de perguntas ao Governo pelos deputados do Parlamento moçambicano.

O primeiro dia da sessão reservada as informações do executivo solicitadas pelas bancadas parlamentares (FRELIMO, no poder, e RENAMO-União Eleitoral, oposição) foi marcado por perguntas em torno do incremento do preço dos petróleos no mundo e as estratégias do Governo para ultrapassar esta situação (Fonte: Angola Press).

segunda-feira, 24 de março de 2008

Brasil mantém investimentos em energia e petróleo sem temer crise financeira internacional


O Brasil manterá o seu forte ritmo de investimentos em energia e petróleo e não vê riscos na actual crise financeira internacional, afirmou hoje o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão.


"Os especialistas dizem que nenhum país ficará imune se a crise se agravar mas, no que respeita a energia e petróleo, não haverá repercussão no Brasil", afirmou o ministro aos jornalistas no Rio de Janeiro.


Com 250 mil milhões de dólares em investimentos públicos e privados, em marcha ou no papel até 2012, o Brasil leva a cabo um ambicioso plano de desenvolvimento em energia, gás natural e petróleo que atraiu a atenção internacional.


Lobão afirmou que a economia do Brasil também continuará a crescer apesar da crise desencadeada nos Estados Unidos, um dos principais parceiros comerciais do maior país latino-americano.


O ministro chefiou hoje, no Rio de Janeiro, a inauguração de um novo Centro Nacional de Controlo Operacional de Transpetro, a filial de transporte de hidrocarbonetos da petrolífera estatal Petrobras. Este Centro de alta tecnologia permitirá controlar de um só ponto todo o sistema de transporte de hidrocarbonetos de Brasil nas mãos de Transpetro: uma frota de 54 navios-tanque, 11 mil quilómetros de oleodutos e gasodutos e 43 terminais terrestres, marítimos ou fluviais.


No mesmo evento, o director de Abastecimento de Petrobras, Paulo Roberto Costa, anunciou que este ano a empresa lançará uma licitação para a construção de cem novos barcos de apoio que serão fretados pela petrolífera para prestar assistência à expansão da sua produção de crude e gás. Actualmente, a maioria destes barcos são de bandeira estrangeira e prevê-se que sejam substituídos por navios brasileiros construídas no país, para gerar mais emprego, disse o executivo.


Por seu lado, o presidente de Petrobras, José Sergio Gabrielli, reiterou que a empresa mantém a meta de aumentar a sua oferta de gás natural dos actuais 45 milhões de metros cúbicos diários até 130 milhões por dia em 2012 e reduzir a sua dependência do combustível importado da Bolívia (Fonte: Diário Digital / Lusa, 2008-03-18).

terça-feira, 18 de março de 2008

São Tomé e Príncipe: Chineses investigam possibilidade de investimento em infra-estrutura e petróleo


Empresários da China estão a pesquisar o mercado de São Tomé e Príncipe com o objectivo de investirem, sobretudo em infra-estruturas e petróleos, noticiou sábado o jornal são-tomense Correio da Semana.


Apesar de corte de relações diplomáticas há dez anos devido ao reconhecimento diplomático de Taiwan por parte das autoridades são-tomenses, o jornal revelou a passagem nas duas últimas semanas de delegações da China a nível empresarial pela capital de São Tomé e Príncipe com a missão de sondar o mercado numa perspectiva de investimentos no arquipélago.


“São sobretudo homens de negócios que estão a fazer sondagens sobre as oportunidades de investimento em São Tomé e Príncipe. Ao que parece estarão interessados nos sectores das infra-estruturas e do petróleo”, pode ler-se no semanário, que confirmou a presença de dois grupos empresariais chineses, há dias, em São Tomé no âmbito da referida prospecção do mercado.


Além de ter noticiado que ainda não foram formalmente apresentados “projectos concretos” por parte dos empresários chineses, o Correio da Semana, citando fontes oficiais, escreveu que uma equipa da engenharia de Pequim está interessada na construção de um porto em águas profundas no arquipélago são-tomense.


A República Popular da China decidiu em Maio de 1997 suspender relações de mais de 20 anos com São Tomé e Príncipe devido ao estabelecimento de relações oficiais com Taiwan.


A China nunca reconheceu Taiwan como um Estado soberano, considerando-a parte do seu território.


Além do jornal Correio da Semana, uma revista são-tomense, O Parvo, publicou um artigo segunda-feira intitulado de “Namoro diplomático à China Popular”, numa alusão à visita que o presidente do parlamento de Angola, Roberto de Almeida, efectuou na última semana a São Tomé e Príncipe no âmbito da cooperação bilateral.


A revista admitiu que a presença do dirigente angolano em São Tomé estaria também ligada às informações veiculadas pela “newsletter” África Monitor de que Angola está a apoiar a iniciativa da China para que as relações bilaterais com São Tomé e Príncipe sejam retomadas.


Na sexta-feira, numa entrevista à televisão são-tomense, TVS, o primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe, Patrice Trovoada, disse que “não consideramos a China uma adversária ou inimiga", tendo acrescentado que “se os nossos comerciantes tiverem a possibilidade de comprar produtos na China, isto não constituirá problema nenhum”.


Além de ter convidado São Tomé e Príncipe a participar nos jogos da lusofonia e no fórum de cooperação económica China-África, a petrolífera chinesa Sinopec ganhou o direito de operar num dos blocos de petróleo numa zona de exploração conjunta entre o arquipélago são-tomense e a Nigéria (Fonte: Macauhub, 2008-03-18).

ANP não concorda com mudança radical na Lei do Petróleo


O diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Nelson Narciso, não vê a necessidade de mudanças radicais na Lei do Petróleo para que o governo possa arrecadar mais com o setor. O executivo, que participou hoje do Fórum Ibef de Óleo e Gás, no Rio, concorda com a proposta feita pelo Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP) que sugere apenas uma mudança por decreto presidencial, que teria como base de arrecadação a rentabilidade do projeto e não o volume de reservas, como é hoje.

A proposta do IBP foi defendida pelo presidente do instituto, João Carlos De Luca, no fórum. Segundo De Luca esse é um modelo mais justo. "Se a empresa ganha mais, o governo também pode ganhar mais", argumentou. A proposta do IBP foi baseada em uma consultoria internacional contratada pelo instituto.

Narciso, da ANP, lembra que o Brasil foi o único País que ainda não mexeu em seu modelo de participações especiais do governo na produção de petróleo o que, segundo ele, precisa ser feito. O diretor do ANP informou que a agência já recebeu a contribuição do IBP e que está analisando as reivindicações para apresentar ao Ministério de Minas e Energia (MME) (Fonte: A Tarde, 2008-03-18).

Novo poço de petróleo é descoberto no recôncavo baiano


Um novo poço de petróleo entrará em operação na Bahia dentro de duas semanas, com produção inicial prevista de 250 barris por dia. A descoberta, em São Francisco do Conde, foi do consórcio operado pela Starfish Oil & Gás S.A., com a participação da angolana Somoil do Brasil Ltda. Nos próximos meses, outras analises serão realizadas na região para avaliar a possibilidade de produção comercial em outros poços, o que pode transformar o local no mais novo campo de exploração do óleo no estado.


Localizado na fazenda Ipê Amarelo, o poço recém-descoberto fica em terra firme, tem dois mil metros de profundidade e consumiu R$6,5 milhões em investimentos. Com o óleo de 27º API, só aguarda a autorização da Agência Nacional de Petróleo (ANP) para entrar em operação e vender o produto para a Petrobras. O proprietário das terras, o empresário Antônio Pena, vai ficar com um 1% do faturamento a título de royalties.

Essa é a segunda descoberta de petróleo da Starfish Oil & Gás no estado. Em 2007, ela foi responsável pela perfuração do Campo de Guanambi, na Bacia do Recôncavo, atualmente operado pela Petrobras e produzindo desde março de 2007. A esperança agora é confirmar a existência de mais óleo na região e emplacar outro campo. “Vamos perfurar e prospectar novas áreas. Estamos participando de um renascimento da produção petrolífera na região e bastante satisfeitos”, comemorou Arnaldo Barbosa, engenheiro de petróleo da Starfish.

Com cerca de 50 empregados, entre próprios e terceirizados, a empresa é formada por ex-petroleiros e uma das muitas que aproveitaram a oportunidade criada com a licitação de novas áreas de exploração. Presente em 27 blocos exploratórios na Bahia, Sergipe, Alagoas e Rio Grande do Norte, foi a primeira companhia brasileira a operar um poço em parceria com a Petrobras na Bacia de Campos (Fonte: Correio da Bahia, 2008-03-15).

Petrobras assina acordo com empresa americana para produção de bio-óleo


A Petrobras divulgou na última semana que, por meio de seu centro de pesquisas (Cenpes), foi assinado um acordo de cooperação com a empresa americana de tecnologia KIOR para o desenvolvimento do processo BCC (Craqueamento Catalítico de Biomassa), tecnologia de produção de bio-óleo. Desta forma, a Companhia busca consolidar novas rotas de produção de biocombustíveis de segunda geração, aqueles gerados a partir de resíduos.


De acordo com a estatal, este acordo tem o intuito de aumentar a sustentabilidade de empresa, além de que Biocombustíveis de segunda geração não competem com a plantação de alimentos, pois sua matéria-prima é resíduo que de outra forma seria simplesmente descartado. Além disto, esta iniciativa também busca aumentar a introdução de combustíveis renováveis na matriz energética brasileira a longo prazo, conforme comunicado pela companhia.


Desde 2006, o Cenpes vem estudando o processamento de biomassa para a geração de bio-óleo a partir do resíduo da palha de cana-de-açúcar. Já foram realizados testes de bancada e estão em andamento estudos em planta piloto. Os primeiros testes em unidades semi-industriais estão programados para acontecer em 2009.


Gerado a partir de matérias-primas como serragem de madeira, capim-elefante e principalmente palha ou bagaço de cana-de-açúcar, o bio-óleo, também chamado de bio-crude, é produto do processo de pirólise rápida de biomassa. Este tipo de combustível é considerado inadequado para uso direto em automóveis, sendo assim, ideal para ser utilizado na geração de eletricidade ou como aromatizante na indústria de alimentos.


A KiOR Inc., uma joint venture americana entre as empresas Khosla Ventures e BIOeCON, possui notória expertise internacional na área de desenvolvimento da tecnologia de BCC (Fonte: Nicomex Notícias, 2008-03-17).

segunda-feira, 17 de março de 2008

Ação da ANP pode dobrar receita do Rio Grande do Norte com poços

Os campos de petróleo do Rio Grande do Norte serão beneficiados por uma medida da Agência Nacional do Petróleo (ANP) que altera a cobrança e a alíquota da Participação Especial (PE). A taxa governamental - que hoje só incide sobre os campos de grande produção de gás natural e petróleo - passaria a ser cobrada também para os campos de grande rentabilidade como é o caso do RN. O diretor-geral da ANP, Haroldo Lima, anunciou as mudanças esta semana propondo também que o aumento da alíquota que atualmente varia de 10% a 40% sobre a receita líquida do campo.

A justificativa da ANP para que as modificações na PE sejam implementadas é o grande aumento nos preços do petróleo. Segundo Lima, todos os países produtores de petróleo modificaram sua alíquotas das taxas governamentais desde que a PE foi instituída pelo Decreto nº 2.705/98, exceto o Brasil. Os estudos serão entregues em cerca de 60 dias ao Ministério das Minas e Energia.

Para o deputado federal Betinho Rosado, o anúncio da ANP corrige uma injustiça que estava sendo cometida com o Rio Grande do Norte com relação a Participação Especial. De acordo com ele, a participação da rentabilidade estava prevista na Lei nº 9.478 desde 1997, sendo sugerida pelo parlamentar potiguar. No entanto, o RN ficou para trás, perdendo espaço para estados como o Rio de Janeiro, quando a ANP estabeleceu as normas priorizando apenas o critério do volume de produção.

‘‘Por isso, o Rio de Janeiro recebe 8 centavos por barril produzido enquanto o RN recebe apenas 3. E a qualidade do petróleo extraído em Campos é baixo, tanto que nenhuma refinaria brasileira trabalha com o produto. A margem bruta do petróleo de Campos é menor que 60 dólares, enquanto no RN é de 90 dólares. E mesmo assim, a Participação Especial do RN é menor. Isso era uma absoluta injustiça’’, declara.

Rosado calcula que, com a mudança, o estado receberá cinco vezes mais de PE. Atualmente, o Rio Grande do Norte arrecada R$ 30 milhões anuais com os recursos da taxa e passaria para R$ 150 milhões ao ano, além de mais R$ 150 milhões oriundos dos royalties. O deputado federal acredita que, dentro de 90 dias, estes recursos comecem a ser repassados para o estado já que o prazo da ANP para entrega dos estudos é de dois meses.

Diante da mudança, Betinho Rosado ainda sugere que a governadora Wilma de Faria juntamente com a bancada política potiguar em Brasília se mobilizem para que o RN não seja prejudicado novamente. ‘‘Precisamos marcar uma audiência com a ANP para cobrar o que é nosso. É necessária uma intervenção para que a lei contemple as peculiaridades do estado’’. Segundo Betinho, entre características estão a produção em terra e a existência de poços de baixa vazão com pequenos volumes produzidos, mas com custos mais baratos (Fonte: Diário de Natal, 2008-03-17).

ANP assina concessão dos blocos de exploração de petróleo licitados na 9ª Rodada


A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) assinou hoje (12) os contratos de concessão dos blocos para exploração de petróleo e gás licitados na 9ª Rodada, realizada em novembro passado. A ANP obteve arrecadação recorde nessa rodada, de R$ 2,1 bilhões. Previsto para durar dois dias, o leilão foi encerrado ainda no primeiro dia, quando a ANP conseguiu transferir para a iniciativa privada 117 dos 271 blocos exploratórios ofertados em nove bacias sedimentares – 43% do total, o equivalente a uma área de 45,6 mil quilômetros quadrados.


O diretor-geral da Agência, Haroldo Lima, destacou que a partir da abertura da atividade ao capital internacional o setor vem crescendo acima do Produto Interno Bruto brasileiro (PIB, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país): “Nos dez anos de existência da ANP, e da abertura do setor, enquanto a economia brasileira cresceu 22%, o setor de petróleo chegou a crescer 318%. Nós tínhamos apenas uma empresa participando do setor de exploração e produção, e hoje temos pouco mais de 60."

O recorde na arrecadação da 9ª Rodada foi obtido mesmo com a decisão do governo federal de retirar, as vésperas do início da rodada, os 41 blocos exploratórios localizados na camada pré-sal, em razão da descoberta do megacampo de Tupi, com reservas da ordem de 14 bilhões de barris de óleo equivalente.

Das empresas participantes do leilão, o destaque foi a estreante OGX Petróleo e Gás, que sozinha ou em parceria arrematou 21 blocos e pagou R$ 1,56 bilhão em bônus de assinatura.


Em relação à 8ª Rodada de Licitações, iniciada em 2006 e suspensa por decisão judicial, o diretor-geral da ANP informou que em dois meses deverão ser definidas as condições para a realização e que existem três opções: "O leilão pode ser retomado nas mesmas condições em que foi aberto, inclusive com os blocos situados próximos à camada do pré-sal; o leilão pode ser retomado sem esses blocos; ou pode ser retomado para viabilizar a concretização da transferência das áreas já licitadas, e depois encerrado para evitar a oferta dos blocos do pré-sal”.

Na avaliação de Haroldo Lima, caso o governo decida pela retirada desses blocos, não deverá haver maior interesse por parte das empresas cadastradas. A 8ª Rodada chegou a licitar 38 dos 284 blocos exploratórios ofertados. A ANP arrecadou R$ 588,147 milhões em Bônus de Assinatura, mas até hoje os contratos não foram assinados (Agência Brasil, 2008-03-12).

Segundo ANP, a meta é elevar arrecadação com exploração e produção de petróleo


A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mantém os estudos para a realização, ainda neste ano, da 10ª Rodada de Licitações para exploração e produção de petróleo e gás natural nas bacias sedimentares.


A informação é do diretor-geral da ANP, Haroldo Lima, ao admitir que o governo estuda alterações “negociadas” nas regras dos futuros contratos de concessão, como forma de elevar a arrecadação. Ele lembrou que nos principais países produtores ocorreram negociações semelhantes, em função da alta no preço do barril do petróleo no mercado externo – acima de US$ 100 desde o início da semana.


"O Brasil foi o único dos países produtores a manter a alíquota nos dez anos de abertura do setor. É natural, portanto, que estejamos estudando alterações que nos levem a arrecadar mais. Mas, ainda assim, todas as mudanças serão negociadas com as petrolíferas e não haverá uma decisão unilateral do governo”, disse Lima, na solenidade de assinatura dos contratos de exploração e produção fechados durante a 9ª Rodada da ANP.


O presidente do Instituto Brasileiro do Petróleo e Gás (IBP), João Carlos França de Luca, presente à solenidade, também sugeriu mudanças na tributação de modo a que o governo possa arrecadar mais, dar continuidade às rodadas, sem alterações na Lei do Petróleo.


“As participações especiais levam em conta só volumes de produção, sem considerar a rentabilidade do projeto. O que nós estamos recomendando é que, analisada esta rentabilidade, leve-se em conta o ganho efetivo que o concessionário está tendo – e o governo pode fazer o ajustamente desta participação, mas respeitando o princípio do ganho real desse concessionário”, comentou.


O diretor-geral da ANP lembrou que quando as atuais regras relativas às participações especiais foram feitas o barril do petróleo custava em torno de US$ 16 (Fonte: Agência Brasil, 2008-03-12).

No Brasil, Fórum pede que ANP suspenda licitações para exploração de blocos de petróleo


Movimentos sociais e sindicais lançaram hoje (15), no Rio de Janeiro, o Fórum Nacional Contra a Privatização do Petróleo e Gás. O objetivo do movimento é pedir a suspensão das licitações da Agência Nacional do Petróleo (ANP) que permitem a exploração de blocos petrolíferos brasileiros por empresas privadas.


Na pauta de reivindicações do movimento está a suspensão definitiva da 8ª Rodada de Licitações da ANP, que foi interrompida em 2006, por decisão da Justiça, depois de ter licitado apenas 38 dos mais de 280 blocos oferecidos.

Fazem parte do fórum entidades como a Federação Única dos Petroleiros (FUP), o Sindicato dos Petroleiros do Rio (Sindipetro), a Frente Nacional Petroleira (FNP) e a Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet). O movimento também tem a participação de organizações não ligadas ao setor petrolífero, como o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), a Central Única dos Trabalhadores e a Federação Internacionalista dos Sem Teto (Fist).


De acordo com o diretor do Sindicato dos Petroleiros (Sindipetro), Abílio Tozini, é preciso rever a Lei do Petróleo (Lei 9.478/97), elaborada antes das grandes descobertas de óleo e gás na camada geológica pré-sal, que inclui o megacampo de Tupi. Segundo o sindicalista, empresas privadas seguem regras de mercado e, por isso, podem colocar o petróleo no preço que desejarem e podem optar por exportá-lo, em vez de vendê-lo para o mercado nacional.


“Queremos evitar que se coloque essa riqueza, que é multiplicadora de recursos, nas mãos de empresas privadas. E evitar, inclusive, que se exporte essa riqueza, em vez de colocá-la a serviço da população brasileira”, afirmou Tozini.


Por meio de sua assessoria de imprensa, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) informou que a realização das rodadas de licitação de blocos petrolíferos é determinada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), vinculado ao Ministério de Minas e Energia. Ainda segundo a ANP, a abertura do setor petrolífero foi permitida pela Lei do Petróleo. A agência declarou que apenas segue a legislação.


Já o Ministério de Minas e Energia informou que o governo não pensa em mudar a Lei do Petróleo, porque os “especialistas do setor energético” ainda não apresentaram essa demanda. Sobre a 8ª Rodada de Licitações, o Ministério destacou que o governo ainda está estudando se vai prosseguir com a rodada ou se vai suspendê-la definitivamente (Fonte: Agência Brasil, 2008-03-15).

Rio Grande do Norte: “A hora é de buscar parceiros e investir em infraestrutura”


Uma das maiores autoridades do país em petróleo e gás, o consultor Jean-Paul Prates é advogado, economista, Mestre em Ciências (M.Sc.) da gestão pública de recursos energéticos e ambientais pela Universidade da Pensilvania (Filadélfia, EUA) e Mestre em Economia e Regulação da Indústria do Petróleo pelo Instituto Francês do Petróleo (Paris, França). Desde 1991 ele atua como consultor especialista em recursos naturais energéticos, comentarista do canal a cabo Globo News, colunista do Globo Online sobre petróleo e gás, e diretor-executivo da Expetro, maior consultoria nacional especializada em petróleo, gás e biocombustíveis. Com todo este currículo, Prates defende que o Rio Grande do Norte está vivendo um momento crucial para as suas pretensões de sediar um grande projeto petroquímico em seu território, alavancando seu desenvolvimento. Nesta entrevista exclusiva a O Poti, ele detalha este sentimento.


O Poti - O anúncio da Petrobras de que pretende construir uma "refinaria em Guamaré" não teve uma repercussão maior do que deveria, visto que, segundo o próprio mercado, a decisão de ampliar a produção de líquidos naquele pólo seria um caminho natural da estatal, ou seja, uma decisão que ela teria que tomar por questões de mercado, naturalmente?


Jean-Paul Prates - Absolutamente. Muito ao contrário. Se você se lembrar da época do anúncio da Refinaria Abreu e Lima (em Pernambuco), falou-se inclusive na possibilidade de se fechar as unidades de Guamaré tendo em vista a sua iminente inviabilidade perante um complexo de refino tão maior a ser construído logo ao lado. A grande conquista do Estado, neste sentido, foi não apenas garantir a continuidade das operações em Guamaré como conseguir que a Petrobras transfira imediatamente as instalações que atualmente já produzem diesel, biodiesel, QAV (querosene de aviação) e GLP (gás liqüefeito de petróleo) naquela cidade para a gestão da área de "Refino e Abastecimento" da empresa, que é quem comanda todas as refinarias da empresa. Isto significa que, já a partir deste ano, a Petrobras irá pensar e planejar Guamaré como refinaria, e não como mera extensão das suas unidades de produção de petróleo no RN. O efeito disso, dentro e fora da empresa, é muito mais do que meramente retórico. Representa uma mudança radical na mentalidade e nos sensos de prioridade e viabilidade quanto aos projetos de eficientização, ampliação e modernização das instalações de Guamaré. O Estado terá a 12ª refinaria de petróleo do país antes mesmo da inauguração da congênere pernambucana, contabilizada como 11ª. A partir daí, com foco diferenciado e voltado para a fabricação de produtos leves (gasolina automotiva, QAV e diesel com alta especificação ambiental), esta renovada e ampliada instalação de refino poderá chegar a processar 120 mil barris de petróleo por dia dentro de 5 ou 6 anos, o que não poderá de forma alguma ser chamado de mini-refinaria e sim, em padrões mundiais, de uma refinaria de médio porte– na mesma faixa da RBPC (Cubatão-SP) e da REPAR (Araucária–PR), e equivalente a metade da RLAN (Salvador) e ao dobro da REMAN (Manaus-AM).


Tecnicamente, quais as diferenças entre uma refinaria e um pólo petroquímico? Qual dos dois é mais vantajoso para o RN?


A atividade de refino de petróleo consiste basicamente em processá-lo e separá-lo em várias substâncias úteis. A maneira mais antiga e comum de separar os vários componentes (chamados de frações) é usar as diferenças entre as temperaturas de ebulição. Isso é chamado de destilação fracionada. Basicamente, esquenta-se o petróleo bruto deixando-o evaporar e depois condensa-se este vapor. Técnicas mais novas usam o processamento químico, térmico ou catalítico em algumas das frações para criar outras, em um processo chamado de conversão. O processamento químico, por exemplo, pode quebrar cadeias longas em outras menores. Isso permite que uma refinaria transforme óleo diesel em gasolina, de acordo com a demanda por gasolina. As refinarias fazem ainda o tratamento das frações para remover as impurezas e combinam as várias frações (processadas e não processadas) em misturas para fabricar os produtos desejados. Por exemplo, as diferentes misturas de cadeias podem criar gasolinas com diferentes índices de octanagem. Os produtos derivados são armazenados no local até que sejam entregues aos diferentes compradores, como postos de gasolina, aeroportos e pólos petroquímicos.


Então, um integra o outro?


É. A indústria petroquímica, como parte integrante da indústria química, é um segundo estágio de beneficiamento do petróleo, que abrange os segmentos de produtos químicos orgânicos, além das resinas e elastômeros. É uma indústria tão intensiva em capital quanto a de refino, e onde a escala de produção é o principal fator de viabilidade, já que exige altos investimentos e longo período de maturação. A competitividade da petroquímica está intimamente relacionada com quatro fatores: matéria-prima, escala de produção, tecnologia e facilidade de acesso ao mercado consumidor. Em relação a qual seria a atividade mais vantajosa para o Estado, eu diria que não cabe esta "competição" pois uma atividade (no caso, a petroquímica) praticamente pressupõe a existência da outra (refino ou processamento de gás) em escala razoável.


Então esta "refinaria" pode ser a base para a criação de um pólo petroquímico no RN? Por que?


Sim. A indústria petroquímica global, assim como a nacional, se organiza em pólos para facilitar a logística de produção e o transporte dos produtos obtidos e, com isso minimizar os custos. Um dos principais fatores para a definição da localização de um novo pólo petroquímico é a proximidade de uma refinaria. Modernamente, com o advento da indústria gás-química, locais que congregam capacidade de refino e também processamento de gás natural (como será o caso de Guamaré) são ainda mais valorizados quando se coloca este tipo de escolha. Um pólo petroquímico, portanto, pressupõe a existência de uma refinaria ou de unidades de processamento de gás natural nos seus arredores, quando não integradamente. Portanto, para o Estado - uma vez que a nossa produção de gás ainda não chega a ser suficiente para justificar sozinha a instalação de indústrias petroquímicas como PVC e outras, já debatidas - ter a refinaria é um passo necessário para ir adiante rumo ao pólo petroquímico que, na verdade poderá vir a ser um pólo de nome mais complicado mas mais preciso: pólo petro-gás-químico, combinando elementos das duas vertentes. Neste sentido, a decisão de oficializar, modernizar e ampliar Guamaré como "refinaria" é fundamental para se conquistar a tão propalada "escala", que sempre serviu de empecilho às pretensões do Estado de abrigar unidades que agregassem valor à sua produção de petróleo e gás.


O que o estado precisa fazer para conseguir o pólo petroquímico? E que erros não pode cometer?


O que houve neste momento, que deu certo, foi uma coisa pela qual lutamos muito no passado recente que é um casamento entre dois fatores preponderantes: o técnico e o político. O político exercido pela união inédita obtida pela Governadora Wilma e a bancada parlamentar federal, no exato momento em que esta bancada tem o mais elevado poder representantivo já visto nos últimos tempos. E o fator técnico em função da necessidade de aumento do refino, novas grandes descobertas de petróleo, necessidade de atendimento de normas técnicas ambientais (novas especificações do diesel quanto a emissões) e o convencimento interno da Petrobras de reconhecer o mérito de se passar a unidade de Guamaré para debaixo da área de refino da empresa. O pólo petroquímico virá como decorrência destes fatores técnicos e comerciais interessantes à empresa investidora Petrobras combinados com a disposição das forças do Estado em manter esta união acima das rivalidades e pretensões políticas locais. O clima de cordialidade, receptividade e maturidade por que passamos atualmente deve ser mantido, a todo custo. Por vezes, em meio a todo este esforço iniciado em 2003, cheguei a pensar que o maior adversário do Estado era o próprio comportamento derrotista ou anti-competitivo de alguns formadores de opinião importantes que duvidavam (e talvez ainda duvidem) que o Estado pudesse conquistar a refinaria e muito mais. Não podemos voltar a este estágio precário de consenso. Do ponto de vista técnico, sabe-se que da atividade de refino resultam resíduos que precisam ser monetizados e aproveitados. Como temos aqui outras matérias primas que complementam estes resíduos (como por exemplo, na produção de resinas plásticas), as condições favoráveis estão dadas.


E que ainda falta?


No mais, resta-nos, agora, brigar em três frentes bastante desafiadoras: 1) consolidar estas decisões da Petrobras - até maio; 2) atrair empreendimentos de segunda e terceira geração que constituam mercado para os produtos da petroquímica; 3) solucionar e prover infra-estrutura de logística para o entorno do pólo, conferindo plena viabilidade técnica e econômica. Além destas frentes, o Governo do Estado já trabalha ações complementares como o estudo e controle dos impactos externos destes empreendimentos (ambiental, social, econômico) e o direcionamento de políticas educacionais e de formação profissional, bem como de estímulo a cadeias produtivas locais para a inserção da população local nestes empreendimentos (Fonte: Diário de Natal, 2008-03-17).

Galp inicia estudos sísmicos no Alentejo


A Galp Energia, empresa petrolífera detida maioritariamente pelo Estado português, vai iniciar antes do Verão os estudos para a prospecção de petróleo na Bacia do Alentejo, uma zona offshore (no mar) que vai de Sines ao Algarve.


O presidente executivo da empresa, Ferreira de Oliveira, explicou, em declarações à agência Reuters, que até ao fim de 2009 a empresa “tem de ter pronta a sísmica [estudos sísmicos] destas áreas, no âmbito do protocolo com a Comissão Geral de Energia e Geologia”. Note-se que os estudos sísmicos são fundamentais para determinar o tipo de rocha existente e a extensão de eventuais depósitos de petróleo. Só depois, e se se justificar, se procede a perfurações.


Fonte da empresa explicou ao Correio da Manhã que foi firmado, na sexta-feira, um protocolo com o Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICN) para estudar a fauna marinha na zona.“Começaremos este ano na Bacia do Alentejo, de certeza, e estamos a abrir concurso para tentar começar ainda este ano na Bacia Lusitânica, que vai de Lisboa a Aveiro”, revelou Ferreira de Oliveira.


O presidente da petrolífera portuguesa, que no ano passado descobriu um novo poço de petróleo no Brasil, revelou que após o mapeamento sísmico a empresa irá determinar se se justifica iniciar a fase de testes de perfuração, que poderá ocorrer entre 2010 e 2013.


Os contratos de concessão na Bacia Lusitânica foram assinados em Março do ano passado e os da Bacia do Alentejo em Fevereiro desse ano. Actualmente, a Galp está ainda a fazer pesquisa na Bacia de Peniche. Em fase de perfuração está, actualmente, a prospecção em Alenquer, levada a cabo por duas empresas norte-americanas, Mohave Oil e Dualex, que em Fevereiro último começaram a construir a maior plataforma de prospecção de petróleo já instalada em Portugal, com cerca de 60 metros de altura. Pela terceira vez, a população de Lapaduços espera ver jorrar petróleo. A Dualex já estimou em 40 milhões de barris o petróleo existente na área de Lapaduços.


Já a Repsol, petrolífera espanhola, está a fazer investigações no Algarve, na Bacia de Faro. Nos concelhos de Torres Vedras e Mafra está a ser rastreada uma área de 117 quilómetros quadrados, pelas empresas Mohave e Seispros para a prospecção de petróleo e gás natural.


NEGÓCIOS NO BRASIL E NA VENEZUELA: O consórcio formado pela Galp, Petrobras e BG Group anunciou no ano passado a descoberta de petróleo no poço Tupi Sul, na bacia de Santos, no Brasil, e estima uma produção diária de dois mil barris diários de petróleo e 65 mil metros cúbicos de gás por dia. A zona foi considerada pela Galp “de grande potencial exploratório”. Já este ano, a petrolífera portuguesa assinou um acordo com a Petróleos da Venezuela, um negócio facilitado pelo ex-Presidente da República, Mário Soares. A Galp tenciona importar da Venezuela cerca de 30 por cento do petróleo em Portugal todos os anos e o valor previsto rondará os 202 milhões de euros. Até 2012, a Galp pretende duplicar a produção de petróleo, ou seja, a petrolífera portuguesa espera produzir mais de 12 milhões de barris de matéria--prima por ano. A Galp tem ainda interesses em Angola, Timor e Moçambique.


COMBUSTÍVEIS MAIS CAROS: Os preços dos combustíveis são actualmente os mais elevados dos últimos quatro anos. De acordo com a Direcção-Geral de Energia e Geologia (DGGE), o litro da gasolina sem chumbo 95 está a ser comercializado a 1,4 euros e o do gasóleo a 1,23 euros. As petrolíferas justificam os aumentos com os sucessivos recordes do preço do petróleo, que ainda no decurso desta semana atingiu 110,70 dólares, em Nova Iorque, e os 106,80 dólares, em Londres.


SAIBA MAIS: 600 milhões de barris é quanto o novo poço de petróleo descoberto no Brasil vai permitir produzir por dia, o que permitirá abastecer o mercado português durante 15 anos.3395 milhões de euros foi quanto o Estado ganhou no ano passado com o Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP).


PRIMEIRO POÇO: Em Agosto de 1859, o norte-americano Edwin Laurentine Drake perfurou o primeiro poço para procurar petróleo (profundidade de 21 m) na Pensilvânia. O poço revelou-se produtor e a data passou a ser considerada como o nascimento da moderna indústria petrolífera.


HISTÓRIA: Os registos históricos da utilização do petróleo remontam a 4000 a.C. Os povos da Mesopotâmia, do Egipto, da Pérsia e da Judéia já utilizavam o betume para pavimentação de estradas.


BRASIL: A primeira refinaria de petróleo do Brasil, a Refinaria Riograndense de Petróleo, foi construída em 1932, em Uruguaiana. A refinaria utilizava petróleo importado do Chile (Fonte: Correio da Manhã, 2008-03-16).

quinta-feira, 13 de março de 2008

São Tomé e Príncipe e Nigéria retomam exploração de petróleo conjunta em maio


São Tomé e Príncipe e a Nigéria retomam em Maio próximo o processo de exploração conjunta de petróleo numa zona de comum acordo, depois de uma suspensão de 18 meses, revelou quarta-feira em São Tomé o primeiro-ministro são-tomense. Patrice Trovoada, chefe do governo são-tomense fez esta revelação em entrevista aos jornalistas no balanço da sua deslocação a Abuja, Nigéria, onde participou na reunião do Conselho Ministerial Conjunto (CMC), uma das estruturas de exploração de petróleo numa zona conjunta entre os dois países.

Além de negociações com vista à tomada de uma decisão sobre dois dos seis blocos ainda por adjudicar na zona, o Conselho Ministerial a realizar-se em São Tomé, deverá também aprovar o orçamento da Autoridade Conjunta de exploração para 2008 estimado em 13 milhões de dólares.

Autoridade Conjunta é o órgão executor das acções de natureza técnica concebidas pelo Conselho Ministerial Conjunto, a estrutura que decide de acordo a política traçada por governos dos respectivos países."Dentro de três meses teremos uma outra reunião do CMC aqui em São Tomé”, sublinhou Patrice Trovoada, que se manifestou preocupado com a “lentidão” por parte de algumas empresas petrolíferas que operam nesta área marítima conjunta de exploração.

Em Março de 2007, a empresa chinesa Sinopec e a suíça Addax Petroleum, operadoras de dois blocos da zona, anunciaram o início das perfurações para Agosto de 2008, enquanto a Chevron-Texaco anunciava uma descoberta petrolífera, mas sem carácter comercial resultante de um primeiro furo feito num outro poço da região.

Assinado em Fevereiro de 2001, o tratado de exploração conjunta estabelece 60 por cento de receitas para Nigéria e 40 para o arquipélago são-tomense (Fonte: Macauhub, 2008-03-13).

quarta-feira, 12 de março de 2008

Petrobras e Shell firmam acordo para suprimento de GNL


A Petrobras e a Shell firmaram hoje um acordo de suprimento e entrega firme de Gás Natural Liquefeito (GNL) para atendimento aos terminais de regaseificação de Pecém (Ceará) e da Baía de Guanabara (Rio de Janeiro). A Petrobras definirá, a cada carregamento, em qual terminal será entregue o GNL.


Segundo a estatal, o acordo atende parte da capacidade de importação da Petrobras e vai compor, junto aos demais acordos em negociação já assinados, um portfólio de contratos para atendimento das necessidades de suprimento de gás natural para geração termoelétrica no Brasil. Segundo a estatal, o contrato com a Shell ainda depende da inspeção técnica de segurança dos terminais que estão sendo construídos. "Para a Petrobras, esta parceria com a Shell é muito importante. O contrato também demonstra o esforço da Petrobras na aquisição de cargas firmes de GNL para complementação da demanda brasileira de gás natural", afirmou a diretora de Gás e Energia da Petrobras, Maria das Graças Silva Foster (Fonte: Agência Estado/Gas Brasil, 2008-03-12).

Galp quer produzir 150 mil barris de petróleo por dia


A Galp Energia apresentou um plano de investimentos de 5,3 bilhões de euros (R$ 13,7 bilhões) para o período 2008-2012 nesta segunda-feira.

No negócio da exploração e produção, no qual se concentra a maior parte da atividade internacional da empresa, serão investidos 1,5 bilhão de euros (R$ 3,9 bilhões) para a exploração de petróleo nos blocos de Angola e Brasil.

Esse investimento contempla ainda o desenvolvimento de outras atividades no Brasil, em Portugal, Moçambique, em Timor Leste e na Venezuela, onde a Galp Energia estuda o desenvolvimento, em parceria com a Petróleos da Venezuela, de um terminal de liquefação de gás natural.

Só em Portugal, serão investidos cerca de 3 bilhões de euros (R$ 7,75 bilhões), que vão contribuir para o equilíbrio da balança energética do país, com uma redução de cerca de 520 milhões de euros (R$ 1,3 bilhão) na fatura das importações e a criação de mais 7.300 empregos diretos e indiretos no país.
A apresentação do plano de investimentos aconteceu após a inauguração do novo edifício da sede da Galp Energia, em Lisboa. A empresa vai investir 2,8 bilhões de euros (R$ 7,2 bilhões) no negócio da refinação e distribuição para modernizar as refinarias do Porto e de Sines. Serão aplicados mais de 1 bilhão de euros (R$ 2,6 bilhões) no desenvolvimento de unidades de produção de biodiesel de segunda geração e na conclusão da compra da rede da Agip Ibérica.
Estima-se que o projeto de conversão das refinarias venha a representar uma poupança de mais de 6% na fatura energética anual no país, com reflexos significativos ao nível da balança comercial portuguesa.

A Galp espera atingir com este plano de investimentos uma produção de cerca de 150 mil barris de petróleo por dia, ou seja, cerca de 47% das necessidades de abastecimento de petróleo bruto do país e de 3 a 6 bilhões de metros cúbicos de gás natural, que representam 45% e 95% do mercado de gás natural de Portugal.
A empresa também informou que avalia a participação em projetos de produção e exploração na Venezuela e na Líbia.
No negócio do gás e eletricidade, a Galp quer investir 1 bilhão de euros (R$ 2,6 bilhões) no crescimento da rede de retalho de gás natural, por meio da construção de mais 2.105 km de rede de distribuição, do aumento da capacidade de armazenamento em 45 milhões de metros cúbicos, da construção da central de ciclo combinado em Sines e dos projetos de co-geração e energia eólica (Fonte: Ag Lusa/Folha Online, 2008-03-10).

Endesa obtém licença para comercializar gás em Portugal


A Endesa obteve uma licença para comercializar gás em Portugal mostrando o seu interesse pelo mercado nacional que, actualmente, dispõe de 85% do volume total do mercado liberalizado.

A Endesa solicitou a licença de comercialização à Direcção Geral da Energia e Geologia do Ministério da Economia e Inovação de Portugal, tornando-se a primeira empresa espanhola a dispor desta licença, segundo o comunicado da Endesa.

A energética espanhola aproveitou a altura de liberalização do mercado de gás em Portugal que se iniciou no passado mês de Janeiro. "Para a Endesa, Portugal dispõe de um mercado muito importante, e mostra a sua clara aposta para o mercado ibérico" segundo a mesma fonte.


O mercado Português encontra-se liberalizado em 85%, ou seja 4,5 mil milhões de metros cúbicos estão já liberalizados no segmento de grandes consumidores. Em Janeiro de 2010, todos os consumidores portugueses terão acesso a este mercado (Fonte: Jornal de Negócios Online, 2008-03-11).

Anunciada nova descoberta de petróleo no Mar do Timor


O grupo petrolífero italiano ENI anunciou, em Milão, uma nova descoberta de petróleo no Mar de Timor, numa área conjuntamente administrada por Timor-Leste e pela Austrália.
Em comunicado, a ENI refere que os testes iniciais indicam uma produção potencial de 6.100 barris de petróleo por dia.

A descoberta foi feita numa zona a 500 quilómetros da costa australiana e o poço de exploração foi perfurado a 3.568 metros de profundidade.
A concessão é operada pela ENI, com 40 por cento, numa «joint-venture» com a japonesa Inpex, com 35 por cento e a canadiana Talisman Energy, com os restantes 25 por cento.

A Galp Energia está presente na exploração petrolífera em Timor-Leste, depois de ter assinado contratos com a ENI respeitantes a cinco blocos.

Os blocos de Timor-Leste atribuem direitos de exploração em cinco áreas diferentes localizadas no mar, que totalizam uma área conjunta de 12.100 quilómetros quadrados.
As concessões atribuídas são de sete anos para a fase de exploração e de 25 anos para a fase de produção.
O consórcio para a exploração em Timor-Leste é constituído pela ENI (90 por cento) e a Galp Energia (10 por cento). A ENI detém uma participação de 33,4 por cento da Galp Energia (Fonte: Diario Digital/Lusa, 2008-03-11).

domingo, 9 de março de 2008

Portugal e Venezuela prosseguem com acordo de cooperação econômica e energética


O presidente da entidade venezuelana para a aquisição de produtos agro-alimentares inicia segunda-feira uma visita a Lisboa para negociações com empresas do sector, no âmbito do futuro acordo de cooperação económica e energética entre os dois países.


Georges Kabboul, presidente da Bariven-Pdvsa, vai começar por reunir-se, segunda-feira, com o secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor, Fernando Serrasqueiro, iniciando depois contactos com empresas com vista à celebração de contratos para fornecimentos portugueses à Venezuela.


Segundo o Ministério da Economia, que divulgou a informação, a agenda da reunião dos dois responsáveis contempla nomeadamente a questão da inclusão do azeite, do bacalhau e de equipamentos de padaria na lista de produtos que podem ser importados pela Venezuela.


O comunicado refere que esta questão tem vindo a ser colocada recorrentemente às autoridades venezuelanas por Fernando Serrasqueiro com o objectivo de aproveitar o momento de relançamento das relações económicas bilaterais para "dar cumprimento aos interesses da comunidade portuguesa na Venezuela".


No início de Fevereiro, Portugal e Venezuela assinaram em Lisboa um protocolo que cria condições para que as exportações portuguesas para este país possam ser multiplicadas por 10 até ao montante das importações de petróleo de empresas portuguesas.


"Através deste protocolo, que será seguido por um acordo entre os dois governos, Portugal cria condições para vender à Venezuela produtos diversificados num montante até às importações de petróleo de empresas portuguesas", explicou então o ministro da Economia e Inovação, Manuel Pinho.


Na ocasião, Pinho indicou que a Galp Energia estima que em 2008 as exportações de petróleo da Venezuela possam ultrapassar os 300 milhões de dólares (202,7 milhões de euros), quando o valor de exportações de Portugal para a Venezuela é actualmente de apenas cerca de 20 milhões de euros, pelo que o acordo visa equilibrar a balança comercial, a prazo, entre os dois países.


A Venezuela definiu como uma das áreas prioritárias os produtos alimentares, com destaque para o leite, mas de acordo com o presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), Luís Mira, Portugal não tem bens alimentares excedentários para vender à Venezuela em troca de petróleo.


"Portugal é apenas excedentário em vinho, mas não me parece que seja um bem de primeira necessidade para a Venezuela", disse Luís Mira em declarações à Agência Lusa em finais de Fevereiro.


O acordo formal entre os dois governos será assinado durante a visita do primeiro-ministro português, José Sócrates, a Caracas, prevista para Abril (Fonte RTP, 2008-03-09).

sábado, 8 de março de 2008

Governo são-tomense retira do Parlamento proposta de alteração de lei sobre petróleo e sociedade civil aplaude


A coligação internacional sediada em Londres "Publiquem o que Pagam" (PWYP, na sigla em inglês) e os seus parceiros da sociedade civil de São Tomé e Príncipe saudaram a decisão do Governo das ilhas de retirar do Parlamento a proposta de alteração da Lei Quadro das Receitas Petrolíferas, soube- se sexta-feira de fonte associativa.

A PWYP, a ONG são-tomense WEBETO e a Federação das Organizações não Governamentais de São Tomé e Príncipe (FONG) afirmam que alterar a lei nos moldes propostos enfraqueceria a transparência no sector petrolífero das ilhas e acreditam que a sua retirada do Parlamento "salvaguarda a reputação internacional e os interesses económicos e de desenvolvimento" do país.

A proposta do anterior Governo liderado pelo primeiro-ministro Tomé Vera Cruz, na altura apoiada pelo chefe de Estado Fradique de Menezes, previa a realização de concurso público como condição prévia para a adjudicação de blocos petrolíferos e a introdução de dois novos mecanismos no diploma legal a serem utilizados na Zona Económica Exclusiva (ZEE) do arquipélago, cuja licitação deverá acontecer no segundo semestre deste ano.

Além do leilão, e caso a proposta fosse aprovada pelo Parlamento, a lei passaria a consagrar regimes de "negociação directa para a fase de pesquisa" e de "dispensa excepcional e pontual de concurso público para pesquisa e produção".

Em carta enviada ao novo primeiro-ministro, Patrice Trovoada, ao seu ministro dos Petróleos e com cópias aos outros órgãos de soberania, as organizações dizem não ser contra uma possível alteração da lei petrolífera, precisando que querem apenas que uma pretensão destas não seja feita "nos termos da anterior proposta" e que se leve em conta as preocupações de todas as partes interessadas.

Na carta, a que a PANA teve acesso, elas apelam para a operacionalização urgente da Comissão de Fiscalização do Petróelo, até ao momento inoperante embora consagrada em lei desde 2004, pois acreditam que este seria um passo fundamental para introduzir maior transparência no sector (Fonte: Panapress, 2008-03-07).

sexta-feira, 7 de março de 2008

São Tomé e Príncipe: Acordo com Guiné Equatorial não inclui exploração conjunta de petróleo


São Tomé e Príncipe assinou com a Guiné Equatorial um acordo geral de cooperação que abrange várias áreas mas exclui qualquer acordo no domínio da exploração conjunta de petróleo, disse hoje o primeiro ministro são-tomense, Patrice Trovoada.


No regresso a São Tomé de uma visita de três dias à Líbia e ao Gabão, de que não deu pormenores, Patrice Trovoada explicou o acordo assinado há uma semana com a Guiné Equatorial, país com o qual São Tomé e Príncipe mantém laços de cooperação em diversos sectores.


"Com essa vontade de cooperarmos, fomos assinando acordos sectoriais, mas faltava o acordo mãe. E isso é que foi reposto com a assinatura de um acordo geral de cooperação", justificou Patrice Trovoada.


O primeiro-ministro são-tomense referiu ainda que o presidente da Guiné Equatorial abordou a possibilidade dos dois países virem, no futuro, a explorar em conjunto um bloco de petróleo.
"Trata-se apenas de uma possibilidade e nós iremos nas próximas semanas discutir em profundidade com a Guiné Equatorial quais as possibilidades".


Fonte da Agencia Nacional de Petróleo confirmou igualmente à Agencia Lusa não existir qualquer acordo específico sobre petróleo com a vizinha Guiné Equatorial.
"Não existe nenhum acordo específico. O que existe com a Guiné Equatorial é um acordo de delimitação de fronteiras marítimas assinado em 2000, cujo documento está depositado nas Nações Unidas", disse.

No entanto, em declarações anteriores à Televisão pública de São Tomé e Príncipe, o Presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang Nguema M`Basogo, disse haver um poço "muito rico em petróleo na fronteira marítima entre os dois países", e que as duas partes estão a trabalhar para que seja feita uma exploração conjunta.

Fonte contactada pela Lusa reconhece haver "muita actividade petrolífera na (referida) zona", mas adianta que é prematuro afirmar-se categoricamente que há poços de petróleo.

A afirmação do chefe de Estado da Guiné Equatorial da existência de muito petróleo na fronteira entre os dois países e de um acordo de exploração conjunto de petróleo suscitou expectativas entre os são-tomenses, o que começa a preocupar as autoridades.
"A questão do petróleo foi muito comentada no nosso país, houve muitas expectativas, muitas especulações e de momento nós não queremos mais comentários", disse Patrice Trovoada.
Em entrevista há uma semana à Lusa, o primeiro-ministro são-tomense apontou os países do Golfo da Guiné como uma prioridade nas relações externas do país (Fonte: RTP, 2008-03-07).

Lucro da Galp cresce 1,4% em 2007


A portuguesa Galp Energia, empresa com atuação nas áreas de gás e petróleo, encerrou 2007 com lucro líquido ajustado de ? 418 milhões, uma expansão de 1,4% em relação ao ano anterior. No resultado em dólares, que ameniza os impactos da desvalorização da moeda norte-americana frente ao euro, a alta foi de 10,7%.



O saldo anual acompanhado por um Ebitda (lucro operacional antes dos impostos, depreciação e amortização) de ? 891 milhões
, alta de 0,5% em igual comparação. Contribuíram para a leve expansão dos indicadores anuais os resultados positivos das áreas de exploração e produção e gás, que compensaram as perdas dos segmentos refinaria e distribuição (Fonte: Gazeta Mercantil, 2008-03-06/Redação - InvestNews).

terça-feira, 4 de março de 2008

Em Angola, estaleiros petrolíferos faturam 800 milhões de dólares em 2007


Os estaleiros localizados nas diversas regiões do país facturaram 800 milhões de dólares durante o ano passado com a fabricação de equipamentos locais.


Os meios estão a ser usados em diferentes plataformas em offshore angolano. O dado foi avançado na segunda-feira, em Luanda, pelo administrador da Sonangol E.P, Syanga Abílio, na conferência de imprensa enquadrada no 32º aniversário da companhia de combustíveis de Angola.


Além do fabrico local dos equipamentos, as companhias investiram na formação de 100 técnicos que beneficiaram de capacitação. Syanga Abílio enfatizou o papel do Centro de Apoio Empresarial (CAE), que tem ajudado as empresas nacionais a fornecerem bens à indústria petrolífera, além da capacitação de empresários angolanos.“Temos estado a acompanhar o processo de angolanização no sector petrolífero”, realça o administrador da companhia, perante o presidente do Conselho de Administração da companhia, Manuel Vicente. Segundo o gestor, o Programa de Desenvolvimento da Participação Nacional (PDPN) encontra-se em andamento.


Dados disponíveis apontam que serão investidos cerca de 60 mil milhões de dólares, nos próximos anos. Sobre os combustíveis, o administrador da Sonangol Distribuidora, Carlos Veloso, referiu que, no ano passado, se distribuíram 2.5 milhões de toneladas métricas de combustíveis. Para o corrente ano, a empresa subsidiária da Sonangol prevê elevar a distribuição para 2.8 milhões de toneladas métricas de diferentes derivados. “Nós não temos a falta de gás e não importamos o produto, porque é nacional”, disse o responsável, para quem a empresa se depara com o problema de redistribuição de gás principalmente na capital do país. Carlos Veloso garantiu que a situação será melhorada já que se está a reorganizar os agentes de primeira e de segunda linha da cadeia de distribuição do gás de cozinha.


Para os próximos anos, a empresa vai utilizar vagões, cujo processo de aquisições de novos ainda está em curso. O objectivo é fazer-se comodamente a transportação dos combustíveis via ferroviária. Actualmente, a Sonangol Distribuidora possui 400 postos de abastecimento a nível do país. Para este ano, está prevista para a inauguração de mais 38 bombas de combustíveis, dos quais seis novos e três a reabilitar em Luanda. Até 2010, a previsão da Sonangol visa atingir mil postos de abastecimento em Angola (Fonte: Jornal de Angola).

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Portugal e Venezuela negociam venda de petróleo


Venezuela poderá vir a vender petróleo a Portugal e Lisboa pagará com bens e serviços.

A troca deverá ser incluída num acordo de cooperação económica e energética a ser assinado durante a visita do Primeiro-ministro português, José Sócrates, à Venezuela.
A notícia foi avançada na quarta-feira pelo ministro venezuelano da Energia e Petróleo, Rafael Ramírez.“Preparámos os rascunhos dos documentos que vão ser assinados (...) Estamos à espera que os Ministérios [dos Negócios Estrangeiros] de Portugal e da Venezuela, confirmem a data exacta” da visita de Sócrates, disse, em declarações à agência Lusa.
Nos últimos dias, acrescentou, “houve reuniões muito importantes” entre representantes das autoridades de Caracas e Lisboa. “A Venezuela vai fornecer petróleo e Portugal vai-nos fornecer bens e serviços, em particular alimentos”, principalmente leite, adiantou o ministro.
Segundo Rafael Ramírez, durante as últimas reuniões estiveram também sobre a mesa temas como as energias alternativas, gás e a participação da Galp Energia na exploração de projectos na Faixa Petrolífera de Orinoco.
A visita do Primeiro-ministro português está, aliás, condicionada à assinatura de um acordo de cooperação económica e energética, revelou o secretário de Estado do Comércio, Fernando Serrasqueiro, após uma visita de quatro dias a Caracas, onde manteve contactos com representantes do Ministério de Energia e Petróleo, da Habitação, de Indústrias Ligeiras e Comércio. "Conseguimos evoluir muito no sentido do acordo, o que nos permite já pensar em datas seguras para a vinda do Primeiro-ministro", afirmou, sem precisar datas – ainda que se aponte para entre os dias 15 e 20 de Abril.
Segundo Serrasqueiro "as negociações implicam predeterminação e optimismo”.“Estou convencido de que é possível ter uma visita do Primeiro-ministro com vários momentos altos", entre eles "o intensificar das relações económicas entre os dois países” (Fonte: Renascença, 2008-02-29).

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Brasil: Petrobrás ganha espaço nas vendas de gasolina em 2007


A BR Distribuidora teve um acréscimo em sua participação de mercado nas vendas de gasolina em 2007 acima do crescimento do mercado consumidor desse combustível. É o que apontam dados revelados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) sobre a revenda de combustíveis no Brasil no ano passado. Segundo a ANP, a BR elevou sua participação no mercado de 24,29% para 25,5%. As vendas de gasolina no mercado interno subiram 1,06%. A Ipiranga teve uma queda de participação neste mercado, passando de 16,13% para 15,9%.


No segmento de diesel, a BR Distribuidora também foi destaque aumentando sua participação em 2,18 pontos porcentuais, ao passar de 30,72% para 32,9%. A Ipiranga caiu de 22,76% para 22%. Neste segmento também mereceu destaque a queda de participação da Chevron, de 9,1% para 8,8%. Já a Esso, empresa que segundo os bastidores do setor estaria vendendo seus ativos de distribuição no País, ficou praticamente estável, tanto nas vendas de gasolina como de diesel, passando de 7,74% para 7,5% no primeiro caso e de 4,61% para 4,8% no segundo. De acordo com a ANP, as vendas de diesel aumentaram em 6,31% em 2007 sobre 2006.


O maior crescimento de vendas foi com relação ao mercado de álcool. Dados da ANP apontam que este mercado cresceu 49,3% em 2007 ante o ano anterior. Segundo o superintendente de Abastecimento da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Edson Silva, apenas dez pontos porcentuais deste crescimento correspondem à incorporação do mercado clandestino de álcool. O restante refere-se à expansão do mercado, principalmente devido ao maior uso do combustível proveniente da cana-de-açúcar nos carros flex. Neste mercado de álcool, a BR também aumentou sua participação, de 15,9% para 18,2%. A Ipiranga, segunda no ranking de vendas, passou de 11,23% para 12,7%, a Shell, de 8,96% para 11%, e a Chevron, de 6,18% para 6,9% (Fonte: A Tarde, 2008-02-25).

EUA, China e Índia disputam petróleo africano com europeus


No momento, os europeus dominam o mercado de petróleo africano.

A britânica Royal Dutch Shell é a maior produtora de petróleo na Nigéria, apesar dos tumultos que têm surgido no Delta do Níger. No Gabão, está a francesa Total. Entretanto, na Guiné Equatorial, encontra-se a americana Exxon Mobil e, em Angola, a Chevron, com a mesma nacionalidade.

Ghazvinian, autor do "Derrame: a luta pelo petróleo da África", prevê que cerca de US$ 50 bilhões devem ser investidos em três anos neste setor, com empresas americanas respondendo por um terço do valor. O Oeste da África já é responsável por 17% do petróleo importado pelos Estados Unidos. Com Washington propenso a reduzir sua dependência do óleo do Oriente Médio, o Conselho Nacional de Inteligência, think-tank da CIA, prevê que esse percentual deve subir para 25% até 2015. Os EUA inclusive já aumentaram sua presença militar no Golfo da Guiné, com uma equipe naval permanente. No momento, procuram um local para estabelecer um novo comando na África. Entretanto, nesta disputa, o dinheiro pode falar mais alto do que a presença militar.

A China e a Índia têm sede de petróleo e vêm colocando bilhões de dólares na Nigéria, Angola e Guiné Equatorial. Os benefícios já estão aparecendo. Angola se tornou a principal fornecedora de petróleo da China, enviando 900 mil barris por dia em dezembro. A chinesa CNOOC espera receber petróleo pela primeira vez este ano da gigante nigeriana de águas profundas no campo de Akpo, depois de pagar US$ 2 bilhões em um contrato em 2006.

A maior parte da produção ainda está nas mãos dos europeus. As empresas chinesas e indianas ainda não têm o know-how para competir com a Shell e a Exxon Mobil, mas estão aprendendo rápido - disse Nicholas Shaxson, autor do livro "Poços envenenados: a suja política do óleo africano" (Fonte: O Globo Online, 2008-02-22).

Galp negocia com autoridades de São Tomé e Príncipe pesquisa de petróleo e gás natural


Uma delegação da Galp Energia esteve hoje reunida com o Governo e Presidência são-tomenses para "testar a possibilidade de participar em projectos de pesquisa" de petróleo e gás natural, disse à Agência Lusa o presidente da empresa. "Quisemos conhecer os planos de pesquisa de petróleo e gás natural do Estado de São Tomé em primeira-mão e testar a possibilidade de participar em alguns desses projectos", adiantou à Lusa Manuel Ferreira de Oliveira.

O presidente da Galp e o administrador da mesma empresa Fernando Gomes estiveram hoje de manhã reunidos com o novo ministro são-tomense dos Recursos Naturais e Ambiente, José da Graça Diogo, e também com o Presidente da República, Fradique de Menezes, durante a audiência que o chefe de Estado concedeu ao ministro dos Negócios Estrangeiros português, Luís Amado.

"Viemos para partilhar informação e dar início ao começo de uma relação que esperamos que seja frutífera", disse Ferreira de Oliveira.


O ministro dos Recursos Naturais são-tomense confirmou à Lusa os propósitos da petrolífera portuguesa no país, adiantando que "a Galp está à procura de dados para uma eventual parceria no petróleo e gás natural".
Segundo José da Graça Diogo, essa parceria pode envolver uma estratégia lusófona e ser alargada à brasileira Petrobras e à angolana Sonangol.
"Temos tido contactos com a parte angolana e com a parte brasileira para se criar uma `joint-venture` entre estas empresas, a Galp e o Estado são-tomense", afirmou o governante, adiantando ainda que as petrolíferas têm conversado umas com as outras sobre este assunto.
"Se o Governo de São Tomé confirma esses contactos, é porque existem", disse, lacónico, Ferreira de Oliveira.

Galp, Sonangol e Petrobras estão também a apoiar o Estado de São Tomé e Príncipe na criação da Petrogas, a futura petrolífera nacional, disse ainda José da Graça Diogo, um dos novos rostos do recém-empossado elenco governativo são-tomense, chefiado por Patrice Trovoada.
O novo responsável pela pasta do Petróleo adiantou à Lusa que vai aguardar uma carta da Galp, onde espera a formalização dos propósitos da empresa portuguesa.
Embora confirmada a existência de petróleo e gás natural na Zona Económica Exclusiva são-tomense, é incerto que as jazidas em águas profundas e ultra-profundas sejam economicamente viáveis.

Ao contrário da área de exploração conjunta com a Nigéria, que já tem blocos delimitados e adjudicados na fase de pesquisa, o processo nas águas são-tomenses está bastante mais atrasado.
"O estudo sísmico está elaborado mas falta ainda delimitar as áreas e lançar o leilão", afirmou o ministro são-tomense, que acha "difícil" ultrapassar estas etapas até ao fim do ano.
Ferreira de Oliveira e Fernando Gomes partiram hoje à tarde com o ministro dos Negócios Estrangeiros para a Guiné Equatorial, onde permanecerão até terça-feira, e acompanharão também Luís Amado numa visita ao Gabão, na terça e quarta-feira. Segundo fonte da delegação ministerial portuguesa, estão previstos encontros dos responsáveis da Galp com as autoridades daqueles países do Golfo da Guiné (Fonte: LUSA - Agência de Notícias de Portugal, 2008-02-25).

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Internacionalização da Sonangol

Com presença já garantida em países como a Argentina, através da China Sonangol, e os Estados Unidos, onde investiu num terminal de gás natural liquefeito, a Sociedade de Combustíveis de Angola (SONANGOL) pretende agora alargar os seus horizontes.
Em busca de novos mercados, e sempre com o pensamento no crescimento, os novos alvos da SONANGOL são a Nigéria, o Sudão, a Venezuela – país no qual já conta com contactos privilegiados com as autoridades governamentais – e tem ainda perspectivas de se instalar no Brasil.
Ainda no continente africano, e na área do petróleo, a empresa presente em países como São Tomé e Cabo Verde, onde participa com a Galp Energia.A trabalhar na óptica de um plano estratégico que termina daqui a dois anos, a petrolífera angolana pretende, deste modo, transformar-se numa empresa competitiva e integrada com o objectivo de estar entre as dez principais companhias a operar em Portugal.
Um processo que, segundo as palavras do seu presidente, passa pelo “fortalecimento e crescimento” da Sonangol.
Presença estratégica em Portugal
Na óptica da internacionalização, Portugal é uma das grandes apostas da SONANGOL. A presença da petrolífera angolana em empresas portuguesas está diversificada em distintas áreas de negócios que vão desde a banca ao sector energético – através de uma participação directa de 45% na Amorim Energia, que participa, por sua vez, no capital da Galp Energia.
No final do ano passado, a SONANGOL convidou mesmo Galp Energia para participar na exploração dos blocos angolanos 15, 17 e 18, substituindo a posição dos chineses da Sino Pec pela Galp.No maior banco privado português, a SONANGOL controla 4,9% do capital e já avisou que pretende reforçar a sua posição para um valor próximo dos 10% naquela instituição.
Para além disso, a petrolífera assinou um acordo de princípio com o BCP para a entrada no Banco Millennium Angola, com uma participação de 49,99%. E na última assembleia geral de accionistas do banco, a 15 de Janeiro, foi aprovada a entrada do presidente da petrolífera angolana, Manuel Vicente, para o conselho geral e de supervisão do BCP.
Numa altura em que decorre o plano de internacionalização, o futuro da SONANGOL em Portugal passa por um aumento do investimento, que poderá alargar-se a novos sectores de actividade.
HISTÓRIA DA SONANGOL
Corria o ano de 1976, quando a nacionalização da ANGOL dá origem da Sonangol e a Direcção Nacional de Petróleos que dependia do Ministério da Indústria. A ANGOL Sociedade de Lubrificantes e Combustíveis, Sarl, tinha sido constituída em 1953 como subsidiária da SACOR (companhia Portuguesa) para actuar na área da comercialização e distribuição de combustíveis, lubrificantes e gases liquefeitos em Angola.
O Decreto-lei Nº 52/76 estabeleceu a Sonangol como sendo uma empresa estatal vocacionada para gerir a exploração dos recursos de hidrocabonetos em Angola. No entanto apesar de ter como único accionário o estado Angolano, a Sonangol é gerida como se fosse uma empresa privada sob padrões de desempenho rigídos de modo a assegurar total eficiência e productividade.
Logo a seguir a fundação da Soanangol, para a criação das infraestruturas que assegurassem o bom funcionamento da Sonangol, foi constituída uma Comissăo de Gestăo a que se seguiu o Núcleo Central da Sonangol.
Após a independência várias companhias que operavam localmente abandonaram o país, deixando para trás as suas infracturues e funcionários. Por esta razão a Sonangol comprou as instalações da Texaco, Fina e da Shell e, fruto de um acordo, ficou com as da Mobil.
No processo a Sonangol absorveu ainda os antigos trabalhadores de empresas petrolíferas que procuram emprego.
1976: Criação da Sonangol U.E.E.
1983: Fundação da primeira subsidiária internacional, a Sonangol Limited em Londres, Inglaterra.
Limited em Londres, Inglaterra.
1991: Ajudicação da primeira concessão em águas profundas, o bloco 16.
1992: Criação da subsidiária Sonangol P&P como empresa petrolífera.
1999: a Sonangol muda de estatuto e passa de U.E.E. à E.P.
2003: a Sonangol tem-lhe atríbuida a primeira concessão para prospeção e produção de hidrocarbonetos. O bloco 3 na faixa Atlântica.
A escassez de recursos humanos qualificados na área de hidrocarbonetos levou a que a Sonangol apostasse na formação de quadros tendo o 1o grupo de bolseiros partido para a Itália, com o apoio da ENI - Grupo Italiano de Petróleos e o 2o para a Argélia. Estes estudantes regressaram ao país nos finais da década de 70, marcando a entrada da Sonangol numa nova era.
Atenta a novas oportunidades de negócios, a Sonangol cedo desenvolveu e criou parcerias para a implantaçăo de unidades empresariais que contribuissem para o desenvolvimento de Angola e
para a expansão da própria Sonangol. Privilegiando os aspectos de gestão de recursos de hidrocarbonetos, preservaçăo do meio ambiente e a segurança industrial a Sonangol elaborou um sistema empresarial em volta do petróleo do qual fazem parte mais de 30 subsidiárias e
empresas afiliadas.
Com características de uma companhia de economia mista, a Sonangol expandiu as suas áreas de actividade e actualmente é uma empresa multinacional por mérito próprio.
Com sede na cidade de Luanda, a Sonangol orgulha-se de ser a única companhia que atua em todo o território nacional. A empresa tem também escritórios internacionais em:
• Brazaville, Congo
• Hong Kong, China
• Houston, E.U.A.
• Londres, Inglaterra e
• Singapura, Singapura
A Sonangol ao longo de três décadas cresceu e tornou-se a empresa líder na distribuiçăo de derivados no país e a maior promotora do desenvolvimento social e de recursos humanos nacionais.
A razão para o sucesso da Sonangol está na desempenho das suas actividades com eficiência. O prestígio da Sonangol nos mercados interno e internacional é fruto do seu bom relacionamento com as companhias petrolíferas que operam em Angola ou com interesses e investimentos no país.
AS SUBSIDIÁRIAS
Atenta a novas oportunidades de negócios, a Sonangol desde cedo desenvolveu e criou parcerias para a implantação de unidades empresariais que contribuíssem para o desenvolvimento de Angola e para a expansão da própria Sonangol.
Privilegiando os aspectos de gestão de recursos de hidrocarbonetos, preservaçăo do meio ambiente e a segurança industrial a Sonangol elaborou um sistema empresarial em volta do petróleo.
Hoje através das suas subsidiárias, a Sonangol oferece aos seus clientes uma vasta gama de produtos e serviços de entre os quais se destacam:
Venda de Petróleo Bruto e de Gás.
A Sonangol desenvolve actividades de prospecção, pesquisa e produção de hidrocarbonetos líquidos e gasosos e, de comercialização de petróleo bruto e gás. A promoção e/ou comercialização do petróleo bruto é feita pelas subsidiárias internacionais em Londres, Houston e Singapura.
Produtos Refinados
Os óleos e lubrificantes NGOL são produzidos e comercializados pela Distribuidora, assim como o material de queima.
Transporte Aéreo
Actividade desenvolvida pela SonAir que se destina fundamentalmente a servir os operadores do sector petrolífero, com aparelhos de asa fixa e rotativa. Oferece também serviços a clientes que procuram destinos internacionais em África, bem como um serviço de transporte directo de passageiros e carga entre Angola e os Estados Unidos da América (Houston Express).
Transporte Marítimo (Petróleo bruto e Derivados)
Esta actividade é desenvolvida pela Sonangol Shipping, para o transporte marítimo de petróleo bruto, e pela Sonaship- Companhia de Navegação Limitada, para o transporte marítimo de produtos derivados de petróleo bruto e ao abastecimento às embarcações no interior e
exterior dos portos de Angola.
Telecomunicações
Os serviços de telecomunicações são desenvolvidos pela MSTelcom que explora três tipos de sistemas de comunicações: rádiocomunicações, micro-ondas e transmissões via satélite - VSAT, para ligações nacionais e internacionais.
Formação Profissional
Através da Essa (Empresa de Serviços de Sondagens de Angola) a Sonangol oferece entre outros, serviços de formação de segurança industrial para o sector petrolífero.
Serviços Financeiros (Seguros e Gestão de Riscos)
A Sonangol possui um conjunto de serviços de natureza financeira, agrupadas na empresa AAA - serviços Financeiros. Abarca os Seguros, Gestão de Riscos e Fundo de Pensão.
Actividades de algumas das subsidiárias
Sonasia - Estabelecida em principios de 2004 tem a sede em Singapura. O seu objecto social é a venda do crude produzido em Angola aos mercados do continente Asiático.
AAA - Fundada em Janeiro de 2001, tem como missão a gestão de seguros de riscos integrados para o sector petrolífero.
Sonangol Shipping - Tem como missão o transporte marítimo de crude.
Os seus navios petroleiros têm rotas nacionais e internacionais.
Sonangol Congo - Criada em 1998, tem a sua sede em Kinshasa. O seu objecto social são actividades de downstream - comercialização, armazenagem, transporte e importação de produtos refinados.
Sonangol em Cabo Verde - desde 1997 a Sonangol é accionista da ENACOL (Empresa Nacional de Combustíveis, SARL).Esta empresa tem por objecto social a comercialização de hidrocarbonetos e actividades acessórias.
China Sonangol - A China Sonangol International Holding (CSIH) foi fundada em meados de 2004 e tem a sua sede em Hong Kong.O seu objecto social são a prospecçăo e a exploraçăo de hidrocarbonetos.
Jan 29
Fonte: DE/SONANGOL (angolaacontece)