segunda-feira, 17 de março de 2008

Galp inicia estudos sísmicos no Alentejo


A Galp Energia, empresa petrolífera detida maioritariamente pelo Estado português, vai iniciar antes do Verão os estudos para a prospecção de petróleo na Bacia do Alentejo, uma zona offshore (no mar) que vai de Sines ao Algarve.


O presidente executivo da empresa, Ferreira de Oliveira, explicou, em declarações à agência Reuters, que até ao fim de 2009 a empresa “tem de ter pronta a sísmica [estudos sísmicos] destas áreas, no âmbito do protocolo com a Comissão Geral de Energia e Geologia”. Note-se que os estudos sísmicos são fundamentais para determinar o tipo de rocha existente e a extensão de eventuais depósitos de petróleo. Só depois, e se se justificar, se procede a perfurações.


Fonte da empresa explicou ao Correio da Manhã que foi firmado, na sexta-feira, um protocolo com o Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICN) para estudar a fauna marinha na zona.“Começaremos este ano na Bacia do Alentejo, de certeza, e estamos a abrir concurso para tentar começar ainda este ano na Bacia Lusitânica, que vai de Lisboa a Aveiro”, revelou Ferreira de Oliveira.


O presidente da petrolífera portuguesa, que no ano passado descobriu um novo poço de petróleo no Brasil, revelou que após o mapeamento sísmico a empresa irá determinar se se justifica iniciar a fase de testes de perfuração, que poderá ocorrer entre 2010 e 2013.


Os contratos de concessão na Bacia Lusitânica foram assinados em Março do ano passado e os da Bacia do Alentejo em Fevereiro desse ano. Actualmente, a Galp está ainda a fazer pesquisa na Bacia de Peniche. Em fase de perfuração está, actualmente, a prospecção em Alenquer, levada a cabo por duas empresas norte-americanas, Mohave Oil e Dualex, que em Fevereiro último começaram a construir a maior plataforma de prospecção de petróleo já instalada em Portugal, com cerca de 60 metros de altura. Pela terceira vez, a população de Lapaduços espera ver jorrar petróleo. A Dualex já estimou em 40 milhões de barris o petróleo existente na área de Lapaduços.


Já a Repsol, petrolífera espanhola, está a fazer investigações no Algarve, na Bacia de Faro. Nos concelhos de Torres Vedras e Mafra está a ser rastreada uma área de 117 quilómetros quadrados, pelas empresas Mohave e Seispros para a prospecção de petróleo e gás natural.


NEGÓCIOS NO BRASIL E NA VENEZUELA: O consórcio formado pela Galp, Petrobras e BG Group anunciou no ano passado a descoberta de petróleo no poço Tupi Sul, na bacia de Santos, no Brasil, e estima uma produção diária de dois mil barris diários de petróleo e 65 mil metros cúbicos de gás por dia. A zona foi considerada pela Galp “de grande potencial exploratório”. Já este ano, a petrolífera portuguesa assinou um acordo com a Petróleos da Venezuela, um negócio facilitado pelo ex-Presidente da República, Mário Soares. A Galp tenciona importar da Venezuela cerca de 30 por cento do petróleo em Portugal todos os anos e o valor previsto rondará os 202 milhões de euros. Até 2012, a Galp pretende duplicar a produção de petróleo, ou seja, a petrolífera portuguesa espera produzir mais de 12 milhões de barris de matéria--prima por ano. A Galp tem ainda interesses em Angola, Timor e Moçambique.


COMBUSTÍVEIS MAIS CAROS: Os preços dos combustíveis são actualmente os mais elevados dos últimos quatro anos. De acordo com a Direcção-Geral de Energia e Geologia (DGGE), o litro da gasolina sem chumbo 95 está a ser comercializado a 1,4 euros e o do gasóleo a 1,23 euros. As petrolíferas justificam os aumentos com os sucessivos recordes do preço do petróleo, que ainda no decurso desta semana atingiu 110,70 dólares, em Nova Iorque, e os 106,80 dólares, em Londres.


SAIBA MAIS: 600 milhões de barris é quanto o novo poço de petróleo descoberto no Brasil vai permitir produzir por dia, o que permitirá abastecer o mercado português durante 15 anos.3395 milhões de euros foi quanto o Estado ganhou no ano passado com o Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP).


PRIMEIRO POÇO: Em Agosto de 1859, o norte-americano Edwin Laurentine Drake perfurou o primeiro poço para procurar petróleo (profundidade de 21 m) na Pensilvânia. O poço revelou-se produtor e a data passou a ser considerada como o nascimento da moderna indústria petrolífera.


HISTÓRIA: Os registos históricos da utilização do petróleo remontam a 4000 a.C. Os povos da Mesopotâmia, do Egipto, da Pérsia e da Judéia já utilizavam o betume para pavimentação de estradas.


BRASIL: A primeira refinaria de petróleo do Brasil, a Refinaria Riograndense de Petróleo, foi construída em 1932, em Uruguaiana. A refinaria utilizava petróleo importado do Chile (Fonte: Correio da Manhã, 2008-03-16).

quinta-feira, 13 de março de 2008

São Tomé e Príncipe e Nigéria retomam exploração de petróleo conjunta em maio


São Tomé e Príncipe e a Nigéria retomam em Maio próximo o processo de exploração conjunta de petróleo numa zona de comum acordo, depois de uma suspensão de 18 meses, revelou quarta-feira em São Tomé o primeiro-ministro são-tomense. Patrice Trovoada, chefe do governo são-tomense fez esta revelação em entrevista aos jornalistas no balanço da sua deslocação a Abuja, Nigéria, onde participou na reunião do Conselho Ministerial Conjunto (CMC), uma das estruturas de exploração de petróleo numa zona conjunta entre os dois países.

Além de negociações com vista à tomada de uma decisão sobre dois dos seis blocos ainda por adjudicar na zona, o Conselho Ministerial a realizar-se em São Tomé, deverá também aprovar o orçamento da Autoridade Conjunta de exploração para 2008 estimado em 13 milhões de dólares.

Autoridade Conjunta é o órgão executor das acções de natureza técnica concebidas pelo Conselho Ministerial Conjunto, a estrutura que decide de acordo a política traçada por governos dos respectivos países."Dentro de três meses teremos uma outra reunião do CMC aqui em São Tomé”, sublinhou Patrice Trovoada, que se manifestou preocupado com a “lentidão” por parte de algumas empresas petrolíferas que operam nesta área marítima conjunta de exploração.

Em Março de 2007, a empresa chinesa Sinopec e a suíça Addax Petroleum, operadoras de dois blocos da zona, anunciaram o início das perfurações para Agosto de 2008, enquanto a Chevron-Texaco anunciava uma descoberta petrolífera, mas sem carácter comercial resultante de um primeiro furo feito num outro poço da região.

Assinado em Fevereiro de 2001, o tratado de exploração conjunta estabelece 60 por cento de receitas para Nigéria e 40 para o arquipélago são-tomense (Fonte: Macauhub, 2008-03-13).

quarta-feira, 12 de março de 2008

Petrobras e Shell firmam acordo para suprimento de GNL


A Petrobras e a Shell firmaram hoje um acordo de suprimento e entrega firme de Gás Natural Liquefeito (GNL) para atendimento aos terminais de regaseificação de Pecém (Ceará) e da Baía de Guanabara (Rio de Janeiro). A Petrobras definirá, a cada carregamento, em qual terminal será entregue o GNL.


Segundo a estatal, o acordo atende parte da capacidade de importação da Petrobras e vai compor, junto aos demais acordos em negociação já assinados, um portfólio de contratos para atendimento das necessidades de suprimento de gás natural para geração termoelétrica no Brasil. Segundo a estatal, o contrato com a Shell ainda depende da inspeção técnica de segurança dos terminais que estão sendo construídos. "Para a Petrobras, esta parceria com a Shell é muito importante. O contrato também demonstra o esforço da Petrobras na aquisição de cargas firmes de GNL para complementação da demanda brasileira de gás natural", afirmou a diretora de Gás e Energia da Petrobras, Maria das Graças Silva Foster (Fonte: Agência Estado/Gas Brasil, 2008-03-12).

Galp quer produzir 150 mil barris de petróleo por dia


A Galp Energia apresentou um plano de investimentos de 5,3 bilhões de euros (R$ 13,7 bilhões) para o período 2008-2012 nesta segunda-feira.

No negócio da exploração e produção, no qual se concentra a maior parte da atividade internacional da empresa, serão investidos 1,5 bilhão de euros (R$ 3,9 bilhões) para a exploração de petróleo nos blocos de Angola e Brasil.

Esse investimento contempla ainda o desenvolvimento de outras atividades no Brasil, em Portugal, Moçambique, em Timor Leste e na Venezuela, onde a Galp Energia estuda o desenvolvimento, em parceria com a Petróleos da Venezuela, de um terminal de liquefação de gás natural.

Só em Portugal, serão investidos cerca de 3 bilhões de euros (R$ 7,75 bilhões), que vão contribuir para o equilíbrio da balança energética do país, com uma redução de cerca de 520 milhões de euros (R$ 1,3 bilhão) na fatura das importações e a criação de mais 7.300 empregos diretos e indiretos no país.
A apresentação do plano de investimentos aconteceu após a inauguração do novo edifício da sede da Galp Energia, em Lisboa. A empresa vai investir 2,8 bilhões de euros (R$ 7,2 bilhões) no negócio da refinação e distribuição para modernizar as refinarias do Porto e de Sines. Serão aplicados mais de 1 bilhão de euros (R$ 2,6 bilhões) no desenvolvimento de unidades de produção de biodiesel de segunda geração e na conclusão da compra da rede da Agip Ibérica.
Estima-se que o projeto de conversão das refinarias venha a representar uma poupança de mais de 6% na fatura energética anual no país, com reflexos significativos ao nível da balança comercial portuguesa.

A Galp espera atingir com este plano de investimentos uma produção de cerca de 150 mil barris de petróleo por dia, ou seja, cerca de 47% das necessidades de abastecimento de petróleo bruto do país e de 3 a 6 bilhões de metros cúbicos de gás natural, que representam 45% e 95% do mercado de gás natural de Portugal.
A empresa também informou que avalia a participação em projetos de produção e exploração na Venezuela e na Líbia.
No negócio do gás e eletricidade, a Galp quer investir 1 bilhão de euros (R$ 2,6 bilhões) no crescimento da rede de retalho de gás natural, por meio da construção de mais 2.105 km de rede de distribuição, do aumento da capacidade de armazenamento em 45 milhões de metros cúbicos, da construção da central de ciclo combinado em Sines e dos projetos de co-geração e energia eólica (Fonte: Ag Lusa/Folha Online, 2008-03-10).

Endesa obtém licença para comercializar gás em Portugal


A Endesa obteve uma licença para comercializar gás em Portugal mostrando o seu interesse pelo mercado nacional que, actualmente, dispõe de 85% do volume total do mercado liberalizado.

A Endesa solicitou a licença de comercialização à Direcção Geral da Energia e Geologia do Ministério da Economia e Inovação de Portugal, tornando-se a primeira empresa espanhola a dispor desta licença, segundo o comunicado da Endesa.

A energética espanhola aproveitou a altura de liberalização do mercado de gás em Portugal que se iniciou no passado mês de Janeiro. "Para a Endesa, Portugal dispõe de um mercado muito importante, e mostra a sua clara aposta para o mercado ibérico" segundo a mesma fonte.


O mercado Português encontra-se liberalizado em 85%, ou seja 4,5 mil milhões de metros cúbicos estão já liberalizados no segmento de grandes consumidores. Em Janeiro de 2010, todos os consumidores portugueses terão acesso a este mercado (Fonte: Jornal de Negócios Online, 2008-03-11).

Anunciada nova descoberta de petróleo no Mar do Timor


O grupo petrolífero italiano ENI anunciou, em Milão, uma nova descoberta de petróleo no Mar de Timor, numa área conjuntamente administrada por Timor-Leste e pela Austrália.
Em comunicado, a ENI refere que os testes iniciais indicam uma produção potencial de 6.100 barris de petróleo por dia.

A descoberta foi feita numa zona a 500 quilómetros da costa australiana e o poço de exploração foi perfurado a 3.568 metros de profundidade.
A concessão é operada pela ENI, com 40 por cento, numa «joint-venture» com a japonesa Inpex, com 35 por cento e a canadiana Talisman Energy, com os restantes 25 por cento.

A Galp Energia está presente na exploração petrolífera em Timor-Leste, depois de ter assinado contratos com a ENI respeitantes a cinco blocos.

Os blocos de Timor-Leste atribuem direitos de exploração em cinco áreas diferentes localizadas no mar, que totalizam uma área conjunta de 12.100 quilómetros quadrados.
As concessões atribuídas são de sete anos para a fase de exploração e de 25 anos para a fase de produção.
O consórcio para a exploração em Timor-Leste é constituído pela ENI (90 por cento) e a Galp Energia (10 por cento). A ENI detém uma participação de 33,4 por cento da Galp Energia (Fonte: Diario Digital/Lusa, 2008-03-11).

domingo, 9 de março de 2008

Portugal e Venezuela prosseguem com acordo de cooperação econômica e energética


O presidente da entidade venezuelana para a aquisição de produtos agro-alimentares inicia segunda-feira uma visita a Lisboa para negociações com empresas do sector, no âmbito do futuro acordo de cooperação económica e energética entre os dois países.


Georges Kabboul, presidente da Bariven-Pdvsa, vai começar por reunir-se, segunda-feira, com o secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor, Fernando Serrasqueiro, iniciando depois contactos com empresas com vista à celebração de contratos para fornecimentos portugueses à Venezuela.


Segundo o Ministério da Economia, que divulgou a informação, a agenda da reunião dos dois responsáveis contempla nomeadamente a questão da inclusão do azeite, do bacalhau e de equipamentos de padaria na lista de produtos que podem ser importados pela Venezuela.


O comunicado refere que esta questão tem vindo a ser colocada recorrentemente às autoridades venezuelanas por Fernando Serrasqueiro com o objectivo de aproveitar o momento de relançamento das relações económicas bilaterais para "dar cumprimento aos interesses da comunidade portuguesa na Venezuela".


No início de Fevereiro, Portugal e Venezuela assinaram em Lisboa um protocolo que cria condições para que as exportações portuguesas para este país possam ser multiplicadas por 10 até ao montante das importações de petróleo de empresas portuguesas.


"Através deste protocolo, que será seguido por um acordo entre os dois governos, Portugal cria condições para vender à Venezuela produtos diversificados num montante até às importações de petróleo de empresas portuguesas", explicou então o ministro da Economia e Inovação, Manuel Pinho.


Na ocasião, Pinho indicou que a Galp Energia estima que em 2008 as exportações de petróleo da Venezuela possam ultrapassar os 300 milhões de dólares (202,7 milhões de euros), quando o valor de exportações de Portugal para a Venezuela é actualmente de apenas cerca de 20 milhões de euros, pelo que o acordo visa equilibrar a balança comercial, a prazo, entre os dois países.


A Venezuela definiu como uma das áreas prioritárias os produtos alimentares, com destaque para o leite, mas de acordo com o presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), Luís Mira, Portugal não tem bens alimentares excedentários para vender à Venezuela em troca de petróleo.


"Portugal é apenas excedentário em vinho, mas não me parece que seja um bem de primeira necessidade para a Venezuela", disse Luís Mira em declarações à Agência Lusa em finais de Fevereiro.


O acordo formal entre os dois governos será assinado durante a visita do primeiro-ministro português, José Sócrates, a Caracas, prevista para Abril (Fonte RTP, 2008-03-09).

sábado, 8 de março de 2008

Governo são-tomense retira do Parlamento proposta de alteração de lei sobre petróleo e sociedade civil aplaude


A coligação internacional sediada em Londres "Publiquem o que Pagam" (PWYP, na sigla em inglês) e os seus parceiros da sociedade civil de São Tomé e Príncipe saudaram a decisão do Governo das ilhas de retirar do Parlamento a proposta de alteração da Lei Quadro das Receitas Petrolíferas, soube- se sexta-feira de fonte associativa.

A PWYP, a ONG são-tomense WEBETO e a Federação das Organizações não Governamentais de São Tomé e Príncipe (FONG) afirmam que alterar a lei nos moldes propostos enfraqueceria a transparência no sector petrolífero das ilhas e acreditam que a sua retirada do Parlamento "salvaguarda a reputação internacional e os interesses económicos e de desenvolvimento" do país.

A proposta do anterior Governo liderado pelo primeiro-ministro Tomé Vera Cruz, na altura apoiada pelo chefe de Estado Fradique de Menezes, previa a realização de concurso público como condição prévia para a adjudicação de blocos petrolíferos e a introdução de dois novos mecanismos no diploma legal a serem utilizados na Zona Económica Exclusiva (ZEE) do arquipélago, cuja licitação deverá acontecer no segundo semestre deste ano.

Além do leilão, e caso a proposta fosse aprovada pelo Parlamento, a lei passaria a consagrar regimes de "negociação directa para a fase de pesquisa" e de "dispensa excepcional e pontual de concurso público para pesquisa e produção".

Em carta enviada ao novo primeiro-ministro, Patrice Trovoada, ao seu ministro dos Petróleos e com cópias aos outros órgãos de soberania, as organizações dizem não ser contra uma possível alteração da lei petrolífera, precisando que querem apenas que uma pretensão destas não seja feita "nos termos da anterior proposta" e que se leve em conta as preocupações de todas as partes interessadas.

Na carta, a que a PANA teve acesso, elas apelam para a operacionalização urgente da Comissão de Fiscalização do Petróelo, até ao momento inoperante embora consagrada em lei desde 2004, pois acreditam que este seria um passo fundamental para introduzir maior transparência no sector (Fonte: Panapress, 2008-03-07).

sexta-feira, 7 de março de 2008

São Tomé e Príncipe: Acordo com Guiné Equatorial não inclui exploração conjunta de petróleo


São Tomé e Príncipe assinou com a Guiné Equatorial um acordo geral de cooperação que abrange várias áreas mas exclui qualquer acordo no domínio da exploração conjunta de petróleo, disse hoje o primeiro ministro são-tomense, Patrice Trovoada.


No regresso a São Tomé de uma visita de três dias à Líbia e ao Gabão, de que não deu pormenores, Patrice Trovoada explicou o acordo assinado há uma semana com a Guiné Equatorial, país com o qual São Tomé e Príncipe mantém laços de cooperação em diversos sectores.


"Com essa vontade de cooperarmos, fomos assinando acordos sectoriais, mas faltava o acordo mãe. E isso é que foi reposto com a assinatura de um acordo geral de cooperação", justificou Patrice Trovoada.


O primeiro-ministro são-tomense referiu ainda que o presidente da Guiné Equatorial abordou a possibilidade dos dois países virem, no futuro, a explorar em conjunto um bloco de petróleo.
"Trata-se apenas de uma possibilidade e nós iremos nas próximas semanas discutir em profundidade com a Guiné Equatorial quais as possibilidades".


Fonte da Agencia Nacional de Petróleo confirmou igualmente à Agencia Lusa não existir qualquer acordo específico sobre petróleo com a vizinha Guiné Equatorial.
"Não existe nenhum acordo específico. O que existe com a Guiné Equatorial é um acordo de delimitação de fronteiras marítimas assinado em 2000, cujo documento está depositado nas Nações Unidas", disse.

No entanto, em declarações anteriores à Televisão pública de São Tomé e Príncipe, o Presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang Nguema M`Basogo, disse haver um poço "muito rico em petróleo na fronteira marítima entre os dois países", e que as duas partes estão a trabalhar para que seja feita uma exploração conjunta.

Fonte contactada pela Lusa reconhece haver "muita actividade petrolífera na (referida) zona", mas adianta que é prematuro afirmar-se categoricamente que há poços de petróleo.

A afirmação do chefe de Estado da Guiné Equatorial da existência de muito petróleo na fronteira entre os dois países e de um acordo de exploração conjunto de petróleo suscitou expectativas entre os são-tomenses, o que começa a preocupar as autoridades.
"A questão do petróleo foi muito comentada no nosso país, houve muitas expectativas, muitas especulações e de momento nós não queremos mais comentários", disse Patrice Trovoada.
Em entrevista há uma semana à Lusa, o primeiro-ministro são-tomense apontou os países do Golfo da Guiné como uma prioridade nas relações externas do país (Fonte: RTP, 2008-03-07).

Lucro da Galp cresce 1,4% em 2007


A portuguesa Galp Energia, empresa com atuação nas áreas de gás e petróleo, encerrou 2007 com lucro líquido ajustado de ? 418 milhões, uma expansão de 1,4% em relação ao ano anterior. No resultado em dólares, que ameniza os impactos da desvalorização da moeda norte-americana frente ao euro, a alta foi de 10,7%.



O saldo anual acompanhado por um Ebitda (lucro operacional antes dos impostos, depreciação e amortização) de ? 891 milhões
, alta de 0,5% em igual comparação. Contribuíram para a leve expansão dos indicadores anuais os resultados positivos das áreas de exploração e produção e gás, que compensaram as perdas dos segmentos refinaria e distribuição (Fonte: Gazeta Mercantil, 2008-03-06/Redação - InvestNews).

terça-feira, 4 de março de 2008

Em Angola, estaleiros petrolíferos faturam 800 milhões de dólares em 2007


Os estaleiros localizados nas diversas regiões do país facturaram 800 milhões de dólares durante o ano passado com a fabricação de equipamentos locais.


Os meios estão a ser usados em diferentes plataformas em offshore angolano. O dado foi avançado na segunda-feira, em Luanda, pelo administrador da Sonangol E.P, Syanga Abílio, na conferência de imprensa enquadrada no 32º aniversário da companhia de combustíveis de Angola.


Além do fabrico local dos equipamentos, as companhias investiram na formação de 100 técnicos que beneficiaram de capacitação. Syanga Abílio enfatizou o papel do Centro de Apoio Empresarial (CAE), que tem ajudado as empresas nacionais a fornecerem bens à indústria petrolífera, além da capacitação de empresários angolanos.“Temos estado a acompanhar o processo de angolanização no sector petrolífero”, realça o administrador da companhia, perante o presidente do Conselho de Administração da companhia, Manuel Vicente. Segundo o gestor, o Programa de Desenvolvimento da Participação Nacional (PDPN) encontra-se em andamento.


Dados disponíveis apontam que serão investidos cerca de 60 mil milhões de dólares, nos próximos anos. Sobre os combustíveis, o administrador da Sonangol Distribuidora, Carlos Veloso, referiu que, no ano passado, se distribuíram 2.5 milhões de toneladas métricas de combustíveis. Para o corrente ano, a empresa subsidiária da Sonangol prevê elevar a distribuição para 2.8 milhões de toneladas métricas de diferentes derivados. “Nós não temos a falta de gás e não importamos o produto, porque é nacional”, disse o responsável, para quem a empresa se depara com o problema de redistribuição de gás principalmente na capital do país. Carlos Veloso garantiu que a situação será melhorada já que se está a reorganizar os agentes de primeira e de segunda linha da cadeia de distribuição do gás de cozinha.


Para os próximos anos, a empresa vai utilizar vagões, cujo processo de aquisições de novos ainda está em curso. O objectivo é fazer-se comodamente a transportação dos combustíveis via ferroviária. Actualmente, a Sonangol Distribuidora possui 400 postos de abastecimento a nível do país. Para este ano, está prevista para a inauguração de mais 38 bombas de combustíveis, dos quais seis novos e três a reabilitar em Luanda. Até 2010, a previsão da Sonangol visa atingir mil postos de abastecimento em Angola (Fonte: Jornal de Angola).

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Portugal e Venezuela negociam venda de petróleo


Venezuela poderá vir a vender petróleo a Portugal e Lisboa pagará com bens e serviços.

A troca deverá ser incluída num acordo de cooperação económica e energética a ser assinado durante a visita do Primeiro-ministro português, José Sócrates, à Venezuela.
A notícia foi avançada na quarta-feira pelo ministro venezuelano da Energia e Petróleo, Rafael Ramírez.“Preparámos os rascunhos dos documentos que vão ser assinados (...) Estamos à espera que os Ministérios [dos Negócios Estrangeiros] de Portugal e da Venezuela, confirmem a data exacta” da visita de Sócrates, disse, em declarações à agência Lusa.
Nos últimos dias, acrescentou, “houve reuniões muito importantes” entre representantes das autoridades de Caracas e Lisboa. “A Venezuela vai fornecer petróleo e Portugal vai-nos fornecer bens e serviços, em particular alimentos”, principalmente leite, adiantou o ministro.
Segundo Rafael Ramírez, durante as últimas reuniões estiveram também sobre a mesa temas como as energias alternativas, gás e a participação da Galp Energia na exploração de projectos na Faixa Petrolífera de Orinoco.
A visita do Primeiro-ministro português está, aliás, condicionada à assinatura de um acordo de cooperação económica e energética, revelou o secretário de Estado do Comércio, Fernando Serrasqueiro, após uma visita de quatro dias a Caracas, onde manteve contactos com representantes do Ministério de Energia e Petróleo, da Habitação, de Indústrias Ligeiras e Comércio. "Conseguimos evoluir muito no sentido do acordo, o que nos permite já pensar em datas seguras para a vinda do Primeiro-ministro", afirmou, sem precisar datas – ainda que se aponte para entre os dias 15 e 20 de Abril.
Segundo Serrasqueiro "as negociações implicam predeterminação e optimismo”.“Estou convencido de que é possível ter uma visita do Primeiro-ministro com vários momentos altos", entre eles "o intensificar das relações económicas entre os dois países” (Fonte: Renascença, 2008-02-29).

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Brasil: Petrobrás ganha espaço nas vendas de gasolina em 2007


A BR Distribuidora teve um acréscimo em sua participação de mercado nas vendas de gasolina em 2007 acima do crescimento do mercado consumidor desse combustível. É o que apontam dados revelados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) sobre a revenda de combustíveis no Brasil no ano passado. Segundo a ANP, a BR elevou sua participação no mercado de 24,29% para 25,5%. As vendas de gasolina no mercado interno subiram 1,06%. A Ipiranga teve uma queda de participação neste mercado, passando de 16,13% para 15,9%.


No segmento de diesel, a BR Distribuidora também foi destaque aumentando sua participação em 2,18 pontos porcentuais, ao passar de 30,72% para 32,9%. A Ipiranga caiu de 22,76% para 22%. Neste segmento também mereceu destaque a queda de participação da Chevron, de 9,1% para 8,8%. Já a Esso, empresa que segundo os bastidores do setor estaria vendendo seus ativos de distribuição no País, ficou praticamente estável, tanto nas vendas de gasolina como de diesel, passando de 7,74% para 7,5% no primeiro caso e de 4,61% para 4,8% no segundo. De acordo com a ANP, as vendas de diesel aumentaram em 6,31% em 2007 sobre 2006.


O maior crescimento de vendas foi com relação ao mercado de álcool. Dados da ANP apontam que este mercado cresceu 49,3% em 2007 ante o ano anterior. Segundo o superintendente de Abastecimento da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Edson Silva, apenas dez pontos porcentuais deste crescimento correspondem à incorporação do mercado clandestino de álcool. O restante refere-se à expansão do mercado, principalmente devido ao maior uso do combustível proveniente da cana-de-açúcar nos carros flex. Neste mercado de álcool, a BR também aumentou sua participação, de 15,9% para 18,2%. A Ipiranga, segunda no ranking de vendas, passou de 11,23% para 12,7%, a Shell, de 8,96% para 11%, e a Chevron, de 6,18% para 6,9% (Fonte: A Tarde, 2008-02-25).

EUA, China e Índia disputam petróleo africano com europeus


No momento, os europeus dominam o mercado de petróleo africano.

A britânica Royal Dutch Shell é a maior produtora de petróleo na Nigéria, apesar dos tumultos que têm surgido no Delta do Níger. No Gabão, está a francesa Total. Entretanto, na Guiné Equatorial, encontra-se a americana Exxon Mobil e, em Angola, a Chevron, com a mesma nacionalidade.

Ghazvinian, autor do "Derrame: a luta pelo petróleo da África", prevê que cerca de US$ 50 bilhões devem ser investidos em três anos neste setor, com empresas americanas respondendo por um terço do valor. O Oeste da África já é responsável por 17% do petróleo importado pelos Estados Unidos. Com Washington propenso a reduzir sua dependência do óleo do Oriente Médio, o Conselho Nacional de Inteligência, think-tank da CIA, prevê que esse percentual deve subir para 25% até 2015. Os EUA inclusive já aumentaram sua presença militar no Golfo da Guiné, com uma equipe naval permanente. No momento, procuram um local para estabelecer um novo comando na África. Entretanto, nesta disputa, o dinheiro pode falar mais alto do que a presença militar.

A China e a Índia têm sede de petróleo e vêm colocando bilhões de dólares na Nigéria, Angola e Guiné Equatorial. Os benefícios já estão aparecendo. Angola se tornou a principal fornecedora de petróleo da China, enviando 900 mil barris por dia em dezembro. A chinesa CNOOC espera receber petróleo pela primeira vez este ano da gigante nigeriana de águas profundas no campo de Akpo, depois de pagar US$ 2 bilhões em um contrato em 2006.

A maior parte da produção ainda está nas mãos dos europeus. As empresas chinesas e indianas ainda não têm o know-how para competir com a Shell e a Exxon Mobil, mas estão aprendendo rápido - disse Nicholas Shaxson, autor do livro "Poços envenenados: a suja política do óleo africano" (Fonte: O Globo Online, 2008-02-22).

Galp negocia com autoridades de São Tomé e Príncipe pesquisa de petróleo e gás natural


Uma delegação da Galp Energia esteve hoje reunida com o Governo e Presidência são-tomenses para "testar a possibilidade de participar em projectos de pesquisa" de petróleo e gás natural, disse à Agência Lusa o presidente da empresa. "Quisemos conhecer os planos de pesquisa de petróleo e gás natural do Estado de São Tomé em primeira-mão e testar a possibilidade de participar em alguns desses projectos", adiantou à Lusa Manuel Ferreira de Oliveira.

O presidente da Galp e o administrador da mesma empresa Fernando Gomes estiveram hoje de manhã reunidos com o novo ministro são-tomense dos Recursos Naturais e Ambiente, José da Graça Diogo, e também com o Presidente da República, Fradique de Menezes, durante a audiência que o chefe de Estado concedeu ao ministro dos Negócios Estrangeiros português, Luís Amado.

"Viemos para partilhar informação e dar início ao começo de uma relação que esperamos que seja frutífera", disse Ferreira de Oliveira.


O ministro dos Recursos Naturais são-tomense confirmou à Lusa os propósitos da petrolífera portuguesa no país, adiantando que "a Galp está à procura de dados para uma eventual parceria no petróleo e gás natural".
Segundo José da Graça Diogo, essa parceria pode envolver uma estratégia lusófona e ser alargada à brasileira Petrobras e à angolana Sonangol.
"Temos tido contactos com a parte angolana e com a parte brasileira para se criar uma `joint-venture` entre estas empresas, a Galp e o Estado são-tomense", afirmou o governante, adiantando ainda que as petrolíferas têm conversado umas com as outras sobre este assunto.
"Se o Governo de São Tomé confirma esses contactos, é porque existem", disse, lacónico, Ferreira de Oliveira.

Galp, Sonangol e Petrobras estão também a apoiar o Estado de São Tomé e Príncipe na criação da Petrogas, a futura petrolífera nacional, disse ainda José da Graça Diogo, um dos novos rostos do recém-empossado elenco governativo são-tomense, chefiado por Patrice Trovoada.
O novo responsável pela pasta do Petróleo adiantou à Lusa que vai aguardar uma carta da Galp, onde espera a formalização dos propósitos da empresa portuguesa.
Embora confirmada a existência de petróleo e gás natural na Zona Económica Exclusiva são-tomense, é incerto que as jazidas em águas profundas e ultra-profundas sejam economicamente viáveis.

Ao contrário da área de exploração conjunta com a Nigéria, que já tem blocos delimitados e adjudicados na fase de pesquisa, o processo nas águas são-tomenses está bastante mais atrasado.
"O estudo sísmico está elaborado mas falta ainda delimitar as áreas e lançar o leilão", afirmou o ministro são-tomense, que acha "difícil" ultrapassar estas etapas até ao fim do ano.
Ferreira de Oliveira e Fernando Gomes partiram hoje à tarde com o ministro dos Negócios Estrangeiros para a Guiné Equatorial, onde permanecerão até terça-feira, e acompanharão também Luís Amado numa visita ao Gabão, na terça e quarta-feira. Segundo fonte da delegação ministerial portuguesa, estão previstos encontros dos responsáveis da Galp com as autoridades daqueles países do Golfo da Guiné (Fonte: LUSA - Agência de Notícias de Portugal, 2008-02-25).

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Internacionalização da Sonangol

Com presença já garantida em países como a Argentina, através da China Sonangol, e os Estados Unidos, onde investiu num terminal de gás natural liquefeito, a Sociedade de Combustíveis de Angola (SONANGOL) pretende agora alargar os seus horizontes.
Em busca de novos mercados, e sempre com o pensamento no crescimento, os novos alvos da SONANGOL são a Nigéria, o Sudão, a Venezuela – país no qual já conta com contactos privilegiados com as autoridades governamentais – e tem ainda perspectivas de se instalar no Brasil.
Ainda no continente africano, e na área do petróleo, a empresa presente em países como São Tomé e Cabo Verde, onde participa com a Galp Energia.A trabalhar na óptica de um plano estratégico que termina daqui a dois anos, a petrolífera angolana pretende, deste modo, transformar-se numa empresa competitiva e integrada com o objectivo de estar entre as dez principais companhias a operar em Portugal.
Um processo que, segundo as palavras do seu presidente, passa pelo “fortalecimento e crescimento” da Sonangol.
Presença estratégica em Portugal
Na óptica da internacionalização, Portugal é uma das grandes apostas da SONANGOL. A presença da petrolífera angolana em empresas portuguesas está diversificada em distintas áreas de negócios que vão desde a banca ao sector energético – através de uma participação directa de 45% na Amorim Energia, que participa, por sua vez, no capital da Galp Energia.
No final do ano passado, a SONANGOL convidou mesmo Galp Energia para participar na exploração dos blocos angolanos 15, 17 e 18, substituindo a posição dos chineses da Sino Pec pela Galp.No maior banco privado português, a SONANGOL controla 4,9% do capital e já avisou que pretende reforçar a sua posição para um valor próximo dos 10% naquela instituição.
Para além disso, a petrolífera assinou um acordo de princípio com o BCP para a entrada no Banco Millennium Angola, com uma participação de 49,99%. E na última assembleia geral de accionistas do banco, a 15 de Janeiro, foi aprovada a entrada do presidente da petrolífera angolana, Manuel Vicente, para o conselho geral e de supervisão do BCP.
Numa altura em que decorre o plano de internacionalização, o futuro da SONANGOL em Portugal passa por um aumento do investimento, que poderá alargar-se a novos sectores de actividade.
HISTÓRIA DA SONANGOL
Corria o ano de 1976, quando a nacionalização da ANGOL dá origem da Sonangol e a Direcção Nacional de Petróleos que dependia do Ministério da Indústria. A ANGOL Sociedade de Lubrificantes e Combustíveis, Sarl, tinha sido constituída em 1953 como subsidiária da SACOR (companhia Portuguesa) para actuar na área da comercialização e distribuição de combustíveis, lubrificantes e gases liquefeitos em Angola.
O Decreto-lei Nº 52/76 estabeleceu a Sonangol como sendo uma empresa estatal vocacionada para gerir a exploração dos recursos de hidrocabonetos em Angola. No entanto apesar de ter como único accionário o estado Angolano, a Sonangol é gerida como se fosse uma empresa privada sob padrões de desempenho rigídos de modo a assegurar total eficiência e productividade.
Logo a seguir a fundação da Soanangol, para a criação das infraestruturas que assegurassem o bom funcionamento da Sonangol, foi constituída uma Comissăo de Gestăo a que se seguiu o Núcleo Central da Sonangol.
Após a independência várias companhias que operavam localmente abandonaram o país, deixando para trás as suas infracturues e funcionários. Por esta razão a Sonangol comprou as instalações da Texaco, Fina e da Shell e, fruto de um acordo, ficou com as da Mobil.
No processo a Sonangol absorveu ainda os antigos trabalhadores de empresas petrolíferas que procuram emprego.
1976: Criação da Sonangol U.E.E.
1983: Fundação da primeira subsidiária internacional, a Sonangol Limited em Londres, Inglaterra.
Limited em Londres, Inglaterra.
1991: Ajudicação da primeira concessão em águas profundas, o bloco 16.
1992: Criação da subsidiária Sonangol P&P como empresa petrolífera.
1999: a Sonangol muda de estatuto e passa de U.E.E. à E.P.
2003: a Sonangol tem-lhe atríbuida a primeira concessão para prospeção e produção de hidrocarbonetos. O bloco 3 na faixa Atlântica.
A escassez de recursos humanos qualificados na área de hidrocarbonetos levou a que a Sonangol apostasse na formação de quadros tendo o 1o grupo de bolseiros partido para a Itália, com o apoio da ENI - Grupo Italiano de Petróleos e o 2o para a Argélia. Estes estudantes regressaram ao país nos finais da década de 70, marcando a entrada da Sonangol numa nova era.
Atenta a novas oportunidades de negócios, a Sonangol cedo desenvolveu e criou parcerias para a implantaçăo de unidades empresariais que contribuissem para o desenvolvimento de Angola e
para a expansão da própria Sonangol. Privilegiando os aspectos de gestão de recursos de hidrocarbonetos, preservaçăo do meio ambiente e a segurança industrial a Sonangol elaborou um sistema empresarial em volta do petróleo do qual fazem parte mais de 30 subsidiárias e
empresas afiliadas.
Com características de uma companhia de economia mista, a Sonangol expandiu as suas áreas de actividade e actualmente é uma empresa multinacional por mérito próprio.
Com sede na cidade de Luanda, a Sonangol orgulha-se de ser a única companhia que atua em todo o território nacional. A empresa tem também escritórios internacionais em:
• Brazaville, Congo
• Hong Kong, China
• Houston, E.U.A.
• Londres, Inglaterra e
• Singapura, Singapura
A Sonangol ao longo de três décadas cresceu e tornou-se a empresa líder na distribuiçăo de derivados no país e a maior promotora do desenvolvimento social e de recursos humanos nacionais.
A razão para o sucesso da Sonangol está na desempenho das suas actividades com eficiência. O prestígio da Sonangol nos mercados interno e internacional é fruto do seu bom relacionamento com as companhias petrolíferas que operam em Angola ou com interesses e investimentos no país.
AS SUBSIDIÁRIAS
Atenta a novas oportunidades de negócios, a Sonangol desde cedo desenvolveu e criou parcerias para a implantação de unidades empresariais que contribuíssem para o desenvolvimento de Angola e para a expansão da própria Sonangol.
Privilegiando os aspectos de gestão de recursos de hidrocarbonetos, preservaçăo do meio ambiente e a segurança industrial a Sonangol elaborou um sistema empresarial em volta do petróleo.
Hoje através das suas subsidiárias, a Sonangol oferece aos seus clientes uma vasta gama de produtos e serviços de entre os quais se destacam:
Venda de Petróleo Bruto e de Gás.
A Sonangol desenvolve actividades de prospecção, pesquisa e produção de hidrocarbonetos líquidos e gasosos e, de comercialização de petróleo bruto e gás. A promoção e/ou comercialização do petróleo bruto é feita pelas subsidiárias internacionais em Londres, Houston e Singapura.
Produtos Refinados
Os óleos e lubrificantes NGOL são produzidos e comercializados pela Distribuidora, assim como o material de queima.
Transporte Aéreo
Actividade desenvolvida pela SonAir que se destina fundamentalmente a servir os operadores do sector petrolífero, com aparelhos de asa fixa e rotativa. Oferece também serviços a clientes que procuram destinos internacionais em África, bem como um serviço de transporte directo de passageiros e carga entre Angola e os Estados Unidos da América (Houston Express).
Transporte Marítimo (Petróleo bruto e Derivados)
Esta actividade é desenvolvida pela Sonangol Shipping, para o transporte marítimo de petróleo bruto, e pela Sonaship- Companhia de Navegação Limitada, para o transporte marítimo de produtos derivados de petróleo bruto e ao abastecimento às embarcações no interior e
exterior dos portos de Angola.
Telecomunicações
Os serviços de telecomunicações são desenvolvidos pela MSTelcom que explora três tipos de sistemas de comunicações: rádiocomunicações, micro-ondas e transmissões via satélite - VSAT, para ligações nacionais e internacionais.
Formação Profissional
Através da Essa (Empresa de Serviços de Sondagens de Angola) a Sonangol oferece entre outros, serviços de formação de segurança industrial para o sector petrolífero.
Serviços Financeiros (Seguros e Gestão de Riscos)
A Sonangol possui um conjunto de serviços de natureza financeira, agrupadas na empresa AAA - serviços Financeiros. Abarca os Seguros, Gestão de Riscos e Fundo de Pensão.
Actividades de algumas das subsidiárias
Sonasia - Estabelecida em principios de 2004 tem a sede em Singapura. O seu objecto social é a venda do crude produzido em Angola aos mercados do continente Asiático.
AAA - Fundada em Janeiro de 2001, tem como missão a gestão de seguros de riscos integrados para o sector petrolífero.
Sonangol Shipping - Tem como missão o transporte marítimo de crude.
Os seus navios petroleiros têm rotas nacionais e internacionais.
Sonangol Congo - Criada em 1998, tem a sua sede em Kinshasa. O seu objecto social são actividades de downstream - comercialização, armazenagem, transporte e importação de produtos refinados.
Sonangol em Cabo Verde - desde 1997 a Sonangol é accionista da ENACOL (Empresa Nacional de Combustíveis, SARL).Esta empresa tem por objecto social a comercialização de hidrocarbonetos e actividades acessórias.
China Sonangol - A China Sonangol International Holding (CSIH) foi fundada em meados de 2004 e tem a sua sede em Hong Kong.O seu objecto social são a prospecçăo e a exploraçăo de hidrocarbonetos.
Jan 29
Fonte: DE/SONANGOL (angolaacontece)

sábado, 22 de setembro de 2007

Petrobras pode comprar ativos da Esso na Argentina

A Petrobras é a maior interessada em comprar os ativos da americana Esso na Argentina, avaliados em US$ 200 milhões, informou nesta quarta-feira o jornal "Ámbito Financiero."
A publicação afirma que no mercado petrolífero se considera "certo" que a Petrobras fará sua oferta no máximo na próxima segunda-feira, quando expira o prazo estabelecido pela Esso para avançar em seu plano de deixar a Argentina antes do fim do ano.
Segundo o jornal, há uma semana um grupo de executivos da petrolífera brasileira analisa os números da oferta. Porta-vozes da Petrobras Argentina não quiseram comentar o assunto.
No mercado petrolífero local, disse o jornal, a estatal Enarsa (Energia Argentina), em sociedade com a PDVSA (Petróleos de Venezuela S.A.), e a americana Chevron são mencionadas como as outras interessadas em obter o negócio da Esso.
Os ativos mais importantes da Esso Argentina --que monopoliza uma parcela de 12% do mercado local de combustíveis-- são uma grande refinaria na cidade de Campana, a 160 quilômetros de Buenos Aires, 90 postos de gasolina próprios e a franquia de outros 500.
Já a Petrobras Argentina possui duas refinarias e 700 postos de gasolina, e detém uma representação de 8% da produção de petróleo deste país.
Se a petrolífera brasileira comprar a refinaria da Esso Argentina, ficaria com uma participação de entre 30% e 35% do negócio de produção e venda de combustíveis no mercado local, segundo as fontes. Além disso, passaria a gerenciar uma rede de 1.200 postos de gasolina do total de 4.100 instalados na Argentina.
No entanto, acredita-se que a empresa poderia vender parte destes postos, pois o principal interesse da Petrobras é em aumentar sua produção de óleo diesel, para reduzir os gastos na importação deste combustível.
Além da refinaria e de seus postos de gasolina, a Esso possui ainda jazidas de gás natural no norte e no sul da Argentina, três terminais de remessa de combustíveis e uma fábrica de lubrificantes.
O "Ámbito Financiero" diz que não há motivos para que a comissão antimonopólio rejeite a venda de ativos da Esso para a Petrobras, pois a hispano-argentina Repsol-YPF refina atualmente 50% dos combustíveis argentinos e detém 1.700 postos de gasolina. (Folhaonline)

Produção de independentes inicia-se no Brasil

Recentemente tivemos um importante marco na produção de petróleo no país, o primeiro óleo do Campo de Polvo é também o início da produção de petróleo por empresas independentes no Brasil em volumes relevantes.
O Campo de Polvo, situado no Sul da Bacia de Campos, operado pela Devon produzirá até 50 mil barris/dia por meio de 9 poços produtores conectados a uma plataforma fixa que irá escoar a produção para um FPSO com capacidade de armazenar até 1.800.000 barris. Por turno, serão 150 pessoas em atividade offshore.
A Devon, operadora e majoritária do empreendimento que conta com a participação de 40% da SK Corporation da Coréia, produz hoje quase 600 mil barris/dia com atuação em diversos países.
Merece destaque o prazo de apenas três anos entre a descoberta e o início da produção, prova inequívoca da relevância que o investimento no Brasil adquiriu dentro da empresa e de sua excelência técnica.
Abre-se assim, de fato, o caminho para a ampliação do mercado para os fornecedores nacionais de bens e serviços para a indústria do petróleo. A indústria brasileira, ao atender empresas internacionais do setor, simultaneamente prepara-se para uma atuação internacional, inclusive como fornecedor destas próprias operadoras em empreendimentos no exterior, ganhando assim escala e aumentando seu grau de competitividade.
Esperamos que a visão da Devon, que vem sendo compartilhada por outras operadoras internacionais, continue na direção de investimentos no Brasil e na busca da parceria sólida e duradoura com a indústria fornecedora nacional. (Globonline - Eloi Fernandez)

Gazprom tem interesse no Gasoduto Sulamericano

O vice-primeiro-ministro da Rússia, Aleksandr Zhukov, ratificou hoje ao vice-presidente venezuelano, Jorge Rodríguez, o interesse do consórcio Gazprom em participar do Gasoduto do Sul, que passará pelo Brasil e outros países da América Latina."Esse 'anel do sul' unirá em uma rede energética Venezuela, Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia", destacou Zhukov durante reunião da Comissão Intergovernamental de Alto Nível russo-venezuelana (Cian), da qual ele e Rodríguez são co-presidentes.O funcionário russo constatou que "o diálogo construtivo entre Rússia e Venezuela vem acompanhado de uma dinâmica positiva na cooperação econômica bilateral, sobretudo no setor energético e de combustíveis", segundo a agência "Interfax".Acrescentou que "companhias russas líderes do setor, como a Gazprom e a Lukoil, já trabalham com sucesso no mercado venezuelano".Rodríguez ressaltou, por sua vez, que a Venezuela deseja ter acesso às tecnologias de ponta russas, e se oferece como "porta de entrada na América Latina", graças a seus laços com países "aliados" como Bolívia, Equador, Argentina, Uruguai, Nicarágua e Cuba.Zhukov indicou que os projetos prioritários serão estudados na próxima reunião da Cian, em 24 de outubro, em Caracas, o que contribuirá para "encher de conteúdo" o futuro encontro dos presidentes russo, Vladimir Putin, e venezuelano, Hugo Chávez.Acrescentou que a "ativa diplomacia presidencial" é o principal motor da crescente cooperação russo-venezuelana, pois Chávez já visitou a Rússia em cinco ocasiões e ontem mesmo telefonou para Putin para conversar sobre as relações e convidá-lo a viajar à Venezuela.O intercâmbio comercial entre ambos os países aumentou quase sete vezes ao longo dos últimos dois anos, de US$ 77,5 milhões em 2005 para US$ 517 milhões no ano passado, apesar de que, nesta soma, US$ 456,5 milhões correspondem às exportações russas e apenas US$ 60,5 milhões às venezuelanas.Esse aumento se deve antes de tudo à cooperação militar, pois a Venezuela nos últimos anos fechou contratos com a Rússia para comprar, em particular, caças, helicópteros de combate e de transporte, e sistemas aéreos de defesa, além de fuzis automáticos."É hora de passar a um novo modelo de cooperação, mais perfeito, que inclua um aumento de produção industrial, de mercadorias e serviços de indústrias transformadoras e de tecnologias de ponta nas provisões russas e venezuelanas", concluiu Zhukov. (EFE)

Brasil e Venezuela decidem retomar Gasoduto do Sul

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da Venezuela, Hugo Chávez, decidiram na quinta-feira retomar diversos projetos bilaterais e regionais, como o Gasoduto do Sul, que consideraram "estratégico" para a região. Os presidentes estiveram reunidos em Manaus (AM) por mais de três horas na tarde de ontem. Os presidentes anunciaram ainda que assinarão, no mês de dezembro, um acordo entre as petrolíferas estatais Petrobras (Brasil) e PDVSA (Venezuela) para criar sociedades conjuntas. Lula se mostrou bastante otimista com a proposta das empresas mistas. O contrato será assinado quando o presidente brasileiro for a Caracas, no final do ano. "Nós mostraremos que é possível resolver os problemas energéticos da América do Sul. Não somos ricos, mas somos ousados", disparou Lula. Sobre o gasoduto, a Petrobras estava receosa quanto à capacidade dos recursos venezuelanos para atender à região. Mas a PDVSA se comprometeu em aprofundar estudos e compartilhar informações que comprovam que a Venezuela tem potencial petrolífero para tornar o projeto viável. "Nós, os dois países, vamos contratar uma empresa de engenharia que possa oferecer subsídios técnicos para obra", explicou Chávez. Lula fez questão de desmentir qualquer animosidade entre as duas partes. "Hoje é um dia muito importante para o aperfeiçoamento das relações entre Brasil e Venezuela. Não há intriga nem boato capaz de prejudicar nossa aproximação. Nossa união pode ajudar toda a América Latina", comentou Lula. Lula e Chávez pretendem se encontrar a cada três meses. Empresários e executivos dos dois países também farão intercâmbios constantes. Chávez disse à imprensa que ratifica o interesse venezuelano de entrar no Mercosul. O presidente Lula disse que fará de tudo para que isso aconteça. "Esperamos que Chávez possa fazer a próxima visita ao Brasil já como membro do Mercosul", disse. (Invertia)

Petrobras confirma descoberta de Tupi na Bacia de Santos

A Petrobras informou nesta quinta-feira que testes em um segundo poço na área de Tupi, na bacia de Santos, comprovam a descoberta de petróleo leve em águas profundas, com produção de cerca de 2 mil barris por dia. Os trabalhos indicaram ainda uma produção de 65 mil metros cúbicos de gás natural por dia na área de Tupi, segundo a estatal, que observou esses volumes em meio a uma "vazão limitada pelas instalações operacionais e de segurança durante o teste". Segundo a empresa, "os testes confirmam a descoberta de petróleo leve pelo poço pioneiro comunicada ao mercado em 11 de julho de 2006". "O segundo poço está localizado a 9,5 km a sudoeste do pioneiro descobridor, em lâmina d'água de 2.166 m, distante 286 km da costa sul da cidade do Rio de Janeiro", acrescentou uma nota ao mercado. A área de Tupi está localizada no Bloco BM-S-11, operado em consórcio pela Petrobras (65% de participação), o BG Group (25%) e a Petrogal (10%). Segundo a Petrobras, o consórcio dará continuidade às atividades e aos investimentos previstos no Plano de Avaliação da jazida de óleo leve, aprovado pela ANP em 27 de fevereiro de 2007. "A principal finalidade dessas atividades é a verificação das dimensões e de características mais detalhadas do reservatório de óleo e gás, objetivando obter dados que garantam a viabilidade econômica do desenvolvimento do projeto de produção." Segundo o comunicado, dados mais conclusivos sobre a potencialidade da descoberta somente serão conhecidos após a conclusão das demais fases do processo de avaliação. Nesta semana, a Petrobras anunciou pequena queda na sua produção em relação a julho. A estatal produziu no país 1,807 milhão de barris por dia, baixa de 8 mil barrils antes o mês anterior. A produção de gás natural no País foi de 43,05 milhões de metros cúbicos, estável ante julho. (Invertia)

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Petrobras arremata 4 blocos em licitação na Colômbia

A Petrobras arrematou quatro blocos exploratórios em licitação promovida pelo governo colombiano. As áreas estão localizadas no mar do Caribe, onde a estatal já tem atividades. Na licitação colombiana, a Petrobras ficou com direitos sobre os blocos 4, 6, 7 e 8, todos em parcerias com outras petroleiras. O órgão estatal Associação Nacional de Hidrocarbonetos (ANH) vendeu 9 das 13 áreas oferecidas em processo que visa manter a auto-suficiência do país para além de 2011. Entre os parceiros da Petrobras nos consórcios vencedores estão a estatal local Ecopetrol, a indiana Oil and Natural Gas Corporation (ONGC), a britânica BP e a americana Hess. A estatal brasileira já tem a concessão de um grande bloco no Mar do Caribe, chamado Tayrona, atualmente em produção. A empresa tem ainda outras concessões no país, onde iniciou suas atividades internacionais em 1972 e produz hoje um total de 16 mil barris por dia. (Agência Estado)

Angola emerge como potencia petrolífera regional

A primeira visita de cortesia do secretário-geral da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), Abdallah el-Badri, a um país membro realizou-se em um momento de grande orgulho nacional para os angolanos. Na noite da chegada de El-Badri à capital de Angola, no final do mês passado, milhares de fãs do basquete locais animadíssimos tomaram as ruas de Luanda para comemorar a vitória do país sobre Camarões no final do campeonato africano de basquete, Afrobasket. Foi uma demonstração forte de nacionalismo, cinco anos depois de uma prolongada e devastadora guerra civil. As comemorações refletiram o orgulho de Angola pela sua rápida ascensão como referência nacional, que ultrapassa as façanhas na área do esporte. Um chamado dividendo da paz e o aumento das receitas petrolíferas estão impulsionando a expansão econômica que levou os analistas locais a apostar que poderá superar a Nigéria como principal país regional, dentro de alguns anos. "Angola está em pleno boom", disse El-Badri, em uma entrevista durante sua visita. "Seu povo é muito amistoso, no que me diz respeito". Angola, uma das economias que mais crescem no continente, tornou-se o 12º membro da Opep em meados de dezembro. Foi uma importante realização para o cartel petrolífero, que bombeia aproximadamente 40% do atual consumo mundial de petróleo de 86 milhões de barris diários. Angola é o segundo maior produtor da África Subsaariana, depois da Nigéria, com uma produção de cerca de 1,65 milhão de barris diários, e com ambições de aumentar em 20% sua produção petrolífera no próximo ano, para 2 milhões de barris/dia. "O ingresso de Angola na Opep assinala para o mundo que se tornou um importante produtor de hidrocarbonetos, e isto é importante em termos de credibilidade internacional", disse David Fyfe, analista de produção petrolífera da Agência Internacional de Energia (AIE). O surgimento de novos participantes nos mercados petrolíferos mundiais ocorre no momento em que os principais consumidores de energia em todo o mundo procuram reduzir sua dependência do petróleo da região do Oriente Médio, hoje extremamente volátil. Os consumidores americanos estão dependendo cada vez mais de produtores como a Nigéria e Angola em matéria de petróleo, que é mais fácil de refinar em produtos como a gasolina devido ao seu baixo teor de enxofre. Pelo menos no que se refere à produção de hidrocarbonetos, Angola está rapidamente se aproximando da Nigéria. "Não há muitos produtores no mundo que deram passos tão grandes" como os de Angola, cuja produção dobrou de 2000 a 2006, diz Fyfe. Somente produtores que não fazem parte da Opep, como o Brasil e a Rússia, registraram um avanço tão fantástico na produção de petróleo, nos últimos anos. As metas de produção de Angola não estão muito distantes das da produção atual da Nigéria, de 2,18 milhões b/d. A violência política na região do Delta do Niger e os atrasos de importantes projetos no setor petrolífero afetam cerca de meio milhão de barris diários do total da capacidade de produção nigeriana, segundo estimativas de Fyfe. O isolamento natural dos campos angolanos localizados em alto mar, onde é bombeada a maior parte do petróleo do país, também contribui para reduzir os riscos para a segurança relacionados às operações petrolíferas. A economia angolana poderá chegar a uma expansão de 30%, este ano, segundo projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI). Para o período 2008-2012, o Fundo prevê que o crescimento econômico do país será em média de 7,5%. O governo tem previsões menos ambiciosas, projetando um crescimento acima de 19%, este ano, depois que o Produto Interno Bruto (PIB) do país saltou para cerca de 18%, em 2006. O Banco BPI de Portugal, que gere ampla rede de bancos de varejo em Angola, destacou em uma recente nota para os investidores o potencial de crescimento e o dinamismo econômico da antiga colônia portuguesa. A nota citava um estudo da Universidade Católica de Luanda, que projetava que a economia angolana superaria a da Nigéria até 2010. As diferenças econômicas e demográficas entre os dois países são consideráveis. A economia da Nigéria, que movimenta US$ 115,35 bilhões, e seus 134,4 milhões de habitantes fazem sombra à economia de US$ 43,76 bilhões e à sua população de 16,4 milhões de habitantes de Angola, segundo dados da Opep. Cristina Casalinho, analista do BPI, acredita que esta previsão ambiciosa será difícil de cumprir e dependerá em grande parte da produção petrolífera, que representa mais da metade da economia de Angola e 80% dos gastos públicos. O governo de Angola prevê que o setor petrolífero do país atrairá investimentos por um total de US$ 50 bilhões nos próximos seis anos, para garantir o cumprimento das metas da produção petrolífera, segundo a imprensa oficial. As metas de produção poderão ser reduzidas agora que o país é um membro da Opep, pois a organização estabelece os tetos de produção para seus integrantes a fim de manter um piso para os preços do petróleo. Durante sua visita, El-Badri discutiu a possibilidade de Angola ter uma cota de produção, algo que se acredita possa acontecer no próximo ano. Como o petróleo Girassol de Angola faz parte da cesta petrolífera de referência da Opep, este mês, El-Badri espera um compromisso total do novo membro da organização. Angola não "poderá agir por conta própria", pois desse modo terá muito a perder se os preços do produto baixarem e muito a ganhar com preços razoáveis, dise ele. A cesta de referência da Opep inclui petróleos dos membros do grupo, e fornece um quadro do valor da produção da organização. A cesta é tipicamente negociada abaixo dos contratos futuros do petróleo leve de referência da Bolsa de Mercadorias de Nova York. Greg Priddy, analista de energia global da Eurasia Group, uma empresa de consultoria de risco, acredita que o ingresso de Angola na organização representa mais um complicador no cartel, pois o rápido crescimento de sua produção poderá fazer com que seja mais difícil concordar com a fixação de uma cota. "Angola está obviamente experimentando uma grande projeção de seu status de produtor petrolífero", disse Priddy. "No longo prazo, será um membro mais ativo, à medida que a produção crescer". (Gazeta Mercantil)





Brasil ainda engatinha em biodiesel.

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse que a empresa planeja auxiliar os produtores brasileiros de etanol a aumentarem o volume de exportações e a se concentrarem mais na fabricação de biodiesel. "Estamos na fase da infância de nossa indústria do biodiesel. Queremos ser produtores de biodiesel", afirmou Gabrielli, em Oslo, a um grupo de negócios composto por brasileiros e noruegueses.O executivo disse que a Petrobras destinou para o biodiesel US$ 1,5 bilhão de um orçamento de US$ 112 bilhões para investimentos a longo prazo. Gabrielli lembrou que a Petrobras não tem a intenção de competir com os mais de 300 produtores de etanol brasileiros, mas sim formar uma parceria para melhorar a infra-estrutura de transporte e construir dutos que levariam o produto aos portos. A Petrobras acredita que o Brasil, pioneiro no desenvolvimento de biocombustíveis por conta da grande indústria de cana-de-açúcar, poderia produzir dez vezes mais etanol até 2015 caso investisse em tecnologia agora.O presidente Lula, durante uma passagem pela cidade de Oslo por conta de uma viagem de uma semana pelos países nórdicos, afirmou que, com o apoio da Noruega, seria possível construir mais refinarias de biocombustíveis "não só no Brasil, mas possivelmente na Noruega ou em qualquer lugar do mundo".O ministro de Petróleo e Energia norueguês, Odd Roger Enoksen, disse que o acordo entre a Petrobras e a Statoil foi um passo importante para a cooperação entre os dois países. "A meta do governo é elevar o consumo de biocombustíveis na Noruega. (Jornal do Comércio)

Oferta de gás boliviano ao Brasil pode diminuir

O Brasil corre risco de ver diminuída a oferta do gás boliviano em 2008. O problema não é político, é de falta de investimentos em infra-estrutura, apontam especialistas. Segundo eles, a falta de aporte de recursos do governo da Bolívia nos campos de gás e as restrições à empresas transnacionais no país, podem gerar uma queda na produção do insumo.
O problema é que a Bolívia é responsável pela metade do fornecimento de gás consumido no Brasil. A Petrobras tem um contrato para receber 30 milhões de metros cúbicos diários do país vizinho. Em julho, esse volume foi de 25 milhões e subiu para 27 milhões em agosto, segundo o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim. Mas para 2008, especialistas acreditam que a Bolívia não terá condições de mandar um volume próximo do contratado.
"Nos últimos três anos, os investimentos foram paralisados na Bolívia, com a nacionalização de algumas empresas", lembrou o presidente do Centro Brasileiro de Infra-Estrutura (CBIE), Adriano Pires. Segundo ele, isso deve afetar a manutenção de campos de gás, com reflexos na queda de produção. E no médio e longo prazos, ainda poderá ocasionar uma redução das reservas e gás.
A dificuldade da Bolívia é que o país precisa aumentar a sua produção de gás para atender aos contratos com o Brasil e Argentina, e ainda abastecer o seu mercado interno, justo em um momento de restrição de investimentos. Com o Brasil são 30 milhões de metros cúbicos diários, mais 7,7 milhões com a Argentina - que quer ampliar esse volume para 27 milhões de metros cúbicos por dia nos próximos três anos - além de atender ao seu mercado interno. Dos 35 milhões de metros cúbicos disponibilizados diariamente pela Bolívia, apenas 4 milhões são para consumo interno. O restante dos 31 milhões é exportado para o Brasil e para a Argentina, normalmente em quantidades insuficientes.
A primeira baixa no Brasil já foi sentida. A termelétrica de Cuiabá, com capacidade instalada para gerar 300 megawatts (MW) de potência, está sem receber o gás natural da Bolívia. A usina tem um gasoduto próprio que liga a térmica diretamente à Bolívia que não está sendo abastecido.
A própria Petrobras, maior empresa na Bolívia, vai congelar seus investimentos no país até 2012. Em seu plano de investimentos para 2008-2012, divulgado na semana passada, a empresa somente vai fazer investimentos de manutenção na Bolívia. Dos US$ 15 bilhões anunciados, 70% vai para exploração e produção, sendo que os Estados Unidos ficarão com 32% desse total, a maior fatia. A estabilidade do mercado do Golfo do México está atraindo a estatal, diferente do que ocorre na Bolívia.
"A Bolívia corre o risco de virar uma Argentina", disse Pires, ao traçar um cenário futuro para o mercado de gás na Bolívia, comparando com o atual da Argentina, que passou de produtor de gás a importador, por falta de investimentos. A partir de 2002 o preço do gás foi congelado na Argentina e as empresas pararam de investir, o consumo continuou crescendo e as reservas caíram.
O sócio da comercializadora Comerc, Marcelo Parodi, bate na mesma tecla. Ele disse que o Brasil corre risco de desabastecimento do gás vindo da Bolívia, porque o país vizinho sofre com a saída de pessoal especializado. Parodi aponta as restrições que o governo de Evo Morales está impondo a empresas transnacionais, como responsáveis por essa debandada, fator que pode reduzir a produção do país vizinho e impactar no fornecimento de gás para o Brasil. Ele ainda cita a pressão da Argentina como agravante. O vizinho do prata quer renegociar preços para garantir uma maior quantidade de gás. "O receio é a interrupção de nosso fornecimento no curto prazo". (Gazeta Mercantil)

ANP espera volume recorde de negócios na 9ª rodada

ANP espera volume recorde de negócios na 9ª rodada Cláudia SchüffnerEm meio a críticas de petrolíferas contra iniciativa do governo do Rio de Janeiro de aplicar ICMS sobre plataformas de produção, a 9ª Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo (ANP), marcada para 27 e 28 de novembro, promete obter uma das maiores arrecadações da história da agência, criada em 1998. Com o preço do barril de petróleo tendo superado US$ 80, há um forte incentivo para as empresas buscarem novas áreas de produção. A ANP aumentou o preço mínimo do bônus de assinatura - valor pago pelas empresas para ter direito de explorar as áreas - em até 700% segundo cálculo do próprio diretor-geral da ANP, Haroldo Lima. Outra característica dessa rodada é que ela está atraindo até empresas gigantes que são de fora do "business" petróleo, o que mostra a intenção de suprir as próprias necessidades energéticas. É o caso da Companhia Vale do Rio Doce, segunda maior mineradora do mundo, que fez uma parceria com a Shell para analisar oportunidades de investimentos em áreas de gás no Brasil e no exterior para suprir termelétricas. A Shell informou que ainda está analisando os blocos da rodada e que ainda não há decisão sobre a sua participação. Para assessorá-la no novo negócio, a Vale contratou o ex-presidente da ANP, David Zylbersztajn, mas ele não fala sobre a estratégia que será adotada pela companhia. Mas o presidente da mineradora, Roger Agnelli, já afirmou que pretende "ir com tudo" na disputa. A OGX, braço de óleo e gás do empresário Eike Batista, reservou US$ 500 milhões para investir em exploração de gás. Até Odebrecht, que participou dos primeiros leilões e depois vendeu sua empresa de petróleo e gás em 2002, voltou a mostrar interesse, segundo Lima. Procuradas pelo Valor, as companhias com maior investimento no país mantiveram a discrição, evitando falar sobre a rodada. Eike Batista já informou que contratou para a nova área da companhia um time de peso, que inclui o ex-presidente do BNDES, Petrobras e Fosfértil Francisco Gros, além do ex-gerente-executivo de exploração da Petrobras Paulo Mendonça. A OGX está negociando parcerias e já conversou com Petrobras, Repsol, e Shell. O objetivo é ter participação minoritária em áreas com probabilidade de exploração de gás para consumo em termelétricas. Por trás da estratégia, está também a alavancagem do porto do Açú (RJ), que pode ser usado como base de apoio logístico para empresas na bacia de Campos. Tanto interesse, se confirmado no dia do leilão, pode aumentar em muito a arrecadação da União. O apetite das empresas nacionais também anima a indústria de equipamentos, apesar das preocupações do presidente da Organização Nacional da Indústria de Petróleo (Onip), Elói Fernández, com relação à regulamentação do novo ICMS sobre as plataformas, caso o Rio consiga impor o imposto estadual sobre a produção de petróleo. "A regulamentação disso vai ser complicada e não está claro, por exemplo, se as exportações de bens também vão pagar ICMS. Não está claro se a regra virá da Assembléia Logística do Rio ou do Confaz", explica Fernández. Mesmo assim, ele considera "uma notícia maravilhosa" a entrada de grupos fortes brasileiros na 9ª Rodada. "Isso dá uma dinâmica para o mercado, inclusive junto aos fornecedores". O polêmico bloco 273, na bacia de Campos, objeto de litígio entre a Petrobras e a ANP, é o mais caro entre todos os leilões já realizados, tendo o preço mínimo fixado em R$ 286 milhões. Mas outras duas áreas em águas profundas da bacia de Santos estão sendo oferecidas por R$ 240 milhões e R$ 214 milhões. Até hoje, os dois maiores valores pagos por blocos foram feitos pelos italianos. A estatal Eni ofereceu R$ 307,38 milhões por um bloco na 8ª Rodada (que foi cancelada logo depois do início), que tinha preço mínimo de R$ 2 milhões, um ágio superior a 15.000%. Ela bateu seu próprio recorde oito anos depois que a controlada Agip pagou R$ 134,1 milhões pelo direito de explorar o BM-S-4 na 1ª Rodada, em 1999, o que representou um ágio de 53,664% em relação ao mínimo fixado para a área. Haroldo Lima diz que mesmo com o aumento dos bônus dessa rodada, o valor "não é nada" comparado aos preços de áreas leiloadas recentemente em países como a Angola, onde um consórcio formado pela chinesa Sinopec e a estatal Sonangol, que ofereceram US$ 1,1 bilhão pelo direito de explorar uma área recentemente. A Petrobras ofereceu US$ 500 milhões pelo bloco, mas perdeu. No Brasil, mesmo que os preços não sejam comparáveis a isso, a arrecadação da União pode ser recorde. "Estamos otimistas. Alguns fatos nos dão indicações para esse estado de espírito, em particular o fato de estarmos sendo procurados por empresas de fora do ramo", explicou Lima. Até agora, a maior arrecadação para a União foi obtida na 7ª Rodada, de 2005, com R$ 1,1 bilhão em bônus pagos pelas empresas. Como a 8ª Rodada, no ano passado, foi interrompida e ainda está sem data, sua arrecadação foi menor: apenas R$ 587,37 milhões. Na 9ª Rodada a ANP vai oferecer 313 blocos localizados em nove bacias sedimentares: Campos, Santos, Espírito Santo, Pará-Maranhão, Parnaíba, Pernambuco-Paraíba, Potiguar, Recôncavo e Rio do Peixe. Desse total, 153 blocos estão no mar em área de elevado potencial, em 10 setores das bacias de Campos, Espírito Santo e Santos, áreas de interesse para grandes e médios investidores. Eles ocupam uma área de aproximadamente 98 mil quilômetros quadrados. (Valor Econômico)

Chevrom obtém nova sonda para Frade

A norte-americana Chevron conseguiu uma sonda de perfuração adicional para seu projeto Frade no Brasil e vai cumprir seu cronograma de produção inicial. A companhia anunciou ainda nesta segunda-feira que não deverá haver produção antecipada em 2008. A Chevron havia dito antes que esperava alugar a sonda de perfuração a tempo de utilizá-la em alguns poços para que a primeira extração de petróleo acontecesse no terceiro trimestre do ano que vem, até seis meses antes do plano original para Frade. Mas Patricia Pradal, diretora de desenvolvimento de negócios na Chevron Brasil, afirmou que o navio-sonda adicional só estará disponível em meados de 2008, após o final de seu contrato atual. O mercado mundial para equipamentos de perfuração está aquecido, com os preços do petróleo quase atingindo recordes. Ela explicou que a Chevron alugou a sonda "Leo Segerius" da Noble Corp's para Frade. "Com este contrato, a Chevron quer garantir o total cumprimento do cronograma esperado para ter o primeiro óleo no início de 2009", disse Pradal em resposta por escrito à Reuters. A sonda está no momento trabalhando na costa do Brasil em um contrato com a Petrobras. A sonda original Sedco-706 alugada pela Chevron para Frade, da Transocean Inc, deve chegar no terceiro trimestre de 2008, após ser transformada em sonda de posicionamento dinâmico. Um sistema de posicionamento dinâmico permite manter automaticamente a posição de um navio com o uso de seus próprios propulsores e hélices, onde não é possível ancorar ou atracar, como é o caso de locais com grande profundidade. O navio FPSO, que tem capacidade para processar e armazenar o petróleo e prover a transferência do petróleo e/ou gás natural, a ser usado em Frade está sendo construído em Dubai e deve chegar em julho ou agosto de 2008 e terá capacidade de 100 mil barris por dia. A Chevron estima produzir 20 mil barris por dia em Frade, do qual é dona de 51,74%, em 2009. A produção de óleo pesado deve chegar a 80 mil bpd de petróleo em 2011. Frade tem cerca de 250 milhões de barris de reservas brutas esperadas. (Invertia)

Brasil e Venezuela voltam a conversar sobre gasoduto do sul

A Venezuela buscará retomar nesta semana o projeto de um gasoduto continental com o Brasil, que estava reticente sobre a obra destinada a conectar as grandes reservas de gás natural da América do Sul. Chávez, que pretende dobrar a produção de gás na Venezuela com investimentos de US$ 18 bilhões no setor até 2016, promove a construção de dois gasodutos: o Transguajiro, que cruzaria a Colômbia até o Pacífico, e o Gasoduto do Sul, ligando o Caribe à Argentina, num trajeto de mais de 8 mil km. "(O presidente Luiz Inácio Lula da Silva) me telefonou e quer que discutamos o tema do gasoduto em Manaus. Eu disse: Lula, já era hora, faz um ano que não falamos do gasoduto", disse Chávez no domingo durante seu programa semanal de rádio e TV, o Aló, Presidente. Chávez e Lula se reúnem no dia 20 em Manaus para discutir projetos de integração regional, como o Banco do Sul e a Petrosur. Analistas e empresas vêem com ceticismo o gasoduto, um investimento de US$ 20 bilhões, pois consideram que a liquefação do gás e seu transporte marítimo seria uma opção mais econômica. "Dizem que o gasoduto é inviável. Sobretudo se levantou uma corrente muito forte no Brasil contra o tema. Essa corrente vem de Washington para tentar sabotar o projeto", disse Chávez no pronunciamento, anunciando a "revolução gasífera socialista". Chávez diz que o duto seria importante para evitar o desabastecimento de gás no Cone Sul, mas os críticos argumentam que o projeto é político e duvidam da capacidade venezuelana de fornecer gás natural a outros países. Ele afirmou que a Venezuela possui 80% das reservas sul-americanas de gás e 30% das de todo o continente. O bom relacionamento político entre os governos de Chávez e Lula se traduz em diversos projetos bilaterais, sobretudo no setor energético, como a refinaria que começou a ser construída em Pernambuco. Chávez deve se reunir no próximo dia 12 com o presidente colombiano, Álvaro Uribe, para inaugurar o Transguajiro, que liga a costa oriental do lago de Maracaibo, no oeste da Venezuela, às jazidas colombianas de Puerto Ballena, a 225 km dali. Esse duto, no qual Caracas investiu cerca de US$ 335 milhões, se complementaria com o chamado Gasoduto Transoceânico, que uniria a Venezuela ao Panamá através do Caribe colombiano. (Invertia)

sábado, 15 de setembro de 2007

Biocombustível não deve substituir petróleo

A escalada global de preços do barril de petróleo e a situação geopolítica dos principais países produtores têm acelerado cada vez mais a busca por fontes alternativas de energia no mundo. Tanto é assim que um estudo mundial recém-lançado pela consultoria Accenture sobre os biocombustíveis demonstra que a segurança energética, aliado à pressão ambiental e de preços, têm chamado a atenção de um bom número de companhias. Iniciado em janeiro deste ano e concluído em julho último, o estudo colheu informações junto a 20 países, incluindo o Brasil, e chegou a conclusão de que a corrida por etanol e biodiesel poderão desembocar em números bastante animadores. Segundo o levantamento, em 2012, a produção de etanol poderá alcançar 70 bilhões de litros por ano no mundo, enquanto que o biodiesel poderá atingir 10 bilhões de litros. "Ficou muito claro no estudo que não haverá substituição do petróleo por combustíveis de fontes alternativas. Para nós, o que acontecerá é uma soma de forças. A demanda por energia é crescente, mas isso não resultará em um menor consumo de petróleo", afirma Guilherme Pinheiro, sócio-diretor da Accenture e responsável pela área de energia da consultoria para América Latina. Opinião idêntica tem o economista Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infra-Estrutura (CBIE). Para Pires, "o petróleo não terá no século 21 o papel que teve no século passado, mas ainda será a principal fonte de energia do mundo". Segundo a consultoria, está muito claro o perfil da empresa que vai liderar o negócio de biocombustíveis no futuro. Além de precisar gerenciar muito bem a cadeia de suprimentos, de avaliar melhor que a concorrência os investimentos e de saber gerir os riscos inerentes ao negócio de commodity, a companhia precisará necessariamente estar conectada às novas tecnologias. "É preciso impactar os custos de produção", afirma Matthew Govier, gerente-sênior da consultoria no Brasil. De acordo com o trabalho da Accenture, o Brasil tem uma boa oportunidade pela frente, já que poderá atrair maciços investimentos e gerar empregos. "É uma grande oportunidade, mas é preciso olhar a infra-estrutura", afirma Pinheiro. Só para se ter uma idéia do que se pode atrair de investimentos. Uma usina de etanol que produza 40 milhões de galões por ano nos EUA tem condições de injetar na economia local de uma cidade daquele país cerca de US$ 142 milhões e gerar US$ 1,2 milhão em impostos. (Valor Econômico)

Petrobras inicia perfuração marítima na Colômbia

A Petrobras a norte-americana Exxon Mobil e a colombiana Ecopetrol deram início à perfuração de um poço para explorar petróleo e gás no mar do Caribe da Colômbia, informou na quinta-feira a Ecopetrol. A empresa colombiana informou à Superintendência Financeira que espera finalizar os trabalhos no poço Arazá 1 no final de 2007 e que ele faz parte das atividades que as três empresas realizam na baía de Cartagena, no Bloco Tayrona. A Petrobras é a operadora do bloco e dona de 40% dele, a Exxon Mobil possui 40% e a Ecopetrol tem os 20% restantes. O poço alcançará uma profundidade aproximada de 9,1 mil pés, segundo a Ecopetrol. Especialistas esperam que a reserva onde as três empresas exploram seja rica em gás, no momento em que a Colômbia se apresenta para exportar esse recurso à Venezuela, atrávés de um duto recém-construído que será inaugurado em 12 de outubro pelos presidentes Alvaro Uribe e Hugo Chávez. A Colômbia está correndo contra o relógio para encontrar novas reservas de hidrocarbonetos, para que não perca a auto-suficiência petroleira. (Invertia)

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

CVRD e Shell podem explorar para gás natural

A Companhia Vale do Rio Doce fechou memorando de entendimento com a Shell Brasil para analisar oportunidades de exploração de gás natural, informou a empresa nesta quarta-feira.Segundo a Vale, uma das maiores consumidoras de energia no Brasil, o objetivo da iniciativa é garantir o fornecimento de gás natural para suas operações.A empresa informou que existe a possibilidade de participar com a Shell em operações em blocos de exploração na Bacia do Espírito Santo, onde a multinacional petrolífera já atua.A mineradora informou em comunicado que "está avaliando oportunidades de aquisição de áreas já concedidas para exploração de gás natural" e que pretende participar da próxima rodada de licitações de blocos de exploração de petróleo e gás que será realizada pela ANP (Agência Nacional de Petróleo) em novembro."Como grande consumidora de energia, a Vale está buscando a diversificação e otimização de sua matriz energética através da maior utilização de carvão térmico, combustíveis renováveis e gás natural", informou a empresa. (Agência Estado)

Equador quer renegociar contrato com a Petrobras

O Presidente Rafael Correa não acredita em estremecimento das relações com o governo brasileiro. O Equador "renegociará" o contrato que mantém com a Petrobras devido a "um erro" na concessão de um campo que é também operado pelo Estado, anunciou no domingo o presidente Rafael Correa, afastando a hipótese de que a ação possa afetar as relações com o governo brasileiro. "Houve um erro. Este não era um campo integrado e portanto não podia ter sido atribuído à Petrobras; por isso, é preciso renegociar o contrato", afirmou Correa ao canal Telerama. A Petrobras está sendo investigada por transferir 40% das ações que detinha para a japonesa Teikoku Oil, sem autorização do governo, bem como pela exploração irregular da jazida Palo Azul, na província amazônica de Orellana (sudeste). Um informe preliminar do Ministério de Energia sugeria a anulação do contrato com a companhia, que extrai 35 mil barris diários no Equador, alegando as mesmas irregularidades que levaram à suspensão do contrato com a petrolífera norte-americana Occidental Petroleum (Oxy). Uma comissão do governo equatoriano questionou, em julho deste ano, o desenvolvimento pela Petrobras do campo de Palo Azul. Na oportunidade, a comissão pediu o cancelamento do contrato com a estatal brasileira. Correa não especificou se mediante a renegociação foi descartada a anulação do contrato com a companhia, que espera a autorização ambiental para operar o bloco 31, localizado nos limites da reserva natural de Yasuni. "Houve um problema porque foi concedido à Petrobras o campo Palo Azul, na pressuposição de que um bloco 18 estava integrado ao operado pela Petroecuador. ocorre que se trata de jazidas diferentes", disse Correa. O presidente equatoriano minimizou uma possível repercussão nas relações com o presidente Lula. "E por quê (deveria haver inconvenientes) se estamos aplicando a lei, as normas, inclusive o senso comum?", afirmou o presidente, abstendo-se de revelar os termos da revisão do contrato com a empresa estatal brasileira. Em um comunicado divulgado em julho passado, a Petrobras afirmou que "cumpriu as disposições legais em todos os seus atos jurídicos, contratuais e administrativos" no Equador. Ontem, representantes da Petrobras não estavam disponíveis para comentar o assunto. A companhia nega ter agido de forma incorreta em Palo Azul. A Petrobras é uma das empresas que mais investe no país e no Equador extrai a maior parte do petróleo em Palo Azul. Correa, ex-ministro de esquerda da Economia, se comprometeu a renegociar os contratos petrolíferos estrangeiros para aumentar o faturamento vindo do petróleo. O Equador enfrenta ainda uma queixa da Occidental Petroleum, que cancelou seu contrato logo depois que o governo do país acusou a empresa norte-americana de transferir ilegalmente parte de um bloco petrolífero. A Occidental nega as acusações e pede a devolução de seus ativos e uma indenização de US$ 1 bilhão. (Gazeta Mercantil)