quarta-feira, 16 de maio de 2007

Acordo Petrobras PDVSA avança rapidamente

O acordo entre a Petrobras e a estatal venezuelana PDVSA para a construção da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, "caminha a passos largos", disse nesta segunda-feira, 14, o diretor de Abastecimento e Refino da estatal, Paulo Roberto Costa, ao ser indagado por jornalistas sobre a possibilidade de desistência da PDVSA no negócio.Segundo ele, o acordo que prevê a parceria entre as duas empresas está atrelado à entrada em produção do campo de Orinoco, na Venezuela, no qual a Petrobras teria participação de 40%. Em relação inversamente proporcional, no caso da refinaria em Pernambuco, seria a PDVSA quem ficaria com 40%.O impasse principal para a assinatura do contrato diz respeito ao valor das reservas do Orinoco e o bônus que caberá à Petrobras por participar da exploração das reservas locais. O óleo naquela região é ultra pesado e exigirá até mesmo um processamento de pré-refino, antes de chegar a uma refinaria convencional. Estima-se que o investimento nessa unidade seria de US$ 1 bilhão.Recentemente, o presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, comentou em entrevista que também falta definir qual será o destino do óleo produzido na região, já que a estatal quer ser remunerada por sua parte no negócio pelos preços internacionais e a Venezuela quer garantir a produção para consumo local, onde subsidia o óleo para a população.Segundo Costa, a Petrobras está tocando adiante o processo burocrático para a instalação da refinaria, independentemente do fechamento do acordo com a Venezuela. No próximo dia 23 de maio, por exemplo, a estatal realiza audiência pública para obtenção de licenciamento ambiental para a instalação da unidade.JapãoSobre os planos para a aquisição de uma refinaria no Japão, Costa afirmou que as negociações estão "complexas", disse Costa. "Temos tudo para fechar o negócio, mas existem alguns detalhes complexos que ainda emperram", disse, sem querer detalhar quais seriam os pontos principais que geram impasse na negociação. A Petrobras está de olho numa refinaria de propriedade conjunta da Exxon (85%) e da Sumitomo (15%), localizada no sul da ilha de Okinawa, com capacidade de 100 mil barris por dia. Os investimentos, segundo expectativa do mercado, devem ficar em torno de US$ 1 bilhão."Estamos olhando todas as oportunidades do mercado. O nosso objetivo principal é processar no exterior petróleo produzido pela Petrobras. Não necessariamente temos que ter produção local onde tivermos a refinaria", disse Costa.Exportação EUACosta informou ainda que a Petrobras exportou sua primeira carga de álcool para os Estados Unidos na semana passada. Segundo ele, foram enviados 12 milhões de litros para uma trading norte-americana. "O volume ainda é muito insignificante, perto dos cerca dos 2,8 bilhões que o Brasil exportou no ano passado, dos quais 1 bilhão só para os Estados Unidos, mas temos perspectivas de muitos negócios com entre a Petrobras e o mercado americano", disse. Ele admitiu, inclusive, que a estatal já estuda a aquisição de tanques de armazenagem de álcool em território americano.De acordo com Costa, a estatal também deve embarcar nos próximos dias uma carga de 20 milhões de litros de álcool para a Nigéria, repetindo o que já fez no ano passado. Outra perspectiva de contrato é com a Venezuela. No ano passado, explicou o diretor, a Petrobras embarcou para o país vizinho um total de 150 milhões de litros negociados no mercado spot. Mas nas próximas semanas, pretende fechar um contrato fixo para a exportação de 20 milhões de litros mensais por um período de um ano, prorrogável por mais um ano.No total, a Petrobras quer exportar em 2007 um volume de 850 milhões de litros, que deverão chegar a até 3,5 bilhões em 2011, quando já estiver valendo a parceria com a Mitsui para embarque do combustível para o Japão. ÁlcoolSegundo Costa, o acordo com a Mitsui está sendo finalizado e ainda depende de regulamentação da legislação japonesa para adição de álcool à gasolina. Além disso, explicou, a Petrobras quer colocar o combustível proveniente da cana-de-açúcar nas usinas térmicas japonesas.Para isso, pretende iniciar em agosto testes locais na Usina Termelétrica Barbosa Lima Sobrinho, no Rio, com a utilização desse combustível. "Seria uma alternativa altamente viável para substituir o gás natural ou mesmo o óleo combustível numa emergência no Brasil", sinalizou. Segundo ele, o álcool "tem se demonstrado competitivo nessa forma de geração de energia", mas um maior nível de detalhamento técnico só será possível com os testes na usina.Costa também informou que estão avançando as negociações da Petrobras com grupos interessados em investir em novas usinas de produção de álcool no País. A Petrobras, em parceria com a Mitsui, tem interesse em participar com no máximo 20% do capital acionário de cerca de 40 novos empreendimentos nessa área, que estarão localizados entre os Estados de Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Tocantins."A idéia é assinar contratos e tocar as obras para que em 2009 já esteja sendo produzido o álcool a ser exportado para o Japão", afirmou o diretor, que participou hoje da assinatura de convênio entre a Petrobras e o Senai para a capacitação de três mil profissionais que vão atuar no complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). (Agência Estado)

Bolívia não poderá usar gás para quitar dívida com Petrobras

A Bolívia não poderá pagar com gás pela compra das duas refinarias adquiridas da Petrobras. Apesar da possibilidade ter sido levantada na semana passada em Brasília, essa operação não é possível, porque o dinheiro que paga pelo gás importado tem destinação específica na Bolívia. Assim como no Brasil, mais de metade é destinada ao pagamento de royalties e participações - divididas para o governo, províncias e até universidades - e o restante vai para os produtores pagarem seus custos. O que sobra é dividido entre as petroleiras e a estatal YPFB. O pagamento terá que sair do caixa do governo, que vem tendo alta extraordinária das receitas desde maio do ano passado, quando aumentou os impostos sobre a produção de gás dos maiores campos da Bolívia, San Alberto e San Antonio. Os dois são operados pela Petrobras, que tem como sócias nos empreendimentos a Andina, controlada pela Repsol YPF, e pela francesa Total. Enquanto ainda discute como será feito o pagamento, os problemas enfrentados pela Petrobras na Bolívia não acabaram com a venda das refinarias. Sem alarde, o governo de Evo Morales está obrigando a estatal brasileira a vender 3 milhões de m³ de gás natural por dia para o mercado interno boliviano, que antes recebia 300 mil m³/dia da empresa brasileira. A medida, que atende à resolução 255 do Ministério de Hidrocarbonetos e Energia, contraria contrato que dá preferência para a estatal exportar seu gás para o Brasil, dentro do acordo de suprimento firmado pelos dois países, o GSA. Ao vender gás para o mercado interno da Bolívia - onde o preço é subsidiado entre US$ 1 a US$ 1,50 por m³ - ao invés de exportar para o Brasil, a Petrobras deixa de ganhar US$ 270 mil por dia. Ainda não é possível falar em perda, porque o Brasil consome cerca de 26 milhões de m³/dia, abaixo do contrato com o Brasil e da capacidade de transporte do Gasbol, que é de 30 milhões de m³/dia. "Enquanto o Brasil não chegar ao limite máximo de consumo, não tem problema. Mas já dissemos que, se o Brasil pedir mais, vamos mandar. Se não aceitarem, será quebra de contrato", explica o presidente da Petrobras Bolívia, José Fernando de Freitas. Deslocando a Petrobras, a Bolívia abre espaço para a Chaco e Andina aumentarem suas receitas. As duas têm participação da YPFB, que negocia a tomada de controle com os sócios majoritários. E essas negociações podem se alongar, já que a Bolívia não aceitar pagar prêmio de controle pelas empresas. Ainda dentro da estratégia para obter aumento de receitas do Estado, a Bolívia continua recebendo mensalmente US$ 32 milhões adicionais sobre a produção em San Alberto e San Antonio. A estatal brasileira e suas sócias entendem que essa cobrança só era devida até outubro do ano passado, quando foram assinados os novos contratos de produção. O ministério e a YPFB insistem que o imposto é devido até a data do registro em cartório desses contratos, que ocorreu no mês passado. Como o imposto deve ser pago com três meses de atraso, o pagamento referente a outubro foi feito em janeiro deste ano. O último, referente a abril, será pago no final de julho ou início de agosto. O pagamento dessa participação adicional levou a Petrobras a registrar no ano passado seu pior resultado na Bolívia, um lucro de US$ 27 milhões. Para pagar esse imposto a Petrobras desembolsou US$ 99 milhões. A empresa entrou com processo administrativo para questionar esses pagamentos e pretende recorrer até a instância superior para reaver o dinheiro. O presidente boliviano quer que o país deixe de ser sócio do Centro Internacional para Arbitragem de Disputas sobre Investimentos (Ciadi), órgão do Banco Mundial para resolução de controvérsias. Esse acordo vem sendo usado como abrigo para as empresas que já ameaçaram entrar com recurso contra a Bolívia nas negociações de retomada do controle das empresas pelo Estado. Ao comemorar a renacionalização das refinarias no sábado, Morales disse que pretende iniciar campanha "mundial" para acabar com o órgão. "Temos que erradicar o Ciadi, porque tribunais de arbitragem só permitem o saque dos nossos recursos." (Valor Econômico)

Produção de petróleo da Petrobras ficará 2% abaixo da meta

A produção de petróleo da Petrobras em 2007 ficará 2% abaixo da meta de 1,91 milhão de barris por dia, devido ao menor volume registrado no primeiro trimestre do ano, informou a empresa nesta terça-feira. Hugo Repsold Júnior, gerente geral de Estratégia e Gestão de Portfólio de Exploração e Produção no Brasil, afirmou a jornalistas que a produção de petróleo no campo de Golfinho (ES) caiu de 100 mil para 30 mil barris por dia por problemas em equipamentos. Ele afirmou ainda que a produção de petróleo ácido em Albacora Leste (bacia de Campos) tem obrigado a Petrobras a exportar 80% do óleo produzido no local. (Invertia)

domingo, 13 de maio de 2007

A francesa Total conclui acordos em Angola

French giant Total has finalised agreements to take an operating stake in Block 17/06 and an interest in Block 15/06, off Angola.
Total will take a 30% operating stake in Block 17/06, alongside Sonangol (30%), SSI Seventeen (27.5%), Falcon Oil (5%), ACR (5%), and Partex (2.5%). Sonangol is the concessionaire of block 17/06.
Block 17/06 consists of the relinquished areas of the Block 17, in the Lower Congo basin South Zaire River, which was one of the first blocks awarded in the deep offshore by the Angolan government.
Total, as operator, made 15 separate discoveries at the block, totalling more than 3 billion barrels of recoverable oil. Block 17/06 lies in water depths ranging from 600 to 1900 metres and covers about 3100 square kilometres.
The French player added that it believes the block is still highly prospective and has very large oil potential.
Total has also taken a 15% slice of Block 15/06 which consists of the relinquished areas of the block 15, also in the Lower Congo basin South Zaire River.
Block 15/06 lies in water depths between 400 and 1500 metres and covers about 4200 square kilometres.
Total's partners in the block are Eni (operator, 35%), Sonangol (15%), SSI Fifteen (20%), Falcon Oil (5%), Statoil (5%) and Petrobras (5%). Sonangol is the concessionaire.
The blocks, in Angola's ultra-deep play, were awarded as part of the 2005/2006 licensing organised by Sonangol.
Meanwhile, Total has finalised the cession to Sonangol of its 27.5% share in Block 2/85 and its 55.6% in the Fina Petroleos de Angola (FPA) company.
FPA's assets consist of the Luanda refinery and two onshore licences located near Soyo in the Lower Congo basin. FPA holds 49% of the FS Block and 32.67% on the FST Block.
Total’s current equity production from Block 2/85 and blocks FS and FST is 6500 barrels of oil per day in 2006. (Upstream)

sábado, 12 de maio de 2007

A brasileira Braskem vai investir na petroquímica da Bolívia

A Braskem está disposta a investir US$ 1,5 bilhão na construção de três instalações petroquímicas na Bolívia, afirmou nesta quinta-feira o vice-presidente de Desenvolvimento de Projetos da petroquímica brasileira, Roberto Ramos. Segundo o executivo, as conversas com o governo boliviano neste sentido já foram iniciadas. Ramos indicou que a intenção de desenvolver megaprojetos na Bolívia, como os que vem desenvolvendo na Venezuela, foi comunicada ao ministro dos Hidrocarbonetos, Carlos Villegas. O executivo da Braskem, filial da brasileira Odebrecht, informou que existe a possibilidade de construir três unidades: duas de polietileno e uma de etileno, mas o lugar ainda não foi decidido. O projeto original, que data de 2000, menciona a zona fronteiriça de Puerto Suárez, no extremo leste da Bolívia, como região para a execução do megaprojeto, mas Ramos garantiu que o tema será parte da discussão. O ministério boliviano dos Hidrocarbonetos informou, por sua vez, que no prazo de um mês voltará a se reunir com a Braskem para dar continuidade às conversas iniciadas. As três instalações petroquímicas que a empresa construiria requerem "cerca de 5 milhões de metros cúbicos diários de gás", afirmou Ramos, destacando que os aspectos técnicos para viabilizar o projeto dependerão do grau de avanço do diálogo com o governo boliviano. A Braskem, uma das maiores empresas petroquímicas da América Latina, se associou à venezuelana Pequiven, filial da petrolífera PDVSA, para formar duas empresas petroquímicas (etileno e polipropileno) em Jose, no estado de Anzoátegui, a 300 km a leste de Caracas, onde se refina petróleo extra-pesado da Faixa do Orinoco. (Invertia)


Petrobras vende refinarias à Bolívia por USD 112 milhões

A Petrobras fechou ontem acordo com o governo boliviano para receber US$ 112 milhões pela totalidade das ações das refinarias que possuía na Bolívia, mas ainda negociava, na noite de ontem, a forma de pagamento, segundo revelou o ministro das Minas e Energia, Silas Rondeau. Segundo proposta da estatal, o pagamento pelas refinarias seria feito em duas parcelas iguais, uma delas quando for formalizado o contrato de venda, e a seguinte, dois meses depois. Mas, ontem, sequer estava definido se o pagamento será em dinheiro, como quer a Petrobras, ou sob a forma de gás para abastecimento do mercado brasileiro. "A questão de como pagar não é o mais importante; temos a garantia, que são 30 milhões de metros cúbicos de gás (fornecidos diariamente ao Brasil)", comentou o ministro, que negou ter havido exigência de pagamento à vista por parte da Petrobras e disse ser "possível" o pagamento em gás. Ele informou que, no preço contratado, estão incluídos os estoques de combustível produzido pela refinaria -
"ativos de trabalho líquido", no jargão contábil. Segundo cálculos informais da Petrobras, esses estoques somam cerca de US$ 40 milhões, o que reduz em mais de um terço o desembolso efetivo dos cofres bolivianos.
"Era o que a Petrobras queria desde o início", garantiu Rondeau. "As refinarias foram vendidas pelo valor de mercado, que é o fluxo de caixa descontado trazido ao valor presente; a capacidade da usina de gerar riqueza". Rondeau não foi claro, porém, ao explicar se o valor de mercado usado como referência para a venda já computou a forte depreciação nas receitas das instalações de refino provocadas pelo decreto do presidente boliviano, Evo Morales, que, na semana passada, confiscou os lucros com a venda de dois derivados importantes do petróleo refinado.
O decreto provocou a mais grave crise entre os dois governos, a ponto de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter dito a auxiliares que está farto com o comportamento "errático" de Morales, e ter ameaçado cancelar todos os acordos firmados nos últimos meses com a Bolívia.
Segundo valores citados oficiosamente durante a negociação, a Petrobras iniciou as conversas pedindo entre US$ 160 milhões e US$ 200 milhões como valor das refinarias, embora aceitasse manter até 30% das ações, durante a transição, por um período mais longo. O endurecimento do governo boliviano, que, de início, chegou a mencionar US$ 40 milhões como valor para as instalações de refino, fez desapropriada. Já no ano passado, executivos da empresa diziam que prefeririam retirar-se do negócio a permanecer como sócios minoritários.
A Petrobras, segundo Rondeau, comprometeu-se a assessorar a estatal boliviana YPFB "pelo tempo que for preciso" para que a empresa local, com experiência mínima no negócio, possa assumir as operações. "Não se pode sair todo mundo, após o pagamento e entregar a chave", argumentou o ministro. "Temos boa vontade, compromisso que a transição seja feita da melhor forma possível", comentou, ao afirmar que o sucesso na operação de refino é "muito importante" para a Bolívia.
Nos últimos dias, técnicos da Petrobras se mostravam céticos em relação a esse sucesso: uma das conseqüências da transferência de controle das operações será o forte aumento de custo nas cadeias de comercialização e no seguro das instalações, hoje a cargo da empresa brasileira, com grande conceito no mercado. Ainda não há prazo, segundo Rondeau, para que se complete a transição e a Petrobras se retire das operações.
"O acordo foi mais uma prova de que o diálogo prevaleceu", disse Rondeau. Ele negou os rumores de que Lula teria pressionado a Petrobras para apressar o acordo. "Desde o início, o presidente sempre apoiou a postura comercial da Petrobras", disse. "Lula não entrou na questão do preço".
A YPFB assumirá os ativos e todas as obrigações, inclusive dívidas que houver nas refinarias, afirmou o ministro. Ele não quis comentar as declarações de executivos da Petrobras, que afirmaram não haver mais condições de investimentos novos na Bolívia. "Não sei dizer como ficarão os investimentos; estamos fechando uma etapa, a das refinarias, e já havíamos fechado a da exploração e produção de hidrocarbonetos."
Embora as refinarias sejam fundamentais para o abastecimento de derivados de petróleo na Bolívia, elas representavam apenas 0,3% dos resultados da Petrobras, o que as tornava pouco relevantes para a estatal brasileira, argumenta Rondeau. (Valôr Econômico)

sexta-feira, 11 de maio de 2007

Petrobras é lider mundial em encomendas de plataformas

A Petrobras é a líder em encomendas de plataformas de exploração e produção no mercado mundial de petróleo para os próximos cinco anos, aponta estudo divulgado pela consultoria britânica Douglas Westwood, durante a Offshore Technology Conference, em Houston, Texas (EUA).De acordo com o estudo, são contabilizadas 13 unidades da estatal por serem encomendadas, além das plataformas que ainda poderão ser incluídas na revisão do seu planejamento estratégico previsto para ser feito em maio. Em seguida estão a francesa Total, a americana Chevron, a anglo-holandesa Shell e a britânica BP.No total, a consultoria estima que os investimentos em todo o mundo até 2011 serão de US$ 38 bilhões na construção de 120 sistemas flutuantes de produção, sendo que 70% destinados a áreas com profundidade superior a 500 metros de lâmina d´água. De acordo com a Douglas Westwood, do total de investimentos, caberia ao Brasil US$ 9 bilhões na instalação dessas plataformas, pouco menos do que em todo o território africano (US$ 9,6 bilhões). Na Ásia, os investimentos serão de US$ 6,3 bilhões.Segundo um especialista do setor, porém as estimativas são de que, no Brasil, o volume de investimentos supere os US$ 12 bilhões, apenas com encomendas da Petrobras e sem considerar a entrada de empresas estrangeiras no setor, como as unidades que estão sendo construídas pela Chevron e pela Shell, por exemplo. (Agência Estado)

Brasil vai produzir 50% do biodiesel de Portugal

Das 600 mil toneladas de biodiesel que Portugal necessita por ano, metade será produzida no Brasil, anunciou nesta sexta-feira o presidente da energética lusa Galp Energia, Manuel Ferreira de Oliveira, após encontro em Brasília com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva."É um projeto ambicioso que é bom para a Petrogal (subsidiária da Galp no Brasil) e para a Petrobras. Queremos produzir 300 mil toneladas de biodiesel com origem em oleaginosas brasileiras, o que corresponde a 50% das necessidades de Portugal no setor", afirmou Oliveira, que não divulgou valores da negociação.Os termos gerais da cooperação com a Petrobras nesta área, que deverão ser definidos ainda no primeiro semestre deste ano, serão anunciados no próximo dia 18, em Lisboa.Na ocasião, será assinado também um protocolo entre a Petrogal, a Petrobras, a Partex (empresa lusa com atuação no Brasil) e o governo português para pesquisa em águas profundas em território luso.A empresa brasileira é líder em tecnologia de produção em águas profundas (mais de 300 metros) e ultraprofundas (mais de dois mil metros). (Jornal da Mídia)

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Bolívia quer Petrobras como sócia minoritária

Mesmo após o decreto que retirou da Petrobras as fontes mais lucrativas de receita das refinarias da empresa na Bolívia, o governo boliviano tenta fazer com que a estatal brasileira permaneça como sócia minoritária das instalações de refino, expropriadas com a nacionalização determinada pelo presidente Evo Morales.
Ainda sem decisão sobre o preço a pagar pelas ações da Petrobras, o governo Morales constatou que a estatal brasileira pretende sair das refinarias e levar consigo o sistema de gestão usado para operá-las e os contratos que permitem a exportação de derivados, o que deve criar sérios problemas para o sistema de refino no país.
Ontem de manhã, em La Paz, ao receber a proposta definitiva de venda das refinarias, pelas quais a Petrobras quer um pagamento de US$ 112 milhões (bem menos que os US$ 160 milhões a US$ 200 milhões aventados inicialmente), o ministro de Hidrocarbonetos da Bolívia, Carlos Villegas, chegou a sondar o presidente da estatal no país, José Fernando de Freitas, sobre a possível permanência da empresa como sócia minoritária, para operar as usinas. Freitas
negou a possibilidade.
Em um sinal do forte conteúdo político das negociações, Villegas informou à imprensa local que "nas próximas horas" a Petrobras receberá a resposta à proposta de venda das refinarias, em manifestação do próprio ministro, ou do presidente Evo Morales. Até ontem, a Bolívia admitia pagar apenas US$ 60 milhões pelas refinarias, que foram compradas em 1999 por cerca de US$ 104 milhões, e nas quais a Petrobras diz ter investido em torno de US$ 19 milhões.
O governo boliviano foi alertado pelos brasileiros sobre as dificuldades que a estatal boliviana terá para assumir as operações de refino e exportação que expropriou da Petrobras.
Por um decreto, Morales determinou, na segunda-feira, que fosse transferida à estatal YPFB a exportação de petróleo cru reconstituído, com a qual a Petrobras compensava os prejuízos com o tabelamento dos preços na venda de derivados ao mercado interno. A Petrobras argumenta que, com a proibição de exportar, caberá agora à YPFB criar canais de comercialização para o produto, que vem sendo estocado, e, logo, ocupará toda a capacidade de armazenagem das refinarias, o que pode provocar sua paralisação. Além disso, na avaliação da estatal brasileira, como as refinarias passaram a dar prejuízo após o decreto presidencial, elas correm risco de chegar, em poucos meses, a uma situação pré-falimentar.
A Petrobras tem prontos os documentos para iniciar um pedido de arbitragem internacional contra a Bolívia, caso perca as refinarias sem o pagamento que considera adequado. Nesse caso, continuaria operando as instalações, mas sem comprometer recursos da holding para garantir seu equilíbrio financeiro, e sem exportar os produtos nobres, que foram confiscados em favor da YPFB. Villegas, após se declarar "otimista" com a negociação, informou no fim da tarde o resultado das conversas com a estatal brasileira a Evo Morales. No início da noite de ontem, técnicos bolivianos preparavam a resposta a ser anunciada hoje.
Em Brasília, o governo negou rumores de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria exigido da Petrobras que aceitasse uma contra-oferta boliviana, de pagamento de US$ 110 milhões pelas refinarias. "O presidente está ocupado com a visita do papa Bento XVI e não tratou de assuntos da Bolívia", afirmou ao Valor o assessor internacional de Lula, Marco Aurélio Garcia. O próprio Lula declarou, no início da noite, ter se dedicado à visita do Papa. Bolívia é "da alçada da Petrobras", afirmou. Garcia afirmou que o governo brasileiro continuará com uma "política firme e
sóbria" em relação ao governo boliviano. "Se avançarem mais o sinal, serão eles quem perderão, não nós." "O Brasil não é refém do gás boliviano, mas a Bolívia é refém do mercado brasileiro", alertou Garcia, lembrando que, embora uma eventual interrupção no fornecimento de gás ao Brasil possa causar transtornos ao país, a Bolívia teria dificuldades ainda maiores, porque não tem alternativa de mercado para o gás - de cuja extração depende para obter também o petróleo que abastece o mercado interno. "Temos trunfos importantes, que nos dão segurança (na negociação da Petrobras)", disse Garcia. O assessor presidencial reafirmou, porém, o interesse na manutenção do governo de Morales na Bolívia. "Temos claro quais são os problemas lá, as transformações que ocorrem, as forças que governam o país", disse Garcia. "O governo de Evo é a possibilidade objetiva de estabilização na Bolívia, mais além dos comportamentos erráticos", argumentou, lembrando ter conhecido quatro presidentes do país nos
quatro anos em que assessora a Presidência da República. (Valor Econômico)

Bolívia quer Petrobras como sócia minoritária

Mesmo após o decreto que retirou da Petrobras as fontes mais lucrativas de receita das refinarias da empresa na Bolívia, o governo boliviano tenta fazer com que a estatal brasileira permaneça como sócia minoritária das instalações de refino, expropriadas com a nacionalização determinada pelo presidente Evo Morales.
Ainda sem decisão sobre o preço a pagar pelas ações da Petrobras, o governo Morales constatou que a estatal brasileira pretende sair das refinarias e levar consigo o sistema de gestão usado para operá-las e os contratos que permitem a exportação de derivados, o que deve criar sérios problemas para o sistema de refino no país.
Ontem de manhã, em La Paz, ao receber a proposta definitiva de venda das refinarias, pelas quais a Petrobras quer um pagamento de US$ 112 milhões (bem menos que os US$ 160 milhões a US$ 200 milhões aventados inicialmente), o ministro de Hidrocarbonetos da Bolívia, Carlos Villegas, chegou a sondar o presidente da estatal no país, José Fernando de Freitas, sobre a possível permanência da empresa como sócia minoritária, para operar as usinas. Freitas
negou a possibilidade.
Em um sinal do forte conteúdo político das negociações, Villegas informou à imprensa local que "nas próximas horas" a Petrobras receberá a resposta à proposta de venda das refinarias, em manifestação do próprio ministro, ou do presidente Evo Morales. Até ontem, a Bolívia admitia pagar apenas US$ 60 milhões pelas refinarias, que foram compradas em 1999 por cerca de US$ 104 milhões, e nas quais a Petrobras diz ter investido em torno de US$ 19 milhões.
O governo boliviano foi alertado pelos brasileiros sobre as dificuldades que a estatal boliviana terá para assumir as operações de refino e exportação que expropriou da Petrobras.
Por um decreto, Morales determinou, na segunda-feira, que fosse transferida à estatal YPFB a exportação de petróleo cru reconstituído, com a qual a Petrobras compensava os prejuízos com o tabelamento dos preços na venda de derivados ao mercado interno. A Petrobras argumenta que, com a proibição de exportar, caberá agora à YPFB criar canais de comercialização para o produto, que vem sendo estocado, e, logo, ocupará toda a capacidade de armazenagem das refinarias, o que pode provocar sua paralisação. Além disso, na avaliação da estatal brasileira, como as refinarias passaram a dar prejuízo após o decreto presidencial, elas correm risco de chegar, em poucos meses, a uma situação pré-falimentar.
A Petrobras tem prontos os documentos para iniciar um pedido de arbitragem internacional contra a Bolívia, caso perca as refinarias sem o pagamento que considera adequado. Nesse caso, continuaria operando as instalações, mas sem comprometer recursos da holding para garantir seu equilíbrio financeiro, e sem exportar os produtos nobres, que foram confiscados em favor da YPFB. Villegas, após se declarar "otimista" com a negociação, informou no fim da tarde o resultado das conversas com a estatal brasileira a Evo Morales. No início da noite de ontem, técnicos bolivianos preparavam a resposta a ser anunciada hoje.
Em Brasília, o governo negou rumores de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria exigido da Petrobras que aceitasse uma contra-oferta boliviana, de pagamento de US$ 110 milhões pelas refinarias. "O presidente está ocupado com a visita do papa Bento XVI e não tratou de assuntos da Bolívia", afirmou ao Valor o assessor internacional de Lula, Marco Aurélio Garcia. O próprio Lula declarou, no início da noite, ter se dedicado à visita do Papa. Bolívia é "da alçada da Petrobras", afirmou. Garcia afirmou que o governo brasileiro continuará com uma "política firme e
sóbria" em relação ao governo boliviano. "Se avançarem mais o sinal, serão eles quem perderão, não nós." "O Brasil não é refém do gás boliviano, mas a Bolívia é refém do mercado brasileiro", alertou Garcia, lembrando que, embora uma eventual interrupção no fornecimento de gás ao Brasil possa causar transtornos ao país, a Bolívia teria dificuldades ainda maiores, porque não tem alternativa de mercado para o gás - de cuja extração depende para obter também o petróleo que abastece o mercado interno. "Temos trunfos importantes, que nos dão segurança (na negociação da Petrobras)", disse Garcia. O assessor presidencial reafirmou, porém, o interesse na manutenção do governo de Morales na Bolívia. "Temos claro quais são os problemas lá, as transformações que ocorrem, as forças que governam o país", disse Garcia. "O governo de Evo é a possibilidade objetiva de estabilização na Bolívia, mais além dos comportamentos erráticos", argumentou, lembrando ter conhecido quatro presidentes do país nos
quatro anos em que assessora a Presidência da República. (Valor Econômico)

quarta-feira, 9 de maio de 2007

Postado por Melquisedec Nascimento

NOVAS SETE IRMÃS E A PARCERIA PARA AS AMÉRICAS

Matéria do Financial Times de 11 de março de 2007, intitulada, As novas Sete Irmãs, analisadas em conjunto com o artigo do Almirante James Stavridis, Comandante do Comando Militar Sul dos EUA, publicado no Jornal do Brasil, em 06 de maio de 2007, faz-nos entender o porquê de tanta oposição dos EUA ao governo do presidente Hugo Chávez da Venezuela, bem como acende uma luz de alerta para os brasileiros sobre a inevitável oposição futura do governo estadunidense aos interesses do Brasil.

Segundo o periódico londrino, nos últimos quatro anos, um grupo de empresas estatais de países que não pertencem ao mundo das grandes potências, surgiu no cenário econômico internacional, desbancando os maiores grupos de energia com ações na bolsa do mundo. As novas sete irmãs são Aramco, da Arábia Saudita;Gazprom,da Rússia;CNPC, da China;NIOC, do Irã;PDVSA, da Venezuela;Petrobrás, do Brasil e Petronas, da Malásia.Essas empresas controlam um terço da produção mundial de petróleo e gás e mais de um terço das reservas totais de petróleo e gás, enquanto que as velhas sete irmãs, controlam apenas 3% das reservas. A Aramco era tolerada pelas companhias internacionais e pelas grandes potências, porém a recente mudança na influência internacional de companhias petrolíferas nacionais menores tem sido mais difícil de aceitar.No final de 2006, a BP e a Shell perderam o segundo e o terceiro lugar entre as empresas do setor para a Gazprom e a PetroChina(88% controlada pela CNPC).

Ocorreu uma forte mudança estratégica, pois os estados nacionais passaram a ter mais poder de decisão nos investimentos dos lucros obtidos com a indústria petrolífera. Fatih Birol,economista-chefe da AIE(Agência Internacional de Energia)afirmou que "a falta de disposição dos governos em permitir que as suas companhias petrolíferas nacionais reinvistam os seus recentes grandes lucros na própria indústria petrolífera, está na raiz de muitos dos temores sobre oferta futura." Birol acrescenta ainda:" Em vez de investir em mais energia, esses governos usam o dinheiro para empreendimentos sociais, ou ele é desperdiçado", portanto eles não querem que os países emergentes invistam no social, em saúde, educação e segurança, querem investimentos em energia para garantir petróleo e gás para eles. Pronto, aqui está o alerta para o Brasil( a Venezuela já está de olho), haja vista que a China e Rússia possuem armas de destruição em massa, a Malásia está muito distante e a Arábia Saudita já está sob controle, concluímos que as bolas da vez, por ordem, são o Irã, a Venezuela e o Brasil. Os EUA e as grandes potências necessitam de energia para suas indústrias e não irão aceitar que governos de países emergentes, mediante as novas sete irmãs, ditem o controle de suas economias, razão pela qual os estadunidenses passaram a ficar de olho nos biocombustíveis brasileiros e querem ser nossos parceiros.

O alusivo artigo do Almirante James Stavridis, intitulado com o lema do Comando Militar Sul dos EUA, Parceria para as Américas, demonstra que os EUA estão interessados em parceria inclusive na segurança. Diz o Almirante:" Nossa meta é adotar uma série de programas para promover segurança, estabilidade e boa vontade na região,permitindo assim a disseminação da verdadeira prosperidade a 450 milhões de habitantes dessa parte das Américas". Ora, se os estadunidenses estivessem interessados em disseminar prosperidade na região, já deveriam ter aberto seus mercados aos produtos primários exportados pelos países da América latina, inclusive para o etanol brasileiro. Tudo não passa de retórica, devendo os brasileiros ficarem alerta para mais um canto da sereia.

O Almirante torna a utilizar os mesmos argumentos que fundamentam a intervenção estadunidense no mundo, bem como deixam patente serem os líderes do processo de globalização contra os estados nacionais, portanto contra as Forças Armadas e Empresas Estatais, pois entende-se nas entrelinhas que não há razão de termos FFAA nacionais, se vivemos em um mundo globalizado, quanto mais estatais petrolíferas, por isso estão atacando a PEMEX(Petróleos Mexicanos), quase obrigando sua privatização.Eis o argumento do porta-voz militar estadunidense para a Ibero-América: "Quando se analisam os desafios comuns enfrentados na região, percebe-se rapidamente que nenhuma ação isolada,pequena ou grande,pode superá-los.Tráfico de drogas,lavagem de dinheiro,financiamento e recrutamento de terroristas, contrabando de pessoas, desastres naturais, nada disso se detem nas fronteiras dos países.Esses desafios exigem soluções cooperativas;exigem parcerias."

A política externa brasileira precisa cumprir a constituição federal, que em seu parágrafo único, do artigo 4º, estabelece:" A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, social e cultural dos povos da América latina, visando à formação de uma comunidade Latino-americana de nações ."

REAGE BRASIL!

Petrobras faz nova proposta à Bolívia pelas refinarias

Publicada em 09/05/2007 às 19h29m O Globo, com Agências Internacionais

A Petrobras reduziu para US$ 112 milhões o preço das duas refinarias de sua propriedade em território boliviano, um desconto de 30% em relação ao valor inicial proposto pela estatal brasileira, que girava em torno de US$ 160 milhões. O presidente da Petrobras Bolívia, José
Fernando de Freitas, no entanto, não quis revelar detalhes da "oferta final" da estatal brasileira, apresentada na reunião realizada na manhã desta quarta-feira, em La Paz, com representantes do governo e da estatal petrolífera boliviana YPFB.
Diante de informações que os dois países haviam fechado um acordo em US$ 110 milhões, o Palárcio do Planalto e o ministro Silas Rondeau, das Minas e Energia , negaram que houvesse chegado a um solução final para o impasse. O país ainda aguarda a decisão da Bolívia.
A reunião entre a Petrobras e o governo boliviano terminou sem acordo. Foi o primeiro encontro entre representantes da empresa e autoridades do governo do presidente Evo Morales, após seu decreto sobre as duas refinarias da Petrobras, no território boliviano.
- Foi um encontro cordial, muito tranqüilo, onde detalhamos a proposta da Petrobras às autoridades bolivianas - disse o brasileiro José Fernando de Freitas, presidente da Petrobras Bolívia. - Agora vamos esperar a resposta do governo boliviano para continuar as negociações, acrescentou.
O prazo dado pelo presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, lembrou Freitas, vence nesta
quinta-feira. O governo boliviano deverá responder se aceita o preço pedido pela Petrobras pela
venda total das duas refinarias que comprou nos anos noventa.
No final da tarde desta quarta-feira, a assessoria de imprensa do Ministério de Minas e Energia
confirmou que o prazo de 48 horas dado pela Petrobras a estatal boliviana YPFB para se pronunciar sobre a proposta de venda das refinarias termina na quinta-feira, já que ela foi notificada na última terça-feira. A assessoria informou ainda que o ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, não vai se pronunciar até que sejam concluídas as negociações entre as duas empresas.
Expropriação
Com apoio do presidente Lula, Gabrielli, o ministro brasileiro das Minas e Energia, Silas Rondeau, e o Itamaraty reagiram ao decreto de Morales, dizendo tratar-se de uma "expropriação" do fluxo de caixa das refinarias.
A previsão é de que o ministro boliviano de Hidrocarbonetos, Carlos Villegas, entregue a proposta da Petrobras ao presidente Morales no prazo.
A empresa brasileira, dona das duas das seis principais refinarias da Bolívia, teria reduzido sua oferta pelas duas unidades de refino, nas últimas horas.
Assessores do ministro Villegas afirmaram, logo após a reunião, que a "nova proposta" da Petrobras era esperada, assim como a Bolívia também deverá melhorar seu preço por esta compra (agora de 100% das duas refinarias) nas próximas horas.
Não se descarta que Morales aumente "levemente" a proposta de US$ 60 milhões, com o
argumento, para o público boliviano, de que as duas unidades são simbólicas na trajetória da
nacionalização dos hidrocarbonetos no país.
As duas refinarias – Gualberto Villaroel, em Cochabamba, e Guillermo Elder, em Santa Cruz –
levam nomes de defensores históricos deste processo.
Assessores de Morales recordaram, nesta quarta-feira, que ele é a favor do “diálogo” com o Brasil, como ele mesmo disse na véspera, mas que as refinarias são "muito importantes, em termos estratégicos" para fazer valer o decreto de nacionalização do petróleo e gás, assinado em maio do ano passado.
- Todos nós queremos preço justo pelas refinarias - disse um assessor de Morales, repetindo a
palavra "justo" usada pelo presidente Lula ao se referir a esta venda.
As refinarias, relativamente pequenas, possuem capacidade de processar 40 mil barris diários de petróleo, de acordo com a Petrobras, e foram compradas pela estatal no fim de 1999, por US$ 102 milhões.
Este foi o ápice de uma onda de privatizações que, na década passada, abriu as portas da indústria petrolífera boliviana a uma dezena de transnacionais. A recuperação das refinarias por meio de recompra foi estabelecida como um dos objetivos da nacionalização do setor, decretada em 1 de maio de 2006.
As refinarias são o menor negócio da Petrobras na Bolívia, onde a gigante brasileira realiza principalmente operações de produção e transporte para garantir o bombeamento diário de até 30 milhões de metros cúbicos de gás natural ao mercado brasileiro.

Petrobras dá ultimato à Bolívia

Plantão Publicada em 07/05/2007 às 18h26m GloboNews
RIO - O governo brasileiro decidiu vender 100% das duas refinarias da Petrobras ao governo boliviano, diante do decreto anunciado, neste domingo, que proíbe a estatal brasileira de exportar sua produção de gasolina e petróleo naquele país. Segundo o ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, o governo brasileiro ficou sabendo pela imprensa , e apenas nesta segunda-feira, a decisão de o governo bolviano nacionalizar também a exportação dos produtos (gasolina e petróleo) de todas as empresas estrangeiras que atuam na Bolívia.
O presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, afirmou, por sua vez, que esta decisão significa uma expropiação do fluxo de caixa da Petrobras e, por causa dela, o governo brasileiro decidiu encaminhar, ainda nesta segunda-feira, uma proposta final ao governo da Bolívia para a venda das duas refinarias.
A Bolívia terá de dois a três dias para dizer se aceita ou não a oferta. Caso não haja acordo entre as partes, segundo Gabrielli, a empresa estatal brasileira vai recorrer a cortes internacionais ou à própria Justiça boliviana, já que esta decisão reduz enormemente o fluxo de caixa da Petrobras.
Sérgio Gabrielli disse ainda que a Petrobras pode cortar investimenos futuros na Bolívia diante desta decisão caso não se chegue a um acordo.

Petrobras descobre mais gás no Espírito Santo

Plantão Publicada em 09/05/2007 às 21h04m Valor Online
SÃO PAULO - A Petrobras anunciou hoje ter descoberto uma reserva de gás com cerca de 130 metros de espessura em um poço no litoral do Espírito Santo. De acordo com a estatal, a descoberta é importante porque demonstra que as reservas da área têm grande espessura. Isso significa maior potencial de volume recuperável de gás na região. A nova reserva foi descoberta a uma profundidade de 3.378 metros no poço 6-ESS-168, na Bacia do Espírito Santo, ao norte do Campo de Camarupim (cerca de 37 km do litoral do estado). Esse bloco de exploração é operado pela Petrobras em parceria com a empresa americana El Paso.(Valor Online)

sexta-feira, 4 de maio de 2007

Consumo de gás natural no Brasil bateu recorde em 2006

Mesmo com a ameaça de escassez e a alta no mercado brasileiro - com a decisão da Petrobras de retirar os subsídios que até meados de 2006 eram concedidos ao gás natural comercializado no Brasil – o consumo do produto no país bateu recorde no ano passado, atingindo média diária de 41,79 milhões de metros cúbicos, um aumento de 4,3% frente a 2005.
Coincidentemente, outubro foi o mês em que a estatal brasileira e outras 11 petrolíferas que atuam na Bolívia firmaram os acordos protocolados hoje com a estatal boliviana YPFB, que assumiu o controle total sobre as atividades de exploração e produção de petróleo e gás.
De acordo com a Abegás, a maior expansão média de crescimento se deu entre os consumidores de gás natural veicular, o chmado GNV. No ano passado, o consumo atingiu a média diária de 6,3 milhões de metros cúbicos, volume 19,4% superior ao comercializado em 2005.
Na contramão da expansão do GNV, o consumo do gás voltado para a energia elétrica caiu 11% em 2006 frente ao ano anterior. Atingiu, assim, a média diária de 7,8 milhões de metros cúbicos frente os 8,8 milhões consumidos em 2005. Neste caso, em razão da menor necessidade de despacho das usinas termoelétricas. (Agência Brasil)

GNL Angola arranca ainda este ano

A montagem da unidade de produção de gás natural liquefeito da Angola LNG deverá arrancar ainda este ano e a sua capacidade poderá ser posteriormente aumentada, afirmou quinta-feira em Barcelona um director do consórcio.O projeto, que representa um investimento de 4 mil milhões de dólares, é liderado pela norte-americana Chevron, com 36,4 por cento do consórcio, sendo parceiros a Sonangol, com 22,8 por cento, BP e Total, com 13,6 por cento cada, tendo a participação da ExxonMobil, de 13,6 por cento, sido vendida à Sonangol aquando da sua retirada do projecto.No passado dia 2 de Abril, a italiana ENI anunciou ter assinado um memorando de entendimento para adquirir uma participação de 13,6 por cento na Angola LNG.À margem da 15ª Conferência e Exposição Internacional sobre LNG (gás natural liquefeito, na sigla em inglês), a decorrer desde 24 até hoje em Barcelona, o director da Angola LNG pelas relações governamentais, Modesto Laurentino da Silva, afirmou que uma decisão final sobre o projecto será tomada em Junho próximo."Como é evidente, é preciso tomar uma decisão antes de se poder começar a construir a unidade de produção que, tudo indica, terá início ainda este ano", precisou.Angola tem 45,87 mil milhões de metros cúbicos de reservas confirmadas de gás natural, fonte energética cuja procura está em forte alta, devendo triplicar até 2020, de acordo com consultores do mercado energético.De acordo com a Angola LNG, a unidade de produção terá uma capacidade de produção de 8 milhões de toneladas métricas de gás natural liquefeito por ano. (Folha de São Paulo)

quinta-feira, 3 de maio de 2007

Apesar dos EUA, Petrobras mantém projetos no Irã

Cláudia Schüffner (Valor Econômico)

A tentativa do governo americano de bloquear investimentos da Petrobras no Irã não tiveram qualquer efeito sobre os planos da estatal brasileira naquele país. A companhia vai concluir este mês a perfuração de um poço chamado "taftan1" no bloco Tusan que fica no Golfo Pérsico iraniano. Esse primeiro poço vai custar cerca de US$ 50 milhões, segundo estimativa do gerente-executivo da estatal responsável pela Américas, África e Eurásica, Samir Awad.

Outro poço será perfurado em data ainda não definida, que custará cerca de US$ 30 milhões, mais barato por ser tecnicamente mais simples e em águas rasas. A partir daí, e caso seja feita alguma descoberta, a Petrobras teria que assinar um contrato de prestação de serviços com a estatal National Iranian Oil Co. (Nioc).

Questionado sobre as possíveis repercussões na estatal sobre as preocupações americana com os investimentos da Petrobras no Irã, Awad explicou que não há nenhuma negociação em andamento com o governo iraniano, ou pelo menos, nada concreto. "Existem apenas conversas, apenas prospecção de negócios", explicou Awad, que está em Houston para a Offshore Technology Conference (OTC).

Ele confirmou que o governo americano procurou a Petrobras para "tentar entender o que estava por trás das notícias na mídia (sobre investimentos da companhia no Irã) e qual era o ponto da verdade. E a Petrobras foi absolutamente clara ao dizer que hoje não há nenhum investimento previsto", frisou Awad.

O executivo lembrou que o presidente Lula já disse que as decisões de investimento da Petrobras são uma questão de soberania nacional. "A Petrobras investe aonde ela bem entender, dentro ou fora do Brasil. E temos hoje exemplos de empresas de grande porte que mostram que não deve haver constrangimento nenhum. Não é por isso que a Petrobras seria mal vista (no exterior)", disse o executivo.

À noite, o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, tentou desmentir a informação do diretor e disse que o governo americano não levou qualquer preocupação dessa natureza à companhia. Gabrielli participou de um coquetel para comemorar o prêmio obtido pelo gerente geral de Engenharia Básica da Petrobras, Marcos Assayag, o "Distinguished Achievement Award for Individuals", da OTC.

Pela regra iraniana, as empresas estrangeiras que produziram no país precisam entregar todo o óleo para a Nioc já que não podem ter a titularidade do óleo. Se fizerem descobertas, elas assinam contrato de prestação de serviços que prevê a recuperação dos custos e de prestação de serviços. Segundo Awad, o acordo firmado pela Petrobras e a Nioc estabelece apenas a obrigação da brasileira perfurar dois poços. A partir daí, se ela encontrar petróleo, passará para o estágio de negociação de contrato de prestação de serviços.

O governo americano estabelece pesadas sanções para indivíduos e empresas americanas que investem no Irã, ou que vendam produtos e serviços para o país. Agora o governo Bush tem tentado ampliar o escopo dessas restrições, com o objetivo de demover investimentos estrangeiros. Mas até agora eles não tiveram muito sucesso com empresas estrangeiras.

segunda-feira, 30 de abril de 2007

Índice de reposição de reservas da Petrobras em 2006 foi de 174%

Relação Reserva/Produção ficou em 19,5 anos
A Petrobras divulgou oficialmente a situação de suas reservas provadas de petróleo e gás natural no Brasil e no exterior. Os critérios utilizados na medição foram fixados pela Society of Petroleum Engineers (SPE) e pela Security and Exchange Comission (SEC) em 2006. Segundo o critério ANP/SPE, para cada barril de óleo equivalente produzido (boe) no ano de 2006 foi reposto 1,739 boe, resultando em um Índice de Reposição de Reservas (IRR) de 173,9%. A relação Reserva/Produção (R/P) ficou em 19,5 anos. Em 31 de dezembro de 2006 as Reservas Provadas de óleo, condensado e gás natural nos campos sob concessão da Petrobras no Brasil atingiram 13,753 bilhões boe, representando um aumento de 3,9%. Durante o ano de 2006, foram apropriados 1,226 bilhão boe às reservas provadas, contra uma produção acumulada de 705 milhões boe.

Destaques


Os destaques em relação à apropriação das reservas provadas foram as descobertas nos blocos exploratórios de Maromba, na Bacia de Campos; Camarupim, Catuá, na Bacia do Espírito Santo Mar; Araracanga na Bacia do Solimões; Jaçanã e Pintassilgo na Bacia do R.G. Norte; Tangará na Bacia do Recôncavo; e Saíra, Seriema e Tabuiaiá na Bacia do Espírito Santo Terra. Foram ressaltadas ainda descobertas em blocos exploratórios incorporados a campos de produção já existentes em Mexilhão, na Unidade de Negócio de Exploração e Produção do Rio de Janeiro (UN-RIO), e Baleia Azul e Golfinho, na Unidade de Negócio de Exploração e Produção do Espírito Santo (UN-ES).Também foram efetuadas revisões em campos existentes em 2006, principalmente em Marlim e Albacora, na Unidade de Negócio de Exploração e Produção da Bacia de Campos (UN-BC); e Roncador e Marlim Sul, na UN-RIO.Já segundo o critério SEC, mais restritivo, as reservas provadas no Brasil, em 31 de dezembro de 2006, foram de 10,573 bilhões boe, o que representa praticamente a manutenção da estimativa do ano anterior (10,578 bilhões boe). Durante o ano de 2006, segundo este critério, foram apropriados 700 milhões boe de Reservas Provadas contra uma produção de 705 milhões boe, o que corresponde a um Índice de Reposição de Reservas (IRR) de 99%, ou seja, para cada barril de óleo equivalente produzido, apropriamos 0,99 barril. Por este mesmo critério a relação Reserva/Produção (R/P) ficou em 14,9 anos.


Reservas Internacionais


Durante o ano de 2006, a apropriação de reservas provadas no exterior foi suplantada pela produção do período, aliada às revisões contratuais ocorridas preponderantemente na Venezuela. Isto resultou em uma redução de reservas de 312 milhões boe. Em 31 de dezembro de 2006, segundo o critério SPE, as Reservas Provadas de óleo, condensado e gás natural nos campos sob concessão da Petrobras no exterior atingiram 1,270 bilhão boe, representando um decréscimo de 24,4%. As reservas internacionais representam cerca de 10% das nacionais. De acordo com o critério SPE a relação Reserva/Produção (R/P) na área internacional ficou em 14,3 anos. Segundo o critério SEC, as reservas provadas no exterior, em 31 de dezembro de 2006, foram de 885 milhões boe, que representa uma redução de 26,1%, em relação à estimativa do ano anterior (1,197 bilhão boe). Por este mesmo critério a relação reserva/produção (R/P) ficou em 10,2 anos. As principais razões para a diferença entre as reservas SPE e SEC são: pelo critério SEC apenas os volumes de gás cobertos por contratos comerciais vigentes podem ser declarados como reservas provadas e na Bolívia parte do volume de gás descoberto não está ainda comercializado; na Nigéria, por causa do estágio de desenvolvimento dos campos descobertos, apenas uma pequena parcela dos volumes pode ser declarado como reserva pelo critério SEC. Em 31 de dezembro de 2006, as reservas provadas de óleo, condensado e gás natural da Petrobras, no Brasil e no exterior, atingiram 15,023 bilhões boe, segundo o critério SPE, um acréscimo de 0,74% em relação ao ano anterior; segundo este critério, durante o ano de 2006 foram apropriados 904 milhões boe às reservas provadas e produzidos 794 milhões boe, o que resultou em um acréscimo de 110 milhões boe relação às reservas de 2005 (14,913 bilhões boe). Assim, para cada barril de óleo equivalente produzido em 2006 foi apropriado 1,139 barril de óleo equivalente, resultando num Índice de Reposição de Reservas (IRR) de 113,9%. A relação Reserva/Produção (R/P) ficou em 18,9 anos. As Reservas Provadas totais da Petrobras, segundo o critério da SEC, em 31 de dezembro de 2006, atingiram 11,458 bilhões boe, apresentando uma redução de 2,7% em relação ao ano anterior. (GasNet)

Chevron indecisa sobre projetos de gás natural no Brasil

US oil major Chevron (NYSE: CVX) is interested in gas projects in Brazil but will adopt a wait-and-see approach and continue focusing on oil, company Brazil president Timothy Miller told BNamericas.
"There certainly are good gas opportunities in Brazil, but when it comes to infrastructure, it all belongs to [federal energy company] Petrobras," he said at the Latin Upstream Conference in Rio de Janeiro. "The business model for gas is still not clear in the country. Therefore our focus right now in Brazil is oil."
Brazil will lead Chevron's growth in Latin America, said Miller.
Chevron's growth in Brazil will gain steam in 2008-10 period, considering the Campos basin's Frade field is due to start production in 2009.
Chevron also holds minority stakes in Campos' Papa-Terra, Maromba, Atlanta and Oliva fields.
ROUND 9
Meanwhile, Chevron is keen to see which fields will be offered in the 9th hydrocarbons licensing round in Brazil.
"We hope to participate, but it all depends on which areas will be offered," he said.
ETHANOL
In addition, Chevron may export its expertise in ethanol distribution from Brazil to other countries where it operates.
"Chevron has 2,200 service stations in Brazil with ethanol. The company can take this Brazilian experience elsewhere because we are a global company that is continuously exchanging information," said Miller.
Chevron operates gasoline stations in Brazil under the Texaco brand. (Rigzone)

13a descoberta de petróleo no Bloco 31 de Angola

Sonangol and BP Exploration (Angola) Limited report that the Miranda oil discovery in ultra-deepwater Block 31, offshore Angola is the thirteenth discovery that BP has drilled in Block 31. The well is located 11 kilometers south of the recently announced Titania discovery.
Miranda was drilled by the Jack Ryan drillship, in a water depth of 2,436 meters, some 375 kilometers northwest of Luanda and reached a total depth of 5,116 meters TVD below sea level.
The well was tested at a flow rate of 3,822 barrels of oil per day (b/d) through a 48/64ths inch choke.
Sonangol is the concessionaire of Block 31. BP Exploration (Angola) Limited as operator holds 26.67 percent. The other interest owners in Block 31 are Esso Exploration and Production Angola (Block 31) Limited (25 percent), Sonangol E.P. (20 percent), Statoil Angola A.S. (13.33 percent), Marathon International Petroleum Angola Block 31 Limited (10 percent) and TEPA (BLOCK 31) LIMITED, (a subsidiary of the Total Group) with 5 percent.
BP's involvement with Angola goes back to the mid 1970s. During the 1990s, BP made very substantial investments in Angola's offshore oil and it is now an important part of the company's upstream portfolio. BP has interests in four blocks with operated interests in two.
Operatorship of Block 31 was awarded to BP Exploration (Angola) Limited in May 1999. The block covers an area of 5,349 square kilometers and lies in water depths of between 1,500 and 2,500 meters.
BP also has operated interests (BP 50.00 percent equity) in Block 18 where the Greater Plutonio Project is currently being developed and is due to come on stream in 2007.
BP has non-operated interests in Block 15, operated by Esso Exploration Angola (Block 15) Limited (BP 26.67 percent equity) and in Block 17 operated by Total (BP 16.67 percent equity).
BP also has a 13.6% interest in the Angola LNG project. (Rigzone)

O gás natural no Brasil

USOS
O GN tem um amplo espectro de aplicações. Suas principais utilizações tem sido como combustível industrial, comercial, domiciliar e residencial, e na recuperação secundária de petróleo em campos petrolíferos, através de sua reinjeção. Também é utilizado como matéria-prima nas indústrias petroquímica (plásticos, tintas, fibras sintéticas e borracha) e de fertilizantes (uréia, amônia e seus derivados), e para redução do minério de ferro na indústria siderúrgica.
Uma outra forma de utilização de GN é como combustível na geração de eletricidade, seja em usinas termelétricas, seja em unidades industriais, instalações comerciais e de serviços, em regime de cogeração (produção combinada de vapor e eletricidade). O gás natural é a terceira maior fonte de energia primária no mundo, somente superado pelo petróleo e pelo carvão.
O uso do GN nas residências, seja para cocção, seja para calefação, além da segurança e praticidade, tem a vantagem de substituir o GLP(derivado de petróleo importado pelo Brasil), que exige complexa infra-estrutura de transporte e armazenamento.
Nos segmentos de transporte coletivo e de cargas, a utilização do GN assume importância na redução de agentes poluentes.

PRODUÇÃO
O gás natural é produzido, muitas vezes juntamente com o petróleo, através da extração nas bacias sedimentares da crosta terrestre. Ao chegar à superfície ele é tratado para remoção de impurezas, como água e outros gases. A seguir ele é transportado por gasodutos para as zonas de consumo e refino.
Plantas elétricas e algumas indústrias podem utilizar o gás natural diretamente, captado dos gasodutos. Residências e pequenas indústrias adquirem o gás de empresas distribuidoras. As empresa distribuidoras adicionam substância odorante ao gás por medida de segurança, para facilitar a identificação de vazamentos.
Ao longo de 98, foram produzidos no País 10,3 bilhões de m3 de gás, 5,1% a mais que em 97. Do volume total produzido no ano passado, 8 bilhões de m3 são de gás não associado e 2,3 bilhões de m3 de gás associado. Os campos marítimos foram responsáveis por 64% da produção de gás (6,6 bilhões de m3), enquanto os terrestres responderam por 36% (3,7 bilhões de m3).
RESERVAS BRASILEIRAS DE GÁS NATURAL
A reavaliação das reservas de gás feita em 1998 e a ausência de novas descobertas de médio e grande porte, levaram as reservas totais de GN a atingir a marca de 409,8 bilhões de m3, com o decréscimo de 5,9% em relação ao volume de 97.
Desse total, 225,9 bilhões de m3 (55,1%) referem-se ao volume provado e 183,9 bilhões de m3 (44,9%) à soma das reservas prováveis e possíveis. Com volume de 26,5 bilhões de m3, o campo de Leste de Urucu(AM) lidera a lista dos 20 campos com maiores reservas provadas de gás, onde se concentram 76,9% do volume total. Em seguida, vem o campo de Marlim(Bacia de Campos), que tem 23,7 bilhões m3 de gás.
Mais de 50% das reservas totais de gás, ou seja, 205,8 bilhões de m3, estão localizadas na Bacia de Campos e o restante, 49,8%, distribuído nas demais unidades operativas da Petrobras. A maior parte das reservas totais de gás está localizada no offshore, onde se concentram 252,6 bilhões de m3. Grande parte das reservas está localizada em lâmina d'água superior a 1.000 m. (GasNet)

RESERVAS DE GÁS NATURAL POR REGIÃO DE PRODUÇÃO ( BILHÕES DE M3)

Unidade Operativa Provada Provável + Possivel Total
Amazônia 060,0 036,8 096,8
Bahia 024,8 019,1 043,9
Bacia de Campos 094,4 111,4 205,8
Espírito Santo 005,8 002,9 008,7
R.G.Norte/Ceará 018,4 007,8 026,2
Sergipe/Alagoas 014,2 005,5 019,7
Sul 008,3 000,4 008,7
Petrobras 225,9 183,9 409,8

domingo, 29 de abril de 2007

Galp entra na exploração petrolífera em Timor-Leste e Moçambique

A Galp Energia vai entrar na exploração petrolífera em Timor-Leste e Moçambique por via da aquisição de 10 por cento das concessões de direitos de prospecção e produção de petróleo, anunciou hoje a empresa portuguesa em comunicado.Os contratos, assinados com a empresa italiana ENI, dizem respeito a cinco blocos em Timor-Leste e um em Moçambique.De acordo com uma nota de imprensa da Galp, estas participações nos blocos em Timor-Leste e em Moçambique estão sujeitas à ratificação dos governos dos dois países.Os blocos de Timor-Leste atribuem direitos de exploração em cinco áreas diferentes localizadas no mar, que totalizam uma área conjunta de 12.100 quilómetros quadrados.As concessões atribuídas são de sete anos para a fase de exploração e de 25 anos para a fase de produção.Em Moçambique, o bloco também se localiza no mar e tem uma área de 17.000 quilómetros quadrados, com o período de exploração a estender-se por oito anos e o de produção por 30 anos.O consórcio para a exploração em Timor-Leste é constituído pela ENI (90 por cento) e a Galp Energia (10 por cento).Em Moçambique, o consórcio é constituído pela ENI (80 por cento), a Galp energia (10 por cento) e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (10 por cento).Na exploração "offshore", a empresa portuguesa tem participações em Angola (quatro blocos), Portugal (três) e Brasil (10 blocos).No que diz respeito à exploração "onshore", a Galp Energia detém uma participação no bloco Cabinda Centro, em Angola, e em 44 blocos no Brasil. (Agência Lusa)

sábado, 28 de abril de 2007

Petrobras fecha contrato para importar gás da Nigéria

Para garantir o abastecimento nacional, diate de problemas no abastecimento da Bolívia, assinou um "contrato de intenções" para a compra de Gás Natural Liquefeito da Nigerian LNG. O acordo estabelece as condições para eventuais transações entre as empresas, sempre que houver necessidade por parte da Petrobras. O acordo foi fechado em Barcelona, pelo diretor da área de Gás da Petrobras, Ildo Sauer. A estatal brasileira também fechou um acordo de confidencialidade com a Oman LNG para a negociação de potencial suprimento. O primeiro navio, de acordo com ele, deve começar a transportar GNL em abril de 2008. O segundo, no primeiro trimestre de 2009. A Petrobras estuda, ainda, a contratação de mais uma embarcação. Ao conversar com a imprensa, Sauer afirmou que este contrato com a empresa nigeriana garantirá o suprimento aos navios que estão sendo afretados com a norueguesa Golar, conforme anunciado dias atrás. Sauer participa da 15ª Conferência Internacional de Gás Natural Liquefeito (LNG 15), maior evento mundial do setor. - Quando estiverem operando, (esses navios) acrescentarão de 20 a 21 milhões de metros cúbicos/dia ao suprimento nacional de gás. Um terceiro navio pode trazer mais 14 milhões de metros cúbicos/dia - disse. Ele destacou a flexibilidade dos contratos de GNL e estimou que o suprimento será capaz de abastecer metade das termelétricas brasileiras. Na semana passada, a empresa brasileira teve o transporte de parte da produção boliviana destinada ao Brasil suspenso, em função de conflitos locais. (O Globo)

GNL no Brasil trás novos riscos para o setor

A entrada do gás natural liquefeito na matriz energética se dará em um contexto de elevada movimentação no mercado mundial, o que pode abrir espaço para novos riscos para o setor energético nacional. A avaliação, feita por especialistas do setor que participaram do Seminário Abraget - Aspectos Estratégicos para a Evolução da Geração Termelétrica no Sistema Brasileiro, realizado nesta quinta-feira, 26 de abril, no Rio de Janeiro, é de que a inserção do insumo na matriz precisa considerar a realidade de preços praticada no mercado mundial, que vive demanda elevada.Isso porque, segundo o presidente da British Gas no Brasil, Luiz Carlos Costamilan, o mercado global está em vias de encontrar equilíbrio precário a partir de 2012. Segundo ele, os Estados Unidos têm previsão de aumentar o número atual de terminais de regaseificação (cinco unidades) para 24 até 2009. Nesse sentido, o sócio-diretor da Gas Energy, Marco Tavares, ressaltou que o cenário mundial não é tranqüilo, já que outros países também estão com o mesmo propósito de diversificar a matriz energética.O executivo salientou que não há oferta de gás firme no país para suprir a demanda térmica, como ficou comprovado no ano passado, quando 4 mil MW foram chamados a despachar e 2,8 mil MW de oferta foram frustrados. Tavares avalia que o GNL será adequado para a geração térmica adicional necessária, ao mesmo tempo em que o mercado precisa das térmicas descontratadas para reequilibrar o mercado entre 2007 e 2010.Para Costamilan, apesar do cenário global, o GNL apresenta ao país a oportunidade de diversificar a matriz, garantindo a segurança energética e traz flexibilidade para atuar em flutuaçõs da demanda térmica, em especial em momentos hidrológicos mais críticos. No entanto, o executivo advertiu para os riscos políticos e geopolíticos que o comércio do combustível poderá conter, já que exportadores do insumo, como países da África e do Oriente Médio, apresentam problemas capazes de trazer ao país transtornos semelhantes aos que acontecem atualmente na relação comercial com a Bolívia.A expansão da oferta de gás natural pela Petrobras ficou mais próxima com a assinatura de dois acordos referentes ao fornecimento de GNL, segundo o gerente geral de Operação de Ativos em Energia da Petrobras, Edio José Rodenheber. Com a assinatura do contrato para afretamento de dois navios da empresa norueguesa Golar, disse, o primeiro terminal de regaseificação entrará em operação, na Baía de Guanabara (RJ) no primeiro semestre de 2008, enquanto o segundo, em Pecém (CE) está previsto para operar a partir do início de 2009.Os navios serão adaptados para receber os equipamentos de regaseificação. A unidade da Baía de Guanabara terá capacidade de transportar e regaseificar volume equivalente a 14 milhões de metros cúbicos diários, enquanto o segundo terminal poderá processar sete milhões de metros cúbicos por dia. A estratégia da empresa, disse Rodenheber, foi baseada na busca de estrutura pronta, para agilizar a implantação do projeto. Em Pecém, o terminal ficará atracado em um píer existente, enquanto no Rio de Janeiro, será necessário construir um píer simples. (Agência CanalEnergia)

Petrobras assina acordo para compra de GNL

A Petrobras assinou com a empresa Nigerian LNG um master agreement (acordo de intenções) para fornecimento de gás natural liquefeito. O acordo estabelece todas as condições para a negociação entre as duas empresas sempre que houver demanda de GNL por parte da estatal brasileira. A Petrobrás assinou também acordo de confidencialidade com a Oman LNG para a negociação de potencial suprimento. Segundo a Petrobrás, está sendo negociado com a empresa norueguesa Golar o afretamento das embarcações destinadas ao abastecimento de gás a partir dos terminais de GNL no Rio de Janeiro e no Ceará. A Petrobras, que estuda ainda a contratação de mais uma embarcação, acredita que o primeiro navio deva começar a transportar GNL em abril de 2008 e o segundo no primeiro trimestre de 2009.De acordo com o diretor de Gás e Energia da Petrobrás, Ildo Sauer, que assinou o contrato, os navios acrescentarão ao suprimento nacional de gás de 20 a 21 milhões de metros cúbicos por dia. Para ele, um terceiro navio poderia trazer mais 14 milhões de metros cúbicos por dia. (Agência CanalEnergia)

quarta-feira, 18 de abril de 2007

Empresa privada Brasileira inicia produção de petróleo na Bahia

Ivana MoreiraA mineira Egesa começa a produzir nesta semana, no Recôncavo Baiano, 30 barris por dia de petróleo leve. Dentro de 15 dias, deverá fazer o primeiro embarque para um cliente de São Paulo. O investimento em dois poços de plataforma terrestre, que já soma R$ 5 milhões, faz parte do plano estratégico para diversificar os negócios da companhia, uma das grandes empresas de construção pesada do país. Há dois anos, a Egesa começou a apostar em quatro novas linhas de atuação: exploração de petróleo, construção de linhas de transmissão de energia, concessão de limpeza urbana e produção de álcool. A empresa é sócia minoritária, com 10% de ações, na usina de álcool Santa Luzia, em construção em Itumbiara, no Estado de Goiás. Diretor de controle e um dos oito sócios da construtora, José Geraldo Mendes diz que todos os novos investimentos são negócios com grande potencial. Não esconde, porém, seu entusiasmo com o petróleo e o álcool. Faz suas contas numa calculadora e profetiza: "A Egesa Petróleo poderá ser maior do que é hoje a construtora". E completa: "mas é o álcool que vai nos dar dinheiro mais rápido." A usina de Itumbiara, que entrará em operação em 2008, deverá produzir 114 milhões de litros no primeiro ano. A R$ 0,84 por litro, garantirá um faturamento de R$ 95,7 milhões. Como a capacidade da usina pode chegar a 240 milhões de litros, a receita poderá ser de até R$ 200 milhões anuais. O diretor da Egesa - um ex-engenheiro da construtora Mendes Júnior que fez carreira no Iraque, como quase todos os demais sócios - ainda se espanta com a velocidade do negócio de cana-de-açúcar e álcool. Além das ações na usina Santa Luzia, que por sua vez é dona de 20% na usina Cachoeira Dourada, em Sertãozinho (SP), a Egesa detém uma cota de 25% em 10 mil hectares de plantio de cana em Itumbiara. Como a usina só entra em operação em 2008, não faltam propostas para a compra da cana neste ano. De olho nesse mercado, a empresa já está negociando mais terras na região. No negócio do petróleo, os donos da Egesa resolveram entrar em 2005, por pressão de antigos colegas da Mendes Júnior que hoje atuam no setor. Venceram a licitação da Agência Nacional do Petróleo (ANP), com oferta de R$ 3,1 milhões (R$ 400 mil de bônus e R$ 2,7 milhões em investimentos) para explorar dois poços, Araças Leste e Sete Galhos, perfurados pela Petrobras. Já investiram mais do que pretendiam na plataforma mas estão otimistas. O óleo que primeiro jorrou é do poço onde nem a Petrobras, quando explorou a região, chegou a encontrar petróleo. O que significa que são boas as chances de que a Egesa consiga produzir petróleo nos dois poços. No outro, a própria estatal já tinha encontrado óleo. José Geraldo Mendes já trabalha com a perspectiva de produção diária de 100 barris, 50 de cada poço. "US$ 2,16 milhões por ano", traduz ele. No lote da Egesa no Recôncavo Baino há ainda um terceiro poço perfurado pela Petrobras e a possibilidade de investir na perfuração de outros poços. A construtora também não descarta a possibilidade de disputar outras rodadas da ANP. Aparentemente com menor potencial, os dois outros novos negócios da Egesa - limpeza urbana e transmissão de energia - também não fazem feio no balanço financeiro. A divisão que disputa concessões municipais de limpeza urbana faturou R$ 20 milhões no ano passado. Em apenas dois anos, já conseguiu os contratos de cinco cidades da região metropolitana de Belo Horizonte. O mais recente é com Ribeirão das Neves, município de 300 mil habitantes. Para construir duas linhas de transmissão de energia, uma no Mato Grosso e outra no Tocantins, os contratos assinados pela Egesa somaram R$ 70 milhões. Nesta área, a construtora ainda trabalha como prestadora de serviços. Tentou mais ainda não conseguiu vencer a disputa em leilões da Agência Nacional de Energia (Aneel). "Vamos continuar disputando", diz Mendes. Para construir as duas linhas, a Egesa investiu R$ 40 milhões. Metade do dinheiro foi gasto em ativos, equipamentos específicos para este tipo de trabalho. "Agora que temos os ativos, não vamos sair do negócio." A construtora mineira foi fundada em 1962, mas foi depois de 1985, quando os ex-engenheiros da Mendes Júnior assumiram o controle, que ela despontou no mercado da construção pesada rodoviária. No ano passado, a empresa faturou R$ 350 milhões. Para 2007, a meta é crescer 20% e atingir R$ 420 milhões. "Formamos um grupo de pessoas que se conhecem há muitos anos, que têm muita afinidade profissional, por isso os negócios dão certo", avalia o diretor de controle. Para garantir que as coisas continuem indo bem, há uma semana a Egesa assinou contrato com a consultoria Proudfoot. Quer um diagnóstico da gestão, saber onde está acertando e, principalmente, onde pode melhorar. (Valor Econômico)

Empresa privada Angolana explora petróleo no Brasil

The Angolan Private Oil Society (Somoil) won, recently, an international competition to participate in research, development and oil production, and gas in Brazil, ANGOP learnt in Luanda.
According to the company source, Somoil holds 50 percent of the concession at Block BT-REC-18, in the Recôncavo Basin, Brazilian State of Bahia, with the Brazilian Starfish Oil & Gas Society as the operator, which has an equal share of participation.
To abide the contract clauses, Somoil already disbursed half of the six million dollars established to pay the debt of initial expenses made by the Brazilian partner.
Somoil also carried out a joint technical study with the Brazilian Starfish private company to explore the country's main onshore oil field of the Kwanza Basin.
The activities also include the internal distribution of fuel and oil, as well as developing solar and aeolic energy.
First private oil private that is totally Angolan to enter the field of oil exploration, in 2002, with a 10% quota, Somoil is amongst the that work at block 3/05 and 3/05A, close to Sonangol Research & Production (25%), China Sonangol International Limited (25%), Angolan Japan Oil (20%), Eni Angola Production (12%), Petroleum Industry of Serbia (4%) and the Croatian Ina-Naftaplin (4%).
In block 4/05, not yet researched, Somoil has a 15 percent participation quota, together with Sonangol Research & Production (50%), Norsk Hidro Angola (20%) and Angola Consulting Resources (ACR) 15%.

quinta-feira, 12 de abril de 2007

Assinado contrato de navio-sonda para perfuração em São Tomé e Príncipe (JDZ)

The Nigeria Sao Tome and Principe Joint Development Authority (JDA), Addax petroleum and Sinopec of China have signed an agreement on the "Aban Abraham'' deep water drill ship. The agreement was aimed at drilling 10 wells on blocks two, three and four in the Joint Development Zone (JDZ) between Nigeria and Sao Tome and Principe in the Gulf of Guinea.
Jeff Schrull, General Manager, Addax petroleum signed on behalf of his company while Messrs Lian Mingxiang and Ado Wanka endorsed the agreement on behalf of Sinopec and JDA respectively. The agreement was signed in Sao Tome and the drilling which is expected to start in August next year will end in December same year at the rate of $ 410,000 per day. “I am delighted that we have secured drilling capability of our project on competitive terms from Aban Abraham,” Schrull was saying.
Pact -- 2 According to him, Addax and its co-ventures were fortunate to find Aban Abraham drillers, given the rising cost of drilling. “The contract will enable us to complete an extensive exploration and appraisal programme which has the potential to realise considerable value for Addax, its shareholders and other stakeholders in terms of crude exploitation,” Schrull said. He said that his company and their partners were committed to minimum work programme before the discovery of the first oil. Speaking at the occasion, JDA Chairman Ado Wanka, said the initiative would go a long way to facilitate the exploration and exploitation of crude in the JDZ. He described the event as a “huge success” which signified that stakeholders were eager to get the first oil on record time.
Pact -- 3 Commenting, Sinopec’s representative, Lian Mingxiang said the company was opportune to be part of the venture. "We will do everything humanly possible to ensure the success of the project while bringing our varied expertise to bear on the projects'', Mingxiang said. Addax petroleum is the operator of block four, Sinopec operates blocks two and three and JDA is the concessionaire.
Aban Abraham is a deep water drill ship built in 1976 as a world class second generation drill ship which is currently being upgraded from second generation to fourth generation capability. JDA was established in 2001 to manage hydrocarbon and non-hydrocarbon resources on 60:40 in favour of Nigeria in the JDZ and had since 2003 been awarded six oil blocks out of the nine blocks identified. (UPI)

quarta-feira, 11 de abril de 2007

Chevron preocupada com o crescimento da Petrobras no Brasil

A aquisição pela Petrobras dos postos da Ipiranga no Norte, Nordeste e Centro-Oeste foi considerada "preocupante" pelo colombiano Maurício Nicholls, presidente da Chevron, gigante que no Brasil utiliza a marca Texaco após a fusão das duas empresas, em 2000. Nicholls calcula, que nas regiões onde a BR comprou os postos da Ipiranga, a participação de mercado da concorrente, braço de distribuição da Petrobras, crescerá significativamente. Ela chegará a 62% do segmento total de combustíveis, caso da região Norte. No Nordeste, a estatal terá uma fatia de 50%. Já no Centro-Oeste cresce para quase 59%. "Isso preocupa porque o tamanho da BR naquelas regiões do país é várias vezes o tamanho do segundo colocado no mercado. Então, há uma forte concentração, o que significa que o consumidor tem menos escolha", diz Nicholls. Segundo dados do Sindicom, sindicato que reúne os distribuidores de combustíveis, relativos a 2006, a BR tinha a maior participação no mercado brasileiro de combustíveis, seguida pela Ipiranga, Shell, Texaco e Esso, só para citar as maiores. Com a compra da Ipiranga no Sul e Sudeste, o Ultra faz sua estréia como comercializador de combustíveis líquidos - já que opera no mercado de GLP desde a compra da Shell Gás - como vice-líder do mercado. E chega à frente de companhias que atuam no país há várias décadas. Nicholls afirma que a Texaco ainda está analisando a nova configuração e diz que ainda não é possível saber como será ter o que ele chama de "nova Ipiranga" como concorrente. "Não sabemos realmente como a Ipiranga vai vir para o mercado no futuro", diz o executivo, que confirmou que a Texaco também analisou a compra da gaúcha em 2000. Em uma análise sobre o mercado brasileiro de combustíveis, Nicholls, que assumiu o posto no ano passado depois de passagens pela presidência da Chevron no Chile, Guatemala e Colômbia, vê melhoras substanciais no setor. Entre elas, as que resultaram em aumento do número de postos que preferem o abrigo das grandes marcas, ao invés de atuarem livremente no mercado, ou com a chamada "bandeira branca". A própria Texaco sentiu isso no ano passado quando aumentou sua rede com mais 70 postos. Segundo Nicholls, essa recuperação de pontos de venda é fruto de uma mudança no mercado, em que os donos de postos estão preferindo voltar a se associar a uma bandeira conhecida. Em parte ele atribuiu essa mudança ao fato de ter se tornado mais difícil a operação de postos de "bandeira branca" com os aperfeiçoamentos da legislação que coibiu práticas anti-concorrenciais. Maurício Borges Campos, diretor de suporte de marketing da Texaco, salienta também que após a desregulamentação do mercado, a partir de 1997, o consumidor que no início se orientou pelo preço, notou que "o barato saiu caro", em referência às vendas de combustível adulterado. Mesmo assim, o presidente da Chevron acha que alguns problemas persistem, como a venda direta das usinas de álcool para os postos de combustíveis, sem passar pela distribuidora, o que não gera o pagamento de imposto. "O que mais nos preocupa é que ainda existem algumas possibilidades de sonegar e adulterar produtos. Hoje as autoridades podem fiscalizar muito melhor do que antes. Essa área melhorou bastante nos últimos anos, com regras bem mais claras e fiscalização muito mais efetiva", afirma. A Texaco está investindo US$ 11 milhões este ano para lançar no mercado sua gasolina aditivada com Techron, um produto desenvolvido pela empresa em 1995 que ajuda a limpar peças do motor. O valor não inclui os investimentos de US$ 40 milhões previstos para 2007, valor 14% acima do orçamento do ano passado, de US$ 35 milhões. Nicholls ressalta que a diferença da sua empresa para as concorrentes que já lançaram gasolina aditivada no mercado é que a Texaco não oferecerá mais gasolina comum em seus postos. Ressaltando que os preços no Brasil são livres, ele disse que a recomendação é para que o produto seja vendido pelo mesmo preço da antiga gasolina comum. (Valor Econômico)

quinta-feira, 5 de abril de 2007

Argélia poderá fonecer GNL ao Brasil

A Argélia deverá fornecer Gás Natural Liquefeito (GNL) para os projetos de regazeificação da Petrobras em Pecém, no Ceará, e na Baía da Guanabara, no Rio de Janeiro. Os planos da estatal brasileira são de produzir 20 milhões de metros cúbicos de gás natural nas duas unidades instaladas em navios nessas localidades, a partir de 2008. A utilização de GNL no país foi planejada após a crise com a Bolívia, que abortou os planos da Petrobras de duplicar o fornecimento diário ao Brasil de 30 milhões de metros cúbicos de gás natural boliviano. Segundo acordo firmado entre a Petrobras e a estatal argelina Sonatrach, maior empresa de petróleo do continente africano, o fornecimento deverá seguir o modelo "Master Agreement", que consiste em um contrato com cláusulas gerais que estabelece relações comerciais entre duas empresas para compra eventual de determinado produto. Além do GNL, o acordo prevê estudos de cooperação na exploração e produção de blocos em terra, e especialmente marítimos, no Brasil, na Argélia e em países de interesse comum. "Com esta parceria serão criados grupos de trabalho que se reunirão periodicamente para discutir as oportunidades de cooperação. As empresas também avaliarão o possível aumento e desenvolvimento de novas operações comerciais com petróleo e derivados entre as partes", informou um comunicado da Petrobras divulgado na noite de segunda-feira. Segundo a nota, a Petrobras e a Sonatrach já possuem longo relacionamento comercial envolvendo, principalmente, petróleo, nafta e GLP e o acordo tem apoio dos governos dos dois países. (Invertia)

quarta-feira, 4 de abril de 2007

A Autoridade Nomeada do Mar do Timor completou 4 anos de existência

Na segunda-feira, dia 2 de abril, a Autoridade Nomeada do Mar do Timor (em inglês TSDA), completou 4 anos de existência exitosa. A Autoridade funciona como uma agência reguladora das operações petrolíferas que se desenvolvem em uma parte do Mar do Timor sob disputa territorial entre a Austrália e o Timor-Leste.
A despeito das divergências com relação a demarcação das suas fronteiras marítimas, ambos os países decidiram, através da assinatura de um tratado internacional – o Tratado do Mar do Timor – assinado logo após a independência de Timor-Leste em 2002, permitir atividades petrolíferas na região e hoje já recebem os dividendos financeiros dessa decisão. O campo de Bayu-Undan já produz e exporta gás natural, condensado e GLP.
Embora ainda muito jovem, a TSDA já é considerada um caso de sucesso na administração dos recursos petrolíferos presentes em zonas de desenvolvimento conjunto.
Apesar da sua juventude, a TSDA já tem seus dias contados, pois o mesmo Tratado que a criou, determinou a sua extinção e substituição no papel de agente regulador pelo Governo do Timor-Leste. Para esse efeito, o governo estuda uma reformulação profunda do seu setor petrolífero, incluindo a criação de uma autoridade reguladora independente.

terça-feira, 3 de abril de 2007

Brasil e China estudam exploração conjunta

A Petrobras e a China National Offshore Oil (CNOOC) estão finalizando os termos de uma parceria que prevê projetos de exploração conjunta off-shore, revelou nesta segunda-feira Han Chia Kang, diretor de projetos da CNOOC, terceira maior petrolífera da China.O executivo afirmou, segundo agências internacionais, que está em análise o desenvolvimento de campos de produção de petróleo das duas empresas, em ambos os países.O presidente da empresa, Fu Chengyu, já havia afirmado que o foco da possível associação estaria em projetos de exploração de petróleo no sul da China e na costa brasileira.A CNOOC prevê abrir concorrência para 22 áreas de exploração este ano, nove a mais do que em 2006. As petrolíferas chinesas têm comprado ativos de produção no exterior, para assegurar o abastecimento ao mercado chinês, um dos que registram maior aumento de consumo.Atualmente, a CNOOC tem como parceiros a norte-americana Kerr McGee e com a Husky Energy, empresa canadense controlada pelo bilionário Li Ka-shing, de Hong Kong, um dos dez homens mais ricos do mundo, segundo a revista Forbes. (Agêcias)

Petrobras retoma produção no Equador

A Petrobras retomou sua produção no Equador após fechar um acordo na última sexta-feira (30) com os moradores que realizavam protestos na região de atuação da estatal. A reivindicação dos manifestantes era a realização de obras sociais na região.De acordo com comunicado oficial da estatal Petroecuador, a produção reiniciada da companhia brasileira alcançou na primeira hora cerca de 28 mil barris de petróleo por dia (bpd), ou 77% da média de produção anterior aos protestos, que era de 36 mil bpd. A empresa teve que parar suas operações completamente no dia 9 de março, por falta de segurança. (Monitor Mercantil)

Petrobras continuará a investir no Irãn

A Petrobras vai continuar investindo no Irã, país que tem sido um parceiro comercial importante para o Brasil. Foi assim, de forma direta, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva respondeu às críticas do governo americano ao relacionamento da empresa brasileira com o Irã - em plena residência de campo do presidente americano, George W. Bush. “Eu sei de divergências políticas do Irã com outros países, mas o Brasil não tem nenhum problema com o Irã, país que até agora não foi vítima de sanções da ONU.”Bush afirmou que estava dentro da soberania de cada país decidir seus relacionamentos, e que o comércio não estava incluído nas sanções impostas pela ONU ao Irã (há sanções, ao contrário do que disse Lula). Os EUA consideram o Irã um dos países do “eixo do mal”. “Mas nossa posição é que os países deveriam ser cuidadosos ao lidar com o Irã, particularmente porque o Irã está desenvolvendo armas nucleares.”Lula desembarcou em Camp David às 14h16, acompanhado do embaixador Antonio Patriota e do ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim. Após a reunião que durou mais de duas horas, ele e Bush falaram com a imprensa. Estavam presentes também a secretária de Estado, Condoleezza Rice, a representante americana de comércio, Susan Schwab, e o assessor do Planalto para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia. Bush disse que recebia Lula como “um amigo” - repetiu a palavra amigo e amigável várias vezes. Elogiou o colega brasileiro longamente, falando sobre seu comprometimento com a democracia, e afirmou que o Brasil é uma nação “influente e importante”. (O Estado de São Paulo)