sábado, 22 de setembro de 2007

Petrobras pode comprar ativos da Esso na Argentina

A Petrobras é a maior interessada em comprar os ativos da americana Esso na Argentina, avaliados em US$ 200 milhões, informou nesta quarta-feira o jornal "Ámbito Financiero."
A publicação afirma que no mercado petrolífero se considera "certo" que a Petrobras fará sua oferta no máximo na próxima segunda-feira, quando expira o prazo estabelecido pela Esso para avançar em seu plano de deixar a Argentina antes do fim do ano.
Segundo o jornal, há uma semana um grupo de executivos da petrolífera brasileira analisa os números da oferta. Porta-vozes da Petrobras Argentina não quiseram comentar o assunto.
No mercado petrolífero local, disse o jornal, a estatal Enarsa (Energia Argentina), em sociedade com a PDVSA (Petróleos de Venezuela S.A.), e a americana Chevron são mencionadas como as outras interessadas em obter o negócio da Esso.
Os ativos mais importantes da Esso Argentina --que monopoliza uma parcela de 12% do mercado local de combustíveis-- são uma grande refinaria na cidade de Campana, a 160 quilômetros de Buenos Aires, 90 postos de gasolina próprios e a franquia de outros 500.
Já a Petrobras Argentina possui duas refinarias e 700 postos de gasolina, e detém uma representação de 8% da produção de petróleo deste país.
Se a petrolífera brasileira comprar a refinaria da Esso Argentina, ficaria com uma participação de entre 30% e 35% do negócio de produção e venda de combustíveis no mercado local, segundo as fontes. Além disso, passaria a gerenciar uma rede de 1.200 postos de gasolina do total de 4.100 instalados na Argentina.
No entanto, acredita-se que a empresa poderia vender parte destes postos, pois o principal interesse da Petrobras é em aumentar sua produção de óleo diesel, para reduzir os gastos na importação deste combustível.
Além da refinaria e de seus postos de gasolina, a Esso possui ainda jazidas de gás natural no norte e no sul da Argentina, três terminais de remessa de combustíveis e uma fábrica de lubrificantes.
O "Ámbito Financiero" diz que não há motivos para que a comissão antimonopólio rejeite a venda de ativos da Esso para a Petrobras, pois a hispano-argentina Repsol-YPF refina atualmente 50% dos combustíveis argentinos e detém 1.700 postos de gasolina. (Folhaonline)

Produção de independentes inicia-se no Brasil

Recentemente tivemos um importante marco na produção de petróleo no país, o primeiro óleo do Campo de Polvo é também o início da produção de petróleo por empresas independentes no Brasil em volumes relevantes.
O Campo de Polvo, situado no Sul da Bacia de Campos, operado pela Devon produzirá até 50 mil barris/dia por meio de 9 poços produtores conectados a uma plataforma fixa que irá escoar a produção para um FPSO com capacidade de armazenar até 1.800.000 barris. Por turno, serão 150 pessoas em atividade offshore.
A Devon, operadora e majoritária do empreendimento que conta com a participação de 40% da SK Corporation da Coréia, produz hoje quase 600 mil barris/dia com atuação em diversos países.
Merece destaque o prazo de apenas três anos entre a descoberta e o início da produção, prova inequívoca da relevância que o investimento no Brasil adquiriu dentro da empresa e de sua excelência técnica.
Abre-se assim, de fato, o caminho para a ampliação do mercado para os fornecedores nacionais de bens e serviços para a indústria do petróleo. A indústria brasileira, ao atender empresas internacionais do setor, simultaneamente prepara-se para uma atuação internacional, inclusive como fornecedor destas próprias operadoras em empreendimentos no exterior, ganhando assim escala e aumentando seu grau de competitividade.
Esperamos que a visão da Devon, que vem sendo compartilhada por outras operadoras internacionais, continue na direção de investimentos no Brasil e na busca da parceria sólida e duradoura com a indústria fornecedora nacional. (Globonline - Eloi Fernandez)

Gazprom tem interesse no Gasoduto Sulamericano

O vice-primeiro-ministro da Rússia, Aleksandr Zhukov, ratificou hoje ao vice-presidente venezuelano, Jorge Rodríguez, o interesse do consórcio Gazprom em participar do Gasoduto do Sul, que passará pelo Brasil e outros países da América Latina."Esse 'anel do sul' unirá em uma rede energética Venezuela, Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia", destacou Zhukov durante reunião da Comissão Intergovernamental de Alto Nível russo-venezuelana (Cian), da qual ele e Rodríguez são co-presidentes.O funcionário russo constatou que "o diálogo construtivo entre Rússia e Venezuela vem acompanhado de uma dinâmica positiva na cooperação econômica bilateral, sobretudo no setor energético e de combustíveis", segundo a agência "Interfax".Acrescentou que "companhias russas líderes do setor, como a Gazprom e a Lukoil, já trabalham com sucesso no mercado venezuelano".Rodríguez ressaltou, por sua vez, que a Venezuela deseja ter acesso às tecnologias de ponta russas, e se oferece como "porta de entrada na América Latina", graças a seus laços com países "aliados" como Bolívia, Equador, Argentina, Uruguai, Nicarágua e Cuba.Zhukov indicou que os projetos prioritários serão estudados na próxima reunião da Cian, em 24 de outubro, em Caracas, o que contribuirá para "encher de conteúdo" o futuro encontro dos presidentes russo, Vladimir Putin, e venezuelano, Hugo Chávez.Acrescentou que a "ativa diplomacia presidencial" é o principal motor da crescente cooperação russo-venezuelana, pois Chávez já visitou a Rússia em cinco ocasiões e ontem mesmo telefonou para Putin para conversar sobre as relações e convidá-lo a viajar à Venezuela.O intercâmbio comercial entre ambos os países aumentou quase sete vezes ao longo dos últimos dois anos, de US$ 77,5 milhões em 2005 para US$ 517 milhões no ano passado, apesar de que, nesta soma, US$ 456,5 milhões correspondem às exportações russas e apenas US$ 60,5 milhões às venezuelanas.Esse aumento se deve antes de tudo à cooperação militar, pois a Venezuela nos últimos anos fechou contratos com a Rússia para comprar, em particular, caças, helicópteros de combate e de transporte, e sistemas aéreos de defesa, além de fuzis automáticos."É hora de passar a um novo modelo de cooperação, mais perfeito, que inclua um aumento de produção industrial, de mercadorias e serviços de indústrias transformadoras e de tecnologias de ponta nas provisões russas e venezuelanas", concluiu Zhukov. (EFE)

Brasil e Venezuela decidem retomar Gasoduto do Sul

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da Venezuela, Hugo Chávez, decidiram na quinta-feira retomar diversos projetos bilaterais e regionais, como o Gasoduto do Sul, que consideraram "estratégico" para a região. Os presidentes estiveram reunidos em Manaus (AM) por mais de três horas na tarde de ontem. Os presidentes anunciaram ainda que assinarão, no mês de dezembro, um acordo entre as petrolíferas estatais Petrobras (Brasil) e PDVSA (Venezuela) para criar sociedades conjuntas. Lula se mostrou bastante otimista com a proposta das empresas mistas. O contrato será assinado quando o presidente brasileiro for a Caracas, no final do ano. "Nós mostraremos que é possível resolver os problemas energéticos da América do Sul. Não somos ricos, mas somos ousados", disparou Lula. Sobre o gasoduto, a Petrobras estava receosa quanto à capacidade dos recursos venezuelanos para atender à região. Mas a PDVSA se comprometeu em aprofundar estudos e compartilhar informações que comprovam que a Venezuela tem potencial petrolífero para tornar o projeto viável. "Nós, os dois países, vamos contratar uma empresa de engenharia que possa oferecer subsídios técnicos para obra", explicou Chávez. Lula fez questão de desmentir qualquer animosidade entre as duas partes. "Hoje é um dia muito importante para o aperfeiçoamento das relações entre Brasil e Venezuela. Não há intriga nem boato capaz de prejudicar nossa aproximação. Nossa união pode ajudar toda a América Latina", comentou Lula. Lula e Chávez pretendem se encontrar a cada três meses. Empresários e executivos dos dois países também farão intercâmbios constantes. Chávez disse à imprensa que ratifica o interesse venezuelano de entrar no Mercosul. O presidente Lula disse que fará de tudo para que isso aconteça. "Esperamos que Chávez possa fazer a próxima visita ao Brasil já como membro do Mercosul", disse. (Invertia)

Petrobras confirma descoberta de Tupi na Bacia de Santos

A Petrobras informou nesta quinta-feira que testes em um segundo poço na área de Tupi, na bacia de Santos, comprovam a descoberta de petróleo leve em águas profundas, com produção de cerca de 2 mil barris por dia. Os trabalhos indicaram ainda uma produção de 65 mil metros cúbicos de gás natural por dia na área de Tupi, segundo a estatal, que observou esses volumes em meio a uma "vazão limitada pelas instalações operacionais e de segurança durante o teste". Segundo a empresa, "os testes confirmam a descoberta de petróleo leve pelo poço pioneiro comunicada ao mercado em 11 de julho de 2006". "O segundo poço está localizado a 9,5 km a sudoeste do pioneiro descobridor, em lâmina d'água de 2.166 m, distante 286 km da costa sul da cidade do Rio de Janeiro", acrescentou uma nota ao mercado. A área de Tupi está localizada no Bloco BM-S-11, operado em consórcio pela Petrobras (65% de participação), o BG Group (25%) e a Petrogal (10%). Segundo a Petrobras, o consórcio dará continuidade às atividades e aos investimentos previstos no Plano de Avaliação da jazida de óleo leve, aprovado pela ANP em 27 de fevereiro de 2007. "A principal finalidade dessas atividades é a verificação das dimensões e de características mais detalhadas do reservatório de óleo e gás, objetivando obter dados que garantam a viabilidade econômica do desenvolvimento do projeto de produção." Segundo o comunicado, dados mais conclusivos sobre a potencialidade da descoberta somente serão conhecidos após a conclusão das demais fases do processo de avaliação. Nesta semana, a Petrobras anunciou pequena queda na sua produção em relação a julho. A estatal produziu no país 1,807 milhão de barris por dia, baixa de 8 mil barrils antes o mês anterior. A produção de gás natural no País foi de 43,05 milhões de metros cúbicos, estável ante julho. (Invertia)

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Petrobras arremata 4 blocos em licitação na Colômbia

A Petrobras arrematou quatro blocos exploratórios em licitação promovida pelo governo colombiano. As áreas estão localizadas no mar do Caribe, onde a estatal já tem atividades. Na licitação colombiana, a Petrobras ficou com direitos sobre os blocos 4, 6, 7 e 8, todos em parcerias com outras petroleiras. O órgão estatal Associação Nacional de Hidrocarbonetos (ANH) vendeu 9 das 13 áreas oferecidas em processo que visa manter a auto-suficiência do país para além de 2011. Entre os parceiros da Petrobras nos consórcios vencedores estão a estatal local Ecopetrol, a indiana Oil and Natural Gas Corporation (ONGC), a britânica BP e a americana Hess. A estatal brasileira já tem a concessão de um grande bloco no Mar do Caribe, chamado Tayrona, atualmente em produção. A empresa tem ainda outras concessões no país, onde iniciou suas atividades internacionais em 1972 e produz hoje um total de 16 mil barris por dia. (Agência Estado)

Angola emerge como potencia petrolífera regional

A primeira visita de cortesia do secretário-geral da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), Abdallah el-Badri, a um país membro realizou-se em um momento de grande orgulho nacional para os angolanos. Na noite da chegada de El-Badri à capital de Angola, no final do mês passado, milhares de fãs do basquete locais animadíssimos tomaram as ruas de Luanda para comemorar a vitória do país sobre Camarões no final do campeonato africano de basquete, Afrobasket. Foi uma demonstração forte de nacionalismo, cinco anos depois de uma prolongada e devastadora guerra civil. As comemorações refletiram o orgulho de Angola pela sua rápida ascensão como referência nacional, que ultrapassa as façanhas na área do esporte. Um chamado dividendo da paz e o aumento das receitas petrolíferas estão impulsionando a expansão econômica que levou os analistas locais a apostar que poderá superar a Nigéria como principal país regional, dentro de alguns anos. "Angola está em pleno boom", disse El-Badri, em uma entrevista durante sua visita. "Seu povo é muito amistoso, no que me diz respeito". Angola, uma das economias que mais crescem no continente, tornou-se o 12º membro da Opep em meados de dezembro. Foi uma importante realização para o cartel petrolífero, que bombeia aproximadamente 40% do atual consumo mundial de petróleo de 86 milhões de barris diários. Angola é o segundo maior produtor da África Subsaariana, depois da Nigéria, com uma produção de cerca de 1,65 milhão de barris diários, e com ambições de aumentar em 20% sua produção petrolífera no próximo ano, para 2 milhões de barris/dia. "O ingresso de Angola na Opep assinala para o mundo que se tornou um importante produtor de hidrocarbonetos, e isto é importante em termos de credibilidade internacional", disse David Fyfe, analista de produção petrolífera da Agência Internacional de Energia (AIE). O surgimento de novos participantes nos mercados petrolíferos mundiais ocorre no momento em que os principais consumidores de energia em todo o mundo procuram reduzir sua dependência do petróleo da região do Oriente Médio, hoje extremamente volátil. Os consumidores americanos estão dependendo cada vez mais de produtores como a Nigéria e Angola em matéria de petróleo, que é mais fácil de refinar em produtos como a gasolina devido ao seu baixo teor de enxofre. Pelo menos no que se refere à produção de hidrocarbonetos, Angola está rapidamente se aproximando da Nigéria. "Não há muitos produtores no mundo que deram passos tão grandes" como os de Angola, cuja produção dobrou de 2000 a 2006, diz Fyfe. Somente produtores que não fazem parte da Opep, como o Brasil e a Rússia, registraram um avanço tão fantástico na produção de petróleo, nos últimos anos. As metas de produção de Angola não estão muito distantes das da produção atual da Nigéria, de 2,18 milhões b/d. A violência política na região do Delta do Niger e os atrasos de importantes projetos no setor petrolífero afetam cerca de meio milhão de barris diários do total da capacidade de produção nigeriana, segundo estimativas de Fyfe. O isolamento natural dos campos angolanos localizados em alto mar, onde é bombeada a maior parte do petróleo do país, também contribui para reduzir os riscos para a segurança relacionados às operações petrolíferas. A economia angolana poderá chegar a uma expansão de 30%, este ano, segundo projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI). Para o período 2008-2012, o Fundo prevê que o crescimento econômico do país será em média de 7,5%. O governo tem previsões menos ambiciosas, projetando um crescimento acima de 19%, este ano, depois que o Produto Interno Bruto (PIB) do país saltou para cerca de 18%, em 2006. O Banco BPI de Portugal, que gere ampla rede de bancos de varejo em Angola, destacou em uma recente nota para os investidores o potencial de crescimento e o dinamismo econômico da antiga colônia portuguesa. A nota citava um estudo da Universidade Católica de Luanda, que projetava que a economia angolana superaria a da Nigéria até 2010. As diferenças econômicas e demográficas entre os dois países são consideráveis. A economia da Nigéria, que movimenta US$ 115,35 bilhões, e seus 134,4 milhões de habitantes fazem sombra à economia de US$ 43,76 bilhões e à sua população de 16,4 milhões de habitantes de Angola, segundo dados da Opep. Cristina Casalinho, analista do BPI, acredita que esta previsão ambiciosa será difícil de cumprir e dependerá em grande parte da produção petrolífera, que representa mais da metade da economia de Angola e 80% dos gastos públicos. O governo de Angola prevê que o setor petrolífero do país atrairá investimentos por um total de US$ 50 bilhões nos próximos seis anos, para garantir o cumprimento das metas da produção petrolífera, segundo a imprensa oficial. As metas de produção poderão ser reduzidas agora que o país é um membro da Opep, pois a organização estabelece os tetos de produção para seus integrantes a fim de manter um piso para os preços do petróleo. Durante sua visita, El-Badri discutiu a possibilidade de Angola ter uma cota de produção, algo que se acredita possa acontecer no próximo ano. Como o petróleo Girassol de Angola faz parte da cesta petrolífera de referência da Opep, este mês, El-Badri espera um compromisso total do novo membro da organização. Angola não "poderá agir por conta própria", pois desse modo terá muito a perder se os preços do produto baixarem e muito a ganhar com preços razoáveis, dise ele. A cesta de referência da Opep inclui petróleos dos membros do grupo, e fornece um quadro do valor da produção da organização. A cesta é tipicamente negociada abaixo dos contratos futuros do petróleo leve de referência da Bolsa de Mercadorias de Nova York. Greg Priddy, analista de energia global da Eurasia Group, uma empresa de consultoria de risco, acredita que o ingresso de Angola na organização representa mais um complicador no cartel, pois o rápido crescimento de sua produção poderá fazer com que seja mais difícil concordar com a fixação de uma cota. "Angola está obviamente experimentando uma grande projeção de seu status de produtor petrolífero", disse Priddy. "No longo prazo, será um membro mais ativo, à medida que a produção crescer". (Gazeta Mercantil)





Brasil ainda engatinha em biodiesel.

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse que a empresa planeja auxiliar os produtores brasileiros de etanol a aumentarem o volume de exportações e a se concentrarem mais na fabricação de biodiesel. "Estamos na fase da infância de nossa indústria do biodiesel. Queremos ser produtores de biodiesel", afirmou Gabrielli, em Oslo, a um grupo de negócios composto por brasileiros e noruegueses.O executivo disse que a Petrobras destinou para o biodiesel US$ 1,5 bilhão de um orçamento de US$ 112 bilhões para investimentos a longo prazo. Gabrielli lembrou que a Petrobras não tem a intenção de competir com os mais de 300 produtores de etanol brasileiros, mas sim formar uma parceria para melhorar a infra-estrutura de transporte e construir dutos que levariam o produto aos portos. A Petrobras acredita que o Brasil, pioneiro no desenvolvimento de biocombustíveis por conta da grande indústria de cana-de-açúcar, poderia produzir dez vezes mais etanol até 2015 caso investisse em tecnologia agora.O presidente Lula, durante uma passagem pela cidade de Oslo por conta de uma viagem de uma semana pelos países nórdicos, afirmou que, com o apoio da Noruega, seria possível construir mais refinarias de biocombustíveis "não só no Brasil, mas possivelmente na Noruega ou em qualquer lugar do mundo".O ministro de Petróleo e Energia norueguês, Odd Roger Enoksen, disse que o acordo entre a Petrobras e a Statoil foi um passo importante para a cooperação entre os dois países. "A meta do governo é elevar o consumo de biocombustíveis na Noruega. (Jornal do Comércio)

Oferta de gás boliviano ao Brasil pode diminuir

O Brasil corre risco de ver diminuída a oferta do gás boliviano em 2008. O problema não é político, é de falta de investimentos em infra-estrutura, apontam especialistas. Segundo eles, a falta de aporte de recursos do governo da Bolívia nos campos de gás e as restrições à empresas transnacionais no país, podem gerar uma queda na produção do insumo.
O problema é que a Bolívia é responsável pela metade do fornecimento de gás consumido no Brasil. A Petrobras tem um contrato para receber 30 milhões de metros cúbicos diários do país vizinho. Em julho, esse volume foi de 25 milhões e subiu para 27 milhões em agosto, segundo o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim. Mas para 2008, especialistas acreditam que a Bolívia não terá condições de mandar um volume próximo do contratado.
"Nos últimos três anos, os investimentos foram paralisados na Bolívia, com a nacionalização de algumas empresas", lembrou o presidente do Centro Brasileiro de Infra-Estrutura (CBIE), Adriano Pires. Segundo ele, isso deve afetar a manutenção de campos de gás, com reflexos na queda de produção. E no médio e longo prazos, ainda poderá ocasionar uma redução das reservas e gás.
A dificuldade da Bolívia é que o país precisa aumentar a sua produção de gás para atender aos contratos com o Brasil e Argentina, e ainda abastecer o seu mercado interno, justo em um momento de restrição de investimentos. Com o Brasil são 30 milhões de metros cúbicos diários, mais 7,7 milhões com a Argentina - que quer ampliar esse volume para 27 milhões de metros cúbicos por dia nos próximos três anos - além de atender ao seu mercado interno. Dos 35 milhões de metros cúbicos disponibilizados diariamente pela Bolívia, apenas 4 milhões são para consumo interno. O restante dos 31 milhões é exportado para o Brasil e para a Argentina, normalmente em quantidades insuficientes.
A primeira baixa no Brasil já foi sentida. A termelétrica de Cuiabá, com capacidade instalada para gerar 300 megawatts (MW) de potência, está sem receber o gás natural da Bolívia. A usina tem um gasoduto próprio que liga a térmica diretamente à Bolívia que não está sendo abastecido.
A própria Petrobras, maior empresa na Bolívia, vai congelar seus investimentos no país até 2012. Em seu plano de investimentos para 2008-2012, divulgado na semana passada, a empresa somente vai fazer investimentos de manutenção na Bolívia. Dos US$ 15 bilhões anunciados, 70% vai para exploração e produção, sendo que os Estados Unidos ficarão com 32% desse total, a maior fatia. A estabilidade do mercado do Golfo do México está atraindo a estatal, diferente do que ocorre na Bolívia.
"A Bolívia corre o risco de virar uma Argentina", disse Pires, ao traçar um cenário futuro para o mercado de gás na Bolívia, comparando com o atual da Argentina, que passou de produtor de gás a importador, por falta de investimentos. A partir de 2002 o preço do gás foi congelado na Argentina e as empresas pararam de investir, o consumo continuou crescendo e as reservas caíram.
O sócio da comercializadora Comerc, Marcelo Parodi, bate na mesma tecla. Ele disse que o Brasil corre risco de desabastecimento do gás vindo da Bolívia, porque o país vizinho sofre com a saída de pessoal especializado. Parodi aponta as restrições que o governo de Evo Morales está impondo a empresas transnacionais, como responsáveis por essa debandada, fator que pode reduzir a produção do país vizinho e impactar no fornecimento de gás para o Brasil. Ele ainda cita a pressão da Argentina como agravante. O vizinho do prata quer renegociar preços para garantir uma maior quantidade de gás. "O receio é a interrupção de nosso fornecimento no curto prazo". (Gazeta Mercantil)

ANP espera volume recorde de negócios na 9ª rodada

ANP espera volume recorde de negócios na 9ª rodada Cláudia SchüffnerEm meio a críticas de petrolíferas contra iniciativa do governo do Rio de Janeiro de aplicar ICMS sobre plataformas de produção, a 9ª Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo (ANP), marcada para 27 e 28 de novembro, promete obter uma das maiores arrecadações da história da agência, criada em 1998. Com o preço do barril de petróleo tendo superado US$ 80, há um forte incentivo para as empresas buscarem novas áreas de produção. A ANP aumentou o preço mínimo do bônus de assinatura - valor pago pelas empresas para ter direito de explorar as áreas - em até 700% segundo cálculo do próprio diretor-geral da ANP, Haroldo Lima. Outra característica dessa rodada é que ela está atraindo até empresas gigantes que são de fora do "business" petróleo, o que mostra a intenção de suprir as próprias necessidades energéticas. É o caso da Companhia Vale do Rio Doce, segunda maior mineradora do mundo, que fez uma parceria com a Shell para analisar oportunidades de investimentos em áreas de gás no Brasil e no exterior para suprir termelétricas. A Shell informou que ainda está analisando os blocos da rodada e que ainda não há decisão sobre a sua participação. Para assessorá-la no novo negócio, a Vale contratou o ex-presidente da ANP, David Zylbersztajn, mas ele não fala sobre a estratégia que será adotada pela companhia. Mas o presidente da mineradora, Roger Agnelli, já afirmou que pretende "ir com tudo" na disputa. A OGX, braço de óleo e gás do empresário Eike Batista, reservou US$ 500 milhões para investir em exploração de gás. Até Odebrecht, que participou dos primeiros leilões e depois vendeu sua empresa de petróleo e gás em 2002, voltou a mostrar interesse, segundo Lima. Procuradas pelo Valor, as companhias com maior investimento no país mantiveram a discrição, evitando falar sobre a rodada. Eike Batista já informou que contratou para a nova área da companhia um time de peso, que inclui o ex-presidente do BNDES, Petrobras e Fosfértil Francisco Gros, além do ex-gerente-executivo de exploração da Petrobras Paulo Mendonça. A OGX está negociando parcerias e já conversou com Petrobras, Repsol, e Shell. O objetivo é ter participação minoritária em áreas com probabilidade de exploração de gás para consumo em termelétricas. Por trás da estratégia, está também a alavancagem do porto do Açú (RJ), que pode ser usado como base de apoio logístico para empresas na bacia de Campos. Tanto interesse, se confirmado no dia do leilão, pode aumentar em muito a arrecadação da União. O apetite das empresas nacionais também anima a indústria de equipamentos, apesar das preocupações do presidente da Organização Nacional da Indústria de Petróleo (Onip), Elói Fernández, com relação à regulamentação do novo ICMS sobre as plataformas, caso o Rio consiga impor o imposto estadual sobre a produção de petróleo. "A regulamentação disso vai ser complicada e não está claro, por exemplo, se as exportações de bens também vão pagar ICMS. Não está claro se a regra virá da Assembléia Logística do Rio ou do Confaz", explica Fernández. Mesmo assim, ele considera "uma notícia maravilhosa" a entrada de grupos fortes brasileiros na 9ª Rodada. "Isso dá uma dinâmica para o mercado, inclusive junto aos fornecedores". O polêmico bloco 273, na bacia de Campos, objeto de litígio entre a Petrobras e a ANP, é o mais caro entre todos os leilões já realizados, tendo o preço mínimo fixado em R$ 286 milhões. Mas outras duas áreas em águas profundas da bacia de Santos estão sendo oferecidas por R$ 240 milhões e R$ 214 milhões. Até hoje, os dois maiores valores pagos por blocos foram feitos pelos italianos. A estatal Eni ofereceu R$ 307,38 milhões por um bloco na 8ª Rodada (que foi cancelada logo depois do início), que tinha preço mínimo de R$ 2 milhões, um ágio superior a 15.000%. Ela bateu seu próprio recorde oito anos depois que a controlada Agip pagou R$ 134,1 milhões pelo direito de explorar o BM-S-4 na 1ª Rodada, em 1999, o que representou um ágio de 53,664% em relação ao mínimo fixado para a área. Haroldo Lima diz que mesmo com o aumento dos bônus dessa rodada, o valor "não é nada" comparado aos preços de áreas leiloadas recentemente em países como a Angola, onde um consórcio formado pela chinesa Sinopec e a estatal Sonangol, que ofereceram US$ 1,1 bilhão pelo direito de explorar uma área recentemente. A Petrobras ofereceu US$ 500 milhões pelo bloco, mas perdeu. No Brasil, mesmo que os preços não sejam comparáveis a isso, a arrecadação da União pode ser recorde. "Estamos otimistas. Alguns fatos nos dão indicações para esse estado de espírito, em particular o fato de estarmos sendo procurados por empresas de fora do ramo", explicou Lima. Até agora, a maior arrecadação para a União foi obtida na 7ª Rodada, de 2005, com R$ 1,1 bilhão em bônus pagos pelas empresas. Como a 8ª Rodada, no ano passado, foi interrompida e ainda está sem data, sua arrecadação foi menor: apenas R$ 587,37 milhões. Na 9ª Rodada a ANP vai oferecer 313 blocos localizados em nove bacias sedimentares: Campos, Santos, Espírito Santo, Pará-Maranhão, Parnaíba, Pernambuco-Paraíba, Potiguar, Recôncavo e Rio do Peixe. Desse total, 153 blocos estão no mar em área de elevado potencial, em 10 setores das bacias de Campos, Espírito Santo e Santos, áreas de interesse para grandes e médios investidores. Eles ocupam uma área de aproximadamente 98 mil quilômetros quadrados. (Valor Econômico)

Chevrom obtém nova sonda para Frade

A norte-americana Chevron conseguiu uma sonda de perfuração adicional para seu projeto Frade no Brasil e vai cumprir seu cronograma de produção inicial. A companhia anunciou ainda nesta segunda-feira que não deverá haver produção antecipada em 2008. A Chevron havia dito antes que esperava alugar a sonda de perfuração a tempo de utilizá-la em alguns poços para que a primeira extração de petróleo acontecesse no terceiro trimestre do ano que vem, até seis meses antes do plano original para Frade. Mas Patricia Pradal, diretora de desenvolvimento de negócios na Chevron Brasil, afirmou que o navio-sonda adicional só estará disponível em meados de 2008, após o final de seu contrato atual. O mercado mundial para equipamentos de perfuração está aquecido, com os preços do petróleo quase atingindo recordes. Ela explicou que a Chevron alugou a sonda "Leo Segerius" da Noble Corp's para Frade. "Com este contrato, a Chevron quer garantir o total cumprimento do cronograma esperado para ter o primeiro óleo no início de 2009", disse Pradal em resposta por escrito à Reuters. A sonda está no momento trabalhando na costa do Brasil em um contrato com a Petrobras. A sonda original Sedco-706 alugada pela Chevron para Frade, da Transocean Inc, deve chegar no terceiro trimestre de 2008, após ser transformada em sonda de posicionamento dinâmico. Um sistema de posicionamento dinâmico permite manter automaticamente a posição de um navio com o uso de seus próprios propulsores e hélices, onde não é possível ancorar ou atracar, como é o caso de locais com grande profundidade. O navio FPSO, que tem capacidade para processar e armazenar o petróleo e prover a transferência do petróleo e/ou gás natural, a ser usado em Frade está sendo construído em Dubai e deve chegar em julho ou agosto de 2008 e terá capacidade de 100 mil barris por dia. A Chevron estima produzir 20 mil barris por dia em Frade, do qual é dona de 51,74%, em 2009. A produção de óleo pesado deve chegar a 80 mil bpd de petróleo em 2011. Frade tem cerca de 250 milhões de barris de reservas brutas esperadas. (Invertia)

Brasil e Venezuela voltam a conversar sobre gasoduto do sul

A Venezuela buscará retomar nesta semana o projeto de um gasoduto continental com o Brasil, que estava reticente sobre a obra destinada a conectar as grandes reservas de gás natural da América do Sul. Chávez, que pretende dobrar a produção de gás na Venezuela com investimentos de US$ 18 bilhões no setor até 2016, promove a construção de dois gasodutos: o Transguajiro, que cruzaria a Colômbia até o Pacífico, e o Gasoduto do Sul, ligando o Caribe à Argentina, num trajeto de mais de 8 mil km. "(O presidente Luiz Inácio Lula da Silva) me telefonou e quer que discutamos o tema do gasoduto em Manaus. Eu disse: Lula, já era hora, faz um ano que não falamos do gasoduto", disse Chávez no domingo durante seu programa semanal de rádio e TV, o Aló, Presidente. Chávez e Lula se reúnem no dia 20 em Manaus para discutir projetos de integração regional, como o Banco do Sul e a Petrosur. Analistas e empresas vêem com ceticismo o gasoduto, um investimento de US$ 20 bilhões, pois consideram que a liquefação do gás e seu transporte marítimo seria uma opção mais econômica. "Dizem que o gasoduto é inviável. Sobretudo se levantou uma corrente muito forte no Brasil contra o tema. Essa corrente vem de Washington para tentar sabotar o projeto", disse Chávez no pronunciamento, anunciando a "revolução gasífera socialista". Chávez diz que o duto seria importante para evitar o desabastecimento de gás no Cone Sul, mas os críticos argumentam que o projeto é político e duvidam da capacidade venezuelana de fornecer gás natural a outros países. Ele afirmou que a Venezuela possui 80% das reservas sul-americanas de gás e 30% das de todo o continente. O bom relacionamento político entre os governos de Chávez e Lula se traduz em diversos projetos bilaterais, sobretudo no setor energético, como a refinaria que começou a ser construída em Pernambuco. Chávez deve se reunir no próximo dia 12 com o presidente colombiano, Álvaro Uribe, para inaugurar o Transguajiro, que liga a costa oriental do lago de Maracaibo, no oeste da Venezuela, às jazidas colombianas de Puerto Ballena, a 225 km dali. Esse duto, no qual Caracas investiu cerca de US$ 335 milhões, se complementaria com o chamado Gasoduto Transoceânico, que uniria a Venezuela ao Panamá através do Caribe colombiano. (Invertia)

sábado, 15 de setembro de 2007

Biocombustível não deve substituir petróleo

A escalada global de preços do barril de petróleo e a situação geopolítica dos principais países produtores têm acelerado cada vez mais a busca por fontes alternativas de energia no mundo. Tanto é assim que um estudo mundial recém-lançado pela consultoria Accenture sobre os biocombustíveis demonstra que a segurança energética, aliado à pressão ambiental e de preços, têm chamado a atenção de um bom número de companhias. Iniciado em janeiro deste ano e concluído em julho último, o estudo colheu informações junto a 20 países, incluindo o Brasil, e chegou a conclusão de que a corrida por etanol e biodiesel poderão desembocar em números bastante animadores. Segundo o levantamento, em 2012, a produção de etanol poderá alcançar 70 bilhões de litros por ano no mundo, enquanto que o biodiesel poderá atingir 10 bilhões de litros. "Ficou muito claro no estudo que não haverá substituição do petróleo por combustíveis de fontes alternativas. Para nós, o que acontecerá é uma soma de forças. A demanda por energia é crescente, mas isso não resultará em um menor consumo de petróleo", afirma Guilherme Pinheiro, sócio-diretor da Accenture e responsável pela área de energia da consultoria para América Latina. Opinião idêntica tem o economista Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infra-Estrutura (CBIE). Para Pires, "o petróleo não terá no século 21 o papel que teve no século passado, mas ainda será a principal fonte de energia do mundo". Segundo a consultoria, está muito claro o perfil da empresa que vai liderar o negócio de biocombustíveis no futuro. Além de precisar gerenciar muito bem a cadeia de suprimentos, de avaliar melhor que a concorrência os investimentos e de saber gerir os riscos inerentes ao negócio de commodity, a companhia precisará necessariamente estar conectada às novas tecnologias. "É preciso impactar os custos de produção", afirma Matthew Govier, gerente-sênior da consultoria no Brasil. De acordo com o trabalho da Accenture, o Brasil tem uma boa oportunidade pela frente, já que poderá atrair maciços investimentos e gerar empregos. "É uma grande oportunidade, mas é preciso olhar a infra-estrutura", afirma Pinheiro. Só para se ter uma idéia do que se pode atrair de investimentos. Uma usina de etanol que produza 40 milhões de galões por ano nos EUA tem condições de injetar na economia local de uma cidade daquele país cerca de US$ 142 milhões e gerar US$ 1,2 milhão em impostos. (Valor Econômico)

Petrobras inicia perfuração marítima na Colômbia

A Petrobras a norte-americana Exxon Mobil e a colombiana Ecopetrol deram início à perfuração de um poço para explorar petróleo e gás no mar do Caribe da Colômbia, informou na quinta-feira a Ecopetrol. A empresa colombiana informou à Superintendência Financeira que espera finalizar os trabalhos no poço Arazá 1 no final de 2007 e que ele faz parte das atividades que as três empresas realizam na baía de Cartagena, no Bloco Tayrona. A Petrobras é a operadora do bloco e dona de 40% dele, a Exxon Mobil possui 40% e a Ecopetrol tem os 20% restantes. O poço alcançará uma profundidade aproximada de 9,1 mil pés, segundo a Ecopetrol. Especialistas esperam que a reserva onde as três empresas exploram seja rica em gás, no momento em que a Colômbia se apresenta para exportar esse recurso à Venezuela, atrávés de um duto recém-construído que será inaugurado em 12 de outubro pelos presidentes Alvaro Uribe e Hugo Chávez. A Colômbia está correndo contra o relógio para encontrar novas reservas de hidrocarbonetos, para que não perca a auto-suficiência petroleira. (Invertia)

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

CVRD e Shell podem explorar para gás natural

A Companhia Vale do Rio Doce fechou memorando de entendimento com a Shell Brasil para analisar oportunidades de exploração de gás natural, informou a empresa nesta quarta-feira.Segundo a Vale, uma das maiores consumidoras de energia no Brasil, o objetivo da iniciativa é garantir o fornecimento de gás natural para suas operações.A empresa informou que existe a possibilidade de participar com a Shell em operações em blocos de exploração na Bacia do Espírito Santo, onde a multinacional petrolífera já atua.A mineradora informou em comunicado que "está avaliando oportunidades de aquisição de áreas já concedidas para exploração de gás natural" e que pretende participar da próxima rodada de licitações de blocos de exploração de petróleo e gás que será realizada pela ANP (Agência Nacional de Petróleo) em novembro."Como grande consumidora de energia, a Vale está buscando a diversificação e otimização de sua matriz energética através da maior utilização de carvão térmico, combustíveis renováveis e gás natural", informou a empresa. (Agência Estado)

Equador quer renegociar contrato com a Petrobras

O Presidente Rafael Correa não acredita em estremecimento das relações com o governo brasileiro. O Equador "renegociará" o contrato que mantém com a Petrobras devido a "um erro" na concessão de um campo que é também operado pelo Estado, anunciou no domingo o presidente Rafael Correa, afastando a hipótese de que a ação possa afetar as relações com o governo brasileiro. "Houve um erro. Este não era um campo integrado e portanto não podia ter sido atribuído à Petrobras; por isso, é preciso renegociar o contrato", afirmou Correa ao canal Telerama. A Petrobras está sendo investigada por transferir 40% das ações que detinha para a japonesa Teikoku Oil, sem autorização do governo, bem como pela exploração irregular da jazida Palo Azul, na província amazônica de Orellana (sudeste). Um informe preliminar do Ministério de Energia sugeria a anulação do contrato com a companhia, que extrai 35 mil barris diários no Equador, alegando as mesmas irregularidades que levaram à suspensão do contrato com a petrolífera norte-americana Occidental Petroleum (Oxy). Uma comissão do governo equatoriano questionou, em julho deste ano, o desenvolvimento pela Petrobras do campo de Palo Azul. Na oportunidade, a comissão pediu o cancelamento do contrato com a estatal brasileira. Correa não especificou se mediante a renegociação foi descartada a anulação do contrato com a companhia, que espera a autorização ambiental para operar o bloco 31, localizado nos limites da reserva natural de Yasuni. "Houve um problema porque foi concedido à Petrobras o campo Palo Azul, na pressuposição de que um bloco 18 estava integrado ao operado pela Petroecuador. ocorre que se trata de jazidas diferentes", disse Correa. O presidente equatoriano minimizou uma possível repercussão nas relações com o presidente Lula. "E por quê (deveria haver inconvenientes) se estamos aplicando a lei, as normas, inclusive o senso comum?", afirmou o presidente, abstendo-se de revelar os termos da revisão do contrato com a empresa estatal brasileira. Em um comunicado divulgado em julho passado, a Petrobras afirmou que "cumpriu as disposições legais em todos os seus atos jurídicos, contratuais e administrativos" no Equador. Ontem, representantes da Petrobras não estavam disponíveis para comentar o assunto. A companhia nega ter agido de forma incorreta em Palo Azul. A Petrobras é uma das empresas que mais investe no país e no Equador extrai a maior parte do petróleo em Palo Azul. Correa, ex-ministro de esquerda da Economia, se comprometeu a renegociar os contratos petrolíferos estrangeiros para aumentar o faturamento vindo do petróleo. O Equador enfrenta ainda uma queixa da Occidental Petroleum, que cancelou seu contrato logo depois que o governo do país acusou a empresa norte-americana de transferir ilegalmente parte de um bloco petrolífero. A Occidental nega as acusações e pede a devolução de seus ativos e uma indenização de US$ 1 bilhão. (Gazeta Mercantil)

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Norueguesa vai perfurar no Brasil para a ExxonMobil

Um navio-sonda da norueguesa Seadrill é o principal candidato a perfurar os poços exploratórios no BM-S-22, bloco localizado em águas ultraprofundas na Bacia de Santos e único operado pela petroleira norte-americana ExxonMobil no Brasil. A sonda - denominada West Polaris - ainda está em construção no estaleiro Samsung Shipyard, na Coréia do Sul, e ficará pronta no segundo trimestre de 2008.
A West Polaris foi contratada pela ExxonMobil por três anos para atender seus projetos no mercado internacional. O Brasil deverá ser um dos primeiros destinos da sonda porque a major norte-americana tem tido dificuldades de encontrar equipamentos de perfuração disponíveis para seus projetos. O BM-S-22 é um bloco da 3a rodada de licitações da ANP, realizada em 2001. E, de acordo com o contrato firmado com a agência brasileira, sua fase exploratória terminará em 2009.
A ExxonMobil é operadora com 40% de participação no bloco, tendo como sócios a Amerada Hess (40%) e Petrobras (20%). A Exxon e a estatal brasileira adquiriram as participações do bloco em 2004. Naquela época, a Amerada detinha 100% do ativo na Bacia de Santos. Originalmente, o BM-S-22 foi adquirido no leilão pelo consórcio Amerada Hess/Ocean Energy.
Quando ficar pronta, a sonda West Polaris terá capacidade de perfurar poços em lâmina d'água de 3 mil m e atingir profundidade de até 10.668 m. O navio sonda começou a ser construído em 2005, com investimentos de US$ 490 milhões da Seadrill.
Segundo a perfuradora norueguesa, a Exxon assegurou três anos de contrato para a West Polaris, sendo que um terço de duração será utilizado por outras operadoras, principalmente a Ophir Energy. O contrato firmado entre a ExxonMobil e a Seadrill é avaliado em US$ 570 milhões, segundo comunicado da prestadora de serviços ao mercado.
Listada na Bolsa de Valores de Oslo, na Noruega, a Seadrill opera em 14 países e tem mais de 5 mil funcionários. Em parceria com sócios, a empresa tem 37 sondas de perfuração, sendo que 15 ainda em construção. A empresa informou que tem conversado com petroleiras brasileiras em várias ocasiões e que vê o mercado brasileiro como "muito promissor". A empresa já operou no passado no Brasil, mas há muitos anos não traz uma sonda para o País.
(Brasil Energia)

Multinacionais com dificuldade para entrar no mercado brasileiro de etanol

Empresas multinacionais do ramo de biocombustíveis com sede no Estados Unidos estão tendo dificuldade de entrar no mercado brasileiro por causa da relutância de famílias proprietárias de vastas plantações em vender suas terras, de acordo com reportagem na edição desta segunda-feira do The Wall Street Journal.
"Um punhado de potenciais investidores" foram ao Brasil, "inclusive gigantes de commodities, de fundos de hedge e empresas do ramo de energia", diz o jornal americano. "Até os fundadores da Google Inc. vieram dar uma olhada."
Mas "estão se chocando com uma realidade concreta: famílias como a do Sr. Junqueira Franco, que controlam os recursos canavieiros há décadas, até séculos. Muitas não querem vender, outras estão pedindo preços estratosféricos por operações cheias de problemas."
"O Sr. Junqueira Franco, um fundador da Companhia Açucareira Vale do Rosário (...) recebeu ofertas de vários interessados. Inclusive uma oferta de US$ 775 milhões por sua empresa da gigante das commodities Bunge Ltda, sediada em Nova York. Mas o Sr. Junqueira Franco, cuja família chegou ao Brasil por volta de 1700 (..) disse que nunca vai vender (as terras que possui em São Paulo)."
Essas dificuldades estão impedindo que algumas grandes empresas estrangeiras "entrem no promissor mercado de etanol do Brasil através de aquisições, forçando-as a desenvolver seus próprios projetos do princípio".
"Com vastas terras, baixos custos de produção e experiência na produção de etanol, o Brasil é visto por muitos como o país com maior capacidade para satisfazer a demanda mundial", diz a reportagem, a partir de Ribeirão Preto, no interior do Estado de São Paulo.
O jornal lembra que "os Estados Unidos e outros países esperam substituir até 15% de sua gasolina doméstica por etanol em uma década".
"Mas a resistência a estrangeiros pode afetar a rapidez com que grandes quantidades de etanol brasileiro barato comecem a chegar à frota automotiva mundial", diz a reportagem.
Entre os problemas apontados na reportagem para a entrada de estrangeiros no mercado brasileiro de biocombustíveis está a forma como os engenhos são administrados.
"A indústria açucareira e de etanol é gerenciada informalmente e é altamente fragmentada", o que "não é ideal para o investidor estrangeiro".
"Com freqüência os engenhos não têm contabilidade confiável e enfrentam disputas fiscais e dívidas", disse a reportagem, atribuindo tal comentário a investidores estrangeiros.
Disputas trabalhistas também seriam um obstáculo, diz o The Wall Street Journal. "A maior parte da cana-de-açúcar ainda é cortada manualmente - um trabalho exaustivo que enriqueceu donos de engenhos por séculos, mas pode expor companhias internacionais a processos judiciais." "Os donos de engenho do Brasil enfrentam alguma pressão política para não vender (suas propriedades)", diz a reportagem.
"Aloizio Mercadante, um poderoso senador de São Paulo, chamou recentemente a ação dos donos de engenho que venderam (as propriedades) de ''incrível e incompreensível''." "Analistas dizem que o Brasil precisa de bilhões de dólares em investimentos para expandir a produção e construir dutos, portos e outras partes da infraestrutura de que precisa para se tornar o fornecedor de etanol do mundo", afirma o artigo.
"Grandes companhias, que possuem um melhor acesso a crédito e capital, também podem ajudar a consolidar, modernizar e expandir a indústria de etanol do Brasil", diz a reportagem do The Wall Street Journal. (Invertia)

Petrobras concentra investimento internacional em EeP

O diretor da Área Internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, detalhou as estratégias da estatal para o exterior entre 2008 e 2012 e confirmou que a área de Exploração e Produção, com aporte de US$ 10,5 bilhões no período, será a principal área de atuação da companhia. O montante, que corresponde a 70% do total a ser investido pela Petrobras nos cinco anos, será direcionado principalmente a projetos na América Latina, no Oeste da África e no Golfo do México.Com este aporte, a estatal pretende atingir sua meta de produzir no exterior 436 mil barris de óleo equivalente por dia (boed) em 2012 e de 698 mil boed em 2015, em volume que considera a produção de óleo, GNL e gás natural.A área de RTCP (Refino, Transporte, Comercialização e Petroquímica), com aporte previsto de US$ 3,7 bilhões (25% do total), também é considerada de fundamental importância para as estratégias da Petrobras no exterior.Quando considerada por região, a divisão de recursos prioriza o mercado norte-americano, que receberá quase a metade dos investimentos previstos para o período: US$ 4,9 bilhões. (Invertia)

Petrobras pode aumentar refino nos EUA

A Petrobras avalia a possibilidade de ter uma segunda refinaria nos Estados Unidos, que seria necessária para dar conta do esperado aumento da produção de petróleo na região, informou nesta segunda-feira o diretor da Área Internacional da estatal, Nestor Cerveró.
O diretor afirmou a jornalistas que além da ampliação da refinaria de Pasadena, no Texas, uma joint-venture da Petrobras com a Astra, a estatal discute outras alternativas para elevar sua capacidade de refino.
"Não é só a questão de ampliação, estamos examinando outro negócio de refino lá", afirmou Cerveró.
A Petrobras pretende processar de 200 mil a 250 mil barris de petróleo por dia nos EUA até 2012, dependendo das negociações para elevar a capacidade de refino no país, disse o executivo.
A refinaria de Pasadena processa cerca de 100 mil barris por dia e há planos para elevar sua capacidade.
Os Estados Unidos serão o principal destino dos investimentos no exterior da Petrobras.
Dos 15 bilhões de dólares de investimentos externos previstos no plano de negócios 2008-2012, 4,9 bilhões, ou 32 por cento, serão aplicados nos EUA.
A Petrobras é operadora em dois campos no Golfo norte-americano, Chinook e Cascade, onde começará a produzir em 2010.
Além dos EUA, Cerveró também comentou a situação no Japão. A Petrobras negocia desde o ano passado a compra de uma refinaria em Okinawa, mas até agora não houve um acordo.
"Estamos negociando há algum tempo com eles e até com outros. Essa questão do tempo causa um certo desgaste. Estamos examinando a possibilidade e vamos manter sigilo". Ele ainda descartou a possibilidade de ter uma refinaria em Roterdã, na Holanda. "Chegamos a examinar mas o processo não avançou". (Agência Estado)