Símbolo da campanha eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e primeira plataforma de petróleo a ser construída com conteúdo nacional mínimo, a P-52 custou à Petrobras cerca de 20% a mais do que o estimado no início da obra. Segundo o gerente-executivo de engenharia da estatal, Pedro Barusco, as obras consumiram US$ 1,1 bilhão, contra os US$ 906 milhões constantes do contrato assinado em dezembro de 2003. Em entrevista antes da cerimônia de batismo da plataforma, a direção da companhia negou, porém, que a decisão de construir a unidade no País tenha causado a alta de custos. "Foram três fatores: pequenos ajustes no projeto, variações cambiais e a alta nos preços do aço", afirmou o executivo, para quem a indústria naval brasileira já tem condições de competir com estaleiros internacionais. "Não é verdade que seja mais caro no Brasil. Na verdade, é mais barato", disse. "É muito melhor estarmos aqui discutindo em português. Antes, tínhamos questões na corte de Londres, gastávamos fortunas com advogados para discutir detalhes como termos em inglês nos contratos", acrescentou o diretor de exploração e produção da Petrobras, Guilherme Estrella. Construída pelo estaleiro Brasfels, em Angra, a P-52 ficou com um índice de nacionalização de 76% e a empresa espera ampliar esse padrão nas próximas embarcações. Para o presidente do estaleiro Keppel Fels, de Cingapura, que controla o Brasfels, Choo Chiao Beng, a principal diferença entre a indústria naval brasileira e a de seu país está no grau de abertura da economia nacional. "Em Cingapura podemos importar qualquer equipamento de qualquer parte do mundo sem taxas e isso nos garante preços mais competitivos", explicou, citando também a facilidade para que técnicos estrangeiros trabalhem no país asiático. O Brasfels está construindo ainda a P-51, primeira plataforma do tipo semi-submersível cujo casco será construído no Brasil, em uma parceria com a Nuclep, empresa criada para as obras civis das usinas nucleares brasileiras e reativada justamente para essa obra. "A decisão de construir o máximo que pudermos no Brasil vem forçando grandes companhias mundiais a se instalarem no País", disse Estrella, citando ainda que 100 mil pessoas trabalham hoje em obras da Petrobras. OperaçõesCom capacidade para produzir 180 mil barris por dia, a plataforma P-52 será instalada no campo de Roncador na primeira quinzena de setembro, segundo o cronograma previsto pela Petrobras. A embarcação deixa o estaleiro Brasfels em Angra no final de julho para passar por testes de flutuação e, logo depois, segue para o campo, na Bacia de Campos.Além dela, a Petrobras pretende iniciar as operações de outras quatro plataformas de petróleo este ano: P-34, no campo de Jubarte; FPSO CIdade de Vitória, em Golfinho; Piranema e uma unidade de teste de produção de óleo extrapesado no campo de Siri, na Bacia de Campos. Mesmo assim, a empresa deve fechar o ano com um volume de produção abaixo da meta estipulada inicialmente, de 1,91 milhão de barris por dia.Segundo Estrella, a empresa deve atingir 1,88 milhão de barris por dia, devido a atrasos na entrada de algumas unidades e problemas com a extração de óleo em Golfinho - que ainda não atingiu os 90 mil barris por dia esperados, porque o reservatório tem menos energia do que a empresa previa. O projeto de óleo extrapesado em Siri vem sendo tocado com grande expectativa pela companhia, devido à grande quantidade de reservas desse tipo existentes no Brasil. A idéia é testar tecnologias capazes de recuperar essas reservas a custos competitivos. (Agência Estado)domingo, 17 de junho de 2007
Batizada a plataforma P-52 da Petrobras
Símbolo da campanha eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e primeira plataforma de petróleo a ser construída com conteúdo nacional mínimo, a P-52 custou à Petrobras cerca de 20% a mais do que o estimado no início da obra. Segundo o gerente-executivo de engenharia da estatal, Pedro Barusco, as obras consumiram US$ 1,1 bilhão, contra os US$ 906 milhões constantes do contrato assinado em dezembro de 2003. Em entrevista antes da cerimônia de batismo da plataforma, a direção da companhia negou, porém, que a decisão de construir a unidade no País tenha causado a alta de custos. "Foram três fatores: pequenos ajustes no projeto, variações cambiais e a alta nos preços do aço", afirmou o executivo, para quem a indústria naval brasileira já tem condições de competir com estaleiros internacionais. "Não é verdade que seja mais caro no Brasil. Na verdade, é mais barato", disse. "É muito melhor estarmos aqui discutindo em português. Antes, tínhamos questões na corte de Londres, gastávamos fortunas com advogados para discutir detalhes como termos em inglês nos contratos", acrescentou o diretor de exploração e produção da Petrobras, Guilherme Estrella. Construída pelo estaleiro Brasfels, em Angra, a P-52 ficou com um índice de nacionalização de 76% e a empresa espera ampliar esse padrão nas próximas embarcações. Para o presidente do estaleiro Keppel Fels, de Cingapura, que controla o Brasfels, Choo Chiao Beng, a principal diferença entre a indústria naval brasileira e a de seu país está no grau de abertura da economia nacional. "Em Cingapura podemos importar qualquer equipamento de qualquer parte do mundo sem taxas e isso nos garante preços mais competitivos", explicou, citando também a facilidade para que técnicos estrangeiros trabalhem no país asiático. O Brasfels está construindo ainda a P-51, primeira plataforma do tipo semi-submersível cujo casco será construído no Brasil, em uma parceria com a Nuclep, empresa criada para as obras civis das usinas nucleares brasileiras e reativada justamente para essa obra. "A decisão de construir o máximo que pudermos no Brasil vem forçando grandes companhias mundiais a se instalarem no País", disse Estrella, citando ainda que 100 mil pessoas trabalham hoje em obras da Petrobras. OperaçõesCom capacidade para produzir 180 mil barris por dia, a plataforma P-52 será instalada no campo de Roncador na primeira quinzena de setembro, segundo o cronograma previsto pela Petrobras. A embarcação deixa o estaleiro Brasfels em Angra no final de julho para passar por testes de flutuação e, logo depois, segue para o campo, na Bacia de Campos.Além dela, a Petrobras pretende iniciar as operações de outras quatro plataformas de petróleo este ano: P-34, no campo de Jubarte; FPSO CIdade de Vitória, em Golfinho; Piranema e uma unidade de teste de produção de óleo extrapesado no campo de Siri, na Bacia de Campos. Mesmo assim, a empresa deve fechar o ano com um volume de produção abaixo da meta estipulada inicialmente, de 1,91 milhão de barris por dia.Segundo Estrella, a empresa deve atingir 1,88 milhão de barris por dia, devido a atrasos na entrada de algumas unidades e problemas com a extração de óleo em Golfinho - que ainda não atingiu os 90 mil barris por dia esperados, porque o reservatório tem menos energia do que a empresa previa. O projeto de óleo extrapesado em Siri vem sendo tocado com grande expectativa pela companhia, devido à grande quantidade de reservas desse tipo existentes no Brasil. A idéia é testar tecnologias capazes de recuperar essas reservas a custos competitivos. (Agência Estado)Gás do Campo de Mexilhão entra em produção em 2009
O diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Guilherme Estrela, disse hoje que o Campo de Mexilhão, localizado na Bacia de Santos (SP), deve entrar em operação dentro de dois anos. "A previsão é que no primeiro semestre de 2009 nós começamos a operar com bons resultados. Com sete poços produtores e uma vazão entre 10 e 12 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia já na primeira etapa".Descoberto em agosto de 2003, o campo tem reservas estimadas em 400 bilhões de metros cúbicos. E é o primeiro empreendimento de gás natural não-associado desenvolvido pela Petrobras.Por ser explorado e produzido no mesmo campo que o petróleo, o gás precisa passar por um processo de separação. Atualmente, 75% da produção nacional é de gás associado. A Petrobras espera ter 11 novos campos de gás não-associado em operação nos próximos anos.Para Estrela. apesar de o País não enfrentar uma crise em relação ao fornecimento de gás natural, a situação estará "bem mais confortável" a partir do final de 2008, com a efetivação dos projetos previstos no Plano de Antecipação da Produção de Gás (Plangás)."Não tem crise, não. Já estamos encontrando as soluções necessárias para atender ao crescimento do mercado. A escassez aparente terminará no final de 2008 com a efetivação do projeto que prevê a produção adicional de 40 milhões de metros cúbicos de gás natural para o Sul e Sudeste".O Plangás prevê investimentos de US$ 22, 1 bilhões na cadeia brasileira de gás natural entre 2007 e 2011. Os recursos destinados pela estatal somam US$ 17,6 bilhões, sendo US$ 11 bilhões para exploração e produção. O restante será para a ampliação da malha de gasodutos do País.Para aumentar a oferta de gás natural no Sudeste, o plano prevê ampliar a produção da região dos atuais 24,5 milhões de metros cúbicos por dia para 40 milhões diários nos próximos dois anos.Embora a produção de gás natural esteja em cerca de 44 milhões de metros cúbicos por dia, a Petrobras só disponibiliza para o mercado nacional cerca de 24 a 25 milhões. Outros 10 a 11 milhões são consumidos pela própria estatal, nas refinarias . Outro tanto, não especificado, é reinjetado nos próprios poços de petróleo para aumentar a produção.Há também casos como o da província petrolífera de Urucu, cujo gás, depois de separado o óleo, é reinjetado nos poços para produção futura por falta de infra-estrutura de transporte.As declarações do diretor da companhia foram dadas no estaleiro Brasfels, em Angra dos Reis, litoral Sul do Rio de Janeiro, onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva batizou a Plataforma P-52. Participam da solenidade, a ministra chefe da casa Civil, Dilma Roussef, o ministro interino de Minas e Energia, Nelson Hübner, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielle, e o governador Sérgio Cabaral Filho. (Invertia)Angola terá cooperação em petróleo e gás com a Coréia do Sul
Angola terá cooperação com Coréia do Sul em petróleo e gásO Conselho de Ministros angolano aprovou nesta quarta-feira um Memorando de Entendimento entre Angola e a Coréia do Sul que prevê a cooperação entre os dois governos no setor de petróleo e gás.De acordo com o comunicado final da sessão extraordinária desta quarta, o conselho presidido pelo Chefe de Estado, José Eduardo dos Santos, deu o seu aval ao Memorando assinado entre o Ministério dos Petróleos de Angola e o Ministério do Comércio, Indústria e Energia da República da Coréia.O documento prevê o desenvolvimento de parcerias entre empresas sul-coreanas e angolanas na área da exploração do petróleo e do gás natural.O Conselho de Ministros angolano também decidiu nesta quarta autorizar o Ministério das Finanças a emitir obrigações do tesouro em moeda estrangeira para financiar os projetos previstos no Programa Geral do Governo para 2007-2008.As instituições financeiras estabelecidas em Angola podem assim participar no processo de financiamento a longo prazo dos projetos de reconstrução nacional em andamento no país subscrevendo títulos do tesouro.Além destes dois assuntos, o conselho aprovou também o estatuto orgânico do Instituto Marítimo e Portuário de Luanda que irá coordenar, orientar e fiscalizar as atividades ligadas à marinha mercante e à atividade portuária. (Agências)
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Angola terá cooperação com Coréia do Sul em petróleo e gás
O Conselho de Ministros angolano aprovou nesta quarta-feira um Memorando de Entendimento entre Angola e a Coréia do Sul que prevê a cooperação entre os dois governos no setor de petróleo e gás.De acordo com o comunicado final da sessão extraordinária desta quarta, o conselho presidido pelo Chefe de Estado, José Eduardo dos Santos, deu o seu aval ao Memorando assinado entre o Ministério dos Petróleos de Angola e o Ministério do Comércio, Indústria e Energia da República da Coréia.O documento prevê o desenvolvimento de parcerias entre empresas sul-coreanas e angolanas na área da exploração do petróleo e do gás natural.O Conselho de Ministros angolano também decidiu nesta quarta autorizar o Ministério das Finanças a emitir obrigações do tesouro em moeda estrangeira para financiar os projetos previstos no Programa Geral do Governo para 2007-2008.As instituições financeiras estabelecidas em Angola podem assim participar no processo de financiamento a longo prazo dos projetos de reconstrução nacional em andamento no país subscrevendo títulos do tesouro.Além destes dois assuntos, o conselho aprovou também o estatuto orgânico do Instituto Marítimo e Portuário de Luanda que irá coordenar, orientar e fiscalizar as atividades ligadas à marinha mercante e à atividade portuária. (Agências)
O Conselho de Ministros angolano aprovou nesta quarta-feira um Memorando de Entendimento entre Angola e a Coréia do Sul que prevê a cooperação entre os dois governos no setor de petróleo e gás.De acordo com o comunicado final da sessão extraordinária desta quarta, o conselho presidido pelo Chefe de Estado, José Eduardo dos Santos, deu o seu aval ao Memorando assinado entre o Ministério dos Petróleos de Angola e o Ministério do Comércio, Indústria e Energia da República da Coréia.O documento prevê o desenvolvimento de parcerias entre empresas sul-coreanas e angolanas na área da exploração do petróleo e do gás natural.O Conselho de Ministros angolano também decidiu nesta quarta autorizar o Ministério das Finanças a emitir obrigações do tesouro em moeda estrangeira para financiar os projetos previstos no Programa Geral do Governo para 2007-2008.As instituições financeiras estabelecidas em Angola podem assim participar no processo de financiamento a longo prazo dos projetos de reconstrução nacional em andamento no país subscrevendo títulos do tesouro.Além destes dois assuntos, o conselho aprovou também o estatuto orgânico do Instituto Marítimo e Portuário de Luanda que irá coordenar, orientar e fiscalizar as atividades ligadas à marinha mercante e à atividade portuária. (Agências)
Fundo americano de investimentos pressiona Petrobras
O Calstrs, terceiro maior fundo de pensão dos Estados Unidos, informou ontem que vai pedir a 13 empresas do setor de energia, entre as quais a Petrobras, que estão em seu portfólio de US$ 171 bilhões, para reconsiderarem os investimentos no Irã. O California State Teachers Retirement System, mais conhecido como Calstrs, disse em comunicado que seu conselho pediu aos funcionários do fundo que pressionem as empresas identificadas pelo American Israel Public Affairs Committee sobre negócios no Irã.O fundo de pensão calculou ter US$ 1,4 bilhão investidos nessas empresas.- O Calstrs nunca tolerou e nunca vai tolerar o apoio ao terrorismo - disse Dana Dillon, presidente do conselho do fundo. - Da forma mais enfática possível, apelamos a essas empresas que considerem o crescente risco de continuar com essas atividades atuais para o valor de seus investimentos.Além da Petrobras, as outras empresas são a italiana Eni, Gazprom, da Rússia, Indian Oil Corp, da Índia, INPEX Holdings, a espanhola Repsol, a anglo-holandesa Royal Dutch Shell e Statoil, da Noruega.O Calpers, California Public Employees Retirement System, rejeitou os pedidos para abandonar os investimentos em empresas estrangeiras que fazem negócios com o Irã. O Calpers, maior fundo de pensão americano, rejeita esse tipo de pedido historicamente.Os parlamentares da Califórnia estudam leis que obriguem os dois fundos de pensão a desistirem de seus investimentos em companhias que têm negócios no Irã.A Petrobras assinou um acordo em novembro do ano passado com a National Iranian Oil Corp. (Nioc), a petroleira estatal daquele país, para exploração em águas rasas no golfo Pérsico, no bloco de Tusan. A Petrobras, que já perfura o primeiro de dois poços na região, é a única empresa na operação. No início deste mês, o Ministério do Interior do Irã confirmou, também, que negocia com a estatal brasileira uma parceria com a mesma Nioc para exploração em águas profundas no Mar Cáspio. O governo iraniano informou que as negociações encontram-se em estágio avançado. (Jornal do Brasil)sexta-feira, 8 de junho de 2007
Bolívia pode pagar por refinarias da Petrobras
Bolívia paga primeira parcela por refinarias da Petrobras na 2ª. O governo da Bolívia realizará, na próxima segunda-feira, o primeiro pagamento pelas duas refinarias que recomprou da Petrobras, para tomar imediatamente o controle de ambas, confirmou hoje o vice-presidente do país, Álvaro García Linera. O compromisso equivalerá ao depósito de US$ 56 milhões, a metade do preço combinado entre a Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB) e a estatal brasileira no mês passado, pelas instalações localizadas nas cidades de Cochabamba e de Santa Cruz. García Linera disse que "é decisão do governo (boliviano) e da Petrobras concretizar a transferência das refinarias", em troca de US$ 112 milhões, no prazo estipulado entre ambos governos. Ele afirmou que o ministro de Hidrocarbonetos, Carlos Villegas, e o presidente-executivo da YPFB, Guillermo Arequipa, estão em Santa Cruz trabalhando na etapa final de elaboração do contrato com a estatal brasileira. O jornal La Prensa diz hoje que a Petrobras já transferiu legalmente, na última semana, as ações das duas instalações, com as quais o governo criará a empresa YPFB Refinación, após quase oito anos de gestão privada. "Na próxima segunda será colocada a sigla brilhante e nova da YPFB e os bolivianos estão muito contentes por isto", declarou o vice-presidente boliviano. As usinas de refino foram compradas como parte do processo de nacionalização dos hidrocarbonetos, iniciado no dia 1º de maio de 2006, e que obrigou uma dúzia de companhias a renegociarem novos contratos de operações na Bolívia. (Invertia)OPEP alimenta aumento do preço do petróleo
Preços de petróleo encerram em alta; Brent ultrapassa US$ 71. Os preços do petróleo subiram nesta quinta-feira, por preocupações com a oferta da commodity depois de comentários da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). O petróleo tipo Brent, atualmente visto como melhor indicador do mercado global, fechou a US$ 71,22 por barril, uma valorização de 0,20 dólar. Na Nymex, o barril da commodity avançou US$ 0,97, para US$ 66,93. O presidente da Opep, Mohammed bin Dhaen al-Hamli, disse que a oferta de petróleo é "atualmente suficiente" e que não vê necessidade de a entidade realizar encontro de emergência para conter os preços. A próxima reunião da Opep está marcada para setembro, em Viena. (Invertia)RepsolYPF cria a Petrolífera Latino-Americana
A companhia petrolífera Repsol YPF transformará a filial argentina YPF em uma companhia com ativos em oito países latino-americanos, disseram fontes da empresa citadas na edição de hoje do jornal Clarín.A Yacimientos Petroliferos Fiscales (YPF) receberá todos os campos de petróleo e gás, refinarias e outros bens que a Repsol YPF tem em Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Cuba, Equador e Venezuela.De acordo com as fontes, a companhia passará a ser uma petrolífera "latino-americana" assim que a Repsol YPF vender 25% do pacote acionário a um sócio local, passo que requer de "seis a sete semanas"."É uma operação pendente da aprovação do sócio local, primeiro, e que as autoridades e regulamentações de cada país permitam, em segundo lugar", especificaram as fontes."A idéia é montar uma empresa latino-americana líder em termos energéticos e que seja a referência da Repsol na região", acrescentaram.Isto significa que a YPF, privatizada na década de 90, reunirá "todos os ativos que permitam ter grandes possibilidades de crescimento, das estratégicas reservas de gás da Bolívia à potencialidade das áreas mar adentro do Brasil, passando pelos ricos campos da Venezuela"."Será uma companhia grande, com projeção", asseguraram as fontes.O Clarín publicou as declarações depois da reunião de diretores da Repsol YPF ocorrida na quarta-feira, em Buenos Aires, com a presença do presidente da companhia, Antonio Brufau.O jornal de maior tiragem da Argentina também citou declarações de Sonia Ruiz de Garibay, analista da empresa Caja Madrid Bolsa, para quem "tudo o que reduza o risco latino-americano é bom para a Repsol".A companhia petrolífera desmentiu, na quarta-feira, que espera obter entre US$ 10 bilhões e 12 bilhões pelos ativos da venda de 45% das ações da YPF, como tinha indicado o "número dois" da companhia, Miguel Martínez.Por meio de um comunicado, Martínez assegurou que tal avaliação "não corresponde às estimativas preliminares" para realizar a operação, que consiste em vender primeiro 25% da YPF para uma empresa argentina e depois colocar outros 20% das ações em oferta pública na Bolsa de Buenos Aires.O jornal de negócios "Ámbito Financiero" comentou hoje que o desmentido foi "insólito", em vista de que a avaliação em questão "foi exposta a vários banqueiros" na terça-feira, "depois de ser profundamente analisada durante vários meses".De acordo com o jornal, a Repsol YPF tem uma "acelerada intenção" de se desprender de ativos da filial argentina, "quase na mesma velocidade que a dos próprios interessados em comprar".Vários diários argentinos concordaram hoje que o principal candidato a comprar os 25% da YPF é o proprietário do Grupo Petersen, o banqueiro Enrique Ezquenazi, um dos empresários com bons vínculos com o presidente da Argentina, Néstor Kirchner. (Invertia)Petrobras vai ampliar investimentos na Amazônia
Petrobras vai investir R$ 3 bilhões para ampliar atividade exploratória na região amazônica. A Petrobras vai investir cerca de R$ 3 bilhões até 2012 para ampliar as atividades de exploração e desenvolvimento da produção na Província Petrolífera de Urucu, na região amazônica. A informação é da gerente-executiva de Exploração e Produção da estatal para a região, Solange Guedes. “Para ampliar nossas atividades, estamos aguardando com interesse a próxima rodada de licitação a ser realizada pela Agência Nacional de Petróleo , Gás e Biocombustíveis [ANP]. Nós temos interesse na ampliação, principalmente nas bacias do Solimões e do Amazonas”, acrescentou. Guedes destacou, ainda, que a estatal já está pronta para produzir de 500 a 600 mil metros cúbicos de gás natural por dia no Campo Azul – o que marcaria a primeira produção de gás no Amazonas fora da Província de Urucu. "Toda a nossa produção estava concentrada em Urucu. Agora, esperamos fechar contrato com uma térmica que opera na área e gerar energia para pequenas comunidades e empresas situadas nas imediações", informou. A Província Petrolífera de Urucu, distante 650 quilômetros a sudoeste de Manaus, possui 60 poços que produzem em média 56,6 mil barris de petróleo e 9,7 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia. Esse volume faz do Amazonas o segundo produtor terrestre de petróleo e o terceiro produtor nacional de gás natural. (Jornal do Comércio)Equador quer US$ 1,2 bilhão para não explorar bloco
Com o apoio de ONGs ambientalistas, o governo do Equador iniciou ontem uma corrida contra o tempo para evitar a exploração de uma grande reserva de petróleo no Parque Nacional Yasuní, na Amazônia, considerado reserva da biosfera pela Unesco. A Petrobras tem interesse na área.A proposta é que, em um ano, seja arrecadado US$ 1,2 bilhão para a criação de um fundo que compensaria, a partir de 2013, o que não seria explorado no bloco ITT -a maior reserva de petróleo do país. Para não explorar o ITT, o governo equatoriano quer uma compensação anual de US$ 350 milhões, metade do que seria obtido com a exploração do campo."Nos primeiros 15 dias, vamos recolher assinaturas para fortalecer a proposta até que o Estado abra a conta para o pagamento para que o petróleo fique no subsolo", disse à Folha Esperanza Martínez, diretora da ONG Acción Ecológica, uma das envolvidas no projeto.Os detalhes do projeto seriam anunciados ontem à noite por Correa e serão disponibilizados no site www.amazonia porlavida.org. A proposta não altera a exploração do bloco 31, da Petrobras, também em Yasuní. O governo equatoriano já assegurou que a licença ambiental, suspensa em 2005, sai em breve. (Folha de São Paulo)quinta-feira, 31 de maio de 2007
Nigéria pode ser alternativa ao gás boliviano para Brasil
O Brasil aposta na Nigéria e na relação com o presidente eleito, Umara Yar'Adua, para garantir o abastecimento de gás nos próximos anos, diante da relação prejudicada com a Bolívia. Até 2009, o fornecimento de gás nigeriano poderá superar a marca de 30 milhões de metros cúbicos por dia, o que atenderia metade das necessidades termoelétricas brasileiras. De acordo com o jornal Estado de S. Paulo, Yar'Adua já deixou claro que quer dar uma atenção especial ao Brasil e ter o País como parceiro nos investimentos. A Petrobras é o elo mais forte no comércio entre o Brasil e Nigéria, com importações de US$ 1,7 bilhão de janeiro a abril deste ano. (Investnews)Parceria público-privado na gestão de energia de Cabo Verde
Estado de Cabo Verde e as empresas Shell Cabo Verde e Enacol vão criar uma entidade para gerir os produtos petrolíferos, que deverá começar a funcionar em Janeiro do próximo ano. Após reunião entre representantes das petrolíferas e o governo ficou definido que a Shell e a Enacol ficarão com 45 por cento das acções cada e o Estado de Cabo Verde terá 10 por cento. Apesar das negociações estarem ainda em curso, o director-geral da Indústria, Abraão Lopes, explicou que estão prontos os principais contornos do memorando assinando entre as partes. "Vai ser uma empresa participada pelo Estado, Shell e Enacol e será responsável pela logística primária, o que quer dizer que será responsável pela importação, armazenagem e distribuição inter-ilhas dos combustíveis", disse. Essa empresa terá a missão de implementar e incutir uma grande eficácia no sector dos combustíveis, reduzir os custos e garantir a segurança de abastecimento e território nacional", acrescentou Lopes. Tratando-se de um investimento essencialmente privado, o Estado não fará parte da gestão da empresa. Abraão Lopes explicou que a empresa estará dentro do sector petrolífero mas directamente sob a tutela do governo, sendo que entre as partes foi assinado um acordo para que a nova entidade seja gerida por um director-geral recrutado por concurso. As expectativas para a criação da empresa são, segundo o director geral das indústrias, elevadas. "Esperamos uma maior eficiência do sector, redução dos custos, a segurança do abastecimento e um figurino bastante completo e mais eficaz de todo o abastecimento de combustíveis", explicou. O director da Shell Cabo Verde afirmou que esta empresa vai permitir poupanças para as empresas e possivelmente para os consumidores. "Sentimos que com esta empresa poderá haver poupanças, porque já não teremos algumas operações que anteriormente faziam a Shell e a Enacol e poupa-se todos os custos associados. Mas as contas serão feitas a partir do momento que se definir o âmbito dessa empresa", explicou. Um dos maiores problemas estruturais de Cabo Verde é a falta de energia, visível nos sucessivos cortes de electricidade nas ilhas. Ainda recentemente o primeiro-ministro, José Maria Neves, afirmou que a gestão da energia no país era um dos passos necessários para resolver a questão. (Notícias Lusófonas)A meta de Angola é de 1,85 milhões de barris de petróleo por dia em 2007
Angola pretende chegar ao final de 2007 a produzir 1,850 milhões de barris de petróleo por dia, mais 450 mil barris do que actualmente, informou hoje uma fonte do Ministério dos Petróleos. Segundo a referida fonte, citada pela agência de notícias angolana, Angop, o país produz actualmente 1,4 milhões de barris de crude diários e as novas descobertas recentes fazem antever a possibilidade de continuar a aumentar a produção. O campo Rosa, situado no Bloco 17, um dos mais profícuos do mar de Angola, deverá começar a produzir no segundo semestre deste ano, de acordo com a mesma fonte. A zona marítima ao largo da costa angolana está dividida em 74 blocos de exploração, em águas rasas, profundas e ultra profundas, dos quais apenas cerca de três dezenas estão actualmente em operação. As reservas petrolíferas do país estão estimadas em cerca de 12,5 mil milhões de barris. (Notícias Lusófonas)Nova licitação de áreas em Moçambique
O governo moçambicano deverá lançar até ao próximo ano um novo concurso para a atribuição de licenças para exploração de petróleo e gás natural na bacia do rio Rovuma, admitiu o director do Instituto Nacional de Petróleo, Arsénio Mabote. "O mais tardar em 2008 vamos lançar um novo concurso para a atribuição de mais licenças" para exploração de petróleo e gás natural na bacia do rio Rovuma, no extremo norte do país, disse Arsénio Mabote. Actualmente, o Instituto Nacional de Petróleo de Moçambique (PCA) aguarda resultados de estudos de impacto ambiental que encomendou, avançou aquele responsável. Segundo Mabote, as novas licenças permitirão fazer a exploração daqueles recursos naturais tanto em terra como no mar. Uma equipa de pesquisadores, envolvendo empresas do Canadá, Estados Unidos da América, Malásia e Itália, está a desenvolver pesquisa para exploração de hidrocarbonetos na bacia do Rovuma, mas ainda não produziu quaisquer descobertas petrolíferas. No entanto, as referidas explorações apontam para a presença de quantidades significativas de gás natural na bacia do Rovuma. Em meados de Abril, o Governo moçambicano assinou o contrato de concessão para a pesquisa e produção de petróleo na área "on shore" do Bloco do Rovuma, entregue às empresas Artumas Moçambique Petróleo e Empresa Nacional de Hidrocarbonetos. De resto, as autoridades moçambicanas têm dado conta da existência de fortes indícios de presença de petróleo na bacia do Rovuma (rio que separa Moçambique da Tanzânia, no norte do país) e no delta do Zambeze (centro). "Do ponto de vista geológico, há potencial para ocorrência de petróleo", disse o presidente do PCA, indicando que a existência no país de hidrocarbonetos associados ao petróleo, como o gás e o carvão mineral, criam a expectativa de que é também possível encontrar crude nas águas moçambicanas. A possibilidade de existência em Moçambique de reservas petrolíferas passíveis de exploração comercial tem, de resto, atraído ao país algumas das principais empresas do ramo. Companhias como a Norsk Hydro (Noruega), Anadarko Petroleum Corporation (Estados Unidos), ENI (Itália) e Petronas (Malásia) têm estado activas na prospecção de petróleo no país. A Galp Energia, através ENI (accionista de referência da empresa, com 33,34 por cento do capital), poderá também entrar na exploração de blocos ganhos pela empresa italiana em Moçambique. Na corrida está também a petrolífera Petrobras, que em Outubro do ano passado firmou com a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH, estatal) um acordo para a exploração de petróleo e gás natural em Moçambique, com a intenção de iniciar a exploração nos primeiros meses deste ano. A empresa brasileira já actua num bloco de exploração em Moçambique, em parceria com a Petronas (Malásia), na produção de hidrocarbonetos na foz do rio Zambeze. A companhia petrolífera malaia deverá, entretanto, começar no primeiro semestre deste ano a sua fase II de pesquisas de petróleo no Delta do Zambeze, estando prevista a realização de um furo "off shore" com um custo de 20 a 25 milhões de dólares (14,6 a 18,3 milhões de euros). A Norsk Hydro, por seu turno, manifestou recentemente o desejo de prosseguir com as actividades de pesquisa e prospecção de petróleo na bacia do rio Rovuma, embora sem confirmar a existência de crude no país. (Notícias Lusófonas)quarta-feira, 30 de maio de 2007
Produção de petróleo em Angola atinge 1,8 milhão de barris por dia ao final de 2007
Angolan oil sector expects to reach a daily production of 1.8 million barrels until the end of 2007, against the current 1.4 million, said Wednesday in Malanje an Oil Ministry source.The source told Angop that the country's oil production has risen from 173,000 barrels a day before independence, to one million barrels in 2004.
With the increase in production, Angolan Government is seeking to immediately build a refinery with a daily capacity of 200,000 barrels a day in central Benguela province, aiming at supplying the local and international markets with refined oil derivatives, the source added.
With effect, several actions are underway at Low Congo Basin, as a result of various discoveries over the last ten years.
In the Block 17, stress goes to Rosa field, whose production will start in the second semester of this year.
Also in the Block 17, the Fields Cravo/Lírio will be developed as independent, separate from Girassol infrastructures, with a view to enabling a later connection with Orquídea/Viola fields, an option that is still being under a study.
The development of the fields Plutão, Saturno, Vénus and Marte (PSVM), localised in the northern section of Block 31, set the start of this activity in ultra-deep waters whose maximum production is estimated at 125 barrels a day, with the first output expected for 2009/10.
The country's oil sector is being examined under the ongoing Second Forum on Angolan Staff going on from May 29 to June 1, aimed at promoting dialogue among the various generations of national personnel serving the sector.
The meeting that was inaugurated by the prime minister's assistant minister, Aguinaldo Jaime, continues with an appraisal of the accomplishment of the recommendations from the first forum, held from July 24-26, in Soyo district, northern Zaire province. (Angola Press Agency)
Postado por Rui Valério
O meu nome é Rui Valério, sou jornalista, da revista Factos Interessantes do Grupo Impala. Estou a realizar um trabalho sobre Petróleo português. Nesse âmbito, gostaria de contar com a opinião de um técnico (geólogo?)/especialista idealmente até a próxima Quinta-feira,, por motivos de fecho de revista.Entre outros factos que gostassem de referir, pretendo que respondam às seguintes questões:É possível de uma forma sucinta, quase cronológica ter um “apanhado” das tentativas de pesquisa e exploração de petróleo no nosso país?1-Qual a expectativa real de inicar a produção e a comercialização de petróleo português?2-Quais as áreas concessionadas? A aposta neste projecto supera os números dos riscos de encontrarem petróleo mas cuja exploração comercial não seja viável?3- Que tipos de estudos (geológicos, sismicos, perfuração e outros) são necessários e o que demonstraram até agora em Portugal?4-Como se define que a descoberta de petróleo possa ser económica e comercialmente interessante?5-Qual o custo de uma plataforma petrolífera?6-Em termos de recursos humanos, quantas pessoas estão ligadas a este projecto e quantos trabalhadores serão necessários para trabalhar numa plataforma petrolífera?7-Que tecnologia é utilizada na exploração de petróleo em águas profundas?Despeço-me com elevada consideração,Rui Valério (jornalista)219238337
segunda-feira, 28 de maio de 2007
Petrobras busca auto-suficiência também em gás natural
O crescimento da demanda por gás natural e a nacionalização dos hidrocarbonetos na Bolívia levaram a Petrobras a sair em busca da auto-suficiência brasileira também na produção de gás - assim como já fez com o petróleo. O Brasil é dependente da Bolívia, de onde importa diariamente cerca de 25 milhões de metros cúbicos de gás - pouco mais da metade do consumo nacional. E a demanda cresce num ritmo maior que a capacidade de expansão da oferta.Por determinação do governo federal de priorizar investimentos que levem o Brasil à auto-suficiência, a Petrobras lançou o Plano de Antecipação da Produção de Gás (Plangás). A estatal e seus parceiros estimam investir, de 2007 a 2011, US$ 22,1 bilhões na cadeia de gás natural no Brasil.
O investimento da Petrobras será de US$ 17,6 bilhões, sendo US$ 11 bilhões no segmento de exploração e produção, voltado para a cadeia de gás, e o restante na ampliação da malha de gasodutos do país.
Em entrevista concedida no Gas Summit Latin America 2007, o congresso latino-americano de gás realizado na última semana, em São Paulo, o presidente da estatal, José Sergio Gabrielli, enfatizou que a empresa tenta descobrir campos de gás não-associado (não ligado diretamente aos campos de produção de petróleo).
Atualmente, 75% da produção nacional é de gás associado. Por ser explorado e produzido no mesmo campo que o petróleo, precisa passar por um processo de separação. A Petrobras espera ter 11 novos campos de gás não-associado em operação nos próximos anos.
Conta petróleo no Brasil ainda em déficit
O Brasil continua registrando déficit na conta petróleo, apesar de o governo ter anunciado que o País alcançou a auto-suficiência no setor desde o final do ano passado. Na verdade, houve uma piora expressiva nos três primeiros meses do ano, com o déficit consolidado crescendo 120% ao atingir US$ 907 milhões no período de janeiro a março. Nos três primeiros meses de 2006, o déficit somou US$ 412 milhões, conforme dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).Segundo a ANP, o País contabilizou importações no valor de US$ 4 089 bilhões no setor, ante exportações de US$ 3,182 bilhões no trimestre. No mês de março, isoladamente, as importações totalizaram US$ 1,553 bilhão ante exportações de US$ 1,224 bilhão, com déficit de US$ 329 milhões no mês. No total estão incluídos dados referentes ao óleo bruto, derivados e gás natural e já incorpora as mudanças nos dados estatísticos da ANP referentes às exportações. Desde novembro, a agência reguladora passou a considerar os derivados vendidos para aviões e navios que embarcam para o exterior como “exportação”, ao contrário do que vinha ocorrendo até então, reduzindo o déficit. A série divulgada pela ANP foi refeita, considerando os novos critérios.
A piora nos resultados resulta do aumento na compra do gás natural da Bolívia e ao fato de o petróleo brasileiro valer menos do que o óleo que o País importa. (Jornal O Paraná)
Peniche - capital do petróleo português?
Feliciano Barreiras Duarte Professor UniversitárioSerá que é desta vez? Será que após vários anos de expectativas quanto à prospecção no interior de Portugal e na costa atlântica portuguesa, finalmente vamos descobrir o nosso potencial petrolífero? Será que Portugal tem mesmo petróleo que lhe permita anular parte da sua dependência energética externa? Estas e outras questões justificam-se à luz do acordo que recentemente o Estado português através do Governo assinou com um consórcio formado por Galp, Partex e Petrobrás. É que esse consórcio vai investir cerca de 20 milhões de euros nos próximos três anos para a aquisição e o processamento sísmico criando assim as condições necessárias para custear os trabalhos de prospecção de petróleo na bacia lusitana. O investimento total previsto é de cerca de 227 milhões de euros. A ser utilizados em cerca de 12 mil metros quadrados divididos por quatro blocos que compõem a área a explorar ao largo de Peniche. Isso mesmo. Em Peniche Que já é actualmente o maior porto de pesca do país e que poderá ver reforçada a sua importância económica e geoestratégica não só em Leiria e no Oeste, mas também em Portugal e na Europa. O consórcio prevê a exploração durante oito anos da bacia lusitana e já no quarto ano prevê iniciar a prospecção em águas profundas e, posteriormente, deverão realizar- -se duas prospecções em cada um dos quatro blocos de exploração a fim de se solidificar a prospecção efectiva. Para os principais intervenientes não restam dúvidas de que se formou petróleo em Portugal. A grande dúvida é se a geologia permitiu(te) ou não, condições técnicas para manter esse petróleo. Até porque o petróleo é identificado com as estruturas rochosas que mantêm a parte superior da crosta terrestre e normalmente existe em maior volume nas bacias sedimentares. Com a assinatura deste protocolo a expectativa é grande. Sobretudo em Peniche e em Leiria e no Oeste.
A grande questão é esta - o que vai ganhar Peniche com tudo isto? E a Região Oeste e o distrito de Leiria? Até porque o Estado assegurou que o seu "lucro" derivará do contractualizado, que é muito (prémios de assinatura, transferências tecnológicas e redes de superfície). No período de tempo (oito anos) previsto prevê-se quatro milhões de euros de rendimento e, no caso de se confirmar a produção, o Estado receberá sete por cento do valor do barril de petróleo, mais 25 % do IRC. Daí que se justifique a pergunta - Peniche potencial capital do petróleo português ganha o quê com tudo isto? Ou melhor, Peniche e a sua região envolvente deverão fazer com que o Estado encontre o modelo adequado para alocar as infra-estruturas e as verbas adequadas ao seu desenvolvimento a vários níveis. É que o resto vem a seguir.(Jornal de Notícia)
domingo, 27 de maio de 2007
Brasil compra gás da Argélia
A Petrobras e a companhia argelina Sonatrach assinaram neste sábado em Argel um princípio de acordo sobre diversos aspectos de colaboração em matéria energética, assim como um de venda de gás natural liqüefeito (GNL). O memorando foi assinado pelo presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli Azevedo, e pelo dirigente da Sonatrach, Mohammed Meziane, na presença do ministro argelino de Energia Chakib Khelil. A minuta de acordo abrange a pesquisa e exploração de hidrocarbonetos em terra e mar, e o refino e petroquímica. O acordo contempla a compra e venda em spot de GNL com destino ao mercado brasileiro, especificando que a Petrobras poderá importar gás argelino a partir de 2008 através de dois projetos de gaseificação, que ficarão em terminais flutuantes na Baía de Guanabara (Rio de Janeiro) e em Pecém (Ceará). O gás servirá fundamentalmente para a geração de energia elétrica. (O Globo)
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